Expectativas da Randon para 2020 são otimistas

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Foto Jornalista Roberto Hunoff

Por Roberto Hunoff

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05/03/2020

Caxias do Sul, RS – A expectativa da diretoria das Empresas Randon para 2020 é de crescimento no mercado brasileiro, mas sem repetir os índices dos últimos dois anos. Na visão de Daniel Randon, a retomada da economia doméstica, com PIB crescendo na casa de 1,8%, deverá assegurar expansão de um dígito nos volumes de vendas.

 

A carteira de pedidos do primeiro trimestre para implementos ainda segue forte em razão dos resultados da Fenatran 2019. Segundo Esteban Angeletti, gerente de relações com investidores, a visibilidade neste segmento é boa até maio. Com relação às autopeças, o cenário está muito vinculado ao comportamento das montadoras. Já o mercado externo é definido por Daniel Randon como mais desafiador, com tendência a recuo diante do alto grau de incertezas.

 

O guidance da empresa para este ano é de faturamento bruto total de R$ 7,7 bilhões, alta de 5% sobre o realizado em 2019. Para a receita líquida consolidada é projetado valor de R$ 5,5 bilhões, expansão de 8%. O incremento deve vir do mercado doméstico, na medida em que a diretoria trabalha com exportações de US$ 250 milhões, recuo de quase 15% sobre os valores de 2019. As importações estão estimadas em US$ 80 milhões, 8% abaixo do realizado no ano passado.

 

Os investimentos para o exercício estão projetados em R$ 220 milhões, em linha com o realizado em 2019, de R$ 218,7 milhões. Do valor, em torno de R$ 140 milhões a R$ 160 milhões serão aplicados em manutenção das plantas e o restante em programas de inovação, produtividade e aumento de capacidade.

 

As projeções da empresa, segundo Daniel Randon, não contemplam a consolidação da compra da Nakata, anunciada em dezembro, mas que só deve ter posição do Cade e demais organismos de mercado no final deste semestre. Também não considera os possíveis impactos do coronavírus na economia mundial. “É cedo para uma avaliação mais definitiva, mas estamos monitorando esta situação”.

 

Na avaliação de Randon, não há risco de desabastecimento, pois apenas 5% das matérias-primas usadas pela companhia vem da China. Da mesma forma, fornecedores que dependem de itens chineses ainda não indicaram problemas. “Mesmo assim, estamos mapeando fontes nacionais para eventual necessidade”.

 

Ao mesmo tempo em que a expansão do coronavírus preocupa, a diretoria da Randon vislumbra oportunidades. Hemerson de Souza, diretor de relações com investidores da Fras-le, comentou que na Fremax, empresa adquirida no final de 2018, dobrou, desde janeiro, o número de consultas de clientes, já cativos ou novos, principalmente da Europa.

 

Foto: Jefferson Bernardes/Divulgação