São Paulo – A abertura da 24ª edição da Fenatran, a principal feira do setor de transporte da América Latina, na segunda-feira, 4, no São Paulo Expo, trouxe mais uma vez à tona um antigo pedido da indústria brasileira de caminhões: um programa robusto e perene de renovação de frotas do setor.
Presidentes de diferentes associações presentes ao palco da cerimônia, como Anfavea, CNT, NTC&Logística e Sindipeças, falaram da necessidade de se renovar a frota brasileira de caminhões, tanto para dar mais segurança às estradas como para contribuir com a descarbonização.
“Um caminhão velho emite 27 vezes mais CO2 do que um modelo Euro 6”, afirmou Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea. O presidente da NTC & Logística Eduardo Rebuzzi acrescentou: “Para substituir caminhões produzidos em 1989, com 35 anos de uso, 152 mil veículos, seria preciso investir R$ 104 bilhões”.
Este programa, citaram, faria a substituição gradual dos caminhões. A ideia seria tirar de circulação os muito velhos e substituir por modelos mais novos, destinando à reciclagem os que poluem mais.
Presente à cerimônia o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, reconheceu a necessidade de criar um programa, nos moldes do feito no ano passado, mas disse que é preciso buscar fundos para tornar viável a renovação.