Jetta, marca VW na China, vendeu 30 mil unidades em três meses

São Paulo — A operação da Volkswagen na China com marca local Jetta mostra os primeiros resultados após o seu lançamento, ocorrido em setembro. De acordo com a companhia, até novembro as vendas somadas dos modelo VS5, um SUV, e o sedã VA31, chegaram a 30 mil unidades, volume que para a empresa denota sucesso comercial.

 

“Até agora, o segmento de entrada tem sido atendido quase exclusivamente por marcas chinesas. A marca Jetta preenche a lacuna do segmento de entrada ao segmento de volume, na extremidade superior da qual a marca Volkswagen está posicionada”, disse Jürgen Stackmann, membro do conselho de vendas.

General Motors promete sete lançamentos em 2020

São Paulo – Após lançar no mercado onze modelos Chevrolet este ano a General Motors promete para 2020 sete novidades. Os Equinox Midnight e Equinox 1.5 turbo, apresentados na noite de quinta-feira, 5, cumprem a promessa feita pelo presidente Carlos Zarlenga no fim do ano passado – completam a lista Camaro Cupê, Camaro Conversível, Cruze, Cruze Sport6, Joy, Joy Plus, Onix, Onix Plus e o elétrico Bolt.

 

A liderança no mercado brasileiro, agora por cinquenta meses consecutivos, foi mantida, bem como o carro mais vendido do País – posto ocupado pelo Onix, que chega à nova geração com boa distância ao segundo colocado. O que não se concretizou foi o objetivo de retornar ao lucro em 2019. Zarlenga aponta fatores alheios à companhia, especialmente a variação cambial, para justificar o desempenho financeiro. Não fosse dólar alcançar o seu pico histórico de valorização, garante o executivo, “estaríamos bem mais perto do nosso objetivo, que é retomar a lucratividade”.

 

Do portão para dentro foram inúmeras as medidas tomadas para corte de custos, ganho de eficiência e aumento de competitividade. E, mesmo diante de um mercado ainda em recuperação, a GM conseguiu reajustar o preço médio dos modelos Chevrolet acima da inflação, garante o presidente para a América do Sul.

 

“A chave para resolver essa exposição à flutuação cambial é melhorar a nossa competitividade para ampliar a exportação. As conversas com o governo a respeito do Reintegra estão evoluindo bem, assim como as medidas de desburocratização no geral”.

 

Há boas notícias para as exportações: ao menos um dos lançamentos de 2020 será enviado, também, para o mercado mexicano. “Terá um volume significativo”.

 

A matriz deu voto de confiança ao aprovar investimento de R$ 10 bilhões no Estado de São Paulo, que começará a ser aplicado no ano que vem, até 2024, após a GM conseguir acordos com trabalhadores, concessionários, fornecedores e governo. E seguem as perspectivas positivas para o mercado brasileiro em 2020.

 

Segundo Zarlenga as vendas de veículos, somados caminhões e ônibus, deverão crescer de 5% a 6% para 3 milhões 50 mil unidades. “Com crescimento maior no varejo do que nas vendas diretas”, apoiado pelas perspectivas de alta mais elevada do PIB em 2020, de 2% a 2,5%, queda na Selic, do desemprego e aumento da confiança do consumidor.

 

Os planos futuros do presidente para a América do Sul envolvem, também, uma maior integração da cadeia produtiva na região, da qual a GM também é líder em vendas. O Onix e o Onix Plus, por exemplo, seguirão para “Peru, Chile, Colômbia, Equador, Argentina, para todo o lado”. E há planos de investimentos nas fábricas da Colômbia e Equador para atender, também, o mercado brasileiro.

 

E a Argentina? Zarlenga pede pragmatismo. Não crê, porém, em nova queda nas vendas – que até fecharão um pouco acima do estimado, na casa das 460 mil a 470 mil unidades. “A recuperação não será em U. Creio em um cenário de manutenção dos volumes deste ano em 2020”.

 

Foto: Christian Castanho.

