São Paulo – Associado da ABVE, Associação Brasileira de Veículos Elétricos, desde o seu início, dez anos atrás, chegou a hora de Ricardo Bastos, economista com 25 anos de experiência no setor automotivo e diretor de relações institucionais da GWM, chegar à sua presidência.
Seu mandato terá início em abril, com duração de um ano, após validação de assembleia realizada com associados com direito a voto prevista para 14 de abril. Depois da renúncia de Adalberto Maluf para assumir cargo de secretário nacional do Meio Ambiente Bastos passou pelo crivo do conselho diretor da entidade, em que recebeu dezesseis de 23 votos.
Bastos reconheceu o trabalho desempenhado por seu antecessor para ampliar a relevância da ABVE e disse que sua missão, agora, será pensar em como incluir de forma definitiva toda a cadeia da eletromobilidade, composta além dos fabricantes de veículos por indústrias de componentes, carregadores e montadoras de ônibus elétricos, no setor automotivo.
“A ABVE cresceu muito desde 2013 e temos de dar continuidade a esse processo e representar todo mundo. Eu brinco que o carro elétrico não existe sem carregadores e carregadores não existem sem o carro elétrico. Precisamos de todo o conjunto. Temos agora empresas que começam a dar os primeiros passos na produção de baterias no Brasil. É preciso pensar nessa cadeia toda.”
Bastos assinalou que chega ao cargo disposto a construir pontes. E a reforçar conexões com outras entidades, como as tradicionais Anfavea e Sindipeças, com a ABVE mostrando sua visão de eletromobilidade.
E o primeiro passo já foi dado. Mal foi eleito, na segunda-feira, 27, no dia seguinte já recebeu, na GWM, o presidente da Unica, Evandro Gussi.
“O objetivo é conectar os eletrificados com etanol. As usinas de etanol são hoje empresas de geração de energia. Então nada melhor do que também usar energia renovável para abastecer os 100% elétricos, assim como usar o etanol nos tanques dos carros híbridos.”
Os próximos passos incluem também a busca de parcerias com os setores público e privado, desafio que integra pedido de colegas da diretoria da entidade: “Este é um trabalho ao qual vou me dedicar. A ideia é também ampliar a tecnologia ao uso urbano e contribuir com a definição de política pública para colocar o Brasil na rota da eletrificação”.