Bandag muda visual e quer crescer

A Bandag, empresa dedicada ao desenvolvimento e à manufatura de bandas de rodagem da fabricante de pneus Bridgestone, tem promovido reestruturação global na sua marca. Ao completar 60 anos a empresa apresentou, na quinta-feira, 8, nova identidade visual e traçou novos objetivos no mercado brasileiro.

A principal mudança estética é em seu logotipo. A ideia, agora, é que todas as letras do nome passem a ideia de movimento, segundo a diretora de marketing da Bridgestone do Brasil, Concheta Feliciano: “Há muitos anos não investíamos na marca Bandag. Essa nova identidade mostra que estamos nos movendo, que nossos produtos estão sempre em movimento”.

As ações estarão concentradas na renovação da imagem institucional da empresa, pois nos últimos anos os investimentos foram aportados somente nos 147 centros de serviços e na sua 95 recapadoras localizadas aqui: “Este ano 10% do investimento em comunicação da Bridgestone serão direcionados para a Bandag. Isso é muito”.

A empresa apresentou, também, uma nova linha de produtos para diversas aplicações, e anunciou, para mais alguns meses, um novo site, com o qual pretende conectar os consumidores de pneus reformados, principalmente os caminhoneiros. O objetivo será o de mostrar a forte presença da marca no mercado de reforma de pneus para caminhões e ônibus.

Com essa imagem renovada a Bandag busca incremento na sua participação no mercado ainda este ano:

“Temos 25% de market share. Nosso objetivo é chegar a 27% até o fim do ano, meta relevante considerando a grande competição nesse mercado”.

Empurrado pela super safra de grãos o serviço de recapagem de pneus está aquecido este ano. Próximo de dois terços dos pneus de caminhões e ônibus são reformados no Brasil, segundo a ABR, Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneu. Há uma demanda maior principalmente pela vantagem da recapagem na comparação com a compra de um pneu novo. A ABR diz que o pneu reformado tem rendimento por quilômetro rodado semelhante ao novo e pode custar 73% menos.

Meritor aposta na retomada

O mercado de caminhões entra em rota de recuperação com a diminuição do ritmo de queda nos últimos cinco meses. Dados da Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, mostram que foram comercializados 17 mil 239 unidades no período, queda de 19,4% no comparativo com janeiro a maio de 2016. No quadrimestre o recuo foi de 24%. Essa pequena melhora no cenário puxou a produção de componentes para veículos pesados e, no caso da Meritor, fabricante de eixos, o mês passado foi o melhor dos últimos dois anos, com aumento em torno de 20% no comparativo com maio de 2016. Já no acumulado a elevação foi de 10%.

Adalberto Momi, diretor geral para a América do Sul, disse que o desempenho no período mostra uma retomada “tímida” e isso deve se intensificar nos próximos meses:

“A crise, que foi a pior para o setor porque se prolongou, foi um aprendizado para os executivos. Foi, na verdade uma prova de fogo. As empresas que sobreviveram sairão desse momento mais fortalecidas”.

Momi, que sucede a Silvio Barros na presidência, ressaltou que a retomada efetiva do mercado deverá acontecer no ano que vem: “A festa de incentivos dos últimos anos criou uma bolha, muitas empresas aumentaram suas frotas. Foi um mercado artificial. Estamos pagando a conta agora, com muito caminhão parado e pouca renovação. No entanto essa bolha já acabou, em alguns segmentos as transportadoras já iniciaram a renovação de frota”.

A sua expectativa é a de que o mercado de caminhões alcance até 90 mil unidades em 2019 ou 2020: “O patamar realista para o País, depois das vendas recordes dos últimos anos, é de 100 mil a 120 mil caminhões. É com esse mercado que estamos nos planejando”.