Venda de importados segue em queda e projeção fica distante

São Paulo – De janeiro a novembro as empresas associadas da Abeifa registraram 31 mil 218 licenciamentos, redução de 8,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo o presidente, José Luiz Gandini, a projeção para o ano – 35 mil unidades, já revisada para baixo das 50 mil do início do ano – dificilmente será alcançada.

 

Em novembro foram vendidos 2 mil 767 veículos importados, queda de 18,8% na comparação com outubro. Com relação ao mesmo período de 2018 a redução foi de 6,1%.

 

De acordo com Gandini o dólar acima dos R$ 4 e os 35% de imposto de importação são os principais fatores para o fraco desempenho do setor. “A permanência do dólar acima de R$ 4 tem agitado o mercado interno, mas o impacto mais devastador tem sido para o setor de importação de veículos, pois além do dólar na faixa atual ainda pagamos os 35% do imposto sobre importação”.

 

O presidente da Abeifa tem a expectativa de redução no imposto de importação, para dar aos importados maior condição de competir com os nacionais. “O setor vive um momento dramático, de inviabilidade do negócio de importação. Por esse motivo temos conversado com setores do governo no sentido de se operar a tão esperada redução do imposto de importação, pois o câmbio, por si só, é um fator de limitação de volumes”.

 

Top 5 – No acumulado do ano a Kia registrou queda de 19,9% nas vendas. Mesmo assim é a marca importada que mais vendeu veículos no ano, com 8 mil 595 unidades, seguida pela Volvo, que vendeu 6 mil 933 veículos e cresceu 14,2% até novembro. Em terceiro lugar aparece a BMW, com 4 mil 344 unidades e expansão de 73,1%. A quarta posição é da Land Rover, que vendeu 2 mil 719 veículos e a Jac fecha o top 5 com 1 mil 880 veículos.

 

Foto: Divulgação.

Peugeot e Citroën: nova concessionária bimarca em Natal.

São Paulo — O Grupo PSA inaugurou em Natal, RN, nova concessionária com o conceito bimarca, com showrooms Citroën e Peugeot separados e oficina e serviços de pós-vendas compartilhados. O Grupo Dunas é o responsável pela unidade, que possui 3,5 mil m² de área construída.

 

Segundo Marcelo Merani, diretor de desenvolvimento de rede, a concessionária de Natal é uma das mais modernas do País: “Todo o seu projeto arquitetônico foi desenvolvido com o objetivo de oferecer experiências únicas ao nosso consumidor, que destacam a qualidade dos nossos produtos e a excelência dos serviços que prestamos”.

 

Foto: Divulgação

Kia tem novo diretor de planejamento de rede

São Paulo — José Luiz Vendramini assumiu o cargo de diretor de planejamento de rede da Kia no Brasil. De acordo com comunicado da empresa sua contratação visa a reforçar o atendimento prestado nas concessionárias e a preparar a rede para a chegada de, pelo menos, dois novos veículos em 2020.

 

Vendramini também será responsável pelo acompanhamento do padrão visual dos pontos de venda, o treinamento da mão de obra e o processo de ampliação da rede, diante da perspectiva de aumento do portfólio.

 

O executivo disse que o momento do setor de importados é complicado, mas tem boas perspectivas para melhorar: “Isso não é motivo para desanimo. Acreditamos na retomada da economia brasileira em 2020. Aliás, os primeiros sinais de recuperação já foram anunciados neste início de dezembro”.

Bosch celebra 100 milhões de bobinas produzidas no Brasil

São Paulo – A Bosch atingiu o marco de 100 milhões de bobinas de ignição produzidas em Campinas, SP, desde 1994. Atualmente a unidade é responsável pela produção e distribuição do componente para o mundo todo.

 

Desde 2017 a fábrica de Campinas é a unidade fabril central para produção da peça, que domina o conhecimento e os processos de engenharia para apoiar a fabricação da bobina em outros países como China, Eslovênia e México.

