Agência AutoData abre seu conteúdo durante quarentena da covid-19

São Paulo – Durante este período de quarentena em que a pandemia da covid-19 nos impõe às incertezas e à busca por uma direção nos negócios do setor automotivo a Agência AutoData está abrindo todo o seu conteúdo dedicado exclusivamente a assinantes. A partir desta segunda-feira, 30, não haverá mais reportagens fechadas [aquelas identificadas com um cadeado digital em nossas páginas]: todos os leitores têm acesso ilimitado – por enquanto, por tempo indeterminado.

 

Foi a maneira que AutoData encontrou para dar sua contribuição ao setor automotivo neste período nebuloso para a economia e para os negócios. Sabemos que a busca por informação de qualidade, bem apurada e de boa procedência cresceu nas últimas semanas, ao mesmo tempo em que todos tivemos que nos resguardar em casa para achatar a curva de transmissão do novo coronavírus, embora alguns teimem em apontar a direção contrária.

 

Temos a convicção de que nosso trabalho é relevante para os líderes da indústria tomarem decisões e a todos os que requerem informação com credibilidade para atuar nessa importante cadeia da indústria nacional. Também acreditamos que passaremos por mais essa tempestade. O mundo que se apresenta no futuro pode ser bem diferente de quando entramos nessa crise de saúde mundial. Mas seguiremos na mesma linha: colaborando cada vez mais com esta importante indústria automotiva, que gera milhares de empregos diretos e indiretos. Incluindo os desta editora.

 

Lembramos, sempre, a todos que produzir jornalismo de qualidade demanda investimento. Pedimos, portanto, uma colaboração: considerem agora, ou em um futuro próximo, assinar o conteúdo de AutoData. Individualmente você contribui com apenas R$ 9,90 por mês e tem acesso a todo o conteúdo da Agência AutoData – quando o cadeado voltar a fechar – e a todas as edições do arquivo da revista AutoData. Mais: descontos exclusivos nos nossos eventos, referência no universo dos tomadores de decisão da indústria.

 

É o custo do primeiro chope da happy hour: ofereça a nós!

 

Em nome da AutoData Editora agradecemos. E aqui oferecemos o nosso conteúdo: aproveitem!

 

Foto: Rafael Cusato

Renault presta auxílio na luta contra o coronavírus

São Paulo — A Renault, por meio do Instituto Renault, promove uma série de ações para ajudar a combater os impactos causados pelo avanço do coronavírus no País. Uma delas é a produção de máscadas utilizadas em atendimento hospitalar em impressoras 3D do Creative Lab, operando 24 horas por dia. A companhia já entregou mais de setenta máscaras à Secretária de Saúde de São José dos Pinhais, PR.

 

Também está envolvida em campanha nacional para ajudar na manutenção de respiradores mecânicos sem uso, podem ser usados no tratamento de pacientes com o vírus. Mais: dez veículos, dos modelos Captur, Duster, Master e Oroch foram entregues à Coordenadoria Estadual da Defesa Civil do Estado do Paraná, para uso em diversos serviços.

 

Foto: Divulgação.

Indústria de veículos argentina tem primeiro caso de coronavírus

São Paulo – A indústria automotiva argentina registrou seu primeiro caso de coronavírus: a Mercedes-Benz confirmou que um funcionário da fábrica de Virrey del Pino, onde são produzidos o caminhão Accelo e a van Sprinter, contraiu o vírus. A informação foi divulgada aos demais colaboradores por meio de comunicado interno e divulgado pelo site Autoblog.

 

O funcionário trabalha na área de logística da unidade e, segundo a companhia, está em casa seguindo as recomendações médicas para tratamento.

Sedã BYD Han terá bateria Blade, considerada mais segura

São Paulo – A BYD anunciou que a sua bateria Blade, desenvolvida com foco em aumentar a segurança dos veículos elétricos e reduzir as preocupações causadas por causa das baterias usadas, integrará o Han, sedã elétrico da BYD a ser lançado em junho: será o primeiro dos seus veículos a receber a nova bateria.

