Argentina: vendas em queda e impasse sobre subsídios.

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São Paulo – O mercado de veículos na Argentina registrou, em agosto, queda nas vendas em meio a impasse sobre a prorrogação do plano de incentivos iniciado em junho. As concessionárias venderam, no mês passado, 44 mil unidades -- 11% a menos do que em julho, apesar dos subsídios concedidos nas vendas de veículos novos a partir dos quais se esperava reação nas compras.

 

A medida federal deu resultados positivos nas vendas de julho, o que levou o governo a prorrogar o programa até agosto, mês em que turbulências nas esferas política -- o resultado das primárias para a Presidência -- e econômica, a declaração da moratória e a desvalorização da moeda local, entretanto, tornaram as coisas ainda mais complicadas. A Honda, por exemplo, sentiu os reflexos da crise e decidiu encerrar a produção da fábrica de Campana.

 

Ainda que os números de agosto tenham se mostrado negativos na comparação com julho os concessionários argentinos desejam que os incentivos permaneçam válidos em setembro, o que, por ora, parece que não acontecerá. De acordo com fonte do site Autoblog as montadoras argentinas não viram a cor dos recursos com os quais o governo subsidiaria os preços mais baixos dos veículos novos.

 

Por isso, continuou a fonte do site, as fabricantes não estão inclinadas a aceitar uma eventual prorrogação dos incentivos em setembro, a não ser que o governo deposite os valores referentes ao subsídio concedido no junho-agosto, cuja soma é de cerca de 1,3 bilhão de pesos.

 

Dados da Acara, a associação das concessionárias da Argentina, apontaram que no acumulado do ano foram vendidas 343 mil 463 unidades de automóveis, comerciais leves e caminhões, o que representa volume 45,8% menor do que o registrado pelo varejo no janeiro-agosto do ano passado. Desse total foram 252,7 mil unidades automóveis, 47% a menos, 77 mil comerciais leves, queda de 39%, e 8,3 mil caminhões, 30% a menos.

 

No período a Volkswagen foi a empresa que mais vendeu veículos, 50 mil 93 unidades, resultado que representa retração de 46% sobre os seus volumes vendidos em 2018, no mesmo período. Fecham o grupo das três empresas que mais venderam a Renault, com 48,6 mil unidades, e a Toyota, com 48,1 mil.

 

O veículo mais vendido naquele país foi o Chevrolet Onix, produzido pela General Motors no Brasil: até agosto 12,9 mil unidades do modelo foram vendidas na Argentina. Na comparação com as suas vendas realizadas no janeiro-agosto do ano passado a queda foi de 45,8%.

 

Foto: Divulgação.