Fiat Pulse Abarth tem visual renovado e ganha teto solar panorâmico

São Paulo — Em versão única o Fiat Pulse Abarth chega ao mercado com a dianteira toda redesenhada, oferecendo um visual mais quadrado, por R$ 158 mil. Ele é o grande destaque da marca no Festival Interlagos 2025, que abre as portas ao público na quinta-feira, 12.

A expectativa do diretor de marketing das marcas Fiat e Abarth na América do Sul, Filipe Salum, é que ele continue respondendo por 10% das vendas mensais da linha Pulse. A dianteira agora conta com o nome da marca na nova grande frontal, que tem desenho vertical, e o logotipo do escorpião foi reposicionado, saindo do centro da grade para a lateral. O para-choque também foi todo redesenhado, assim como as luzes de condução diurna e as rodas têm novo desenho e são aro 18.

Internamente o SUV passou por mudanças menores, como os novos bancos esportivos, que têm novo tipo de espuma, o revestimento externo e o teto solar panorâmico. Na lateral das portas também há um novo material usado na forração.

O motor segue o mesmo 1.3 turbo de 185 cv de potência, acoplado a câmbio automático de seis marchas que foi desenvolvido para o modelo com respostas mais rápidas. A parte de suspensão e freios, preparados para o SUV esportivo, também seguem iguais às do modelo anterior.

Marelli entra com pedido de proteção contra falência no Chapter 11

São Paulo – A Marelli anunciou que ingressou com pedido de proteção no Chapter 11 do Tribunal de Falências dos Estados Unidos, com apoio de mais de 80% de seus credores, para reestruturar suas dívidas de longo prazo. Assim seu balanço patrimonial será desalavancado e sua posição de liquidez fortalecida, segundo nota.

A fornecedora disse não esperar nenhum impacto operacional no processo e seguirá trabalhando em colaboração com clientes, fornecedores e parceiros em inovação e manterá seus investimentos em novas tecnologias. Seus principais clientes são Stellantis e Nissan, globalmente.

Segundo o CEO David Slump as pressões do mercado em todo o setor criaram uma lacuna no capital de giro da empresa, o que forçou a adesão voluntária ao Chapter 11: “É o melhor caminho para fortalecer o balanço patrimonial da Marelli, convertendo dívida em patrimônio e garantindo que continuemos operando normalmente. Tomar essa ação agora fornece acesso a nova liquidez para financiar nossa rota de crescimento e inovação de longo prazo e garante que nossos clientes e parceiros em todo o mundo possam continuar a confiar na Marelli para a entrega pontual de tecnologias avançadas que moldam os veículos do futuro”.

A Marelli foi criada em 2019 a partir da fusão da Magneti Marelli, que pertencia à FCA, com a japonesa Calsonic Kansei, de propriedade do fundo KKR. As ações do fundo serão transferidas para o consórcio de credores como parte do acordo, segundo a Agência Reuters.

Em 2022 a empresa entrou em recuperação judicial no Japão, após somar dívidas de mais de US$ 8 bilhões, que foram reduzidas quase pela metade.

Honda HR-V completa dez anos de produção com renovação visual

São Paulo — Ao completar dez anos de produção o Honda HR-V recebe, em sua linha 2026, novidades visuais. Apresentada durante o Festival Interlagos, que abre as portas ao público na quinta-feira, 12, o SUV, que soma 25,8 mil emplacamentos de janeiro a maio e é o oitavo modelo mais vendido do mercado, chega às concessionárias em julho. Por fora o destaque é a nova grade frontal, com acabamento black piano, e o para-choque dianteiro redesenhado. Na lateral as rodas aro 18 são novas e na traseira a novidade fica por conta do novo acabamento fumê das lanternas, que são conectadas por um LED que se estende pela tampa do porta-malas.

Internamente o novo Honda HR-V traz nova central multimídia, que agora é flutuante graças a uma mudança em sua moldura, e o console central também foi alterado para melhorar a integração de motorista e passageiro.

O SUV continuará sendo vendido em quatro versões, EX e EXL com motor 1.5 aspirado de 126 cv de potência, e Advanced e Touring com motor 1.5 turbo de 177 cv de potência, todas equipadas com câmbio automático do tipo CVT. Os pormenores de cada versão serão divulgados no lançamento oficial, assim como os preços.