 

Testes de perfuração com prego foram realizados na bateria Blade, que não emitiu fumaça ou fogo depois de ser perfurada — e a temperatura não passou de 60º C. O teste foi realizado nas mesmas condições com uma bateria de lítio ternária e outra de fosfato de ferro-lítio: a primeira passou dos 500º C e pegou fogo e a segunda não pegou fogo, mas sua temperatura chegou a 400º C.

Cancelado o primeiro Salão de Detroit no verão

São Paulo – A organização do Salão do Automóvel de Detroit, Michigan, anunciou o cancelamento da edição deste ano, a primeira prevista para junho, durante o verão no Hemisfério Norte. A razão é a pandemia da covid-19 que, além de requerer esforço de isolamento, pode demandar a transformação do TFC Center – antigo Cobo Hall, onde é realizado o evento – em hospital provisório para atender pacientes com a doença.

 

Segundo Rod Alberts, diretor executivo do NAIAS, North American International Auto Show, “ficou claro para nós, após mais de cem centros de convenções em todo o país sendo considerados para servir como hospitais temporários, que o TFC Center seria uma opção inevitável para ser utilizado como centro de atendimento para satisfazer às necessidades urgentes de saúde da nossa comunidade”.

 

Não haverá, portanto, edição 2020 do Salão de Detroit. A abertura ao público geral da próxima edição foi agendada para 19 a 26 de junho de 2021. Aqueles que já adquiriram ingressos para o evento deste ano serão ressarcidos.

 

Programado para setembro o Salão de Paris também deve sofrer alterações por causa da pandemia: a organização ainda não cancelou o evento, mas já admitiu que deverá ter um novo formato em 2020.

 

Foto: Divulgação.

Montadoras deixam de produzir 200 mil veículos

São Paulo – 200 mil veículos não produzidos: esta é a projeção para a América do Sul feita por uma consultoria que circula junto às fabricantes de veículos e à qual AutoData tem acesso. A estimativa engloba a paralisação por causa do coronavírus e leva em conta o volume produzido em fevereiro – e não é pouco.

 

Somente o Brasil produziu no mês passado 204,2 mil unidades, segundo a Anfavea. Ou seja: a paralisação das fábricas na região em períodos que podem variar de dez a dezenove dias, dependendo da decisão já anunciada pelas empresas, elimina quase um mês da nossa produção.

 

A Argentina, outro polo produtivo relevante na região, produziu apenas 26,1 mil veículos em fevereiro, segundo a Adefa, sua associação dos fabricantes.

 

Esse baque veio justamente em março, quando estava programada a aceleração das linhas com a esperança de que a economia iniciaria uma curva ascendente e os negócios voltariam a crescer. Por enquanto esses planos estão adiados.

 

E não é para menos. AutoData teve acesso ao relatório das vendas diárias no mercado nacional nos últimos dias e o tombo é assustador. Até a quarta-feira, 18 de março, o ritmo manteve-se consistente em 10,2 mil unidades negociadas. No dia seguinte o primeiro sinal do que estava por vir: as vendas na quinta-feira fecharam em 7,9 mil unidades.

 

Na quarta-feira desta semana, 25, com o movimento contundente das pessoas de se recolherem às suas casas, e com os serviços não essenciais fechados nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro – os dois mercados com maior volume de vendas de veículos no País -, todas as empresas que atuam no varejo brasileiro não foram capazes de negociar oitocentos veículos. Oi-to-cen-tos!

 

Na próxima semana a Fenabrave, que reúne os concessionários, deve apresentar os números alarmantes de vendas totais em março. A Anfavea, em 6 de abril, fará comunicado para a imprensa por streaming para divulgar os números oficiais da indústria.

 

Um Brasil. Nos Estados Unidos o fundo do poço é muito mais embaixo. As projeções da consultoria JD Power consideram que em dois meses possa haver uma redução de 2 milhões a 2,5 milhões de unidades na produção local. É quase a projeção de vendas totais no Brasil em 2020. Que será revisada para baixo, obviamente.

