Vendas diretas sustentam vice-liderança da Fiat

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São Paulo – A Fiat comemora a vice-liderança do mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves no primeiro bimestre, posição que, no ano passado, ficou com a Volkswagen. Foi apertado: 54,9 mil unidades ante 53,9 mil da agora terceira colocada.

 

“Foi um avanço notável”, afirmou, em nota, Herlander Zola, diretor Fiat para a América Latina e diretor comercial para o Brasil. “Crescemos 34,8%, frente a uma expansão de mercado de 16,2% no primeiro bimestre na comparação com o ano anterior.”

 

As vendas diretas fizeram uma grande diferença para essa subida de degrau da Fiat no ranking. Segundo cálculos da Agência AutoData com base em dados da Fenabrave, em torno de 60% das vendas da Fiat foram por meio de negociação direta. Das líderes do ranking só perde para a Jeep – integrante do mesmo Grupo FCA –, que teve cerca de 70% dos 18 mil veículos seus emplacados por meio de venda direta.

 

Verdade que quase metade desse volume da Fiat representa as vendas das picapes Strada e Toro, normalmente vendidas para operações comerciais. Mas há, também, demanda forte por Argo, Mobi e Uno.

 

No bimestre a VW negociou em torno de 45% do seu volume licenciado por meio de venda direta. A líder, General Motors, ficou com índice semelhante. Renault e Ford, respectivamente quarta e quinta do ranking do bimestre, também tiveram mais de 40% dos seus emplacamentos decorrentes de vendas diretas.

 

Na média o mercado fechou com 43% das vendas do bimestre feitas por meio de negociações diretas. O varejo, no mesmo período, representou 57% do volume emplacado. Há um ano essa fatia estava em 65% para o varejo e 35% para vendas diretas.

 

Pelo varejo foram licenciados 216,9 mil automóveis e comerciais leves em janeiro e fevereiro, um ligeiro avanço de 2% sobre os primeiros dois meses do ano passado. O mercado, em geral, fechou com 380,5 mil veículos emplacados, alta de 16,3%.

 

A Fenabrave considera venda direta todo emplacamento decorrente de nota fiscal emitida por uma fabricante de veículos – os demais são considerados venda a varejo. Entram aí grandes vendas corporativas para frotistas ou locadoras, estas usualmente com generosos descontos, e também algumas operações realizadas nas concessionárias, como vendas a taxistas, produtores rurais e PCDs.

 

O ranking de vendas muda quando dividido por varejo e vendas diretas. No varejo a liderança ficou com a GM, seguida por Volkswagen, Fiat, Hyundai e Toyota. Em vendas diretas a Fiat assumiu o primeiro posto, com GM, Volkswagen, Renault e Ford na sequência.

 

Os índices de vendas diretas de Toyota, 29%, e Hyundai, 19%, estão bem abaixo da média do mercado.

 

Foto: Divulgação.