São Paulo – A Randoncorp e a Gerdau, que já são parceiras na Addiante, joint venture de locação de veículos pesados e equipamentos, anunciaram colaboração em economia circular para otimizar o processo de reciclagem de sucata metálica proveniente das operações da fabricante de implementos, que anteriormente era vendida por meio de leilões periódicos.
A partir de agora a sucata será coletada e transportada pelas empresas parceiras para a unidade de produção de aços especiais da Gerdau em Charqueadas, RS. Na usina o material será reintroduzido no processo de produção de diversos tipos de aço.
Com a vigência do contrato a Randoncorp passa a reciclar 10 mil toneladas de sucata anuais, o que corresponde a um terço do volume gerado em suas unidades no Brasil. Os outros dois terços, cerca de 20 mil toneladas, já são aproveitados nas suas próprias fundições.
A parceria também será estendida a outros resíduos industriais com o objetivo de reduzir o envio a aterros e maximizar o aproveitamento no processo produtivo.
São Paulo – A Volare anunciou a abertura de concessionária no Rio de Janeiro, RJ, em parceria com a Amec, empresa tradicional no comércio de caminhões que, a partir de agora, diversificará suas operações ao incluir a venda de ônibus no portfólio. Com 3 mil m² de área construída em terreno de 5 mil m², na Penha, a nova unidade que emprega 42 profissionais e abriga amplo estoque e oficina especializada.
São dezoito boxes de atendimento, incluindo um para veículos elétricos, e serviços de lavagem, lanternagem e pintura, com cabine de pintura com exaustão e cortina d’água, lavador com vala, lubrificação, refrigeração, alinhamento e balanceamento.
Diferencial da concessionária é que ela dispõe de suíte para hospedagem do cliente passante que necessita deixar o veículo por um tempo maior em reparo na oficina.
São Paulo – Lançada em 2016 a Toro chegou à marca de 500 mil unidades comercializadas no Brasil. A picape foi o segundo produto da fábrica de Goiana, PE, que iniciou sua operação com o Jeep Renegade.
Na linha 2025 a Toro ganhou novo motor 2.2 turbodiesel de 200 cv de potência, 18% a mais do que o anterior, e manteve o 1.3 turbo flex que teve sua potência reduzida de 185 cv para 176 cv para atender às novas normas de emissões do Proconve L8.
No primeiro mês do ano a Fiat Toro somou 3,5 mil emplacamentos, de acordo com os dados da Fenabrave.
São Paulo – As concessionárias Volvo no México receberão a partir de abril caminhões produzidos na fábrica de Curitiba, PR. O país da América do Norte entrou na rota de exportação da operação da América Latina, sediada na Capital paranaense, que fornecerá modelos de cabine avançada, cuja regulamentação se deu recentemente por lá.
Até agora a operação mexicana da Volvo era abastecida por modelos produzidos especialmente nos Estados Unidos, os bicudos de cabine convencional. “A procura por modelos de cabine avançada vem crescendo por lá”, disse Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo para a América Latina. “E a tendência é seguir crescendo ainda mais. É um mercado de 40 mil unidades por ano, o segundo maior da região, atrás só do Brasil”.
As exportações brasileiras de caminhões para o México são beneficiadas com tarifa zero pelo acordo comercial bilateral, o que contribuiu para a decisão. Segundo o presidente não é esperado volume grande neste primeiro ano de operação, quando a prioridade será organizar e preparar a rede e a equipe local.
Os modelos de cabine convencional vendidos no mercado mexicano seguirão sendo produzidos nos Estados Unidos e, também, no México, onde está sendo construída uma nova fábrica. “Mas ela produzirá apenas cabines convencionais, com foco para atender os Estados Unidos e o Canadá. Cabine avançada seguirá saindo do Brasil”.
Outros mercados
Do volume produzido em Curitiba no ano passado, em torno de 27 mil unidades, 86% ficou no mercado brasileiro e os 14% restantes foram exportados. Argentina, Chile e Peru foram os principais destinos.
Segundo Lirmann a expectativa é de crescimento nos envios para a Argentina em 2025: “O volume foi modesto mas devemos pelo menos dobrar neste ano. A Argentina fez sua lição de casa e agora o mercado está voltando a crescer. Nossa intenção é ganhar mercado lá, seguir crescendo no Chile e manter a liderança no Peru”.