Outra novidade apresentada no evento foi a versão Touring Sport do City hatch, que chegará nas revendas em agosto. Será vendida exclusivamente na cor vermelha, com pormenores em preto e ponteira de escapamento modificada, passando uma pegada esportiva e se posicionando como a nova opção topo de linha do modelo.

O Civic Advanced Hybrid, com visual renovado, é outro destaque. O sedã híbrido chega com mudanças na dianteira, integrando a grade frontal ao para-choque, e no interior o multimídia adotou sistema Google, permitindo acesso direto da central ao Maps e a Play Store. O novo Civic Advanced Hybrid começará a ser faturado para as concessionárias nas próximas semanas.

Mercado

De janeiro a maio as vendas da Honda cresceram 36% na comparação com igual período do ano passado, chegando a 41,5 mil unidades.

Segundo Ariel Mógor, gerente de marketing da Honda, é complicado prever se este ritmo de crescimento será mantido até o fim do ano, pois o mercado automotivo está em um momento de muita volatilidade.

Indústria de duas rodas acelera rumo aos 2 milhões e ganha protagonismo no Brasil

São Paulo — O presidente da Abraciclo, Marcos Bento, foi o convidado desta quinzena do programa Linha de Montagem. Participou de uma conversa franca sobre os rumos e desafios da indústria de motocicletas no Brasil, um setor que não para de crescer desde o fim da pandemia e que, em 2025, deverá alcançar a marca de 1,8 milhão de unidades produzidas no ano.

Durante a entrevista Bento analisou os principais fatores que vêm impulsionando o avanço consistente do segmento, como o papel das motocicletas nos serviços de entrega, o aumento do uso de scooters pelo público feminino e a importância dos consórcios para sustentar o ritmo de vendas diante dos juros elevados em vigor.

O executivo também falou sobre a evolução tecnológica das motocicletas produzidas no País, que já atendem ao padrão Euro 5 e contam com diferenciais como a tecnologia flex, além de apontar os desafios para o avanço da eletrificação no mercado brasileiro.

Com destaque para o papel da Abraciclo nas discussões com o poder público sobre segurança no trânsito e competitividade internacional, a entrevista abordou ainda as expectativas dos fabricantes para 2026, quando a produção poderá ultrapassar a marca dos 2 milhões de unidades, aproximando-se do recorde de produção registrado em 2011.

GWM apresenta seus outros dois modelos nacionais

São Paulo – Os olhos da direção da GWM, na China, estão todos direcionados para o Brasil. É grande a expectativa para a inauguração da fábrica de Iracemápolis, SP, no fim de julho, e o início da produção das quatro versões do SUV Haval H6, do SUV de sete lugares Haval H9 e da picape Poer P30, a partir de agosto. Os dois últimos são as grandes estrelas do estande montado pela companhia no Festival Interlagos, que abre as portas ao público na quinta-feira, 12.

Ao contrário do SUV já comercializado no mercado nacional, que somou 10,2 mil unidades de janeiro a maio, os dois outros modelos terão motorização turbodiesel de 2,4 litros: “Nosso plano geral de negócios passa a ser o de uma empresa multienergia”, disse o COO Diego Fernandes. “Ofereceremos versões híbridas, elétricas, a diesel e a hidrogênio”.

Segundo Fernandes a decisão em trazer powertrain híbrido diesel atende a pedidos de clientes brasileiros. Do segmento 95% das vendas são de versões a diesel. Mais adiante, disse ele, chegará uma versão híbrida plug-in da Poer – pronuncia-se Páuer – P30.

Tecnologia flex

Junto com a inauguração da fábrica será assentada a pedra fundamental do centro de pesquisa e desenvolvimento da GWM no País, no mesmo terreno em Iracemápolis. Ricardo Bastos, diretor de assuntos institucionais da empresa, disse que a expectativa é a de que fique pronto em cerca de doze meses.

Os cerca de quarenta engenheiros, brasileiros e chineses, já trabalham no desenvolvimento da tecnologia flex, que poderá ser combinada com a híbrida. Bastos acredita que ela possa chegar um pouco antes do centro de P&D.