A Meritor opera com 60% de ociosidade nas fábricas no Brasil. Segundo Momi a utilização da capacidade instalada deve aumentar nos próximos meses: “Hoje temos 850 funcionários e com essa quantidade de pessoas conseguimos atender à alta na produção quando ela vier. Fizemos um acordo com o sindicato e conseguimos flexibilização na produção. Dependendo da demanda na produção conseguimos reduzir o número de dias trabalhados com uma folga sempre às sextas-feiras”.

Com a melhora do cenário no País a Meritor espera um crescimento de 10% em seu faturamento na América do Sul já este ano – e outros 15% em 2018. O executivo afirmou que a região representa até 8% da receita mundial do grupo, que este ano deve chegar a US$ 3,5 bilhões.

Reposição – A Meritor está mais agressiva no aftermarket e segundo Momi ainda este ano será apresentada, no Brasil, uma nova linha dedicada ao mercado de peças não originais. Hoje ela atua com a venda de componentes originais e tem portfólio de 4,2 mil itens: “A reposição, hoje, é mais competitiva do que o mercado para montadoras, e por isso devemos dobrar as vendas nos próximos três anos”.

O segmento de aftermarket representa, hoje, 5% de tudo que é produzido por aqui. No mundo esses negócios são cerca de 25% do seu faturamento:

“Estamos em linha com os planos da companhia para o mercado mundial. A expectativa é a de dobrar de tamanho também. E aquisições e fusões são consideradas para isso. Vivemos um processo de transformação global”.

Novo Ecosport nas ruas só em agosto

Fiel ao estilo de mostrar previamente as novidades que colocará no mercado sem revelar muito do carro a Ford aproveita o 8º Salão Internacional do Automóvel, que abrirá suas portas ao público no próximo fim de semana, em Buenos Aires, Argentina, para fazer a primeira aparição pública da nova versão do Ecosport, que tem sua chegada ao mercado latinoamericano já anunciada para o início de agosto. O carro, que tem poucas novidades em termos de design, chegará com diversas atrações tecnológicas importantes, como as novas opções de motores, 2.0 de 175 cv e o inédito 1.5 de três cilíndros com 137 cv.

Em evento realizado na noite da quarta-feira, 7, que reuniu a imprensa especializada do Brasil e da Argentina, Lyle Watters, presidente da Ford para a América do Sul, lembrou que Ecosport foi o primeiro veículo do segmento de utilitários esportivos compactos lançado no continente e destacou que esta nova versão terá como principal objetivo fazê-lo referência, novamente, para toda a América do Sul e, porque não dizer, também para diversos outros mercados mundiais onde será comercializado a partir de agora.

“O Ecosport é um veículo importante dentro do portfólio Ford. Foi projetado na América do Sul e nasceu como uma inovação que se tornou global”, ele destacou, contando que o modelo está presente, hoje, na Europa e na Ásia e, em breve, chegará aos Estados Unidos. Segundo Watters nesta nova versão o Ecosport passou por atualização importante com a mais moderna tecnologia do segmento em termos de segurança, conforto, desempenho e conectividade: “Foi um intenso trabalho de engenharia realizado no Brasil, em conjunto com os Estados Unidos, e com a mesma paixão que fez do carro um ícone na América do Sul”.

Em termos de design não existem grandes novidades no novo Ecosport. A principal novidade está na nova grade dianteira, alinhada com os faróis, que também foram redesenhados e que deixaram o visual do carro um pouco mais agressivo. De acordo com Antônio Baltar, que é o novo diretor de vendas e marketing da Ford, as principais atrações do novo carro estão no seu interior, com tudo sendo repensado para oferecer aos consumidores um padrão superior de conforto e elegância.

O painel de instrumentos é totalmente novo e destacado pela tela flutuante de 8 polegadas sensível ao toque, conectada com o sistema multimídia SYNC 3, que é compatível com Apple Car Play e com Android Car. Uma outra novidade importante é a opção de câmbio automático para as versões de motorização mais forte.

