Stellantis muda a rota de fábrica na Itália após demanda menor por elétricos

São Paulo – A Stellantis mudou os planos para sua fábrica de motores em Termoli, Itália: em vez de unidade produtora de baterias para veículos elétricos, conforme anunciado em 2022, passará a produzir transmissões para veículos híbridos, o câmbio de dupla embreagem eDCT.

A decisão ocorreu após uma gigafábrica de baterias da joint-venture ACC, liderada pela Stellantis, iniciar sua produção da França no momento em que a demanda global por veículos elétricos recua. Diante desse cenário o plano da joint-venture de produzir baterias em outras duas fábricas, uma na Itália e outra na Alemanha, mudou de rumo, de acordo com a Agência Reuters.

A capacidade de produção de transmissões para veículos híbridos da fábrica de Termoli será de 300 mil unidades/ano.

Futuros 100 Anos da GM do Brasil: histórias de quem trabalhou lá.

São Paulo – Não se trata, no básico, de livro sobre os figurões que passaram pela General Motors do Brasil – e a companhia os teve de montão – mas daqueles profissionais que nem sempre tomavam as grandes decisões mas que sustentavam o andamento e a segurança dos negócios no seu nível de quadros médios. Ou seja: gente que carregava o piano, gente que sabia o que significa ter nas mãos as marcas do guatambu da indústria de veículos.

Mas os figurões os há. Pela ordem de entrada Brad Merkel, Rick Wagoner, Grace Lieblein, Isela Constantini, Jaime Ardila, José Eugênio Pinheiro, Luiz Carlos Lacreta, Luiz Moan, Peter Hazl, Ray Young, Ruth Évora, Volker Barth, Warren Browne.

As famílias de André Beer e de Antônio Romeu Neto também enviaram as suas impressões sobre os primeiros 100 anos da GêÊme.

O livro é o resultado de alguma ansiedade de seu coordenador, Pedro Luiz Dias, hoje também bacharel em teologia mas originariamente um profissional de relações públicas surgido em São José dos Campos, como estagiário, em 1978. Pedro se aposentou na condição de diretor do departamento de Relações Públicas em 2015. Sua ansiedade: como demonstrar o imenso prazer que teve ao trabalhar na companhia [geralmente] em tão boa companhia?

Pedro, ansioso, começou a conversar a respeito com outros companheiros e companheiras de jornada. O resultado de centenas de contatos é um livro, na forma de peça física muito bonita com direito a capa dura: belíssima ilustração na capa e lombadas secundárias num azul que se parece, mesmo, com o blue General Motors. A criação e a edição gráfica da capa é de Wagner Montes Clá Dias, que foi… designer da GM e que “se jogou de alma no projeto. Fez um estudo sobre os logos oficiais nos últimos cem anos e se desafiou a compor algo ligado a estas identidades passadas e uma visão de futuro e agilidade”, contou Pedro Luiz Dias.

A leitura do livro é animada desde o começo, com a introdução, pelo próprio ex-estagiário Pedro Luiz Dias, lembrando que “seu objetivo [do livro] é reconhecer grandes profissionais que tornaram a filial brasileira numa grande referência em várias áreas da produção automotiva”.

O livro tem dois prefácios. Um deles, do jornalista Silvestre Gorgulho, já lembra ao leitor que “houve um tempo em que a velocidade das estradas brasileiras era controlada pelos buracos”. Coisa de 1925, ano da fundação da companhia aqui. É o seu prefácio, assim, que faz o pano de fundo histórico desta leitura.

Seguem-se os depoimentos, apresentados por ordem alfabética, como convém, e com o uso bastante reduzido de adjetivos – também como convém mas condizente com a sisudez e a seriedade que a própria imagem da companhia refletiu durante tanto tempo, espelho de sua cultura interna.

Chamo a atenção para três depoimentos. Minha História na General Motors, de dom Rogério Augusto das Neves, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, Região Sul, conta de seus quase onze anos na companhia, admitido como aprendiz do Senai. Estudou direito, à noite, de 1986 a 1990 e em 1992 pediu demissão e se encaminhou ao Seminário Diocesano de São José dos Campos “para iniciar os estudos e me tornar padre”.

Mais: “O meu trabalho na GM serviu para ajudar a formação do meu caráter e, também, ajudou a formar o meu ministério pastoral, porque tive a oportunidade de estar o mais próximo possível da vida do cidadão médio de nosso povo. Conheci muitas pessoas [de quem] jamais esquecerei. Ser padre é uma missão bem específica, mas ela não pode estar desligada da vida do povo. E eu me senti sempre parte do povo enquanto eu estive na GM”.

