Abeifa deposita menos otimismo para 2019

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São Paulo – Os importadores de veículos iniciaram o ano com a expectativa de vender 50 mil unidades no mercado brasileiro. Mas, depois dos resultados apresentados no primeiro semestre, a Abeifa, associação que representa os importadores, decidiu rever suas projeções para o ano.

 

“Com a economia parada e o dólar acima de R$ 4 ficou impossível vender 50 mil carros", afirmou o presidente José Luiz Gandini. "Nossa nova projeção é de 40 mil unidades para o ano, uma redução de 20% nas nossas expectativas”.

 

Em 2018 foram comercializados 37,5 mil veículos importados pelas associadas da Abeifa.

 

No primeiro semestre foram vendidas 16 mil 219 unidades, queda de 9,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Gandini tem a crença, porém, de que segundo semestre seja melhor: “Esperamos que a reforma da Previdência seja aprovada em meados de agosto e, com isto, acredito que a economia voltará a crescer em ritmo mais forte, o que refletirá também nas vendas de automóveis importados. O segundo semestre também terá sete dias úteis a mais, mais um fator positivo”.

 

A reforma da Previdência é considerada pela Abeifa a grande prioridade do atual governo e, segundo Gandini, sua aprovação ajudará também na vinda de novos investimentos externos. A reforma tributária também é considerada muito importante e aguardada para os próximos meses: “Essas duas reformas são essenciais para a retomada do crescimento. Sem isso não voltaremos a crescer como esperamos”.

 

Gandini também espera que o dólar recue ao longo do segundo semestre, o que ajudará no valor que as empresas pagarão para importar: “Os carros que estamos vendendo hoje e os que estão a caminho do País foram pagos com o dólar a mais de R$ 4, mas com o recuo que esperamos, para R$ 3,80, que ainda não é o valor ideal, pagaremos menos por novos lotes. Mas isso levará alguns meses para ter reflexos positivos nos negócios”.

 

Considerando apenas as vendas de junho foram licenciados 2 mil 679 automóveis, retração de 13,4% na comparação com o mês anterior e de 11,1% com relação a junho de 2018.

 

Acordo com a União Europeia -- O presidente José Luiz Gandini disse que, a princípio, o acordo comercial fechado pelos representantes do Mercosul e da União Europeia é interessante para o setor de importados. Na sua opinião a redução de impostos de importação é sempre positiva, mas ainda é muito cedo para comentar o assunto: “Nós sabemos apenas que o governo assinou o acordo, mas não sabemos nenhuma das regras para o setor automotivo: estamos esperando os próximos capítulos da negociação”.

 

Regras como qual será a cota anual de importação, qual será o valor de impostos pagos, como funcionará a redução gradativa dos impostos que está sendo citada são pontos importantes para Gandini: “Precisamos saber dessas regras para entender como será o acordo e quais reflexos teremos nos nossos negócios”.

 

O presidente disse que espera um convite do verno para conversar sobre regras e normas para importação e exportação de veículos pelos dois blocos econômicos: “Queremos participar da criação das regras e normas do acordo para o nosso setor, mas até agora não tivemos nenhum contato do governo”.

 

Foto: Divulgação.