Novo Porsche 911 chega ao Brasil com versões híbridas

São Paulo – A nova geração do Porsche 911 foi lançada no Brasil em oito versões, com preços que vão de R$ 930 mil a R$ 1,5 milhão. Nas configurações Carrera Coupé e Cabriolet está a grande novidade do modelo, a motorização híbrida T-Hybrid que combina o motor Boxer 3.6 com assistência elétrica no turbo, substituindo os dois turbos que eram usados anteriormente. 

Com as mudanças na motorização o sistema híbrido oferta 541 cv de potência contra 480 cv da geração anterior. O câmbio automático PDK continua sendo utilizado pela Porsche. 

Externamente o 911 passou por algumas mudanças, como os faróis de LED Matrix de nova geração, para-choques redesenhados e sete novas opções de rodas. 

Veja abaixo todos os preços e versões do novo Porsche 911:

Porsche 911 Carrera Coupé – R$ 930 mil
Porsche 911 Carrera Cabriolet – R$ 980 mil
Porsche 911 Carrera T Coupé – R$ 980 mil
Porsche  911 Carrera T Cabriolet – R$ 1 milhão 40 mil
Porsche  911 Carrera GTS Coupé – R$ 1 milhão 180 mil
Porsche  911 Carrera GTS Cabriolet – R$ 1 milhão 230 mil
Porsche  911 GT3 – R$ 1 milhão 467 mil
Porsche  911 GT3 Pacote Touring – R$ 1 milhão 467 mil

Veículo usado volta a ampliar depreciação após três meses

São Paulo – Desde o início do ano a desvalorização de veículos usados vem apresentando redução. Em abril, porém, a depreciação voltou a crescer, segundo o Índice Webmotors, que calcula mensalmente as variações porcentuais dos preços dos carros anunciados na plataforma, ao sinalizar sinais de equilíbrio na demanda.

De acordo com o indicador a desvalorização no mês passado para o mercado de carros como um todo, incluídos novos e usados, foi impulsionada principalmente pelo mercado de usados, que também voltou a ter mais depreciação após três meses de queda. O mercado de 0 KM, por sua vez, manteve-se valorizado, porém em menor nível que o registrado nos três meses anteriores.

Na avaliação do CEO da Webmotors, Eduardo Jurcevic, os primeiros meses do ano costumam apresentar procura mais aquecida por se tratar de momento em que muita gente costuma começar a tirar do papel o plano da compra ou troca de veículo:

“Estamos observando agora um arrefecimento desta demanda, com o usado retornando ao seu comportamento usual de desvalorização mensal e o 0 KM reduzindo sua valorização”.

Quanto aos modelos usados elétricos, depois de apresentarem menor desvalorização em março, a depreciação voltou a crescer no mês passado. Os 0 KM desta categoria apresentaram comportamento semelhante.

Produção de motocicletas registra o melhor primeiro quadrimestre em 14 anos

São Paulo – A produção de motocicletas atingiu o maior volume dos últimos catorze anos no primeiro quadrimestre, 673,1 mil unidades, de acordo com dados divulgados pela Abraciclo, entidade que representa o setor de duas rodas no País. Na comparação com igual período do ano passado houve crescimento de 11,9%.

Apenas em abril foram fabricadas 172,2 mil motocicletas no PIM, Polo Industrial de Manaus, o melhor resultado para o período desde 2011. Na comparação com igual mês do ano passado o incremento foi de 5,4% e com relação a março a alta foi de 8,9%, disse o presidente, Marcos Bento:

“A indústria segue impulsionada pelo aumento da demanda por mobilidade individual, com o avanço das entregas por aplicativos e a ampliação do crédito ao consumidor”.

As vendas de motocicletas atingiram o melhor resultado da história de janeiro a abril, com 656,7 mil unidades emplacadas, expansão de 9% sobre idênticos meses de 2024. Abril também registrou recorde de vendas para o mês com 182,7 mil motocicletas comercializadas, alta de 7,3% com relação a abril do ano passado e de 10% na comparação com março.

As exportações voltaram a crescer de janeiro a abril, com alta de 1,2% sobre iguais meses do ano passado e 12,2 mil unidades embarcadas. Em abril foram exportadas 2,5 mil motocicletas, queda de 4,6% na comparação com abril do ano passado e retração de 37,5% com relação a março.