Quem controla o abastecimento dos mercados latinos é a operação brasileira. Lirmann disse que mais de 90% dos caminhões Volvo que chegam a estes países são produzidos no Paraná. “Ocasionalmente importamos da Europa quando estamos com a capacidade ocupada, ou com desabastecimento de algum componente. Mas no geral o Brasil é o responsável por abastecer a região”.
“Nossa visão no Brasil é de longo prazo. É o segundo maior mercado de caminhões e o maior de ônibus para a Volvo no mundo. Estamos conversando sobre o aporte que poderá ser definido até o ano que vem”.
São Paulo – Carlos França é o novo diretor de vendas e marketing da JCB na América Latina. O executivo, que tem mais de vinte anos experiência no setor de máquinas, trabalhava na CNH Industrial e o seu último cargo foi como responsável pela marca Case Construction na América Latina.
Durante sua carreira França acumulou conhecimento em algumas áreas como vendas, desenvolvimento de produtos, expansão de rede e estratégia de marca. O diretor é formado em administração de empresas, com MBA em marketing pela Fundação Dom Cabral.
São Paulo – Em janeiro foram comercializados por meio de financiamento 563 mil veículos novos e usados, leves, pesados e motos, o que representa estabilidade com relação ao mesmo mês do ano passado, com leve variação de 0,2%. Na comparação com dezembro, período em que as vendas são alavancadas pelo pagamento do décimo-terceiro salário, houve queda de 8,2%.
Os dados foram divulgados pela B3, que opera o SNG, Sistema Nacional de Gravames, base privada de dados que reúne o cadastro das restrições financeiras de veículos dados como garantia em operações de crédito em todo território nacional.
A estabilidade das vendas totais de veículos a prazo frente a janeiro de 2024 foi puxada pelo comércio de motos, que avançou 2,4% no comparativo anual, apesar de ter recuado 6,4% no mensal. O resultado equilibrou a redução no financiamento de autos leves, 3% abaixo do primeiro mês do ano passado e 9,9% aquém de dezembro, e o de pesados caiu 6,4% e 31,5%, respectivamente.
São Paulo – O Chevrolet Spark, SUV compacto elétrico com foco no uso urbano, foi confirmado como um dos cinco lançamentos da General Motors para o mercado brasileiro este ano. Complementará o portfólio da Chevrolet quando empresa completa 100 anos de operação no Brasil.
Segundo Santiago Chamorro, presidente da GM América do Sul, o Spark reúne os atributos que os clientes mais valorizam em um carro elétrico desta categoria. Seus pormenores serão revelados posteriormente: por enquanto a GM confirmou apenas o lançamento e que ele será vendido em configuração sofisticada.
São Paulo – O cenário durante a Fenatran, no início de novembro, quando a Volvo superou todas as expectativas de negócios, mudou bastante: desde lá a taxa Selic saltou de 10,75% para 13,25% e em torno de 30% dos acordos fechados na feira foram suspensos ou cancelados. Após um bom 2024 do mercado brasileiro, no recorte de caminhões acima de 16 toneladas, a fabricante instalada em Curitiba, PR, projeta para 2025 recuo de 10% nas vendas domésticas.
A razão, segundo o diretor geral de caminhões, Alcides Cavalcanti, é a deterioração das condições macroeconômicas: “Com a subida da taxa de juros, e a confirmação de que o movimento seguirá nas próximas reuniões do Copom, o empresário opta por esperar. Do que vendemos na Fenatran entregamos 30%, outros 30% foram cancelados e o restante está em espera: o transportador pediu para aguardar mais alguns meses para efetivar o pedido”.
No início do ano a Volvo fez um reajuste nos preços de sua linha de caminhões, em torno de 5% a 5,5%, segundo o diretor, “acompanhando a inflação”. Mas diante do cenário de pressão no custo das matérias-primas e a apreciação cambial, ainda que o dólar tenha recuado nos últimos dias, novas correções são esperadas.
“Certamente teremos que fazer novos reajustes. Só o câmbio, de dezembro a janeiro, pressionou nossos custos em 20%. O valor corrigido será menor, mas será para cima.”
Apesar da queda de 10% sobre os 96 mil caminhões acima de 16 toneladas de 2024 o cenário não é considerado ruim pelo diretor da Volvo: “Olhemos o copo meio cheio: é um mercado ainda maior do que o de 2023. Nos últimos vinte anos está em um nível bom”.
