Randon tem o melhor resultado da história

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Foto Jornalista Roberto Hunoff

Por Roberto Hunoff

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05/03/2020

Caxias do Sul, RS – Com receita líquida consolidada de R$ 5,1 bilhões, incremento de 19,5% sobre 2018, e 2% acima da projeção inicial para o ano, a Empresas Randon, de Caxias do Sul, RS, alcançaram em 2019 o melhor resultado em suas sete décadas de história.

 

Também foi expressivo o lucro líquido do período, de R$ 247,6 milhões, com expansão de 63% e margem de 4,9%. O conglomerado consolidou faturamento total de R$ 7,3 bilhões, incremento de 21%, lucro bruto de R$ 1,3 bilhão, alta de 24%, e Ebitda de R$ 690,7 milhões, avanço de 23%.

 

Os resultados foram apresentados na manhã da quinta-feira, 5, por meio da publicação do balanço e de videoconferência, na qual a diretoria analisou o desempenho passado e projetou o cenário para 2020.

 

“Mesmo com todas as dificuldades, conseguimos executar o que foi planejado”, afirmou Daniel Randon, diretor-presidente, referindo-se aos resultados alinhados com o guidance anunciado em fevereiro de 2019. Só não foi alcançada a meta de receita externa, que ficou em US$ 288,1 milhões, 4% abaixo do estimado. “Sofremos com a baixa demanda em vários mercados onde atuamos”.

 

O incremento de receita, segundo Randon, se deu em função do desempenho do mercado interno, de forma especial pelo volume comercializado de implementos rodoviários e caminhões pesados, decorrência da renovação de frota e expansão do agronegócio, além de indicadores econômicos mais favoráveis, como inflação e juros em baixa.

 

Com 22 mil 460 unidades vendidas internamente, alta de 27% sobre 2018, o ano passado registrou o segundo maior volume em implementos rodoviários para a Randon, somente atrás de 2013. A marca fechou o exercício com 34,9% de market share, 3,4 pontos abaixo do ano anterior. A divisão montadoras, que ainda produz veículos especiais e vagões ferroviários, apurou receita líquida próxima a R$ 2,3 bilhões, alta de 17%, e respondendo por 44,7% dos valores totais, 0,8 ponto inferior a 2018.

 

A divisão autopeças apresentou crescimento de volumes em todas as suas unidades de negócio, suportado principalmente pelo mercado doméstico de caminhões pesados. Segundo a companhia, os demais segmentos tiveram desafios adicionais, como a lenta recuperação do mercado de veículos leves e o complexo cenário externo.

 

A divisão registrou receita líquida de R$ 2,6 bilhões, alta de 21%, e participação de 51,6% no total, acréscimo de 0,8%. A Fras-le responde por cerca de 50% do valor. A Suspensys foi a empresa com maior crescimento, com alta de 54%, para R$ 505 milhões. Na divisão de serviços, a receita líquida avançou 16%, para R$ 190 milhões. Neste segmento, a Randon opera com banco e consórcios. O número de cotas vendidas caiu 2,8% no ano, para 13 mil 904 unidades.

 

Reveses na Argentina e Europa - As Empresas Randon totalizaram, no ano passado, receitas externas na ordem de US$ 288,1 milhões, recuo de 2% sobre 2018, e abaixo das estimativas iniciais de US$ 300 milhões. As exportações a partir das plantas brasileiras apuraram US$ 178,6 milhões, redução de 2%, em decorrência, principalmente, da crise no mercado argentino, que era um dos principais destinos de semirreboques e autopeças, e pela estagnação do mercado europeu. As vendas de autopeças apresentaram aumento de 4%, somando US$ 117,5 milhões.

 

Já a receita com exportações de veículos, basicamente implementos rodoviários, caiu 12%, para US$ 61,1 milhões. As unidades localizadas no exterior contribuíram com US$ 109,5 milhões, recuo de 2%.

 

Foto: Jefferson Bernardes/Divulgação