 

Menos 3 milhões. Claro que o tamanho do mercado estadunidense turbina os números na comparção com o Brasil. Mesmo assim é impressionante a projeções da JD Power, que calculou que em doze semanas, ou três meses, o impacto do coronavírus deverá atingir em cheio os negócios. São três cenários: impacto considerado baixo [do coronavírus na sociedade estadunuidense] reduziria em 800 mil unidades o volume de veículos negociados no período. A projeção de médio impacto calculou uma redução das vendas em torno de 1,7 milhão de unidades. No pior cenário os Estados Unidos deixarão de vender 3 milhões de unidades de março a julho.

 

E 10 milhões a menos. Outra consultoria, a IHS Markit, reduziu sua projeção de vendas no mercado global: 78,8 milhões de veículos leves, queda de 12% na comparação com 2019. E 10 milhões de veículos/ano vendidos a menos do que inicialmente projetado.

 

Ajuda ao combate. Enquanto não produzem carros as montadoras buscam ajudar o sistema de saúde no combate ao covid-19. A Volkswagen formou frota para transportar profissionais de saúde nas cidades onde possui fábrica, além de doar máscaras, que seriam usadas na linha de produção. A GM lidera uma ação que busca usar as estruturas fabris brasileiras para consertar respiradores, enquanto a PSA usará impressoras 3D de sua fábrica em Porto Real, RJ, para produzir máscaras plásticas.

 

Este texto foi publicado originalmente no UOL, onde AutoData mantém uma coluna publicada todas as sextas-feiras.

 

Foto: Divulgação.

Indústria e governo buscam soluções para o pós-pandemia

São Paulo – A indústria automotiva mantém linha direta com o governo federal em busca de soluções para a situação gerada a partir da pandemia de coronavírus. Alternativas discutidas em Brasília, DF, para outros setores, pequenas e médias empresas, podem ser replicadas ao setor, como postergação de pagamento de tributos, auxílio à folha de pagamento e até linhas especiais do BNDES para capital de giro.

 

A partir da segunda-feira, 30, nenhum automóvel ou caminhão será produzido no Brasil – e não por falta de peças, como a Anfavea demonstrou preocupação há menos de um mês, mas por causa de um movimento de proteção aos trabalhadores contra a covid-19. Ainda não há caso relatado de funcionário infectado no Brasil – o teste do caso suspeito da Hyundai deu negativo –, mas sindicatos pressionaram e as fabricantes acabaram cedendo, seguindo movimento das matrizes.

 

Como o cenário pós-quarentena ainda é nebuloso representantes da Anfavea, Sindipeças, Fenabrave e Abeifa, dentre outras entidades, conversam com o governo para desenhar possíveis medidas. Há o cuidado para as soluções buscadas pela indústria com o governo não deixem uma aparência de que se está aproveitando da situação.

 

Uma fonte revelou à Agência AutoData que um dos principais problemas detectados pelas fabricantes é o fluxo de caixa. Como as vendas caíram para algo em torno de setecentas unidades por dia – e vinham em marcha superior a 10 mil/dia –, o dinheiro parou de entrar. E não há como pedir socorro à matriz, que também enfrenta muitos problemas. Essa possibilidade, que salvou o setor na crise que durou de 2013 a 2017, já era vista como algo do passado pela própria Anfavea, que em suas últimas entrevistas coletivas deu sinais de que a ordem das matrizes era que, para o futuro, as subsidiárias deveriam andar com as próprias pernas.

 

A lista apresentada pelo setor inclui, então, a criação de linha de crédito junto ao BNDES com carência de pagamento em torno de seis meses, e, também, suspensão de alguns tributos por 120 dias, revelou a fonte. João Oliveira, presidente da Abeifa, relatou pleitos parecidos em entrevista à Agência AutoData.

 

As reuniões, realizadas pela internet, acontecem desde a semana passada. Há preocupação especial com a cadeia de fornecedores: defende-se internamente na entidade que o governo federal crie medidas de auxílio às grandes companhias de forma a criar um efeito cascata nos fornecedores, dos grandes até aos de menor porte.

