São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus fez sua aposta na motorização elétrica para os veículos comerciais de carga do futuro, independentemente de sua aplicação urbana, de longa distância ou para o transporte de passageiros. Essa foi a visão apresentada por Roberto Cortes, seus presidente, durante o segundo dia do Seminário Brasil Elétrico+ESG, realizado de forma online até a quarta-feira, 15, pela AutoData Editora:
"A prova disso é o nosso primeiro caminhão elétrico, o e-Delivery, com desenvolvimento 100% nacional e que está com demanda bem acima das nossas melhores projeções. Estamos até priorizando os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro para depois avançarmos para o resto do País e, consequentemente, para outros mercados de exportação".
Cortes contou que para qualquer aplicação a solução elétrica será a mais limpa e eficiente, com menor impacto ao meio ambiente, considerando as que estão disponíveis e em estudo até agora. Para longas distâncias, em que a autonomia precisa ser grande, a infraestrutura com pontos de recarga rápida poderá ser uma boa alternativa.
Para aplicações como a do e-Delivery, de distribuição urbana, a tecnologia elétrica é ainda melhor porque não gera ruídos e consegue recuperar parte da energia que gasta para circular durante as frenagens. A capacidade de 200 quilômetros de autonomia é mais do que suficiente, segundo ele, e os veículos são recarregados durante a noite nas garagens das empresas.
Depois de mostrar todo esse cenário positivo a favor dos veículos elétricos Cortes lembrou que nem tudo é perfeito e apresentou alguns gargalos, como a produção em escala pequena e o baixo nível de nacionalização que resulta na importação das baterias, elevando o custo do veículo porque esse é o componente mais caro. Os investimentos necessários em energia limpa e sustentável, caso da eólica e da solar, também são um ponto de atenção porque demandarão, pelo menos, R$ 14 bilhões.
Mesmo apostando suas fichas no futuro elétrico a curto prazo o executivo segue propondo plano nacional de renovação de frota, que resultaria em uma grande redução de emissão de poluentes e na maior segurança dos veículos que circulam no País. Para exemplificar disse que um caminhão Euro 0 emite vinte e cinco vezes mais poluentes do que um modelo Euro 5, e os veículos Euro 0 representam cerca de 300 mil unidades em operação no Brasil.
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