Alta, que chegou a 2 milhões 664 mil unidades produzidas, representa metade do crescimento projetado pela Anfavea no início de 2025
São Paulo – Apesar de ter avançado 3,5% com relação a 2024, somando 2 milhões 664 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, a produção brasileira de veículos foi, no Brasil, pelo segundo ano consecutivo, menor do que o mercado doméstico, que registrou 2 milhões 690 mil emplacamentos, alta de 2,1%. Os dados foram divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 15.
Colaborou com o avanço da produção o bom desempenho das exportações, 32,1% maiores no ano passado, com 528,8 mil unidades. No entanto as importações também cresceram, 6,7%, e somaram 497,8 mil unidades.
O presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet, destacou o bom desempenho do segmento de veículos leves, que avançou 4,5% na produção, 2 milhões 492 mil unidades. O ritmo das linhas de caminhões recuou 12,1% no ano passado, 124,1 mil veículos, e o de chassis de ônibus avançou 1,6%, 28,2 mil unidades.
Segundo a Anfavea 75 mil veículos produzidos no ano passado foram eletrificados, volume que tem potencial para crescer muito em 2026 à medida em que as fábricas BYD e GWM aumentem a produção e novos modelos híbridos sejam introduzidos pelas associadas.
“Com o desempenho de 2025 nos mantivemos como oitavo maior produtor de veículos do mundo”, afirmou, após considerar positivo o desempenho registrado pela indústria nacional, mesmo crescendo abaixo da metade do projetado pela entidade, que esperava alta de 7,9% no ritmo das linhas no início de 2025.
Em dezembro saíram das linhas de montagem 184,5 mil unidades, recuo de 3,9% com relação ao último mês de 2024 e de 15,8%% na comparação com novembro. Calvet justificou o volume menor com as férias coletivas concedidas por muitas das associadas.
Os empregos fecharam o ano com saldo positivo de 2,5 mil contratações, somando 109,7 mil trabalhadores. Mais de 1,1 mil demissões foram promovidas em dezembro, porém – e Calvet destacou que o setor de caminhões ficou negativo em setecentos postos de trabalho, o que justifica a chegada do programa Move Brasil para estancar a queda na indústria.