Outro depoimento é o de Volker Barth, talvez a melhor descrição à vista da gravura daquilo que o mítico Rick Wagoner encontrou quando voltou ao Brasil em 1991: “Em apenas dois anos a General Motors conseguiu passar de uma posição financeiramente fraca para a de uma força econômica notável”.

O terceiro é o de Warren Browne, que escreveu seu depoimento para que os netos soubessem que, no seu período de Brasil, “fez mais do que apenas dançar no carnaval”. De certa forma seu depoimento complementa o de Barth. Ele descreve as cenas que viveu na General Motors do Brasil acreditando que “um raio caiu três vezes no mesmo lugar”, na pessoa dos três presidentes a quem serviu, Rick Wagoner, Mark Hogan e Fritz Henderson.

E ele conta porque Hogan o chamava de Doutor Morte quando era necessário discutir o equilíbrio de custos e produção.

Serviço
Futuros 100 Anos da GM do Brasil
Obra coletiva, 67 colaboradores, coordenação de Pedro Luiz Dias, processada e impressa pela Ipsis em 2024
168 páginas
R$ 89,90
Pedidos para peterdaias@icloud.com
Pagamento por meio do pix peterdaias@icloud.com

Renault venderá e deverá produzir modelos Geely no Brasil

São Paulo – O Grupo Renault e a Geely oficializaram na segunda-feira, 17, a expansão da sua parceria global com impacto direto na operação brasileira. Como adiantou a Agência AutoData a Renault será a distribuidora de veículos Geely no mercado brasileiro e, futuramente, poderá produzi-los no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, PR, com o emblema Geely ou Renault, a depender do planejamento.

O acordo abrange apenas veículos de zero ou baixa emissão, segundo o comunicado conjunto divulgado pelas duas empresas, ou seja, híbridos e elétricos. A Geely se tornará acionista minoritária da Renault do Brasil, mas a fatia e os pormenores não foram divulgados – no comunicado as empresas destacaram que “o negócio ainda está sujeito à assinatura dos acordos definitivos e aprovações prévias das autoridades regulatórias pertinentes”.

A parceria é semelhante à da Stellantis com a Leapmotor, embora esta seja em âmbito global. O grupo resultante da fusão da FCA com a PSA adquiriu uma fatia da fabricante chinesa e passou a representá-la fora de seu país de origem, já estabelecendo operações na Europa e América do Sul.

Não ficou claro, porém, se os veículos Geely serão vendidos na atual rede concessionária Renault ou se uma nova rede, com a bandeira da chinesa, será criada. Procurada a Renault do Brasil informou que nada pode acrescentar no momento e que, em breve, pormenores da parceria, que ainda depende da aprovação de órgãos do Brasil e da China, serão compartilhados.

Geely e Renault já são parceiras na Horse, a divisão do Grupo Renault focada no desenvolvimento de powertrain térmico, e em uma joint-venture na Coreia do Sul. A Horse mantém uma fábrica no Brasil, instalada dentro do Complexo Ayrton Senna, no Paraná.

Criado pelo Mover, FNDIT entra em operação

São Paulo – Entrou em operação na segunda-feira, 17, o FNDIT, Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico, que captará recursos de políticas industriais para aplicar em projetos prioritários de desenvolvimento industrial, científico e tecnológico. Criado pelo Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação, será gerido pelo BNDES e tem recursos estimados de R$ 1 bilhão.

Segundo o ministro do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a entrada em operação do FNDIT permitirá apoiar financeiramente programas que visam à descarbonização e à mobilidade verde. Os recursos poderão ser aplicados em apoios reembolsáveis e não reembolsáveis. As empresas que hoje aportam os 2% de ex-tarifário sobre importação de produtos automotivos em instituições coordenadoras deverão fazer os depósitos exclusivamente ao fundo, por meio do BNDES.

O próximo passo será definir áreas prioritárias e estruturar chamadas públicas para a seleção de projetos: “As áreas prioritárias devem estar adequadas às missões da Nova Indústria Brasil a fim de que os projetos contribuam para a sintonia do desenvolvimento econômico-industrial com o plano de transição energética do país”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, que preside o conselho e que conta ainda com a participação de representantes de outros ministérios do setor produtivo e de trabalhadores.

A ideia, de acordo com Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, é mais à frente alocar também recursos do Padis, Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores e Displays.

Nova arquitetura eletrônica permite mais tecnologia à Ford Transit

São Paulo – As concessionárias Ford já estão recebendo encomendas da Transit 2026, com promessa das primeiras entregas para março. Produzido na fábrica da Nordex, no Uruguai, o veículo chega ao mercado com nova arquitetura eletrônica que permitiu agregar mais tecnologia, segundo Daniel Santos, gerente de desenvolvimento de produto da Ford América do Sul:

“Investimos muito na nova arquitetura eletrônica da Transit para garantir que todas as suas tecnologias funcionem da maneira correta, sem deixar o sistema sobrecarregado por ter muita tecnologia embarcada”.

