Volkswagen confirma para dia 18 retorno da produção no Paraná

São Paulo – A produção de veículos na fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais, PR, será retomada na segunda-feira, 18. A data foi confirmada pela companhia em comunicado divulgado na quinta-feira, 14. Com relação às unidades paulistas a previsão de retorno no fim de maio – segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, na segunda-feira, 25.

 

Segundo a Volkswagen o retorno será gradual, iniciando pela linha do SUV T-Cross – ali são produzidos, também, o Fox e o Audi A3 Sedan. Em dois turnos, com ritmo mais lento, respeitando distanciamento dos empregados e curva de aceleração programada para atender à demanda do mercado.

 

“Vamos começar de uma forma muito planejada, com distanciamento recomendado para as pessoas e seguindo todas as boas práticas de limpeza e higiene”, disse, no comunicado, Pablo Di Si, presidente para a América Latina. “Estamos levando as orientações aos nossos empregados de forma didática e por meio de vídeos, porque será uma experiência inédita para todos e o entendimento de todas as regras será fundamental para nos acostumarmos rapidamente a esta nova realidade”.

 

A Volkswagen usou como base as experiências do próprio Grupo VW na China e Alemanha. As instalações receberam sinalizações e orientações de segurança e higiene e máscaras serão distribuídas, parte do novo EPI – 67 mil máscaras de tecido foram encomendadas ao projeto Costurando o Futuro.

 

As medidas foram compartilhadas com fornecedores, e rede de concessionárias: “O retorno é um sinal importante para nós, para nossa rede de concessionárias, fornecedores e para a economia em geral. No contexto pandemia, porém, este é apenas o primeiro passo. É necessário um momento adiante para estimular a demanda do mercado interno e países para os quais exportamos nossos veículos e, assim, adequar os volumes de produção diante da demanda”.

 

A fábrica de Pacheco, Argentina, também deverá retomar a produção na segunda-feira, 18. O governo argentino concedeu a autorização, mas, como alguns de seus fornecedores não foram autorizados, a Volkswagen optou por postergar o retorno por desabastecimento de peças.

 

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BMW abre sua loja no Mercado Livre

São Paulo – Depois de investir no Instagram a BMW abriu no Mercado Livre, uma das principais plataformas de comércio eletrônico da América Latina, uma loja de veículos. Mas, diferentemente da General Motors, só venderá, ao menos por enquanto, modelos seminovos e usados que fazem parte dos programas BMW Premium Selection e MINI Next.

 

As vendas já estão abertas no endereço https://ofertas.mercadolivre.com.br/bmw. São veículos com procedência e histórico de manutenção garantidos pela rede BMW/MINI, dois anos de garantia de fábrica e assistência 24 horas em caso de pane. Os estoques da rede estão integrados na loja e os clientes negociam diretamente com os revendedores.

 

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Pool automotivo turbina produção de respiradores na KTK

São Paulo – Graças ao suporte da indústria automotiva a KTK, fabricante de equipamentos hospitalares em São Paulo, conseguiu expandir sua produção de respiradores mecânicos de 3 a 5 para 70 unidades/dia. Na fábrica trabalham cinquenta funcionários, voluntários, da Mercedes-Benz, além de um gerente líder de projeto.

 

Participam também da iniciativa ABB, Bosch, General Motors, Flex e Toyota, segundo o presidente da Mercedes-Benz, Philipp Schiemer. O projeto envolve consultoria, desenvolvimento de linha de produção e a fabricação dos respiradores nas linhas da KTK – o governo federal encomendou 3 mil equipamentos.

 

“Alcançamos um ganho expressivo de produtividade, saltando para 70 unidades produzidas por dia. Apoiamos assim a KTK na maior capacidade de atendimento à demanda dos setores de saúde.”

 

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Preço do caminhão subirá, diz presidente da Mercedes-Benz

São Paulo – A desvalorização de mais de 40% do real frente ao dólar desde o início do ano será repassada ao consumidor, informou Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil. A jornalistas, na quinta-feira, 14, o executivo disse que o preço do caminhão vai crescer:

 

“É uma tarefa difícil em cenário de mercado retraído, mas não há outra solução”.