Confiança – A apresentação do Ecosport acontece em momento delicado da política brasileira, que poderá ter fortes influências no futuro, não só para o setor automotivo mas para todo o País. Lyle Watters, no entanto, aproveitou a oportunidade para ressaltar que a Ford continua apostando na continuidade do atual momento positivo que o Brasil atravessa e comentou que sua expectiva ainda é de crescimento para este ano: “Tivemos um crescimento que considero importante nos primeiros meses do ano e, por enquanto, ainda não reveremos os nosso planos”.

Rogelio Golfarb, vice-presidente de relações governamentais da Ford, ressaltou que, apesar do momento delicado, é importante observar que os fundamentos tanto econômicos como políticos do Brasil estão fortes:

“As reformas econômicas estão sendo tocadas adiante, o Congresso está discutindo e votando, a Justiça está atuando de forma independente e, até, a imprensa está trabalhando com total liberdade. E é importante que tenhamos uma continuidade de todo este processo para conseguirmos retornar ao caminho do desenvolvimento”.

Mais ônibus Mercedes-Benz nas ruas de Recife

A Mercedes-Benz vendeu duzentos chassis, que serão utilizados no transporte público de Recife, PE, para sete empresas: Caxangá, Metropolitana, Mirim, Mobibrasil, Pedrosa, São Judas Tadeu e Rodotur, que receberão os ônibus encarroçados até agosto.

De acordo com Walter Barbosa, diretor de vendas e marketing de ônibus, a maior parte da venda foi financiada via Finame e CDC, crédito direto ao consumidor.

Barbosa notou que, desse lote, faltam ainda cinquenta unidades para ser entregues: “Ao todo o sistema de transporte de Recife comprará cerca de 350 ônibus. As negociações devem ser fechadas até o fim deste mês”.

Esses negócios devem levar a Mercedes-Benz a conquistar 80% de market share no Nordeste. Até maio as suas vendas na região representaram 50% de participação: “Em todo Brasil foram licenciados 1 mil 492 ônibus, e 73% disso foi Mercedes-Benz. O segmento de ônibus urbano caminha para uma recuperação no segundo semestre e essas vendas para Recife devem ajudar nessa melhoria”.

Para este ano a expectativa da companhia é de 7 mil ônibus licenciados. Barbosa disse que esse volume representa 50% das vendas totais de ônibus do País: “Urbanos já chegaram a vender 14 mil unidades em 2013 e 2014. O patamar atual pode ser melhor com a conclusão das concorrências em Belo Horizonte, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. São cidades que devem renovar a sua frota e isso estimulará muito os negócios no Brasil”.

Ônibus de 12 metros – Para Recife a Mercedes-Benz vendeu chassis de 12,5 metros, de 17 toneladas, que, dependendo da configuração, transportam até setenta pessoas. O chassi OF1721 é o seu campeão de vendas no País: “Esses modelos são os ônibus básicos. E são preferência nas renovações de frotas de diversas regiões metropolitanas”.

Barbosa informou que os chassis serão encarroçados pela Caio e pela Marcopolo.

Venda de veículos 1.0 cresce 40%…

As vendas dos veículos dotados de motores 1.0 aumentaram cerca de 40% de abril para maio, segundo dados da Anfavea, Associação Nacional dos Veículos Automotivos, divulgados na quarta-feira, 6. As vendas cresceram de 43 mil 324 unidades, em abril, para 60 mil 513, o que representa alta de 39,7%.

O aumento nas vendas fez crescer a participação dos carros 1.0 no mercado, que passou de 33,9% para 37,1%, avanço de 3,2 pontos porcentuais. O que é bastante expressivo, disse o presidente Antônio Megale:

“Os consumidores estão voltando sua atenção para os carros de menor preço. A queda da taxa de juros deve motivar a procura por linhas de crédito, que sempre foram importantes para o setor automotivo”.

Se, até dois anos atrás, os carros 1.0 abocanhavam até 80% das vendas de veículos novos hoje alcançam perto de 30%. Perderam a liderança para os hatches, que agregam mais itens de tecnologia e conforto com preço um patamar acima.

