São Paulo – A Trumpf, fornecedora de máquinas de corte a laser 2D e 3D, encerrou seu ano fiscal 2020/2021 no fim de junho com números acima dos registados antes da pandemia. A entrada de pedidos cresceu 30% e o faturamento 14%, ambos comparados com o ano fiscal anterior.
João Visetti, seu CEO, apontou alguns desafios na jornada: "Vimos uma tendência perigosa, puxada pela desvalorização da moeda local, da importação de máquinas de baixo custo, que na maioria das vezes não atendem às normas de segurança e oferecem uma série de riscos aos operadores".
Mesmo competindo com esses equipamentos a empresa conseguiu retomar seus negócios e acredita em tendência positiva no segmento automotivo, no qual seus principais clientes são da cadeia de máquinas e equipamentos agrícolas, linha amarela, caminhões e implementos.
A expectativa da Trumpf é de que esses segmentos continuem puxando o crescimento dos seus negócios no Brasil, com projeção de alta de 20% no faturamento do ano fiscal 2021/2022 na comparação com o anterior. "Os números poderão ser ainda melhores, porque em julho já registramos recorde de entrada de pedidos no País".
O grande desafio será, assim como para todo o setor automotivo, garantir o fornecimento de componentes, porque já há falta, no mercado, de alguns itens que são essenciais para a produção de suas máquinas. Para tentar evitar problemas no abastecimento das linhas a empresa criou um grupo global de apoio aos fornecedores para que eles consigam realizar suas entregas ou buscar outras soluções.
Componentes eletrônicos são um dos pontos de atenção, assim como aço, que passa por um problema global de falta de oferta e não consegue atender todas as empresas: "Quando o problema é preço você escolhe se pagará ou não, mas a questão, no caso, é a disponibilidade. Talvez isso esteja ligado à crise logística internacional: todo mundo está sofrendo para retirar material da Ásia".
Visetti acredita que a médio prazo haverá a reorganização da produção de toda a cadeia global, com a localização em outras regiões fora da Ásia, e o Brasil poderia ser um forte candidato não fossem os seus custos internos.
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