No ano passado a Volvo liderou este recorte de mercado, com 23,2 mil unidades vendidas, alta de 18% sobre 2023. O volume só foi inferior ao registrado em 2022, quando as vendas superaram 24 mil caminhões. O caminhão mais vendido do Brasil no ano passado, pelo sexto ano consecutivo, foi um Volvo, o FH 540, com 7,8 mil unidades.
O resultado positivo veio mesmo diante de um agro menos comprador, prejudicado pelas condições climáticas que afetaram a safra – e que já tinha renovado sua frota anos antes. Segundo Cavalcanti as compras da indústria, especialmente, compensaram o menor apetite do agronegócio.
São Paulo – 68% dos 2,5 mil usuários da plataforma Webmotors que participaram de uma pesquisa em janeiro informaram que pretendem adquirir um carro novo em 2025. Destes, 37% programam a compra para o primeiro e 31% para o segundo semestre. Os números foram apresentados por Eduardo Jurcevic, CEO da empresa.
Ele considera o índice relevante e indica tendência para os próximos meses: “78% dos que pretendem comprar um seminovo ou 0 KM já possuem um veículo na garagem. 22% não têm, e este dado subiu 10 pontos na comparação com o estudo do ano passado, indicando que tem mais gente procurando um carro, talvez por causa da volta do trabalho presencial”.
Do total que pretende comprar um carro, 66% buscam um seminovo, 17% um 0 KM e 17% ainda não decidiram. Para Jurcevic quem está na dúvida pode optar por um novo, caso encontre boas oportunidades no mercado, como condições atrativas de financiamento, bônus e pagamento da tabela Fipe na troca: “Acho que o porcentual de quem comprará um carro zero pode aumentar de acordo com as campanhas de vendas de cada marca”.
Os 17% que já decidiram por um carro novo citaram pontos principais para a tomada de decisão: garantia de fábrica, segurança, confiança e procedência do veículo. Já os que pretendem adquirir um carro seminovo elencaram o preço mais acessível, a possibilidade de ter um modelo mais completo e a facilidade na negociação.
Cinco fatores aparecem como os principais para a aquisição de um veículo em 2025, mas o principal, com 40%, é uma boa oportunidade para comprar um veículo mais novo que o seu atual ou um 0 KM. 31% costumam trocar de carro de tempos em tempos, 18% já tinham se planejado para fazer a troca este ano, 14% têm a necessidade de um segundo carro e 11% disseram que seu carro antigo apresentou problemas.
Os SUVs são os modelos que geram maior desejo de compra dos brasileiros: 38% pretendem trocar o seu carro atual por um utilitário esportivo. Os sedãs aparecem como a segunda carroceria de maior interesse, representando 26% das respostas, os hatches representaram 20%, picapes 10% e station wagons 2%.
Os motores flex são a preferência de 65% dos entrevistados, enquanto 17% buscam um modelo que rode apenas com gasolina. O diesel aparece como a terceira opção, representando 8%, mesmo percentual dos veículos híbridos. Os elétricos representam 2%.
A forma de pagamento principal é o financiamento, que corresponde a 52% no caso de quem pretende dar o veículo atual de entrada, enquanto 29% pretendem pagar à vista e 13% pretendem financiar o valor total. Leasing ou consórcio aparecem como a última opção com 5%.
E quem não pretende comprar?
Dentre os 32% das pessoas que participaram da pesquisa e afirmaram que não pretendem comprar um carro este ano, a principal razão apontada foi o preço atual dos veículos, seja 0 KM ou seminovo, para 46% dos entrevistados. Em segundo lugar aparecem as altas taxas de juros para financiamento, com 28%, e 15% disseram que a incerteza financeira não permite adquirir um carro novo.
Neste caso a Webmotors perguntou o que poderia fazer este público mudar de ideia ao longo do ano e os principais fatores são: redução de impostos sobre os veículos, redução da taxa de juros e bônus na hora da troca.
São Paulo – Os CEOs de empresas do setor automotivo, em todo o mundo, estão otimistas com os próximos três anos. Para que tudo saia conforme o planejado, porém, partilham pontos de atenção como a necessidade de localizar mais a produção de matérias-primas e componentes, a redução de custos, o que inclui a verticalização de processos, a contratação de profissionais de fora do setor a fim de perder vícios antigos e criar novos planos e parcerias para agregar tecnologias aos veículos, bem como partes e peças.