Centro de design da Renault no Paraná dobra de tamanho

São Paulo – Inaugurado em outubro de 2023 no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, PR, o Renault Design Center Latam, um dos cinco centros de design da marca junto com França, Romênia, Coréia do Sul e Índia, foi ampliado: o espaço passou por transformação que dobrou seu tamanho, para 2 mil 440 m². Cresceu também a capacidade de criação e desenvolvimento de modelos e conceitos personalizados para o mercado latino-americano, assim como projetos globais.

A nova estrutura dispõe de instalações de última geração, alinhada com o que é utilizado no Design Center Renault localizado na França. O showroom, por exemplo, ganhou painel de LED de alta resolução três vezes maior do que o anterior.

A tela de 15 metros por 3 metros permite sincronização de imagens, vídeos e apresentações simultâneas da América Latina com a Europa, assim como visualização de gama de veículos em escala real 1:1, otimizando tempo e desempenho para o desenvolvimento criativo do design, sem contar com a fase de detalhamento e modelagem 3D.

A equipe do centro de design, composta por 23 profissionais, foi a responsável pelo desenvolvimento do Kardian, que inaugurou nova identidade visual da marca nos veículos produzidos no País. Também concebeu o carro conceito Niagara, com design moderno e disruptivo, assim como o design do Boreal, o novo SUV projetado para o Brasil e demais países da América Latina.

Montadoras reduzem em 37% os investimentos em publicidade na TV aberta

São Paulo – O investimento das montadoras em publicidade na TV aberta recuou 36,7% no primeiro quadrimestre de 2025, segundo estudo da Tunad, plataforma de inteligência de mídia e engajamento de marcas. Os aportes recuaram de R$ 271,1 milhões de janeiro a abril de 2024 para R$ 171,4 milhões nos quatro primeiros meses do ano.

Segundo César Sponchiado, fundados e CEO da Tunad, a retração tem duas explicações: “A redução na TV aberta em 2025 reflete um movimento contínuo de readequação de mídia, com as montadoras redistribuindo seus investimentos da TV tradicional para a CTV e outros canais digitais. Soma-se a isso um cenário econômico desafiador, com crédito caro e juros elevados, o que exige das marcas planos mais cautelosos”.

Quem mais investiu de janeiro a abril foram BYD, R$ 32 milhões, Volkswagen, R$ 28,9 milhões, Chevrolet, R$ 28 milhões, Hyundai, R$ 14 milhões, e Renault, R$ 12 milhões. No ano passado liderou no período a Chevrolet, R$ 60 milhões, seguida por BYD, R$ 41 milhões, Renault R$ 27,9 milhões, Citroën, R$ 25,2 milhões, e Hyundai, R$ 21,9 milhões.

O levantamento da Tunad é feito por meio de um sistema de captura de sinal dos canais de TV aberta e pagas: ele identifica o momento do início dos comerciais e classifica automaticamente via audio-matching, com uma equipe de auditoria conferindo e validando estes resultados. São auditados canais de TV aberta de São Paulo, Araçatuba, Bauru, Campinas, Itapetininga, Jaú e São José do Rio Preto, SP, e Curitiba, PR.

Stellantis confirma produção local do Jeep Avenger em 2026

Goiana, PE – A Stellantis confirmou o que já era esperado: a família brasileira da Jeep crescerá para quatro modelos em 2026. O Avenger ocupará a posição de entrada da gama, ao lado de Renegade, Compass e Commander, nesta ordem crescente de preços. Mas o novo SUV compacto urbano não deverá dividir a mesma linha de montagem em Pernambuco e deverá ser produzido em Porto Real, RJ, informação ainda não oficializada pela empresa.

Jeep já coloca o Avenger na gama de produtos nacionais: serão quatro em 2026, mas não na mesma fábrica. Fotos: Divulgação.

A divulgação da produção nacional do Avenger foi feita na quarta-feira, 14, mesma data em que a Jeep faz o lançamento oficial do modelo no Chile e em outros mercados sul-americanos.

