São Paulo – Para avançar com sua estratégia de eletrificação global até 2030, com foco maior na Europa, o Grupo Renault trabalha para reduzir os custos de produção dos veículos elétricos e os tornarem competitivos na comparação com modelos a combustão. A intenção é, no curto prazo, reduzir cerca de um terço do preço final.
Segundo Bruno Vanel, vice-presidente de produto e performance do grupo, a companhia está empenhada nesse trabalho: “Estamos engajados e esperamos avançar rapidamente, chegando em 2026 com redução de dois terços no preço atual das baterias”.
Atualmente as baterias e o motor correspondem por 47% do custo de produção de um veículo elétrico. Com essa redução a expectativa do vice-presidente é de que os preços dos modelos elétricos recuem cerca de 30% até o final de 2024, na comparação com o preço atual de um Renault Zoe.
Até 2025 serão lançados mais catorze modelos E-Tech, que deverão chegar ao mercado com preços mais competitivos. Para 2030, quando o Grupo Renault pretende vender apenas modelos elétricos na Europa, a projeção é de que os preços sejam equivalentes aos modelos a combustão.
A Renault trabalhará com duas plataformas de veículos elétricos para atender as demandas globais dos próximos anos. A plataforma CMF-BEV produzirá modelos elétricos do segmento B, que também poderá ser compartilhada por outras marcas da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi. A plataforma CMF-EV será dedicada à produção de modelos maiores, dos segmentos C e D, sendo modular e capaz de produzir modelos diferentes, caso de SUVs e sedãs.
Para garantir sua produção crescente de veículos elétricos nos próximos anos a Renault já possui parceria fechada com a Valeo, para desenvolver e produzir de forma conjunta os motores elétricos, assim como uma empresa que fornecerá lítio zero carbono para suas baterias e outra para entregar os componentes eletrônicos.