Ritmo das fábricas de motocicletas não acompanha o do varejo

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São Paulo – A produção de motocicletas acumulada até setembro cresceu 7,5% na comparação com os nove meses do ano passado, chegando a 836 mil 450 unidades. Apenas em setembro, apontou o balanço da Abraciclo divulgado na quarta-feira, 9, saíram das linhas instaladas no polo de Manaus, AM, 92 mil 894 unidades, 15% a mais do que o volume produzido em setembro de 2018.

 

Apesar do ritmo mais forte da produção observado no ano as fábricas não conseguem acompanhar o apetite do consumo no mercado brasileiro. Para o presidente Marcos Fermanian o volume de vendas no varejo poderia ser muito maior do que as 796 mil 426 unidades vendidas no janeiro-setembro – alta de 14,5% sobre 2018 – se as montadoras aumentassem a capacidade de suas fábricas.

 

“O mercado descolou da produção porque as fábricas estão recuperando o ritmo junto à cadeia de fornecedores, depois de meses de retração do consumo e queda do varejo. Os volumes estão sendo recuperados aos poucos”, disse o representante, acrescentando que as vendas tendem a crescer ao longo do ano em função da oferta de crédito que, sob a ótica da entidade, está alta nos bancos de varejo.

 

Os dados da Abraciclo mostram que do total emplacado no ano, 43% ocorreu via CDC, o crédito direto ao consumidor, 33% via pagamento à vista e, o restante, por meio de consórcio.

 

Apenas em setembro foram emplacadas 87 mil 719 unidades de motocicletas, dentre nacionais e importadas. O volume representa crescimento de 18,4% sobre aquele vendido em setembro do ano passado. Nos 21 dias úteis do mês, a média de vendas diárias foi de 4 mil 177 unidades/dia, 3,7% a mais do que a média diária registrada em agosto, quando foram vendidas, por dia, 4 mil 28 unidades.

 

A Honda, que detém 82% do mercado brasileiro de motocicletas, registrou até setembro 668 mil 443 unidades vendidas ao atacado, um volume 15% maior do que o observado nos nove meses do ano passado. A Yamaha, com 13,4% de market share, vendeu às concessionárias 109 mil 711 unidades, 8,5% a mais.

 

Com relação às exportações, entretanto, o cenário é de queda por causa do drama econômico argentino. O país vizinho é o principal destino das motocicletas produzidas no Brasil. Até setembro, 14 mil 274 unidades foram embarcadas àquele mercado, um volume 64% menor. Estados Unidos, Colômbia, Canadá e Austrália completam o grupo dos principais destinos das exportações do setor.

 

No janeiro-setembro as exportações totais somaram 30 mil 225 unidades, volume que representa retração de 44,5% ante as exportações realizadas em igual período no ano passado.

 

Salão - Após a apresentação dos números da indústria de motocicletas foi anunciada a renovação de contrato com a Reed Exhibitions, responsável pela realização do Salão Duas Rodas, por mais três edições afora a que ocorre em novembro no São Paulo Expo. A expectativa da empresa é a de que circulem pelo evento 250 mil visitantes.

 

Foto: Divulgação.