A produção em Porto Real – e não em Goiana, PE, como acontece com os demais Jeep no Brasil – é devida à plataforma do Avenger, a CMP, sobre a qual já são montados na planta do Sul-fluminense os Citroën C3, Aircross e Basalt, marca que passou a integrar a constelação da Stellantis após a fusão da PSA com a FCA, em 2021.

Apesar de parecer uma solução óbvia produzir o Avenger na linha de Porto Real, que já fabrica carros sobre a plataforma CMP, uma vez que já foi anunciado no ano passado que a fábrica receberá investimento de R$ 3 bilhões para fazer um “modelo inédito”, a Stellantis ainda não confirma esta decisão e nem as características técnicas do novo Jeep nacional. Segundo Emanuele Cappellano, presidente do grupo na América do Sul, somente “mais adiante informaremos como vamos fazer o Avenger no Brasil”.

Desenvolvimento para o Brasil

É fato que o Avenger nacional deverá ter diferenças técnicas relevantes com relação ao modelo europeu, que é produzido somente na Polônia e vendido em uma dúzia de versões com opções de motor a gasolina turbo 1.2 de 100 cv, híbrido-leve de 48 V, híbrido plug-in 4xe com 134 cv e 100% elétrico de 156 cv. No Brasil a expectativa é de utilização do motor turboflex 1.0 de 130 cv adaptado à arquitetura Bio-Hybrid com eletrificação leve de 48 V, que no futuro eventualmente poderá evoluir para híbrido plug-in e 100% elétrico, a depender do mercado.

A CMP já foi pensada para isto, originalmente desenvolvida pela PSA, em 2016, como plataforma multienergia – abriga powertrain a combustão, híbrido ou 100% elétrico – para carros Peugeot e Citroën. A Jeep, marca que veio do lado FCA da Stellantis, foi uma das primeiras a aproveitar esta sinergia do novo grupo ao projetar o Avenger sobre a CMP, para ser um SUV urbano a ser vendido inicialmente em mercados europeus.

Convívio com os irmãos

Em comunicado oficial a Stellantis garante que o Avenger “chegará para complementar a gama nacional da Jeep e vai conviver no mercado ao lado do Renegade, Compass e Commander”. Com isto o fabricante tenta evitar que a provável canibalização das vendas do Renegade pelo novo modelo comece antes mesmo da chegada dele às concessionárias.

O Avenger ao lado do Renegade: Jeep garante que os dois vão conviver no mercado como produtos complementares. Fotos: Divulgação.

Ao posicionar o Avenger na entrada de preços de sua gama no País a Jeep corre o risco de matar as versões mais em conta do Renegade, que hoje ocupa justamente a posição de mais barato da marca. Contudo a Stellantis garante que haverá espaço para os dois, justifica Hugo Domingues, vice-presidente da Stellantis responsável pela marca Jeep na América do Sul: “Serão modelos complementares. O Renegade terá vida longa, haverá uma nova geração e um futuro promissor”.

Todos os Jeep produzidos em Pernambuco, inclusive o Renegade, são montados sobre a plataforma Small Wide, desenvolvida há mais de dez anos pela FCA e que no Grupo Stellantis está sendo substituída pela STLA Medium. Embora não confirme que esta nova plataforma será também introduzida no Brasil Cappellano diz que será adotada uma nova arquitetura para permitir a adoção de tecnologias de propulsão eletrificadas.

Mercados de eletrificados e de premium deverão manter a tendência de alta

São Paulo – O crescimento das vendas de veículos eletrificados no mercado brasileiro, que no primeiro quadrimestre, segundo as contas da ABVE, Associação Brasileira do Veículo Elétrico, foi de 6,6%, deverá manter a toada até dezembro. Esta é a percepção de Thiago Sugahara, diretor do grupo de veículos leves da ABVE, Michele Menchini, diretora de vendas da BMW, e José Ricardo Gomes, diretor comercial da Toyota, que participaram de painel sobre o tema durante o Fórum AutoData Perspectivas Automóveis 2025.

Nos últimos anos o segmento avançou média de 73% ao ano, destacou Sugahara. Em 2020 foram emplacados 20 mil veículos eletrificados, o equivalente a 1% do mercado brasileiro e, em 2024, o número foi de 177 mil ou 7% da fatia. “Ou seja, se houver a oferta de produtos e serviços cada vez mais acessíveis, a tendência é que a eletromobilidade cresça, principalmente com a chegada do Mover. Fato é que é um caminho sem volta”.

