Anfavea admite risco de desabastecimento das linhas

Imagem ilustrativa da notícia: Anfavea admite risco de desabastecimento das linhas
Foto Jornalista  André Barros

Por André Barros

CompartilheBalanço da Anfavea
06/03/2020

São Paulo – É possível que uma ou outra linha de produção de veículos brasileira pare até o fim do mês, começo de abril, por desabastecimento de peças em decorrência da epidemia de coronavírus, cujo epicentro, na China, fez com que muitas fabricantes de componentes locais interrompessem a produção. Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, apesar dos estoques elevados – em média três meses no caso de peças importadas – alguns casos pontuais podem vir a ocorrer.

 

“As empresas estão monitorando item a item, analisando também os fornecedores, tier 2 e tier 3. Temos estoques para as próximas semanas, consideramos alternativas como transporte aéreo, mas é possível que alguma linha pare. Não será algo generalizado, mas alguma coisa pontual.”

 

Dentre as alternativas avaliadas pelas empresas estão, também, a calibração da velocidade das linhas, reduzindo o ritmo de produção de determinado modelo que pode vir a ser afetado, e mudança no mix de produção. Por enquanto o coronavírus não atingiu a indústria brasileira, mas Moraes procurou deixar claro na coletiva à imprensa da sexta-feira, 6, que o risco não está descartado.

 

Em fevereiro saíram das linhas de montagem 204,2 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, 20,8% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado – que não teve o efeito do carnaval, que em 2019 foi em março. Com relação a janeiro a produção avançou 6,5%.

 

No bimestre foram produzidos 395,9 mil veículos, 13,4% abaixo do registrado em janeiro e fevereiro de 2019, quando saíram das linhas 457,1 mil unidades. Além do carnaval tardio em 2019 o resultado negativo do bimestre foi afetado pela redução de encomendas por mercados externos.

 

O nível de emprego se manteve com relação a janeiro: 125,9 mil profissionais contratados pelas montadoras de veículos e de máquinas. Em fevereiro de 2019 eram 130,9 mil trabalhadores, ainda com o efetivo da Ford de São Bernardo do Campo, SP.

 

Foto: Divulgação.