Cummins busca ocupar a fábrica de Guarulhos com exportação

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São Paulo –A Cummins busca maneiras de ocupar a capacidade da fábrica que mantém em Guarulhos, SP, onde produz motores diesel para veículos comerciais, fora de estrada e estacionários e que deverá, neste ano, produzir menos unidades em função da saída da Ford Caminhões do mercado na América Latina e das quedas nas exportações de caminhões, sobretudo à Argentina.

 

O caminho que a companhia deverá seguir será o de fortalecer sua plataforma exportadora. Segundo Adriano Rishi, existe a possibilidade se trazer ao Brasil a produção de componentes que, hoje, são fabricados em unidades Cummins que vivem o cenário contrário ao visto na operação doméstica – ou seja, o de excesso de uso de capacidade.

 

“Algumas unidades da companhia, principalmente nos Estados Unidos, estão operando acima da capacidade, e é possível que a produção do excedente seja trazida para a unidade brasileira, que está ociosa. Seria produção de componentes para exportação intracompany”.

 

O executivo, no entanto, não precisou quando começaria a produção, nem se ela demandará investimento na fábrica paulista.

 

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A expectativa da companhia acerca do mercado de motores este ano era a de crescimento de 12% nas suas vendas em cenário de PIB crescendo a 2,5%, o que não acabou se confirmando a partir de janeiro quando a projeção do crescimento da economia começou a despencar. A situação se tornou mais grave com a saída da Ford, anunciada em fevereiro.

 

De todo modo, a empresa já vinha executando planejamento que tinha como fio condutor a procura por novas oportunidades dentro e fora do mercado de veículos. Desde 2017, quando o segmento de caminhões buscou guarida no mercado externo, a companhia passou a intensificar os trabalhos na área da geração de energia.

 

Ainda que a empresa tenha reduzido suas projeções de motores para caminhões de 43 mil para 33 mil, neste ano, em função do fim da operação da Ford Taboão, a questão não é tratada internamente na empresa como algo catastrófico, disse Rishi: “Vamos produzir menos, mas não vemos como algo grave diante das possibilidades de diversificação. Estamos buscando outros clientes também no País”.

 

Foto: Divulgação.