Dunlop aumentará portfólio de pneus nacionais para pesados

Imagem ilustrativa da notícia: Dunlop aumentará portfólio de pneus nacionais para pesados
Foto Jornalista Caio Bednarski

Por Caio Bednarski

CompartilheFornecedor
12/03/2020

Atibaia, SP – Com objetivo de depender menos da importação a Dunlop, empresa do Grupo Sumitomo Rubber, aumentará seu portfólio nacional de pneus para pesados, cuja demanda está crescente no segmento de reposição. Segundo o gerente de vendas e marketing Rodrigo Alonso a partir de junho a meta é produzir mais modelos e mais medidas na fábrica de Fazenda Rio Grande, PR.

 

A capacidade produtiva da fábrica, de pneus pesados, saltará para de 500 para 1 mil unidades. Havia uma dúvida entre elevar a produção dos dois pneus nacionais ou acrescentar novos ao portfólio, mas a empresa resolveu fazer os dois: aumentará a produção e produzirá novos produtos.

 

A rede também será ampliada ao longo do ano e sairá dos atuais 284 pontos de vendas para 300 unidades até dezembro. O executivo disse que as regiões ainda não foram definidas, mas estudos internos já estão em andamento.

 

O aumento da gama de pneus nacionais para pesados, maior capacidade produtiva, lançamentos para veículos leves e a expansão da rede são quatro pilares principais para continuar crescendo no País. Sem revelar números, Alonso disse que a expectativa para o ano é continuar em alta e ganhando mercado, como aconteceu em 2019.

 

Atualmente 80% dos negócios da Dunlop têm origem no aftermarket e 20% no fornecimento OEM – e os dois com viés de alta, segundo o executivo: "Nas entregas para montadoras entramos no projeto do novo Corolla em 2019 e o volume de um ano cheio também nos ajudará".

 

Para o mercado automotivo brasileiro a empresa usa como base a projeção de produção da Anfavea, número que afeta diretamente os seus negócios, e acredita que as linhas de produção deverão atingir as expectativas divulgadas pela entidade – mas Alonso ressaltou que os problemas econômicos vistos nesta semana e o avanço do coronavírus, assim como possíveis impactos, precisam ser avaliados nas próximas semanas.

 

"Até agora não vejo risco da nossa fábrica parar. Nem a unidade da Tailândia parou, só a da China, mas já retomou".

 

Foto: Caio Bednarski.