São Paulo – Em duas cerimônias, uma com os fornecedores de peças e componentes para automóveis e outra com os de motocicletas, a Honda reconheceu empresas em 43 categorias, em que demonstraram excelência em suas atividades durante o ano passado.
Na premiação de automóveis foram catorze as premiadas, em quesitos como Qualidade e Entrega, Desenvolvimento de Ferramentais, Programa de Redução de Emissões de CO2, Programa Honda Way, Atendimento ao Customer First, Serviços e Seikoko, dedicada à melhoria contínua.
Em motocicletas os 29 vencedores foram premiados nas categorias Diamante, Ouro e Prata, em indicadores como Qualidade, Atendimento, Preservação do Meio Ambiente, Resultados com Inovação e Proatividade e Competitividade. Algumas foram premiadas também por Excelência em Consumer First e em Ferramentaria.
Veja os premiados:
HONDA AUTOMÓVEIS
Excelência em Qualidade e Entrega JSP Bosal Motherson Yachiyo ZF Metalfino GDBR Nippon Paint
Excelência no Desenvolvimento de Ferramentais GTF Industrial
Excelência no Programa de Redução de Emissões de CO2 G-KT do Brasil
Excelência no Programa Honda WAY Formtap
Excelência no Programa Seikoko de Eficiência no Processo Produtivo G-KT do Brasil
Excelência no Atendimento Customer First Nal do Brasil Minebea Freudenberg
Excelência em Serviços e Produtos Indiretos Sapore
MOTO HONDA
Categoria Diamante
Minebea AccessSolutions Sawen
Categoria Ouro Alux Axalta Bosal Galutti Hitachi Astemo Brake Metalfino Nal do Brasil TTB Usiminas
São Paulo – A linha de peças remanufaturadas e de reúso da Stellantis, antes conhecida por Sustainera, passa a ser denominada Circular Autopeças na América do Sul. E somente na região: no resto do mundo segue com o nome antigo, segundo Paulo Solti, vice-presidente de peças e serviços.
“As peças remanufaturadas oferecem a mesma segurança e confiabilidade das peças de origem, com o benefício adicional de menor custo e impacto ambiental. A remanufatura permite uma redução de até 80% no uso de matérias-primas e até 50% no consumo de energia, quando comparada à produção de uma peça nova equivalente.”
A linha Circular Autopeças oferece treze família de peças: turbocompressores, caixas de direção, câmbios automáticos, motores de partida, alternadores, bombas de alta pressão, bicos injetores diesel, compressores de ar-condicionado, diferenciais traseiros, conversores de torque, para todas as marcas da Stellantis – Abarth, Citroën, Fiat, Jeep, Peugeot e Ram.
Ao todo são mais de 180 componentes disponíveis, segundo a empresa, e todas seguem as especificações de fábrica, rigorosamente. Estão disponíveis nas mais de 1,2 mil concessionárias e na loja oficial do Mercado Livre.
São Paulo – A Toyota colocou à venda em suas concessionárias o óculos de sol GR, desenvolvido a partir de materiais reaproveitados do processo produtivo. Segundo a empresa a novidade é pioneira no setor automotivo brasileiro e reforça o seu compromisso com a economia circular, uma vez que os resíduos deixam de ser descartados.
A estrutura frontal do óculos é feita com resíduos de polipropileno que sobram da produção dos para-choques das versões GR Sport. O desenvolvimento do projeto contou com a parceria da Metalzilo.
São Paulo – A energia elétrica usada pela Volkswagen Caminhões e Ônibus na fábrica de Resende, RJ, é 100% limpa, proveniente de fontes renováveis, certificadas pelo selo I-Rec, que reconhece a matriz energética sustentável usada para geração de energia.
A empresa atingiu este índice comprando energia limpa no mercado, uma de suas metas para redução de emissão de CO2 em suas operações.
São Paulo – O programa RenovaBio ajudou a evitar a emissão de 147 milhões de toneladas de CO2 no Brasil desde 2020, quando começou a comercialização dos CBios, Créditos de Descarbonização, segundo a Unica.
As vendas de CBios chegaram a 147,6 milhões nos últimos cinco anos. Para atingir a este volume de redução de CO2 “seria necessário plantar, e manter durante vinte anos, 1 bilhão de árvores nativas, o que mostra o compromisso do setor sucroenergético e de bioenergia com o meio ambiente”.
