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Extensão do conflito no Irã ameaça fornecimento de chips e baterias

Estudo do Supply Chain Intelligence Institute Austria, sediado em Viena, aponta riscos de escassez na Europa
Estreito de Ormuz 20 07 2019 O barco foi apreendido na sexta-feira (19) no Estreito de Ormuz, perto do Irã.A tripulação do petroleiro britânico Stena Impero, que foi capturado pelo Irã, está a salvo e em boas condições de saúde segundo o diretor da entidade responsável por portos da região onde a embarcação está atracada, Alahmorad Afifipur.foto Twitter Stena Bulk

São Paulo – Caso o conflito no Oriente Médio, decorrentes dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, se estenda por mais de dois meses a indústria automotiva europeia poderá enfrentar escassez crítica de semicondutores e células de bateria. É o que aponta estudo do Supply Chain Intelligence Institute Austria, sediado em Viena, Áustria, de acordo com informações publicadas no Automotive News Europe.

O documento alerta para “consequências desproporcionalmente severas” caso se prolongue o fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota marítima importante pela qual passa boa parte do petróleo e do gás natural liquefeito que abastece o mundo. O autor do estudo e chefe do instituto, Peter Klimek, disse que “se o conflito durar dois meses ou mais a situação se tornará crítica”.

Klimek apontou riscos como choque de preços de energia, transporte e matérias-primas e possíveis faltas de chips e baterias para veículos elétricos. Uma parcela significativa de gases nobres, essenciais para a fabricação de semicondutores, tem origem na região: “Cerca de um terço do hélio necessário para a produção de chips vem do Catar. Tudo dependerá de quão rápido os fabricantes de chips conseguirão garantir fontes alternativas”.

O diretor do instituto acrescentou que qualquer interrupção na produção de chips por falta de insumos-chave poderá desencadear falta de semicondutores em níveis semelhantes aos da pandemia de covid-19: “No caso de falta de chips a indústria automotiva provavelmente seria bem afetada, pois a prioridade seria dada a setores como de aplicações médicas”.

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