Meritor expande oferta e cria marca para eixos elétricos

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São Paulo -- A Meritor prepara ofensiva de novos produtos para segmentos nos quais ainda não atuava no mercado de caminhões. Afora o esperado eixo trativo elétrico 14xe a empresa apresentou na segunda-feira, 14, no primeiro dia da Fenatran, parte da gama de eixos que herdou do portfolio da Axletech, empresa adquirida este ano.

 

Segundo Luis Marques, seu gerente de marketing, com a incorporação de novos produtos à oferta da Meritor será viável, no mercado brasileiro, explorar novos segmentos, como é o caso dos veículos fora de estrada: "É uma demanda de baixos volumes, mas que pode proporcionar rentabilidade alta por serem aplicações dedicadas".

 

É o caso, ele citou, de caminhões de manutenção em áreas rurais: "Nestas operações os caminhões precisam de torque e robustez para poder superar os trechos onde não há pavimentação, por exemplo".

 

A respeito das aplicações do eixo elétrico a grande demanda são os 1,6 mil caminhões VW e-Delivery encomendados pela Ambev e que entrarão em produção em 2020. No entanto há outras oportunidades de negócios, como ônibus elétrico Mercedes-Benz e modelos de caminhões pesados.

 

A demanda elétrica global levou a Meritor a criar uma nova marca, a Blue Horizon, há seis meses. Os produtos para aplicação em powertrain elétrico levarão sua estampa e a nova empresa demandará reorganização interna do quadro de funcionários -- Marques observou que haverá divisão ou criação de departamentos específicos dentro da Meritor para desenvolver os produtos da nova marca.

 

O eixo trativo 14xe que equipará os primeiros VW e-Delivery da Ambev é um conjunto importado dos Estados Unidos, a princípio, por questões ligadas à escala proporcionada pelo mercado brasileiro e, também, pela característica de alguns de seus componentes. Segundo Marques "a empresa desenvolveu com alguns fornecedores peças mais robustas para suportar a operação elétrica e o alto desgaste que ela pode gerar".

 

O conjunto elétrico foi desenvolvido para ser aplicado em caminhões médios, até nas configuração 4x2 e 6x4, dependendo do PBT, o Peso Bruto Total. São três as faixas de motorização: 150 kW, 180 kW e 200 kW.

 

A expectativa da companhia para o ano é a de aumentar seu faturamento em 16% no Brasil na comparação com o registrado no ano passado, puxado, principalmente, pelos negócios OEM envolvendo caminhões pesados. O crescimento projetado poderia ser maior, disse Marques, não fosse a saída da Ford Caminhões do mercado na América do Sul.

 

Foto: Bruno de Oliveira.