Ele afirmou que, agora, os sistemas da nova Transit funcionarão de forma mais rápida, com maior capacidade para suportar os novos itens. A Transit uruguaia segue os padrões de produção da Europa ou de qualquer outro lugar do mundo onde a Ford mantém fábrica, com o mesmo nível ou até melhor, afirmou Santos.

O visual foi renovado, alinhado à identidade que a empresa utiliza em outros mercados. A identidade do veículo que foi reposicionada na carroceria, e o utilirário ganhou duas novas versões para o mercado brasileiro: a L3H3 Cargo, com foco em demandas de governos, que pode usar o modelo como ambulância, e a configuração vidrada longa que é baseada na 17+1 e pode ser usada como uma van de luxo, com seis lugares, ou como van escolar para 29 crianças. 

A lista de novidades da Transit é grande, começando pelo novo quadro de instrumentos de 8 polegadas 100% digital, da linha do que é usado na picape Ranger, e pela nova central multimídia com sistema Sync 4 e tela de 12 polegadas sensível ao toque. Novos assistentes de condução também chegaram ao veículo, como assistência de frenagem de emergência, piloto automático adaptativo, assistência de permanência em faixa e de ponto cego.

A Ford Transit 2026 é equipada com motor 2.0 turbodiesel de 165 cv de potência e o câmbio pode ser manual de seis marchas ou automático de dez, dependendo da configuração. No caso da E-Transit, que é importada da Turquia, o seu motor elétrico gera 269 cv de potência e sua autonomia é de 193 quilômetros, segundo os dados do Inmetro.

Confira abaixo os preços iniciais de cada versão da Transit:

Ford Transit Chassi – R$ 282,9 mil
Ford Transit Furgão – R$ 297,9 mil
Ford Transit Minibus – R$ 354,9 mil
Ford E-Transit – R$ 549,9 mil

Ford aposta em mais um ano de crescimento em veículos comerciais

São Paulo – Embora as condições macroeconômicas não sejam iguais às do ano passado, especialmente câmbio e juros, a Ford acredita em mais um ano de crescimento na venda de veículos comerciais, ao menos dos segmentos em que compete, picape e furgões. Segundo o diretor Guillermo Lastra, que responde pela área na América Latina, a expectativa é de alta no mercado e avanço maior da Ford, que seguirá ganhando participação:

“Não revelamos nossos números internos mas esperamos que esse segmento siga em alta como nos últimos anos, mesmo com aumento do diesel, do dólar e da taxa de juros para financiamento. Acredito que as vendas de veículos comerciais para logística e trabalho devem se manter em expansão, com a Ford elevando seus volumes e participação”.

Ele ressaltou que a Ford, que atua há muitos anos no Brasil – e na América do Sul, onde também projeta crescimento –, sabe como superar as adversidades, como a volatilidade do dólar e da inflação, pois entende as regras do jogo. 

A projeção de alta nas vendas de veículos comerciais no Brasil vem sobre base crescente do ano passado, quando a Ford vendeu 7,2 mil veículos comerciais, crescimento de 40% sobre 2023. Deste volume metade foi Transit e metade Ranger

Na América do Sul a Ford vendeu 24 mil unidades, volume 77% maior do que o comercializado em 2023. Com este incremento sua participação de mercado cresceu 63%, saindo de 5,9% em 2023 para 9,6%. 

O avanço foi puxado pelo lançamento de novas versões da Transit, que no ano passado ganhou seis novas opções, incluindo a versão elétrica E-Transit, e pelo lançamento das Ranger XL e XLS.

Geely e Renault negociam parceria para o Brasil

São Paulo – Parceiras na Horse, divisão dedicada a motores a combustão, e em uma operação industrial em Busan, Coreia do Sul, Renault e Geely estão negociando ampliação da parceria com foco no mercado brasileiro. Reportagem da Agência Reuters, com três fontes consultadas mas que não quiseram se identificar, relata que até o fim do mês a extensão deste acordo deverá ser anunciada, com a venda de veículos Geely, importados da China, na rede Renault do Brasil.

É algo semelhante ao acordo feito pela Stellantis com a Leapmotor, com a diferença de que a chinesa caminha para ter rede própria aqui. A Stellantis comprou, também, uma fatia da fabricante chinesa – e, segundo a Reuters, a Geely pode fazer o mesmo com a Renault do Brasil.

Há intenção, também, de a Geely usar a fábrica de São José dos Pinhais, PR, para produzir seus modelos no futuro, podendo ser a combustão, híbridos e elétricos.