Percebendo a mudança no gosto do consumidor as montadoras passaram a investir na melhoria do desempenho do motor dos carros 1.0, como também em aparatos tecnológicos, de acordo com Ricardo Bacellar, diretor da área automotiva da KPMG:

“Todo consumidor raciocina em cima da relação custo e benefício. Um bom exemplo é Peugeot 208. A marca deu nova posição ao modelo, incluindo design diferenciado, preço acessível e itens tecnológicos”.

Os veículos 1.0 também perderam boa fatia de mercado para os seminovos. No momento da compra o consumidor optava por um carro usado em vez de um novo, pelo mesmo preço, privilegiando itens como conforto e tecnologia. Em 2016 foram vendidos 2 milhões de automóveis novos e 10 milhões de usados, o que corresponde, em média, a um novo para cinco usados.

Com a queda da taxa da inflação a diferença de preços de novos para usados tende a diminuir, o que poderá inverter esse quadro, segundo o consultor automotivo Valdner Papa: “Está ocorrendo uma readequação nos preços dos carros 1.0, o que motiva o aumento das suas vendas”.

Grupo VW terá novo presidente

Bastidores das vidas das grandes companhias sempre são notícia, e agora é a vez do Grupo Volkswagen, já cercado de encrencas e de investigações: o jornalista Sergio Piccione, escrevendo para o espanhol El Mundo, fez análise sobre o que está pretendendo o poderoso conglomerado alemão: “A correria pela presidência executiva do Grupo Volswagen começou depois de se saber que a maioria dos integrantes do seu Conselho Executivo estaria disposta a não terminar os seus contratos atuais”.

Mais: “Ainda não há razões para este acordo, e tudo parece indicar que seria uma forma de ficar a salvo das responsabilidades no escândalo Dieselgate”.

Se esses rumores se confirmarem as possibilidades de Rupert Stadler, atual presidente da Audi, ser o novo presidente do grupo poderiam vir abaixo. Stadler, executivo de perfil financeiro que passou pela Vaesa, a filial espanhola distribuidora da Audi, Volkswagen e Skoda, chegou à presidência da Audi como sucessor de Martin Winterkorn, o presidente do grupo que viu o Dieselgate estourar nas suas mãos.

Sua gestão tem sido impecável, ampliando a gama e as vendas para tornar a Audi a marca mais rentável do grupo. O problema é que nos últimos tempos algumas investigações, nos Estados Unidos e na Alemanha, atribuíram-lhe responsabilidade sobre publicidade enganosa a respeito dos modelos equipados com motores a diesel. Stadler renovou, no mês passado, seu contrato até o fim de 2022, o que não implica que tenha que permanecer em sua atual posição e nem que possa abandonar a companhia se este for o seu desejo.

Nesta situação voltou a despontar a figura de Herbert Diess, o atual presidente da Volkswagen. Diess chegou ao grupo vindo da BMW tendo passado, também, pela Robert Bosch, onde dedicou boa parte de seu tempo como diretor da fábrica de Treto, Espanha.

Na BMW ocupou posto no conselho de administração e, em sua última passagem, era responsável por pesquisa e desenvolvimento. Eram os tempos em que a presidência executiva era exercida por Norbert Reithofer, que logo a deixou. Surgiram vários nomes para substituí-lo e um deles foi o de Diess – mas elegeram Harald Krüger, e Diess decidiu aceitar a oferta da Volkswagen.

Presidente da Audi, quer discutir ética para carros autônomos

Em meio à onda de desenvolvimento de veículos autônomos e fusões e aquisições sendo feitas em função disso, a Audi, uma das fabricantes que correm atrás do desenvolvimento do seu modelo sem motorista, chama a atenção do setor para um debate que vai além da tecnologia: questões éticas e legais que envolvem a condução autônoma, informou comunicado distribuído na quarta-feira, 7.

