São Paulo – A produção de caminhões caiu 41,6% na comparação com o primeiro bimestre de 2022, somando 12,2 mil unidades. De acordo com Gustavo Bonini, vice-presidente da Anfavea, que divulgou os dados na segunda-feira, 6, esta retração já estava no radar:
“Esperávamos esse recuo por causa do período maior de férias coletivas em janeiro e do carnaval em fevereiro. Mesmo assim, na comparação com janeiro, a indústria mostrou boa recuperação”.
As empresas concederam férias em janeiro por causa da mudança da legislação de emissões em vigor: aproveitaram para produzir caminhões Euro 5 até o fim do ano e em janeiro pararam as linhas, também para adaptar as fábricas para as novas tecnologias.
Em fevereiro foram produzidos 8,1 mil caminhões, avanço de 100,6% com relação a janeiro, mas na comparação com igual mês do ano passado houve retração de 28,7%.
As vendas de caminhões, que ainda têm participação dos veículos Euro 5, que podem ser comercializados até o fim de março, cresceram 10,5% no primeiro bimestre, somando 18,6 mil emplacamentos. Em fevereiro foram vendidos 8,1 mil veículos, crescimento de 0,2% ante igual mês de 2022 e queda de 22,5% com relação a janeiro.
As exportações no bimestre somaram 2,7 mil unidades, incremento de 1,5% sobre igual período do ano passado. Em fevereiro foram embarcados 1 mil 650 caminhões, crescimento de 13,4% na comparação com fevereiro de 2022 e avanço de 60,8% sobre janeiro:
“O México teve uma contribuição importante neste começo de ano e só em janeiro o volume exportado mais do que dobrou. O avanço está sendo puxado pela acordo de comércio bilateral dos dois países, que tem avançado desde 2020, quando entrou em vigor, e se concretizará em julho desse ano, mas já vemos aumentos significativos nos embarques”.