Martelo para instalação de unidade com capacidade para produzir 200 mil veículos por ano foi batido, após esforço do governo do Espírito Santo
São Paulo – Em 26 de janeiro o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, assinou o decreto 125-S, que tornou de utilidade pública um terreno de 1,7 milhão de m² dentro do Parque Industrial de Aracruz, na região de Barra do Riacho. Foi um passo importante em uma negociação iniciada há quase três anos com a GWM e que deverá resultar na segunda fábrica da companhia no Brasil, com capacidade para produzir 200 mil veículos por ano – e estrutura completa: estamparia, soldagem, pintura e montagem final.
Na terça-feira, 25, representantes da montadora e do governo capixaba se reuniram em Vitória, ES, para apresentar pormenores do projeto. Tudo foi alinhado em viagem do vice-governador, Ricardo Ferraço, à China em janeiro, quando assinou um termo de compromisso com a empresa. O projeto integra o plano de investimento de R$ 10 bilhões aplicado pela GWM no País, que inclui a unidade de Iracemápolis, SP, já em operação:
“Este é um projeto de Estado, muito mais do que de governo. A empresa tem um plano de investimento de R$ 10 bilhões para o Brasil e conseguimos atrair para o Espírito Santo uma parte significativa”, afirmou ao portal de notícias do governo local. “Em plena capacidade são até 10 mil empregos de qualidade”.
Vice-governador Ricardo Ferraço. Fotos: governo do ES.
O Estado dará incentivos por meio da Nova ES, Agência de Atração de Investimentos do Estado, segundo o vice-governador. Ela foi criada no ano passado com este objetivo, de atrair indústrias para o Espírito Santo. O município de Aracruz, no Litoral, fica a cerca de 80 quilômetros ao Norte da Capital, Vitória, e tem uma das economias mais fortes do Estado, com vocação industrial. A expectativa de Ferraço é atrair fornecedores para a região.
“Já na fase de chegada a expectativa é de geração de 1,5 mil a 3,5 mil postos de trabalho, principalmente na construção civil”, disse o secretário de Estado de Desenvolvimento, Rogério Salume. “Na fase operacional o projeto poderá alcançar até 10 mil empregos, diretos e indiretos, impulsionando cadeias produtivas e o setor de serviços.”
Ricardo Bastos, diretor de assuntos institucionais da GWM, afirmou que a escolha do Espírito Santo foi resultado de amplo estudo: “Rodamos por vários estados da federação e encontramos no Espírito Santo as condições ideais de competitividade, que fazem parte do DNA da marca chinesa”.
Ricardo Bastos, da GWM. Fotos: governo do ES.
Afora as 200 mil unidades de capacidade e a expectativa de geração de 10 mil empregos pouco se falou sobre a fábrica: quais serão os modelos e quando as linhas deverão começar a operar. Segundo o governo do Espírito Santo as próximas etapas são levantamentos topográficos e sondagens, licenciamento ambiental e início da terraplanagem para preparação do terreno.