São Paulo – A Mercedes-Benz Cars e Vans lançou no Brasil a versão Robustez, da Sprinter, com foco no agronegócio, mineração e operações fora de estrada. O furgão vidrado 417 recebeu suspensão traseira elevada e abandonou a porta lateral corrediça, com o objetivo de elevar a robustez estrutural do veículo e reduzir a entrada de poeira e sujeira.
A versão Robustez também pode receber uma série de modificações por meio de empresas parceiras para elevar ainda mais a sua capacidade de rodar em terrenos acidentados. A companhia já fechou a primeira venda do modelo, um lote de 25 unidades que foi entregue para a Sertran Transportes.
São Paulo – Ao iniciar as vendas do Tera, na noite da quinta-feira, 5, a Volkswagen disse ter recebido 12 mil encomendas em apenas 50 minutos, considerando as 472 concessionárias espalhadas pelo Brasil.
O Tera é o quinto, e talvez o mais importante, lançamento de uma série de dezessete novos veículos prometidos pela Volkswagen na América do Sul até 2028 durante ciclo de investimento de R$ 20 bilhões. O SUV produzido em Taubaté, SP, será exportado para mais de vinte países, na região e na África.
São Paulo – A lei 12 977, a Lei do Desmanche, entrou em vigor em 2014 com o objetivo de regulamentar a atividade de desmontagem de veículos. E, de fato, foi divisor de águas para que o setor de reciclagem automotiva pudesse dar seus primeiros passos. Hoje, segundo dados da ABCAR, Associação Brasileira de Reciclagem Automotiva, este mercado movimenta R$ 2 bilhões por ano com a reciclagem de 550 mil unidades. Há, no entanto, potencial para dobrar tanto a cifra quanto a quantidade, a depender do avanço da legislação.
“Somos recém-nascidos. Antes trabalhávamos de forma amadora, sem regras nem compromissos com o meio ambiente e fiscal”, afirmou Júlio Luchesi, presidente da ABCAR, à Agência AutoData. Um dos fatores que seguram os números é o fato de que, ao longo de onze anos, apenas os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul disciplinaram seus Detran, Departamentos Estaduais de Trânsito, e adequaram-se à norma, que inclui a rastreabilidade das peças por meio de etiquetas realizada pelo governo ou por empresa privada contratada. Custoso, portanto.
“Embora a regra seja complicada, estados que aderiram tiveram grande avanço no setor, antes considerado como criminoso e fomentador de furto e roubo de carros. Somente em São Paulo houve redução de 50% na estatística desde então, porque as empresas legais vêm combatendo as irregularidades.”
Dificuldade enfrentada pela atividade nas localidades em que já é regulamentada é a oferta de veículos, ressaltou Luchesi. A estimativa é de que existam 2 milhões de veículos no fim da vida útil todos os anos e, no entanto, apenas um quarto disto é reciclado.
Há, segundo ele, três formas de se obter veículos para serem desmontados e reciclados: uma delas por meio do proprietário que teve o carro colidido e solicita sua baixa permanente, outra por leilões públicos, promovidos pelos Detran e polícias rodoviárias, e privados, em que locadoras e seguradoras encaminham veículos com perda total – e que também têm se movimentado na reciclagem.
Somente São Paulo oferece a este mercado 250 mil veículos por ano, 45% do total no Brasil. Outros 300 mil veículos, que totalizam 550 mil, são reciclados por ano da forma correta, ressaltou o especialista, ao reforçar que o potencial é de chegar a pelo menos 1 milhão por ano.
Justamente o perfil que gera a maior oferta atualmente, de veículos menores e mais acessíveis, encontra fator que dificulta sua expansão: “Hoje a reciclagem de veículos de pequeno valor é inviabilizada. A baixa do veículo muitas vezes é impedida por débitos de impostos e multas, razão de tantos veículos abandonados”.
Presidente da ABCAR, Júlio Luchesi disse que objetivo do evento é discutir formas de ampliar o setor de reciclagem automotiva. Foto: Divulgação.
Luchesi lembrou que, à época de sua criação, a lei foi pensada como uma questão de segurança pública, mas que deveria ser atualizada ou complementada por legislação dedicada ao tema ambiental para incentivar a reciclagem e incluir o restante do Brasil.
Estados como Rio Grande do Sul e Minas Gerais têm feito a desvinculação do veículo e transferido a dívida para o CPF do proprietário, que será inserido no Cadin, Cadastro Informativo de Inadimplência, contou. São Paulo está em trâmites para aprovar esta regra: “Mas, se houvesse lei federal que determinasse isto, seria mais fácil. O código de trânsito brasileiro é muito antigo”.
