São Paulo – A receita líquida consolidada da Frasle Mobility encerrou o primeiro trimestre em R$ 1,3 bilhão, alta de 58,3% frente a igual período em 2024, um novo recorde. O EBITDA ajustado alcançou R$ 253 milhões, incremento de 64,3% no mesmo comparativo, em que a margem EBITDA avançou 0,7 ponto porcentual, para 19%.
A receita no mercado externo, que inclui exportações e o desempenho de operações da empresa em outros países, somou US$ 124,6 milhões, alta de quase 80,5% em comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Os números foram potencializados pela aquisição da Dacomsa, divisão de peças de reposição do Grupo Kuo, no México. A transação é a maior da história da companhia, avaliada em R$ 2,2 bilhões.
Os dados do primeiro trimestre corroboram as projeções para 2025, divulgadas em abril, mantendo perspectiva favorável da companhia. Fatores considerados para essa avaliação são a manutenção da demanda no mercado de reposição, a ampliação da capacidade produtiva, especialmente na unidade da Fremax em Joinville, SC, e a celebração de novos contratos com montadoras. Até o fim do ano são previstos investimentos de R$ 170 milhões a R$ 210 milhões.
São Paulo – O Inmetro selecionou o Campo de Provas de Cruz Alta, da General Motors, em Indaiatuba, SP, para a realização dos testes de eficiência energética que compõem o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, responsável pelo Selo de Eficiência Energética presente em todos os veículos vendidos no Brasil.
De acordo com a GM o campo de provas conduzirá duas etapas do programa, oferecendo a todas as empresas participantes estrutura que garanta padronização, agilidade e precisão nos resultados que orientam os consumidores acerca do consumo dos modelos avaliados.
A primeira fase inclui a pesagem dos veículos, seguida pelo teste de desaceleração, que avalia a eficiência aerodinâmica e a resistência ao rolamento. Inicialmente 27 modelos serão avaliados, um de cada fabricante – o Chevrolet será o Equinox EV. Cada empresa conduzirá os testes com seu próprio veículo e profissional responsável, sob acompanhamento dos auditores do Inmetro em todas as fases.
São Paulo – A ArcelorMittal está debruçada sobre o desenvolvimento de componentes feitos a partir de materiais reciclados, como a sucata, e utilizando apenas energia renovável certificada no processo. Dois produtos já estão homologados e em testes com montadoras, com produção regular em linha e prontos para ser comercializados em larga escala: a barra chata mola, que dá origem ao feixe de mola usado na suspensão de veículos comerciais leves e caminhões, e o perfil U para chassis de ônibus, com foco em modelos elétricos.
O objetivo, como afirmou Francieli Scatolin, gerente de desenvolvimento de produtos industriais e assistência técnica da ArcelorMittal, em entrevista à Agência AutoData, é passar a integrar a economia circular da indústria automotiva e contribuir para a descarbonização na cadeia.
“Como supridores desta cadeia temos de estar aptos a acompanhar os movimentos e atender aos requisitos de evolução tecnológica que a indústria automotiva, que costuma aderir com rapidez, vem solicitando. Neste sentido começamos a pensar na barra chata mola, pois somos grandes fornecedores do mercado de suspensão de veículos leves e pesados.”
Batizada como XCarb a iniciativa global teve início em 2021 e, no ano seguinte, foi trazida ao Brasil a partir da linha de vergalhões, hoje fornecida a toda a América Latina. No início de 2025 foi a vez de ingressar no setor automotivo a partir da barra chata mola: “Fizemos testes de composição química e também mecânicos, para assegurar que a mudança de processo que usa 100% de sucata, em vez do ferro gusa, insumo para a produção do aço, não impactaria na segurança do produto. Não tivemos nenhuma perda de qualidade”.
Em todo o mundo a ArcelorMittal reprocessa 30 milhões de toneladas de aço por ano, sendo 10% disto no Brasil. Scatolin contou que a companhia possui diversos postos de coleta em todo o País para que então seja a feita a triagem de aço usado em todo tipo de produto de linha branca, como geladeira e micro-ondas, veículos, resto de obras, vergalhões e maquinários.
“O aço possui uma vantagem: pode ser reciclado inúmeras vezes sem perder qualidade. É diferente de um polímero, que vai perdendo suas propriedades com o tempo”, disse a executiva. “Dentro da ArcelorMittal temos uma área de metálicos encarregada de coletar esses aços obsoletos que estão sem aplicação, rejeitos que estão poluindo o meio ambiente, para dar uma nova função a eles.”
Na usina de Resende, RJ, a partir de fornos elétricos movidos a eletricidade renovável, é dada origem a um novo aço, laminado na unidade de Barra Mansa, distante 50 quilômetros, de onde saem os produtos XCarb. Para tanto está sendo injetado R$ 1,3 bilhão para a ampliação do laminador a 500 mil toneladas por ano e melhorias na aciaria, cuja capacidade será dobrada.