Sindipeças revisa projeção de faturamento para o ano

São Paulo – O Sindipeças, entidade que representa os fabricantes de autopeças, revisou sua metodologia de estimativa de faturamento anual, que levava em conta o resultado de pesquisa feita com as empresas associadas. Agora foram incorporadas estatísticas oficiais.

 

Com a nova metodologia a projeção de faturamento do Sindipeças para 2019 é de R$ 144 bilhões, sendo que a anterior era de R$ 102,5 bilhões. Para o ano que vem, o crescimento ficará em torno de 3%, chegando a R$ 148,5 bilhões.

 

A nova metodologia usará informações do setor extraídas da Pesquisa Industrial Anual, PIA, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, e dados da Classificação Nacional de Atividades Econômicas, CNAE.

 

Foto: Divulgação.

O dia que abalou a General Motors

Gravataí, RS– Era 2 de novembro e Carlos Zarlenga, presidente da General Motors para a América do Sul, estava no Equador envolvido em compromissos ligados à operação regional da montadora. Subitamente na tela do seu celular surge uma notícia com potencial para produzir reflexos terríveis na operação local da companhia. Não era o cancelamento do IncetivAuto, nem dos repasses dos créditos do ICMS: uma unidade do Chevrolet Onix Plus, modelo lançado um mês antes e no qual a montadora aposta todas suas fichas, havia pegado fogo no Maranhão.

 

A partir de quinta-feira, 5, Agência AutoData publica série de reportagens mostrando os bastidores do incidente que levou a GM a convocar 7 mil unidades do seu principal lançamento no mercado sul-americano em termos de volume para recall do sistema de gerenciamento dos motores. Considerando os veículos em pátio, o recall poderia atingir um total de dez mil unidades.

 

Nesta parte da reportagem especial contamos o que foi feito pela montadora até ser identificado o problema, criando, a partir desse ponto zero, campanha de convocação de veículos sem precedentes em sua história local em termos de mobilização de engenheiros no Brasil e no Exterior, concessionários e tempo de resolução da falha: em menos de uma semana, 80% dos veículos envolvidos no recall já haviam sido reparados na rede de concessionários.

 

::Especial recall do Onix Plus::
Parte 1 – O dia que abalou a General Motors
Parte 2 – O mundo GM na sala de guerra em São Caetano
Parte 3 – A mão invisível de Detroit
Parte 4 – Quando o recall deixou de ser um monstro

 

A ligação – “Era um final de semana. Eu estava no Equador e recebi uma comunicação sobre um caso de incêndio de um Onix de um cliente que estava cruzando o Maranhão rumo ao Piauí. E quando você recebe uma coisa assim é interessante porque a primeira coisa que vem à cabeça é: e a segurança do cliente? O que aconteceu? Foi uma falha nossa?”, contou Zarlenga, durante entrevista exclusiva concedida por meio de videoconferência – o executivo, da Argentina, onde participava do lançamento local do Onix e do Onix Plus, e a reportagem em sala na fábrica de Gravataí, RS.

 

A situação se mostrava crítica em vários aspectos ao presidente e aos engenheiros baseados na fábrica de São Caetano do Sul, SP. Afora a marca negativa que poderia ser criada pelo público em um veículo que acabou de chegar ao mercado – e o apetite da concorrência em eventual exploração do fato – havia também o risco comercial, ainda que Zarlenga tenha afirmado que, nos primeiros dias após a deflagração do incêndio, a preocupação da companhia fosse “a segurança do cliente em primeiro lugar”.

 

A nova geração do Onix sucede ao modelo mais vendido no mercado brasileiro há oito anos e é natural a intenção da fabricante de que mantenha a fama, o que já vinha acontecendo tão logo iniciaram as vendas da versão sedã.

 

Segundo dados da Fenabrave, em outubro, o primeiro mês de vendas do Onix Plus, o modelo figurou na sexta posição dentre os automóveis e comerciais leves mais vendidos no mês, com 7 mil 140 unidades licenciadas. O desempenho do sedã somado à sua geração anterior, Chevrolet Prisma, deu à General Motors a dobradinha na liderança de vendas por modelo: foram 4 mil 259 licenciamentos do Prisma.