A companhia projeta comercializar 34 mil unidades em 2025, acima das 29 mil do ano passado. Sua rede deverá alcançar 130 pontos de vendas até dezembro, crescendo trinta unidades.

Honda e Hyundai lideram avaliação em pesquisa de satisfação do cliente

São Paulo – Com base em mais de 11,8 mil avaliações onlines de quem adquiriu um carro novo, um estudo da Decoupling do Brasil, empresa de análise de dados, Honda e Hyundai foram as montadoras mais bem avaliadas em 2024. A marca japonesa atingiu nota de 8,19 e a coreana chegou a 8,04 de um total de 10 pontos. A média geral foi 7,56. 

O estudo avaliou o desempenho de BYD, Caoa Chery, Chevrolet, Fiat, Ford, GWM, Honda, Hyundai, Jac, Jeep, Nissan, Renault, Toyota e Volkswagen.

Os pontos avaliados envolvem a jornada de compra e o pós-vendas, como site da marca, site da concessionária, primeira ida à revenda e as outras após o primeiro contato, atendimento da loja, comparação de modelos, test-drive, pacotes de acessórios e opcionais, avaliação do usado na troca, negociação, financiamento, primeira revisão.

A Honda recebeu a maior nota em sete destas etapas: comparação dos modelos, escolha de acessórios e opcionais, avaliação do usado, negociação, financiamento, assinatura de contrato e entrega do carro. Já a Hyundai foi a mais bem avaliada em outros quatro pontos: pesquisa no site da marca, recepção na concessionária, test-drive e entrega de documentos.

Na ponta de baixo do estudo apresentado pela Decoupling ficaram a Renault e a GWM, com notas abaixo da média, de 6,84 e 7,08, respectivamente. A marca francesa registrou nota menor do que a média em todos os quesitos avaliados, sendo que a sua nota mais baixa foi na avaliação do usado na hora da troca, com 6,28, seguida pela pesquisa no site da concessionária com 6,51. 

O ponto mais crítico da pesquisa é a realização da primeira revisão ou manutenção na concessionária, que gera a maior insatisfação dos clientes: além do custo e da burocracia eles não desejam fazer o processo lá. Desta forma Leandro Guissoni, professor da FGV e cofundador da Decoupling, entende que existem oportunidades para as montadoras avançarem:

“Esta atividade não gera valor para o cliente e há oportunidades para as montadoras buscarem inovações que os ajudem neste processo, como mais agilidade, transparência no orçamento, facilidades para agendar a revisão ou na hora da retirada do carro. São pontos que podem trazer mais conveniência para os consumidores”.

De acordo com ele o que separa as marcas mais bem avaliadas da média geral e das com as piores notas na questão da primeira revisão, é que elas entendem o momento da jornada de compra como uma oportunidade crucial para reter o cliente, fazendo com que ele volte para as próximas revisões. Nesse quesito a Jeep registrou a maior nota, com 8,41, seguida pela Honda com 8,32 e pela Hyundai com 7,85.

Para realizar este estudo a Decoupling utilizou a inteligência artificial generativa por meio da plataforma Decomposer, desenvolvida pelo professor Thales Teixeira, que dá aulas na Universidade da Califórnia e já passou pela Harvard Business School, em parceria com Leandro Guissoni.

Veja abaixo a montadora mais bem avaliada em cada quesito da pesquisa:

Pesquisa no site da marca – Hyundai
Pesquisa no site da concessionária – Toyota
Primeira visita – BYD
Próximas visitas – Jeep
Recepção – Hyundai
Comparação de modelos – Honda
Test drive – Hyundai
Escolha de acessórios e opcionais – Honda
Avaliação do usado – Honda
Negociação – Honda
Financiamento – Honda
Assinatura de contrato – Honda
Entrega do carro – Honda
Entrega de documentos – Hyundai
Primeira manutenção – Jeep

CNJ regulamenta busca e apreensão de veículos e Marco das Garantias avança

São Paulo – Aguardado e celebrado por fabricantes e concessionários por, em tese, tornar menos lenta e onerosa a recuperação judicial de veículos em financiamentos inadimplentes, o Marco das Garantias avançou com a publicação, na semana passada, do provimento 196 pelo CNJ, Conselho Nacional de Justiça. Ele regulamenta os procedimentos previstos na lei, como a busca apreensão do veículo por vias extrajudiciais, como os cartórios.