O passo seguinte foi estabelecer parceria com a Aesa, que monta o feixe de mola e a suspensão dos caminhões que são entregues a fabricantes como Mercedes-Benz e Scania. Após a realização de testes de fadiga passou a oferecer o item à sua carteira de clientes. O mesmo está ocorrendo com a Fiat Strada, que também está testando o componente.
O processo de desenvolvimento pela equipe interna da ArcelorMittal e os testes com a Aesa estendeu-se por quase um ano. Agora a empresa está oferecendo diretamente a fabricantes de ônibus o perfil U para chassis.
Pensando além, e em como ajudar a descarbonizar a geração de eletricidade, a ArcelorMittal desenvolveu cantoneiras em perfil L para torres de transmissão de energia XCarb: “Sabemos que mudar um processo produtivo da indústria siderúrgica não é simples e requer grande investimento. E não só isso pois a mudança de tecnologia impactará a qualidade do produto e por isto existe todo um cuidado que demanda muita pesquisa. Estamos pensando em todas as variáveis que tornam esse material mais sustentável, não só nas emissões”.
O grupo já injetou, globalmente, € 300 milhões no desenvolvimento de tecnologias para diminuir as emissões. Scatolini sustentou que os produtos são customizados para que o cliente maximize potência, produtividade e recursos, além de minimizar perdas pois “tudo isto também é uma forma de reduzir a pegada de carbono.”
Se por um lado a reciclagem usa menos eletricidade e lança menor quantidade de carbono na atmosfera, uma vez que 1 tonelada de aço reciclado reduz o uso de energia em 70%, e as emissões caem em 1,5 tonelada, por outro o gasto com a produção é um pouco maior: “A sucata tem um custo, e a energia renovável também, mas não é nada exorbitante. O País é continental, o que exige grande capilaridade para a coleta. Ao mesmo tempo o produto compete com o mercado externo, muitos países têm escassez, e o preço é quase como o de uma commotidy. No fim a extração custa menos do que a reciclagem. Mas vale pelo comprometimento com a meta”.
O objetivo da siderúrgica é tornar-se carbono neutro até 2050, sendo que até 2030 trabalhará na adoção de alternativas energéticas para reduzir em 25% suas emissões: “Estamos abrindo novas frentes de homologação para lançar novos produtos. Agora estamos esperando a demanda. Capacidade nós temos”.
São Paulo – Antonio Filosa, que presidiu a operação sul-americana e atualmente é o chefe das Américas da Stellantis, emerge como o principal candidato a ocupar o posto de CEO da companhia, vago desde a renúncia de Carlos Tavares. A informação foi divulgada pela agência de notícias Bloomberg, citando fontes familiarizadas com o assunto.
A decisão final está próxima, de acordo com o que pessoas que não quiseram se identificar afirmaram à reportagem da Bloomberg. Mas elas ponderaram que a situação permanece instável e John Elkann, que preside o Conselho, pode acabar elegendo alguém que não seja Filosa.
Completaram-se cinco meses desde a saída de Tavares. Em dezembro a Stellantis informou aos investidores que nomearia um novo CEO no primeiro semestre, mas a situação está estagnada. À Bloomberg um porta-voz da empresa disse que nenhuma decisão foi tomada e que o cronograma para a nomeação do CEO segue inalterado.
São Paulo – A produção argentina de veículos somou 159,5 mil unidades de janeiro a abril, alta de 9,1% na comparação com igual período do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Adefa. Em abril foram produzidas 45,5 mil unidades, expansão de 5,8% sobre idêntico mês do ano passado e de 9,4% com relação a março:
“O desempenho mensal mostra uma continuidade no ritmo de crescimento sobre o ano passado, com níveis superiores”, disse Martín Zuppi, presidente da Adefa. “De janeiro a abril as fábricas receberam novos produtos, acompanhando a dinâmica positiva do mercado interno, enquanto se ajustam às demandas externas, que estão sujeitas a maior volatilidade”.
As exportações somaram 80,5 mil unidades, retração de 2,9% na comparação com janeiro a abril de 2024. Segundo o presidente da Adefa o recuo em quatro meses é reflexo da menor demanda em alguns países.
No mês passado foram embarcados 22,6 mil veículos, volume 9,8% superior ao de abril do ano passado e 6,8% menor do que o registrado em março.
As vendas internas, conforme já divulgado pela Agência AutoData, cresceram 83,9% no primeiro quadrimestre, 216,5 mil unidades. Em abril foram emplacados 54 mil veículos, expansão de 63,9% sobre abril do ano passado e 11,6% acima do volume de março.