País conta com 5 mil centros de desmontagem, a maioria pequenas empresas
Existem hoje em torno de 5 mil CDVs, Centros de Desmontagem Veicular, no País, sendo 1,2 mil somente em São Paulo, credenciados pelo Detran. Antigamente conhecidos por ferros-velhos, hoje são empresas que têm engenheiros técnicos responsáveis e classificam as peças em três tipos: a que pode ser comercializada na íntegra, a que necessita de reparo e aquela que vai para a reciclagem por não poder ser reaproveitada.
O produto principal no mercado de reciclagem são estruturas metálicas e o restante é descartado no aterro sanitário. Quando se fala em desmontagem amplia-se o espectro com o aproveitamento de plásticos, vidros, tecidos e estofamentos. Assim, crescem a arrecadação de impostos e a oferta de peças originais.
A maior parte dos CDVs é de micro, pequenas e médias empresas e, na avaliação do presidente da ABCAR, o avanço do Mover e da reciclabilidade traz empresas maiores, que negociam melhor os benefícios com o governo: “Nos Estados Unidos, para se ter ideia, há até empresas de capital aberto e, por ano, o setor movimenta US$ 40 bilhões”.
Outro ponto que ajudará a impulsionar a atividade no Brasil é a adoção do programa de renovação de frota, que inseriria melhor veículos pesados. Do total de veículos desmontados 70% são de pequeno porte, principalmente carros.
Segundo o especialista há poucos CDVs que fazem a reciclagem de caminhões, o que mudaria com um programa de renovação: “Teria de existir incentivo tributário. Se isto não for colocado como lei teremos caminhões com sessenta anos de uso rodando cada vez com mais frequência.”
São Paulo – Mais do que o aumento da IOF anunciado pelo governo, e que deverá ser revertido totalmente ou em parte nos próximos dias, o que preocupa Igor Calvet, presidente executivo da Anfavea, é o comportamento do mercado brasileiro de crédito. Mais especificamente dos movimentos de alta no juro e na inadimplência, e o fato de um retroalimentar o outro.
Durante a divulgação dos resultados da indústria automotiva de maio, e do acumulado do ano, Calvet tornou a externar sua insatisfação com o alto volume de veículos importados no mercado e admitiu que o crédito poderá ficar mais escasso nos próximos meses – justamente no segundo semestre, que historicamente é mais aquecido.
“Podemos passar a ter contração da demanda por causa do crédito caro e escasso”, afirmou, ao relembrar que a taxa Selic subiu para 14,75% ao ano e que a inadimplência chegou a 5% para pessoa física e a 3% para pessoa jurídica. E sugeriu, junto com o vice-presidente Marco Saltini, que o juro elevado já começa a mostrar seus efeitos no mercado de caminhões, especialmente no pesado, mais dependente de financiamentos.
Como as decisões do governo ainda não foram anunciadas a respeito do aumento da IOF Calvet evitou aprofundar o assunto. Embora não afete diretamente o mercado de pessoa física o aumento no imposto mexe no custo do inventário, o financiamento de floor plan dos varejistas, no risco sacado para fornecedores, nas operações de câmbio e nas vendas diretas para pessoas jurídicas. Toda essa equação bate no custo final do veículo e também na taxa de juro dos bancos para pessoas físicas, em efeito cascata.
O presidente da Anfavea, no entanto, está otimista: disse que, segundo as conversas que mantém com gente do governo, em Brasília, DF, a tendência é que ele seja revertido ou minorado: “Deveremos ter boas notícias com relação ao IOF”.
São Paulo – A Fras-le anunciou que está em fase final de negociação para aquisição total da fábrica da subsidiária Jurid, instalada em Sorocaba, SP. Quando o negócio estiver fechado a unidade será renomeada para Fras-le Mobility Site Sorocaba, e será responsável pela produção das pastilhas de freio Fras-le Ceramaxx, produzidas em cerâmica.
O volume produzido na unidade de Sorocaba será dedicado ao mercado de reposição e também será fornecido para montadoras de veículos leves. A fábrica seguirá produzindo os produtos da marca Jurid.
Na unidade de Sorocaba a Fras-le também inaugurou uma extensão do seu centro de engenharia avançada Movetech, para acelerar o desenvolvimento de tecnologias e soluções em materiais de fricção para o mercado original e o de reposição.