Keko projeta crescimento de 10%

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20/05/2019

Caxias do Sul, RS - Após redução de 16% na receita do ano passado na comparação com 2017, em decorrência, principalmente, da perda de um importante negócio, a Keko Acessórios projeta recuperação parcial neste ano. A diretoria da empresa de Flores da Cunha, RS, trabalha com alta de 10% sobre o valor consolidado de R$ 143 milhões do ano passado.

 

Leandro Scheer Mantovani, seu presidente executivo, disse que o primeiro trimestre foi bastante conservador, acompanhando o que já ocorrera no último período do ano passado. Sua expectativa é a de recuperação mais efetiva a partir de julho, já como resultado do plano de incrementar ações no mercado original, principalmente com lançamentos de peças e acessórios inovadores para operar junto aos concessionários, montadoras e lojas próprias.

 

Outra fonte importante de crescimento será o mercado externo, no qual a Keko já opera em 44 países dos cinco continentes. Um dos focos principais é o Estados Unidos, embora Mantovani reconheça ser um mercado altamente competitivo. Assim como outras marcas a empresa também tem sofrido perdas na Argentina.

 

Um dos primeiros lançamentos da empresa, apresentado na Automec, realizada em São Paulo, SP, em abril, é a capota rígida retrátil Aluminum, nas versões manual e automática. Em maio do ano passado a Keko adquiriu o projeto da ALLT Brasil, startup criada em Caxias do Sul, RS. Em um ano a produção saltou de 1 unidade/dia para 10 unidades/dia, com expectativa de alcançar de 6% a 7% do faturamento global este ano, podendo chegar a 10% nos próximos anos: “Esse modelo de capota transforma a caçamba da picape em um porta-malas 100% seguro, como se fosse um carro sedã”.

 

De acordo com Mantovani trata-se de produto premium e de nicho no seu portfólio, em linha com o planejamento visando à valorização do mix e posicionamento de mercado focado na diferenciação.

 

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Inicialmente as vendas foram direcionadas ao mercado externo. As mais de 1 mil peças produzidas no primeiro ano foram embarcadas para dezesseis países na América do Sul e Central, África, Europa e Oceania. Atualmente a solução está em processo de homologação com três montadoras para fornecimento como produto original. Com o lançamento nacional a venda também passou a ser feita na rede de revendedores credenciados: “Estudamos o mercado, que nos apontou aceitação para esse produto inovador, existente na Europa e nos Estados Unidos mas que no Brasil apenas a Keko está produzindo”.

 

O ano passado também foi marcado por duas decisões significativas no mundo Keko. A empresa voltou à condição de sociedade limitada, sob comando exclusivo da família, depois de quase onze anos de sociedade com a CRP, Companhia Riograndense de Participações, que atua no mercado de fundos de investimentos. Em setembro a Keko entrou com pedido de recuperação judicial, que teve deferimento. No momento trabalha na estruturação de um projeto a ser apresentado para a assembleia de credores, ainda sem data definida.

 

Fotos: Jean Carlos Dal Alba, Photo Traço/Divulgação.