São Paulo – O IQA, Instituto da Qualidade Automotiva, abriu as inscrições para a quinta edição do prêmio IQA da Qualidade Automotiva, que contempla três categorias: qualidade nos processos produtivos, qualidade em inovação e novas tecnologias, e produção de conteúdo jornalístico com foco na qualidade da indústria automotiva.
Os interessados têm até 4 de agosto para se inscrever por meio do site do evento. Os projetos serão avaliados por representantes do IQA, Anfavea e Abipeças-Sindipeças, e a premiação está agendada para 9 de outubro, em São Paulo, durante o 11º Fórum IQA da Qualidade Automotiva.
São Paulo – A Caio exportou cinco ônibus para o Uruguai, que foram comprados pela operadora Codesa. As cinco unidades são do modelo Apache Vip, que serão utilizados pela empresa em suas operações na cidade de San Carlos.
Os ônibus foram produzidos com chassi Mercedes-Benz OF-1724, com suspensão pneumática, motor Euro 5 e possuem capacidade para transportar até 74 passageiros, sendo 44 sentados.
São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus, em parceria com a UiPath, capacitou sua equipe de negócios para criar suas próprias automações, gastando 70% menos tempo para o desenvolvimento de uma nova ferramenta para áreas administrativas. A empresa utiliza a automação robótica há seis anos no cenário administrativo, responsável por tarefas repetitivas e manuais, liberando os colaboradores para outras ações.
10% das sugestões de automação sugeridas pelos funcionários não eram atendidas pelos robôs e, diante deste cenário, a montadora e a UiPath treinaram os colaboradores para que eles mesmos desenvolvessem os sistemas para atender às demandas. Com isto as equipes das áreas administrativas conseguiram reduzir o volume de retrabalho e o uso de recursos, financeiros e materiais.
São Paulo – A SKF anunciou Alex Pereira como seu novo diretor administrativo para o mercado industrial no Brasil. Na companhia há mais de vinte anos seu último cargo foi diretor de vendas e serviços para o mesmo segmento.
Pereira é formado em engenharia mecânica pela Faculdade Politécnica de Jundiaí, com especialização em administração de empresas e finanças. Em seu novo cargo tem a missão de fortalecer o protagonismo da operação brasileira nas Américas, que tem peso significativo nas operações globais da companhia.
São Paulo – A Bosch encerrou 2024 com faturamento de R$ 10,8 bilhões na América Latina, crescimento de 12% sobre o valor ajustado do ano passado*. O Brasil representou 77% da receita da região, com R$ 8,4 bilhões, avanço de 6,3% com relação a 2023. Segundo a companhia, em comunicado, 21% das receita nacional foram gerados a partir de exportações para América Latina, América do Norte e Europa.
Para 2025, segundo o presidente e CEO Gastón Diaz Perez, o plano é ampliar a localização da produção. A partir do ano que vem mais uma etapa do processo de montagem do ESP, controle eletrônico de estabilidade, a ECU, unidade de controle eletrônico, passará a ser feita na unidade de Campinas, SP. Desde o ano passado a tecnologia é item obrigatório nos veículos vendidos no País.
O avanço esperado dos sistemas híbridos flex no mercado fizeram com que, a partir deste ano, unidades de controle do motor do sistema flex fuel com maior poder de processamento fossem fabricadas em Campinas, além de componentes para ônibus elétricos.
“Os veículos híbridos desenham uma transição que combina o melhor do elétrico com a autonomia dos motores flex a combustão interna”, disse Perez, no comunidado. “Seja com combustível ou eletricidade a Bosch está moldando ativamente a mobilidade do futuro: com eletrificação, redução de emissões, veículos autônomos, conectividade e software.”
Para o campo está em desenvolvimento a tecnologia Dual Fuel, que permite misturar o diesel com o etanol e que poderá ser aplicada em equipamentos fora de estrada, como colhedoras de cana, locomotivas e caminhões de grande porte, contribuindo com a descarbonização. Desenvolvida por brasileiros pode substituir até 50% do diesel pelo combustível renovável e deverá entrar em testes em 2026, com previsão de chegar ao mercado em 2027.
“Essa tecnologia pode revolucionar a matriz energética brasileira, pois nos permitirá reduzir o uso de diesel em aproximadamente 1,5 bilhão de litros por ano e, em paralelo, ampliar a demanda de etanol em 2,5 bilhões de litros, reforçando a indústria sucroalcooleira nacional.”
* Nota do Editor: o faturamento divulgado pela Bosch na região no ano passado, R$ 9,8 bilhões, incluía uma subsidiária que deixou de ser consolidada no valor ajustado para este ano. Por isso o texto original apresentava crescimento de 10% no faturamento. Após as explicações da empresa o texto foi corrigido.