Segundo Agência CNJ de Notícias os credores poderão acessar os cartórios para fazer o processo, sem necessidade de ação judicial: “A medida promove segurança jurídica nas operações de consolidação de propriedade móvel relacionadas à alienação fiduciária pela via extrajudicial, além de contribuir para a redução do custo do crédito e para o fortalecimento do mercado financeiro, especialmente em operações envolvendo bens como veículos, máquinas e equipamentos”.

As normas entraram em vigor imediatamente após a publicação do provimento. De acordo com Arthur Mendes Lobo, sócio fundador do Wambier, Yamasaki, Bevervanço e Lobo Advogados, o número de buscas e apreensões extrajudiciais tende a aumentar com a publicação: “O provimento confere maior legitimidade formal ao rito procedimental previsto na lei, além de estabelecer, com mais pormenores, o modo operacional deste instrumento jurídico”.

Como funciona?

A publicação da norma prevê também a possibilidade de defesa do credor, que pode entrar na Justiça para questionar o processo e até mesmo recuperar o bem após a apreensão, mediante o quitamento da dívida. Ela só abrange contratos que foram redigidos prevendo esta possibilidade, após a publicação da lei que criou o Marco das Garantias.

O processo exige que o credor envie o requerimento de busca e apreensão ao cartório, comprovando a inadimplência e anexando o contrato. A partir da notificação o cartório precisa avisar o devedor, que tem cinco dias úteis para quitar a dívida ou entregar o bem voluntariamente. Caso não o faça o banco tem a propriedade do bem consolidada em seu nome e pode então passar o veículo adiante, sem ajuizar ações.

Para Lobo as vantagens são a redução nos custos, a aceleração do processo de renegociação da dívida e evitar o acúmulo de juros durante o processo judicial:

“A nova norma representa uma mudança cultural: resolver de forma extrajudicial, segura e célere os conflitos financeiros, sem abrir mão da proteção legal e do devido processo legal. É um avanço civilizatório, jurídico e econômico, que reforça a confiança nas instituições e no mercado de crédito”.

Como a Anfavea e a Fenabrave o advogado espera também redução no spread bancário em médio prazo, assim que mais processos forem avançando e gerarem mais credibilidade.

Ford Bronco muda o visual e oferece mais tecnologia embarcada

São Paulo – A nova versão do Ford Bronco chegou ao Brasil com visual atualizado e mais tecnologia embarcada. Por fora o SUV traz nova grade dianteira, para-choque frontal com protetor de aço e ganchos aparentes, alargadores de para-lama, frisos laterais e spoiler traseiro. Ele será vendido apenas na versão topo de linha, a Badlands, que substitui a Wildtrak, com preço mantido em R$ 260 mil, mesmo valor da anterior. 

Internamente o SUV ganhou novo sistema multimídia SYNC 4, com tela sensível ao toque de 13,2 polegadas, e novo quadro de instrumentos digital de 12,3 polegadas. A lista de itens de série também oferece ar-condicionado digital de zona dupla, bancos de couro com aquecimento e ajustes elétricos para o motorista, nova câmara 360º, piloto automático adaptativo, assistente autônomo de frenagem com detecção de pedestres e alerta de colisão e de ponto cego.

O motor Ecoboost 2.0 de 253 cv de potência passou por atualizações para oferecer acelerações mais rápidas e é acoplado a transmissão automática de oito marchas.

O bode chinês na sala da indústria automotiva global

O discurso de nove em dez executivos, de que a China fez uma jogada inteligente ao exigir que empresas ocidentais criasem joint-ventures com empresas nacionais, dando acesso a conhecimento industrial que está sendo utilizado agora em suas marcas, é cortina de fumaça para encobrir algo que não querem assumir: essas mesmas empresas ocidentais passaram décadas ganhando muito, mas muito dinheiro no mercado chinês subestimando a capacidade de seus parceiros. Agora, com a perda de participação, faturamento, e o pior, lucratividade na China, um movimento sem volta, seus líderes colocaram esse bode na sala.

Basta circular por Xangai, o centro financeiro do país, ou Hangzhou, um dos vales do silício chinês, para perceber que as marcas nacionais já ultrapassaram seus concorrentes ocidentais em qualidade, design e na preferência do consumidor.