Durante congresso da ONU, Organização das Nações Unidas, sobre o uso da inteligência artificial, Rupert Stadler, presidente da Audi, disse que a condução autônoma apresenta uma oportunidade para melhorar significativamente a vida, e fez uma advertência sobre as expectativas em torno do tema.

Em outras palavras ele questionou como deve se comportar um veículo autônomo diante de uma situação inevitável de perigo:

“Em situações em que um acidente é inevitável esperamos uma decisão do carro autônomo. Mas uma situação de dilema não pode ser resolvida nem pelo homem nem por uma máquina. Portanto, ao lado de questões legais, as questões éticas sobre o uso da nova tecnologia também precisam ser discutidas”.

Nos últimos dois anos a Audi construiu rede interdisciplinar beyond, formada por especialistas em inteligência artificial reconhecidos internacionalmente nos campos de ciência e dos negócios. A iniciativa estuda os efeitos sociais da inteligência artificial aplicada ao automóvel e ao mundo do trabalho. Filósofos, psicólogos, juristas, cientistas da computação e empreendedores de start-ups participaram dos primeiros eventos.

O segundo ponto da iniciativa da Audi está focado no futuro do trabalho nesse novo contexto. Sobre isso o executivo disse que a indústria precisa compreender como a inteligência artificial está mudando os mecanismos básicos do mercado de trabalho e também com projetos nas empresas: “Nosso objetivo é uma colaboração perfeita dos humanos com as máquinas. A ideia de montagem modular sem uma linha de produção é um exemplo de como poderia se dar essa interação em uma fábrica inteligente”.

Agronegócio empurra o PIB e as máquinas agrícolas

A safra recorde de 232 milhões de toneladas contribuiu decisivamente não apenas para a leve elevação do PIB do País. Pois o desempenho do agronegócio também foi a principal razão para a recuperação da produção e da venda de máquinas agrícolas e rodoviárias, segundo a Anfavea.

Para o presidente Antônio Megale, da Anfavea, este ano a curva da indústria está sendo positiva. E a tendência é que seja assim até o fim do ano: “Pois está mantida a previsibilidade e as condições de financiamento tão importantes para esse setor”.

De janeiro a maio foram negociadas 17,3 mil unidades, incremento de 28,7% com relação a igual período de 2016. Este desempenho, no entanto, ainda está longe da média histórica do segmento, que é de 23,1 mil unidades negociadas para os primeiro cinco meses do ano.

“Ainda não voltamos à média, mas a curva ascendente já é uma grande notícia.”

Considerando apenas maio as 4,1 mil unidades de máquinas agrícolas e rodoviárias negociadas representaram aumento de 16,4% com relação a maio do ano passado e de 17,6% sobre abril:

“Este desempenho está vinculado aos financiamentos disponíveis para o setor. Pela primeira vez não tivemos interrupções na oferta de empréstimos, política que foi coordenada pelo Ministério da Agricultura, que compreendeu as necessidades dos produtores”.

Toda a cadeia foi beneficiada pela previsibilidade dos negócios agrícolas, afirmou o presidente da Anfavea. A produção deu salto de 52,2% nos cinco meses de 2017 sobre igual período do ano passado. Foram produzidas 24,1 mil unidades. Na comparação com maio de 2016 houve crescimento de 39,5% na produção.

A tendência a partir de agora é de continuidade, de acordo com Megale. A Agrishow, maior feira agropecuária do País é uma das razões para o otimismo: “Os negócios de máquinas agrícolas realizados na feira foram os melhores dos últimos quatro anos”.
Esses pedidos continuarão a dar impulso à cadeia nos próximos meses.

Megale tem esperanças no Plano Safra 2017/2018, que será anunciado na quarta-feira, 7: poderá gerar, para o setor, um ritmo de aquisições que corresponda à superação da superssafra, que acabou de ser colhida: “Temos a confiança de que as condições financeiras para o agronegócio sejam mantidas no ano que vem”.

