São Paulo – A Fenabrave mantém o seu otimismo para as vendas de automóveis e comerciais leves em 2024, com projeção inicial de alta de 12% sobre 2023, número que deverá ser revisto na virada do semestre. Alguns fatores estão puxando o mercado, como a maior oferta de crédito, acomodação do porcentual de inadimplência, queda na taxa de juros e aumento dos empregos.
Segundo o presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Junior, que participou do Fórum AutoData Perspectivas Automóveis, realizado de forma online na segunda-feira, 13, a entrada dos financiamentos diminuiu e o prazo para financiar a compra de um veículo aumentou, o que ajuda a reduzir o peso da parcela no orçamento da população. Mas nem tudo são só notícias boas e a entidade monitora de perto alguns pontos de atenção, como as fortes chuvas que atingiram e seguem atingindo o Estado do Rio Grande do Sul:
“Estamos monitorando de perto essa situação para entender os impactos que teremos no mercado. Diversas concessionárias do Rio Grande do Sul estão, hoje, alagadas e o cenário poderá piorar na região nos próximos dias, por causa do frio e da chuva que devem chegar ao Estado”.
Andreta disse que não é possível afirmar, ainda, qual será o impacto desse desastre ambiental nas vendas de veículos, que poderá ser puxada para cima ou para baixo, dependendo do cenário. O executivo, sempre otimista, possui expectativa de que a população do Rio Grande do Sul demande por veículos novos quando o cenário se normalizar porque muitas pessoas perderam seus carros durante as chuvas e receberão o pagamento das seguradoras.
O resto do País, que não foi afetado pelas chuvas, está com demanda crescente por veículos novos e as vendas vão bem, de acordo com Andreta, que afirmou não ter sido surpreendido com o resultado do primeiro quadrimestre, com 691,4 mil emplacamentos, volume 17,5% maior do que o registrado em igual período do ano passado:
“Nós já esperávamos um mercado maior do que a projeção da Anfavea e, por isto, as vendas até agora não nos surpreenderam. Acredito que esse resultado poderia ter sido ainda maior”.
Para que o mercado siga em alta a médio e a longo prazo a Fenabrave está trabalhando em uma série de estudos para apresentar soluções para o setor automotivo nacional. Um dos estudos é sobre o carro de entrada, tema que já foi levantado por Andreta, para elevar o volume produtivo no País. Outro estudo passa pela renovação de frota e a eliminação de carros com mais de trinta anos da circulação.
Em breve a entidade deverá apresentar o resultado destes estudos e os caminhos que podem ser adotados para tornar esse cenário realidade.