Não é apenas a eletrificação da mobilidade que diferencia as fabricantes chinesas das ocidentais, mesmo que a China seja o principal polo de desenvolvimento e fabricação de baterias, o item mais importante desse tipo de mobilidade. Tampouco o investimento pesado do governo chinês no desenvolvimento de suas empresas do setor automotivo, algo que foi planejado nas últimas três décadas e a respeito do qual todos os outros players internacionais sabiam muito bem.

O diferencial é que a indústria automotiva chinesa olha para o futuro e trabalha para criar soluções e um ambiente propício para que novas tecnologias sejam aplicadas rapidamente em produtos e adotados pelos seus clientes.

Um bom exemplo é a inteligência artificial, que muito em breve tomará decisões e comandará as ações de quase todos os sistemas eletrônicos de um veículo, coisa que a indústria ocidental disse que faria mas recolheu suas iniciativas à garagem. No máximo a IA se faz presente como um bot, um robô com base de dados limitado, que responde perguntas bem específicas ou abre e fecha os vidros de um carro ocidental por comando de voz.

Já os chineses avançam oferecendo a integração do controle de todos os sistemas de um veículo em apenas um poderoso chip. Estão simplificando e ao mesmo tempo empoderando estas tecnologias para o próximo passo, que é integrar a IA aos sistemas automotivos.

Por isto os mais variados tipos de sensores e tecnologias desenvolvidos e produzidos na China percebem, localizam, prevêem e planejam qualquer ação em qualquer direção, a qualquer momento em um deslocamento.

É o que demonstrou no Auto Shanghai 2025 a DeepRoute.ai, empresa de tecnologia que surgiu em 2019 e que se prepara para aplicar seu modelo de IA em dez novos modelos e mais de 200 mil veículos fabricados na China.

O DeepRoute.ia afirmou em seu estande no Salão de Xangai que é a primeira empresa na China a operar modelos de rotas de ponta a ponta sem depender de mapas de alta definição. Ela diz que sua plataforma oferece vários recursos, pois não há necessidade de comandos nem de informação de estruturas rodoviárias ou regras projetadas por humanos. Por meio de bilhões de informações armazenadas e validadas seu sistema pensa, analisa, aprende e define diversas situações de uma rota em tempo real, atuando a partir disto para levar o veículo ao seu destino.  

Em 2022, em parceria com a Dongfeng, realizou testes com robotaxi em Shenzhen.  E de forma impressionante a empresa informa que demorou apenas um mês para completar com sucesso seu protocolo de testes com veículos particulares 100% autônomos, também em Shenzhen.

Van da Xpeng com eVtol acoplado no Auto Shanghai 2025

É esta velocidade e este tipo de tecnologia que já está nas ruas junto com outras iniciativas como veículos que flutuam na água, sistemas que estacionam o veículo rotacionando os eixos, ou eVtols integrados em vans, que falta à indústria ocidental. É preciso agir rapidamente tentar chegar mais perto dos desenvolvimentos realizados na China.

O bode na sala da indústria automotiva global não fará este movimento retroceder. A indústria automotiva ocidental necessita de líderes que tenham visão diferente sobre o futuro para enfrentar o que vem por aí. Hoje os chineses já possuem quase todos os atributos para iniciar sua ofensiva e tomar conta do mercado automotivo global. Quem duvida disso, quem não foi ver o que acontece na China deve estar pensando em fórmulas tradicionais para criar algum tipo de barreira, também tradicional, para tentar frear este movimento — nada mais antigo e tradicional.

Foton diz que picape Tunland está próxima de chegar ao mercado

São Paulo – Quase um ano após apresentar a picape Tunland a Foton afirmou que iniciará a venda do veículo nas versões V7 e V9. A primeira é dedicada ao uso mais severo, como operações de trabalho, e a segunda mira um público que gosta de mais conforto e tecnologia, oferecendo itens de série e pacote ADAS, de assistência ao motorista. 

Segundo a Foton o preço das duas versões ficará 20% abaixo das suas principais concorrentes e será o principal atrativo para atrair compradores, junto com a garantia de dez anos. Os pormenores da picape Foton Tunland serão apresentados durante o lançamento, o que deverá ocorrer em breve.