Crédito também afeta segmento premium

Menchini disse que, por um lado, o encarecimento do crédito gera impacto nos negócios, mas, por outro lado, coloca luz em outros temas que a BMW vem trabalhando com concessionários, como a gestão cuidadosa do estoque. “O giro precisa ser maior quando se fala em varejo. E o braço financeiro BMW Serviços Financeiros se mostra parceiro fundamental para que tenhamos ritmo de vendas acelerados mesmo em tempos de juros elevados. É uma das nossas fortalezas.”

Com relação ao desempenho da BMW Menchini contou que, apesar dos desafios, houve crescimento: “Para nós este é sinal muito positivo. A BMW acompanhou o mercado e entregou mais veículos aos clientes. Para se ter como base 2024 foi o melhor ano da marca no Brasil, com 16,2 mil carros. E, para este, esperamos ter um novo recorde com o lançamento da nova geração do X3 e a atualização do i4 em duas versões”.

Gomes assinalou que para equilibrar o cenário a Toyota continua focando na exportação. No Brasil, espera vender 200 mil unidades, 3% mais do que no ano passado, perspectiva reforçada pelo lançamento do terceiro modelo híbrido flex até o fim do ano – cujo nome não foi confirmado, ainda, mas tudo indica que seja o Yaris Cross: “Temos uma expectativa muito positiva do Brasil. As oscilações e questões políticas são de curto prazo. Mas vivemos em região e País que têm crescimentos e evolução constantes”.

Quanto à Lexus a expectativa é crescer 30% no Brasil em 2025: acabou de inaugurar sua décima-primeira concessionária em Fortaleza, CE, e foi lançado o segundo produto híbrido plug-in NX350h+. “Vemos a marca como vitrine de novas tecnologias de eletrificação e automação”.

O diretor da ABVE exaltou o dado de que o segmento premium de eletrificados saiu de 7 mil para 9 mil emplacados: “Ou seja: existe oportunidade enorme no mercado brasileiro de alavancar este processo de eletrificação e não só no segmento de luxo. Os números são muito vigorosos, por isto é importante investir. O objetivo é que haja a transferência de tecnologia”.

Juro e inadimplência são pontos de atenção para Volkswagen e Renault

São Paulo – O comportamento dos juros e da inadimplência no Brasil preocupa a indústria automotiva, muito dependente de financiamentos para o mercado interno. Desde o segundo semestre do ano passado os índices estão em elevação, segundo Roger Corassa, vice-presidente de vendas e marketing da Volkswagen, e Arnaud Mourebrun, diretor de vendas e rede da Renault. Eles participaram do Fórum AutoData Perspectivas Automóveis 2025, na terça-feira, 13.

Para Corassa o momento é de cautela: “Precisamos acompanhar o cenário de perto para entender este avanço. Por isto que é tão importante ter o banco da Volkswagen Financial Services próximo das nossas operações: hoje a taxa de juros é uma das mais altas já registrada no País”.

Segundo ele as vendas financiadas representam 55% da demanda e, atualmente, para atrair clientes e conseguir oferecer taxas de juros melhores do que as praticadas pelo mercado, a Volkswagen está subsidiando parte do custo de financiamento por meio do seu braço financeiro. Mas gera custos para a companhia e afeta os resultados financeiros.

Mourebrun disse que a maior preocupação, hoje, é a taxa de juros elevada, chegando a quase 30% na ponta final para os clientes. Para driblar este cenário e conseguir atender a seus clientes a Renault também trabalha com seu banco próprio:

“Trabalhamos junto com a Mobilize Financial Services para oferecer as melhores condições e taxas para os clientes, com opções mais competitivas do que a maioria do mercado, incluindo grandes bancos que atuam no segmento automotivo. Fazemos o possível para entregar as melhores opções”.

Mesmo com o cenário nebuloso para os próximos meses por causa dos juros e da inadimplência Volkswagen e Renault apostam em crescimento de 4% a 5% para o mercado de automóveis e comerciais leves, chegando a 2 milhões 580 mil unidades até o fim do ano, em linha com a projeção da Fenabrave.