 

As linhas de São Bernardo do Campo, SP, voltaram a produzir caminhões na segunda-feira, 11, com metade da força de trabalho – e Schiemer disse que o mercado não parou: “Setores como agronegócio, indústria química e gás, celulose, alimentos e bebidas e farmacêutico continuam comprando”.

 

Mas outros segmentos, como varejo e logística industrial, por exemplo, recuaram por causa da pandemia da covid-19. Por isso o executivo descartou a projeção de vendas para o ano, de 110 mil caminhões, e evitou arriscar algum palpite: “Não sabemos responder quando a economia retomará”.

 

O executivo criticou a condução do governo federal, que, na sua opinião, está prolongando a crise de saúde e postergando a normalização dos negócios. Segundo Schiemer a confiança do brasileiro só retornará quando houver segurança com a saúde.

 

Por isso o presidente da Mercedes-Benz não descarta novas rodadas de negociações com os sindicatos, a depender do caminhar do mercado brasileiro nos próximos meses. Na última ficou acertada a flexibilização da jornada e salários, com garantia de emprego até dezembro: “Quando negociamos havia a premissa de uma normalização no segundo semestre. Mas agora temos um ponto de interrogação”.

 

O ciclo de investimento da companhia, de R$ 2,4 bilhões de 2018 a 2022, segue seu curso, com algumas mudanças: Schiemer garantiu que o calendário de lançamentos já desenvolvidos se mantém, bem como as obras de modernização da fábrica de caminhões e chassis de ônibus no ABCD Paulista, mas novos projetos estão congelados. E colocou em dúvida a manutenção do cronograma do Proconve e outros marcos regulatórios: “Precisamos rediscutir”.

 

A covid-19 gerou, também, efeito na própria vida do executivo, que deveria estar de malas prontas para a Alemanha, onde assumiria novo cargo na Daimler. Com a situação o visto do novo presidente ainda não foi concedido e Schiemer ficará no cargo por mais algumas semanas.

 

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Airton Cousseau é o novo vice-chairman da Nissan América Latina

São Paulo – A Nissan anunciou Airton Cousseau como seu vice-chairman para a América Latina. O executivo será responsável por liderar a estratégia da Nissan em 38 países da região, incluindo ações de marketing e vendas – a companhia considera que a experiência de Cousseau em diversas áreas da operação o prepararam para esse novo desafio.

 

Antes de ser nomeado para o novo cargo o executivo era vice-presidente sênior de marketing e vendas da Nissan América do Norte, na qual trabalhou na recuperação do seu desempenho. 

 

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Axalta produz 2 toneladas de álcool gel

São Paulo – A Axalta dedicou linhas de produção de sua fábrica em São Paulo para a produção de 2 mil quilos de álcool gel, que foram doados à Prefeitura de Guarulhos, SP, e para hospitais e UBS, Unidades Básicas de Saúde. A empresa também forneceu máscaras de proteção para os funcionários da Honda que estão trabalhando no reparo de respiradores.

 

Globalmente a empresa também possui outras ações de ajuda no combate à pandemia da covid-19, como produção de milhares de galões de desinfetante e doação de EPI, equipamento de proteção individual.

Schiemer critica condução do governo e pede prioridade contra covid-19

São Paulo – O Brasil passa pela pior crise da sua história, avalia o presidente da Mercedes-Benz, Philipp Schiemer, que criticou a forma pela qual o governo vem conduzindo a situação. O executivo propôs, em entrevista por videoconferência a jornalistas na quinta-feira, 14, a priorização do combate à crise da saúde: “A administração falha da crise está postergando a normalização da situação. Hoje isso está evidente. Só vai haver normalidade quando houver segurança na área da saúde. Isso está prejudicando a economia”.

