São Paulo – Na manhã da segunda-feira, 29, o presidente da República, Jair Bolsonaro, dirigiu um ônibus elétrico pelos cerca de 4 quilômetros que separam sua residência, o Palácio da Alvorada, em Brasília, DF, ao Palácio do Planalto, onde despacha. Levou a bordo alguns ministros que, segundo reportagem da Agência Estado, declararam que a tecnologia tem potencial de baratear o transporte coletivo, citando o contexto atual de elevados preços do diesel. Presentes ao Fórum AutoData Veículos Comerciais, por videoconferência, Sílvio Munhoz, diretor de vendas da Scania, e Sérgio Pugliese, diretor de vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus, disseram ser positiva a repercussão dos integrantes do governo sobre as novas tecnologias. Mas que é preciso mais do que isso.
”É preciso uma sinalização concreta do governo de que os combustíveis alternativos são a direção a ser seguida”, disse Munhoz, da Scania, que tem em seu portfólio caminhões movidos a gás. “Não estamos pedindo grandes incentivos, mas pequenos gestos que diferenciem estes modelos de tecnologia dos movidos a diesel.”
Ele e Pugliese, da VW Caminhões, que tem o e-Delivery, primeiro caminhão 100% elétrico produzido no Brasil, citaram como exemplos de ajuda para popularizar as tecnologias tarifas mais baixas em pedágios, desconto no IPVA e investimentos em infraestrutura. Ambos destacaram a linha do Finame com taxa especial para veículos verdes, mas que ainda não é muito conhecida no mercado.
Segundo Munhoz tanto a Scania com a VW Caminhões estão agindo como “empresas desbravadoras”, pois introduziram no Brasil tecnologias novas, sem incentivos, que julgam serem melhores para os brasileiros.
Os caminhões e ônibus a gás e elétricos somaram 224 emplacamentos de janeiro a outubro, segundo a Anfavea. Representaram apenas 0,2% do total de vendas dos dois segmentos.
A Agência Estado consultou o Planalto sobre o presidente estar ou não apto a dirigir um ônibus, que exige carteira de habilitação na categoria D. Não houve resposta.
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