 

Por ora o que o governo fez foi anunciar linhas de crédito especial às pequenas e médias empresas de todos os setores e também certa flexibilização nas leis trabalhistas, como adiamento, por três meses, do recolhimento do FGTS.

 

De outro lado o setor se esforça para auxiliar no combate do jeito que pode. Inciativas individuais, como oferecer frota e doação de máscaras da Volkswagen, liderar o reparo de respiradores da General Motors, produção de máscaras pela PSA Peugeot Citroën e Grupo Moura demonstram o comprometimento em ajudar o País a sair desta situação.

 

Foto: Divulgação.

Caoa Chery atenderá aos clientes em casa

São Paulo — A Caoa Chery passou a atender a clientes em casa para tentar driblar a crise causada pelo avanço do coronavírus no País. O sistema, chamado de Caoa Chery Virtual, começou a funcionar esta semana e os interessados deverão entrar em contato com o número 0800 772 4379 para consultar a concessionária mais próxima e agendar a visita do vendedor.

 

Durante a visita o vendedor tem condições de consultar condições de financiamento e avaliar o automóvel usado do cliente, que também poderá fazer o teste-drive do veículo pelo qual tem interesse. A Caoa Chery ressaltou que os veículos serão higienizados a cada uso, seguindo as orientações de autoridades de saúde.

 

O sistema vale para venda de veículos zero quilômetro e será oferecido em todas as concessionárias da empresa no País.

 

Foto: Divulgação.

Brasif assume distribuição Hyster-Yale em três novos estados

São Paulo – A Brasif assumiu a distribuição oficial de empilhadeiras, peças e serviços das marcas Hyster e Yale em três novos estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A empresa já representa as duas marcas em outros estados como Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

 

As novas áreas de atuação reforçam a parceria da distribuidora com as duas marcas, que começou em 1967. Segundo Matheus Thaumaturgo, diretor geral da Hyster-Yale, o trabalho da Brasif nas vendas e pós-vendas “também é muito bem visto no mercado”.

Stara eleva receita em 20%

Caxias do Sul, RS – Ao contrário do mercado de máquinas e implementos agrícolas, que apurou recuos em produção, vendas e exportações, a Stara, de Não-Me-Toque, RS, apurou crescimento de 20% na sua receita líquida, superando R$ 1 bilhão. O lucro líquido do exercício alcançou R$ 127,4 milhões, incremento de 44% sobre o ano anterior. A projeção da companhia para 2020 está alinhada com a estimativa divulgada pela Anfavea, com altas de 2,9% nas vendas e 5,4% na produção.

 

A expectativa da diretoria é a de que seja um ano positivo para o agronegócio no Brasil como consequência de a maioria dos fatores importantes estarem em conformidade e as lavouras de soja e milho terem projeções de safra recorde, exceto de algumas regiões que enfrentam a estiagem, caso do Rio Grande do Sul. Também há o entendimento de que com a liberação de linhas de créditos do BNDES os recursos disponíveis serão suficientes para atender às necessidades dos produtores.

 

Para 2020 e 2021 a empresa tem programado investimento de R$ 70 milhões em infraestrutura. Na matriz, os recursos irão desde a modernização da linha industrial de produção até o aumento do volume. Haverá também verbas orçadas para a construção de uma nova planta em Santa Rosa, RS, que terá área construída de 19,5 mil m² e gerará mais de 150 empregos diretos.

 

Para este ano a Stara mantém o plano de crescer no mercado, com foco especial na linha de pulverização, com melhorias tecnológicas em qualidade e eficiência de aplicação. E também seguirá empenhada na busca da internacionalização e da consolidação da rede de concessionárias no País e no Exterior, principalmente após a instalação e funcionamento da unidade argentina. Em 2019 a companhia elevou seu quadro de funcionários em 7%, de 2 mil 327 para 2 mil 486.

 

O primeiro produto lançado no ano foi o Imperador 2000, no Show Rural Coopavel, agregando mais um produto à linha de pulverizadores. Segundo a empresa trata-se de equipamento que faltava no portfólio para atender com alta tecnologia toda a gama de produtores, dentro e fora do País.

 

Foto: Divulgação.