São Paulo – Recuaram 4,5% os emplacamentos de veículos importados no primeiro bimestre, para 71,8 mil unidades. O feito foi destacado pelo presidente da Anfavea, Igor Calvet, durante a divulgação dos resultados da indústria automotiva na sexta-feira, 6: para ele é um sinal de que a produção nacional está ficando mais robusta.
Outro dado ajuda a reforçar seu argumento: das vendas de veículos eletrificados, que representam em torno de 16% dos emplacamentos da indústria, 43% são produzidos no Brasil: “É fruto dos investimentos anunciados pelas associadas da Anfavea em 2024 e que começam a se materializar”.
Nos últimos anos as vendas de importados cresceram puxadas justamente pelos eletrificados, a maioria vindos da China. De janeiro para fevereiro, segundo a Anfavea, a importação de veículos chineses recuou 11%, para 15 mil unidades. O país asiático é o principal fornecedor de carros importados para o Brasil.
Neste período Toyota e Stellantis fortaleceram seu portfólio com veículos eletrificados produzidos em suas fábricas locais. GWM e BYD, duas marcas de origem chinesa, inauguraram as suas fábricas e passaram a ter veículos made in Brazil em seus portfólios.
Resultado do bimestre
Calvet destacou também a resiliência do mercado brasileiro de veículos, que fechou o primeiro bimestre no mesmo nível de janeiro e fevereiro do ano passado, com 355,7 mil unidades comercializadas. Mesmo diante de um cenário desfavorável do crédito, especialmente, que está caro e escasso.
Em fevereiro foram comercializados 185,1 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, volume 0,1% superior ao do mesmo mês do ano passado e 8,6% superior a fevereiro. A média diária superou as 10 mil unidades, destacou a Anfavea.