 

“Fui para o aeroporto e de lá liguei para equipes de engenharia e de segurança do produto e perguntei a eles: vocês viram? O que vamos fazer?”.

 

A partir deste momento o executivo delegou os primeiros movimentos antes de embarcar de volta ao Brasil. O primeiro foi solicitar o envio de uma equipe de engenheiros ao Piauí ainda no fim de semana para verificar in loco o que aconteceu com o veículo incendiado.

 

O que se viu em primeiro momento pelos engenheiros da GM no estado da região Nordeste, no entanto, acrescentava mais dúvidas ao problema do que evidências que pudessem levar a uma resolução. “Você já viu um carro queimado? Viram que o veículo estava muito avariado e, assim, era muito difícil descobrir a causa do incêndio”.

 

Naquele instante, no entanto, uma outra ligação mudaria a sorte da companhia e das equipes de engenheiros no caso.

 

Outros dois – A situação ficava mais grave à medida que, do Piauí, eram emitidas poucas as novidades a respeito da detecção do problema que levou o Onix Plus a pegar fogo. Zarlenga regressou ao País no dia 4 e percebeu que o caso já ganhava repercussão na imprensa. Havia o temor de que as notícias negativas pudessem interferir no apetite do consumidor no ponto de venda.

 

Foi quando, no mesmo dia, duas concessionárias reportaram ligações de consumidores relatando problemas no motor. Ainda que fossem fatos que poderiam não ter relação entre si, a notícia animou os engenheiros da GM, segundo Zarlenga: “Com estes dois carros, os quais pegamos rapidamente, começamos a investigar o que estava acontecendo”.

 

Nessa parte do processo, contou Zarlenga, estabeleceu-se as primeiras comunicações com a matriz, sediada em Detroit, Michigan. Ainda que naquele momento o carro incendiado representava uma incógnita, a subsidiária se viu na necessidade de manter a engenharia global a par dos acontecimentos.

 

Ainda na segunda-feira, 4, a equipe de engenheiros retornou do Norte do País com os resultados das investigações feitas nos dois modelos que apresentaram sinais de problemas em seus motores. No dia seguinte houve reunião, da qual participaram os técnicos, equipes de vendas, pós-vendas e o board da companhia. Foi durante este encontro que pode se ter, pela primeira vez, dimensão do ocorrido:

 

“Nesta reunião disseram: há um problema no gerenciamento do software do motor. Esse problema pode levar a um defeito no powertrain, o qual poderia gerar um incêndio quando combinados uma série de fatores como combustível adulterado, etc. Era uma ótima notícia pois poderíamos, assim, saber como agir”.

 

Engenheiros e diretores da companhia tinham, enfim, o problema identificado. Mas ainda não tinham a solução. E o mercado dava sinais, na rede de concessionários, de que precisava de uma resposta.

 

Foto: Christian Castanho.

Produção de chassis supera 26 mil unidades

São Paulo — A produção de ônibus nas fábricas instaladas no País chegou a 26 mil 479 unidades até novembro, segundo balanço da Anfavea divulgado no quinta-feira, 5. O volume representa retração de 3,5% sobre a produção registrada no janeiro-novembro do ano passado. Apenas em novembro o volume produzido chegou a 2 mil 46 unidades, queda de 1% ante novembro de 2018.

 

Na contramão dos números de produção, os indicadores de vendas, no acumulado do ano, apresentaram crescimento. Foram vendidas até novembro 19 mil 9 unidades, alta de 39,6% sobre o volume vendido nos onze meses do ano passado. Em novembro, as vendas chegaram a 1 mil 656 unidades, alta de 13,7% sobre as vendas de novembro de 2018.

 

As exportações de ônibus apresentaram queda, seguindo tendência dos demais segmentos que compõem o setor automotivo. Foram embarcadas até novembro 6 mil 361 unidades, recuo de 22% sobre os onze meses do ano passado. Em novembro as exportações chegaram a 645 unidades, 42% menor do que a registrada em novembro do ano passado.

 

Foto: Divulgação.