Vendas: do pântano para o pequeno jardim.

A indústria automotiva começa a vivenciar tempos um pouco melhores nas vendas de veículos: no acumulado de janeiro a maio foram comercializadas 824 mil 490 unidades, alta de 1,6% no comparativo com o mesmo período de 2016 – o melhor resultado para um acumulado do ano desde o primeiro bimestre de 2014. Os dados foram divulgados na terça-feira, 6, pela Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

Antônio Megale, presidente da Anfavea, afirmou que o desempenho está dentro das expectativas da entidade, que estimava estabilidade nas vendas no primeiro semestre: “Ainda é um crescimento modesto, mas em linha com que imaginávamos. Apesar da instabilidade política esperamos que a economia do País não seja contaminada e continue melhorando”.

No mês passado os licenciamentos, independente da nova crise política instaurada no governo, cresceram 16,8% no comparativo com o mesmo mês de 2016, passando de 167,5 mil para 195,6 mil unidades. A média diária de vendas foi de 888,9 veículos ante 871,6 de abril e 797,6 de maio do ano passado.

Para Megale os licenciamentos devem se manter em crescimento a partir de agora, pois já está chegando na ponta do consumo a redução dos juros e isso torna viável o financiamento: “Começamos a sentir a queda da Selic, ainda em pouca intensidade. Mas já há sinais positivos de diminuição dos juros. A questão do financiamento é fundamental nos emplacamentos”.

O dirigente ressaltou, no entanto, que a aprovação das reformas trabalhista e da previdência social deve ocorrer o mais rápido possível: “Mesmo com essa incerteza política o que dizemos é que as reformas têm de ser aprovadas. São medidas fundamentais para a estabilidade econômica do País. Independente de quem esteja na presidência”.

Produção cresce com foco nas vendas do segundo semestre

A produção de veículos continua acelerada: de janeiro a maio saíram das linhas de montagem 1 milhão 37 unidades, volume 23,4% maior que o de mesmo período no ano anterior. Em maio foram 237, 1 mil veículos, alta de 33,8% com relação a maio de 2016. Os dados foram divulgados na terça-feira, 6, pela Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos.

O presidente Antônio Megale disse que o volume produzido de janeiro a maio ainda está abaixo da média dos últimos dez anos, de 1 milhão 246 mil unidades. Mas, segundo ele, com esse ritmo mensal as fabricantes devem superar a meta de 11,9% de crescimento para este ano:

“A produção mensal acima de 200 mil unidades significa volume interessante. Estamos nos preparando para o segundo semestre que, historicamente, é melhor em vendas e em exportação”.

No fim do mês passado os estoques de veículos juntavam 214,4 mil unidades, sendo 140,9 mil nas concessionárias e 73,5 mil nos pátios das fabricantes. Esse volume corresponde a 33 dias de vendas. Isso significa, segundo Megale, que tudo o que foi produzido no mês passado foi vendido.

Apesar do cenário positivo o presidente da Anfavea observou que a entidade está atenta ao quadro político e que aguarda as definições: “Estamos em compasso de espera. Esperamos que tudo se resolva rapidamente para que o País retorne ao nível útil de estabilidade. Precisamos de um mínimo de previsibilidade para avançarmos nas vendas e na produção”.

Emprego – Megale lembrou que, mesmo com a melhora no ritmo de produção, o nível de ociosidade ainda é alto. No segmento de automóveis e comerciais leves gira em torno de 50% e em veículos comerciais esse porcentual salta para 80%.

Isso, segundo Megale, causa estabilidade no nível de emprego. No mês passado a mão-de-obra empregada pelas montadoras somava 121,4 mil funcionários, com leve crescimento de 0,4% com relação a abril. Desse total em torno de 10,3 mil empregados estão em algum programa de flexibilização da produção. “Pelo menos não caímos. Não estamos contratando porque usamos a capacidade ainda ociosa das nossas fábricas”.