São Paulo – Produzido em São José dos Pinhais, PR, o Volkswagen T-Cross vem se consolidando como o segundo modelo mais importante da companhia no mercado brasileiro. Ano passado só não foi mais produzido do que o VW Gol, em seu ano de despedida: 86,2 mil Gol saíram das linhas de Taubaté, SP, enquanto do SUV foram fabricadas 79,6 mil unidades.
Neste ano o utilitário esportivo até teria fôlego para subir ao primeiro degrau da marca no País, mas a chegada do Polo Track, versão mais simples do hatch escolhida pela Volkswagen como substituta do Gol, deverá impedi-lo. A fábrica de Taubaté está desde o começo do ano dedicada à produção do novo modelo, com expectativa de, em oito semanas, começar a entregar 714 unidades por dia, um ritmo que o T-Cross não consegue acompanhar no Paraná.
Oficialmente a Volkswagen disse que “trabalha com total empenho e dedicação para que o T-Cross e todos os outros modelos da marca tenham sucesso absoluto. A Volkswagen oferece o portfólio mais completo do mercado, atendendo a todos os públicos com veículos que são referência em design, segurança, tecnologia e conforto”.
Do total de T-Cross produzido no ano passado 65 mil 335 unidades foram emplacadas no Brasil e 14 mil 276 embarcadas e comercializadas em 28 países da América Latina e da África. Se no volume total o SUV ficou atrás do hatch, nas exportações foi superado pela picape Saveiro, que somou 20 mil 843 unidades, considerando as versões cabine dupla e simples.
No segmento de SUVs o T-Cross disputou a liderança até dezembro e ficou na segunda colocação, atrás do Chevrolet Tracker, que somou 70,8 mil emplacamentos. No ranking geral de automóveis e comerciais leves o T-Cross ficou na oitava posição.
Em 2023 o T-Cross disputará, mais uma vez, a liderança do segmento de SUVs e tem atributos para conquistar a primeira posição: a reportagem da Agência AutoData rodou 510 quilômetros com o SUV, sendo 80% do trajeto em rodovias, e o motor 1.4 TSI de 150 cv de potência, acoplado ao câmbio automático de seis marchas, mostrou fôlego de sobra para ultrapassagens e retomadas, atingindo sem esforço os limites de velocidade.
O bom desempenho do motor não afeta o consumo, rodando 9,8 km com um litro de etanol, média boa para um veículo que esteve a maior parte do tempo com o seu porta-malas de 373 litros totalmente carregado, junto com uma boa quantidade de malas e outras bagagens no banco traseiro.
Internamente o T-Cross tem boa montagem e acabamento, assim como a qualidade aparente das peças e materiais usados, embora boa parte seja feita em plástico, algo comum no segmento de SUVs compactos. Mesmo assim o interior é bem bonito, pela combinação de tons de cada peça usada, e também pelos poucos botões no painel.
Na versão Highline, que tem preço inicial de R$ 166 mil, valor que pode aumentar para até R$ 180,5 mil com todos os opcionais disponíveis, caso do teto-solar panorâmico, assistente de baliza 3.0, faróis full Led, dentre outros. Por R$ 166 mil o SUV já entrega bancos parcialmente em couro, kit multimídia com tela sensível ao toque de 10,1 polegadas, rodas de liga leve aro 17, abertura do veículo e partida sem chave, ar-condicionado digital automático, lanternas traseiras em led, quadro de instrumentos 100% digital, direção elétrica e câmara de ré.