Diante desse contexto a Volkswagen projeta crescimento acima do mercado para a sua operação no País em 2025, e a Renault pretende acompanhar o ritmo de expansão do mercado.

Fenauto tem aposta mais conservadora para o mercado de veículos usados

São Paulo – A Fenauto apresentou, no Fórum AutoData Perspectivas Automóveis 2025, duas estimativas para o mercado de usados: uma, considerada pelo presidente Enílson Sales como agressiva, de 17,6 milhões de unidades, alta de 11% sobre os 15,7 milhões de veículos vendidos no ano passado, volume recorde. A outra, considerada conservadora, projeta aumento de 2% e 16 milhões de veículos.

Para Sales a segunda, mais conservadora, é a bola da vez: “É preciso considerar que nos quatro primeiros meses do ano registramos incremento de 11% nas vendas, mas em abril o crescimento foi de 8%. Claramente há uma desaceleração e o mercado terá de enfrentar os desafios propostos pela economia”.

Ele apontou que, diante da projeção de alta do PIB de 1,9%, é preciso lançar mão de uma projeção mais conservadora: “Temos a deterioração do cenário econômico, em que o IPCA aponta para 5,7% e a Selic, a fim de conter a alta da inflação, deverá encerrar o ano em 15,5%. Diante disto a inadimplência aumenta e o escore mais restrito segura ainda mais a oferta de crédito”.

Sales estimou que a taxa de aprovação, hoje girando em torno de 52% a 58%, foi reduzida em 4 pontos porcentuais na atual conjuntura. Na sua avaliação os juros tendem a impactar mais os veículos 0 KM e os seminovos, com até três anos de uso: no caso dos usados, acima de quatro anos, o consumidor costuma pensar mais se o valor da prestação cabe no bolso.

O presidente da Fenauto citou como principal desafio a falta de expansão da renda do brasileiro, hoje em R$ 3 mil 77 e que deverá chegar a R$ 3 mil 113.

“Quem tem este rendimento não consegue comprar um carro 0 KM nem trocar seu veículo. É preciso ampliar os investimentos para oferecer empregos com melhor oportunidades de salário”, afirmou. “E a melhora do mercado de novos é positiva para o de usados. Mas, se o novo não está vendendo, não é bom para os usados.”

Abla identifica menor apetite por compra de veículos pelas locadoras

São Paulo – A demanda das locadoras deverá ser menor do que a Abla, associação que representa o setor de locação de veiculos, previu inicialmente. Segundo o presidente Marco Aurélio Nazaré, que participou do Fórum AutoData Perspectivas Automóveis, a projeção foi reduzida de 650 mil veículos para algo em torno de 600 mil a 620 mil unidades.

É um número inferior ao do ano passado, 650 mil veículos, e maior do que o registrado em 2023. Segundo Nazaré a razão é que o custo para compra dos veículos cresceu por causa das taxas de juros: “Mesmo que Anfavea e Fenabrave ainda projetem alta para a venda de novos veículos para as locadoras o custo do capital está alto e para o nosso negócio a demanda é alta. A taxa Selic está atualmente em 14,75%, podendo subir para até 15,25% até o fim do ano”.

A nova projeção da Abla ainda poderá ser revisada após o fechamento do primeiro semestre, afirmou o presidente, pois a entidade está analisando mês a mês o volume de compra das suas associadas que, mesmo com alto custo, ainda precisam renovar parte da sua frota. 

Em abril as compras foram de quase 50 mil unidades por parte das locadoras, maior volume do ano, puxado pela necessidade de renovação e pelo baixo volume de meses anteriores, como janeiro, quando foram comprados 19 mil unidades, número que ascendeu para 27 mil em fevereiro e passou das 30 mil unidades em março. 

No ano passado o número de locadoras ativas no Brasil chegou a 23,7 mil, contra 11 mil em 2020, isto porque muitas empresas pequenas, que trabalhavam na informalidade, regularizaram sua situação depois de campanha realizada pela Abla. O faturamento bruto do setor em 2024 foi de R$ 52,9 bilhões, expansão de 17,8% sobre 2023.