Procurada pela Reuters a Renault afirmou que tem trabalhado em cooperação com a Geely desde 2022: “Desde então os dois grupos têm discutido oportunidades potenciais sob o espírito de parceria aberta e inovadora”.

Afirmou que não há pormenores sobre “nenhuma nova cooperação neste momento”.

Marcopolo exporta cinco Paradiso 1200 para o Kuwait 

São Paulo – A Marcopolo começou o ano com o embarque de cinco ônibus Paradiso G7 1200 para a Al Qurain Automotive Trading Company, empresa do setor automotivo do Kuwait, no Oriente Médio, que conta com a representação de diversas marcas globais de automóveis, caminhões e ônibus.

Os veículos possuem chassis Volvo B11R e têm 12m50 de comprimento, com capacidade para 51 passageiros sentados. A Al Qurain Automotive Trading Company, fundada em 1984, é cliente da Marcopolo desde a década de 1980 e pioneira na região do Oriente Médio. A última aquisição da companhia, no entanto, foi em 2018.

Valor liberado para o financiamento de veículos cresce 29% em 2024

São Paulo – Foram liberados para o financiamento de veículos, no ano passado, R$ 273,7 milhões, cifra 28,6% superior à registrada em 2023. A participação de vendas de carros de passeio a prazo voltou ao patamar de 46%, o que não era visto desde 2021.

Os dados foram divulgados pela Anef, Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras, que avaliou esta expansão como tendo superado as expectativas. Em 2023 o crescimento foi de 9% comparado ao ano anterior.

O CDC, Crédito Direto ao Consumidor, representou quase a totalidade dos financiamentos, com R$ 272,2 bilhões, alta de 28,5% frente ao período anterior. O saldo das carteiras, de acordo com a Anef, também deu um salto, chegando a R$ 483,8 bilhões, aumento de 15,7% com relação a 2023.

A inadimplência ficou praticamente estável, com leve queda de 0,3 ponto porcentual para pessoa física e de 0,7 ponto porcentual para pessoas jurídica. Isto, na avaliação da entidade, contribuiu para a maior oferta de crédito.

No caso, porém, de caminhões e ônibus as vendas financiadas tiveram pequeno decréscimo no ano passado, de 41% para 40%. Quanto às motos os pagamentos parcelados permaneceram em 37% do total.

Para 2025, frente à alta dos juros, com Selic em 13,25% ao ano, a expectativa é que para conter a inflação os aumentos não cessem. A Anef considera que o setor terá que trabalhar com criatividade e soluções personalizadas, com prazos mais flexíveis e pagamentos residuais no final do contrato. E, assim, projeta alta de 8,5% no total de recursos liberados, para R$ 297 bilhões.

Brasil é o maior mercado de chassis de ônibus da Volvo

São Paulo – Pela primeira vez a Volvo teve, no mercado brasileiro, o seu principal ano em entregas de chassis de ônibus: foram comercializadas 709 unidades em 2024, também o melhor ano da história da Volvo Buses, que faturou US$ 2,3 bilhões em todo o mundo. A fábrica de Curitiba, PR, produziu 1 mil 429 unidades, das quais metade foi destinada ao mercado externo, com destaque para Chile, 238 unidades, e Peru, 162.

Em 2025 a operação brasileira recebe mais uma missão que comprova a sua importância dentro da companhia: com o início da produção do chassi BZRT, versão articulada ou biarticulada do chassi elétrico BZR, Curitiba será sua base global de produção e exportação, o maior elétrico do mundo em operação comercial, segundo o presidente da Volvo Buses Latin America, André Marques. 

O BZRT pode receber carrocerias de até 28 metros e transportar 250 passageiros. Tem o mesmo quadro de chassi, freios e eixos da versão a diesel equivalente. Além dele a fábrica paranaense produz o BZR, plataforma mundial de chassi elétrico da Volvo que pode ser aplicado em operações urbanas, de fretamento e até rodoviárias de curta distância.

A Volvo produz apenas chassis acima de 16 toneladas, um mercado restrito: no ano passado, segundo Marques girou em torno de 3,7 mil unidades no Brasil, 2,3 mil para o segmento rodoviário e 1,4 mil para o urbano.

Marques projeta um 2025 com vendas no mesmo patamar do ano passado: “O segmento rodoviário está voltando à normalidade depois da crise na pandemia, com boa demanda por causa dos preços altos das passagens aéreas, que favorecem as viagens de ônibus. É um ano de muitos feriados, também bom para o turismo. Mas as condições macroeconômicas, a volatilidade do câmbio e o aumento dos juros, faz com que acreditemos em um mercado estável na faixa acima de 16 toneladas”.