 

O executivo avaliou que a atividade econômica não voltará enquanto o cenário for de crescimento nas curvas de contaminação e mortos pela covid-19 – até a quinta-feira, 14, mais de 182 mil casos confirmados e 12 mil vítimas fatais: “A confiança da população só vai voltar se controlarmos a crise da saúde. E o que falta? Ações coordenadas e eficientes de combate à covid-19 dos governos federal, estaduais e municipais”.

 

Para Schiemer os governantes “estão mais preocupados com [as eleições presidenciais de] 2022” e contribuem para um agravamento da crise econômica: “É uma tristeza, pois em vez de coordenação temos brigas políticas. Não estou dizendo para não termos opiniões diferentes: na Alemanha existem discussões diárias. Mas existem ações coordenadas, seguindo as palavras dos especialistas”.

 

O resultado pode ser visualizado no câmbio, contou o presidente da Mercedes-Benz: em janeiro a cotação do dólar estava na casa dos R$ 4 e, agora, está batendo nos R$ 6. A moeda brasileira se desvalorizou mais de 40% em cinco meses, em um cenário de inflação quase zero. Segundo Schiemer são fatos que prejudicam a imagem do Brasil no Exterior.

 

“O Brasil perdeu a credibilidade conquistada com as reformas”, disse o executivo, citando exemplos como discussões para reajuste salarial de servidores públicos e troca de ministros durante a crise. “São sinas negativos para os investidores internacionais.”

 

Schiemer disse, ainda, que as negociações com bancos para financiamentos que resolvam a questão da liquidez – o faturamento das empresas caiu mais de 80%, segundo ele – seguem travadas por causa da questão das garantias, mas admitiu estar otimistas quanto a uma solução.

 

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Honda retoma produção na Argentina

São Paulo – A Honda retomou a produção na sua fábrica de Campana, Argentina, na quinta-feira, 14. Embora seja a primeira unidade de automóveis a reabrir após o fechamento por causa da pandemia da covid-19, as linhas estão com os dias contados: serão produzidas as últimas unidades do HR-V, segundo o site Autoblog. Em seguida, a empresa focará na fabricação de motocicletas, como já havia anunciado no ano passado.

 

Já a Volkswagen conseguiu autorização do governo para retornar à operação em Pacheco e projeta voltar na segunda-feira, 18. Era para já ter retornado, mas seus fornecedores não conseguiram a mesma liberação e, assim, não conseguem produzir os componentes para a montadora, que diante do risco de desabastecimento não vê sentido na reabertura da fábrica.

 

Por causa do problema com os fornecedores a montadora adiou duas vezes a volta da produção: a primeira projeção era de retorno na segunda-feira, 12, e depois, na quinta-feira, 14, o que também não aconteceu. 

 

Na fábrica de Pacheco a Volkswagen produz a picape Amarok e, segundo o Autoblog, já havia começado a produzir as primeiras unidades pré-série do projeto Tarek. 

 

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CNH Industrial atinge produção recorde na China

São Paulo – A SFH, empresa da CNH Industrial em parceria com a Saic Motor e a Chongqing Machine Equipment, registrou produção recorde de motores Cursor no mês passado na China. A fábrica trabalhou 24 horas por dia, depois de retomar sua produção no fim de fevereiro.

 

O volume produzido em abril foi 6% maior do que o registrado em 2018, quando o antigo recorde foi alcançado. A companhia informou que a forte retomada da produção foi puxada pela demanda crescente por caminhões pesados na China.

Ford entrega 35 mil máscaras produzidas em Camaçari

São Paulo – A Ford entregou o primeiro lote de máscaras de proteção facial produzidas na sua fábrica de Camaçari, BA, que serão usadas por profissionais da saúde durante o combate à pandemia da covid-19. O lote de 35 mil unidades foi doado às secretarias de Saúde de Camaçari, Dias D’Ávila e Salvador e à Secretaria Estadual de Saúde.

 

As doações também chegarão ao Estado de São Paulo e aos municípios de Horizonte, CE, e Simões Filho, BA. A projeção da companhia é de produzir 110 mil máscaras em oitos linhas de produção, que contam com vinte funcionários e têm capacidade para entregar 8 mil unidades/dia.

 

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