É o que aponta a pesquisa global KPMG Outlook: Industrial Manufacturing e Automotive 2024, que demonstra a dinâmica e a perspectiva da indústria de manufatura e automotiva. Foram entrevistados 240 CEOs, a metade deles do setor, ao longo do segundo semestre do ano passado. A pedido da Agência AutoData a sócia líder do setor de mercados industriais da KPMG no Brasil, Flávia Spadafora, e o sócio-líder do setor automotivo da KPMG no Brasil, Ricardo Roa, comentaram as avaliações dos líderes das indústrias automobilísticas.
“Esta pesquisa nos ajuda a ter uma temperatura do otimismo. De um lado são postos os desafios e, de outro, a forma como as empresas estão se preparando para fazer os investimentos”, disse Spadafora. “Os CEOs estão otimistas realistas, como costumamos dizer.”
No aspecto de perspectivas econômicas e confiança no negócio, em que boa parte se demonstrou animada, foram consideradas a expansão da própria empresa, do setor e do país. Contaram a favor da perspectiva positiva a superação de reflexos causados por conflitos externos, como Ucrânia e Oriente Médio, um pouco mais controlados.
“O cenário vivido nos últimos anos despertou a necessidade de aumentar a independência como um todo, o que trará mais oportunidades de mercado. Os próprios produtos estão tendo uma alavanca de mudança de portfólio”, analisou Roa. “Quanto aos sistemistas há tendência maior de fusão e aquisição de médias empresas para alcançar crescimento global.”
A aquisição de empresas também busca obter diversificação de forma mais ágil, em vez de começar do zero, e redução de custos. Roa apontou que os altos gastos com importação fazem com que as empresas prefiram maximizar a operação local em vez de incorporá-los.
“A ideia é dar mais vazão sem ficar tão dependente de outra empresa”, lembrou Spadafora. “O principal medo é ficar sem o fornecimento de peças. Por este mesmo motivo a localização ganha cada vez mais destaque.”
Outro desafio mencionado nas respostas dadas por CEOs do setor é a desacarbonização da cadeia:
“Reciclabilidade e economia circular são pontos de preocupação de todos os entrevistados. Para que as empresas, principalmente europeias, atinjam o compromisso de zerar as emissões até 2035 ou 2040 é fundamental ter a colaboração da cadeia. Até requisições para cotação já estão colocando informações de ESG embarcados, aqui no Brasil também”.
Com avanço do uso de tecnologia, principalmente inteligência artificial, o que transforma veículo em celular sobre rodas, setor passa a demandar outro tipo de profissional, assim como de parceiros. Foto: Freepik.
Spadafora apontou que tema latente envolve questões regulatórias e exigências cada vez maiores de relatórios, assim como governança mais sofisticada das empresas, tanto para o Brasil quanto para matrizes. E citou que outro ponto são os riscos climáticos e o entendimento do impacto que poderá trazer à operação: “É um olhar de adaptação, de se organizar para o que já existe e se planejar para novos investimentos”.
Avanço da tecnologia e mão de obra qualificada preocupam
Se, por um lado, a indústria de manufatura como um todo ainda tem dificuldade de absorver a inteligência artificial, na automotiva é possível afirmar que há mais maturidade quanto ao seu uso.
“O setor está atravessando uma das maiores transformações da sua história com veículos eletrificados, atingindo níveis maiores de autonomia e proporcionando grandes oportunidades para as montadoras”, avaliou Roa. “As tecnologias, incluindo inteligência artificial tradicional e generativa, também tornam viáveis novas oportunidades para transformar a experiência do cliente e estabelecer processos de produção mais inteligentes e automatizados.”
A mudança do tipo do produto tem despertado preocupação com relação à mão de obra qualificada. Segundo Roa tem a ver com o fato de o veículo ter se tornado praticamente um celular sobre rodas: “Hoje tem sido requerida muito mais tecnologia, especialmente de softwares embarcados computacionais, e é muito difícil achar talentos que conheçam o que era usado no passado para remeter ao futuro. Esta é a maior dor de busca dentro das montadoras e dos sistemistas. Não é nenhum aspecto geracional mas, sim, de conhecimento do futuro do produto”.
Pintura dos veículos é área que ainda requer profissional que atua hoje nas montadoras, o que não haverá em outras etapas da montagem com o avanço da tecnologia, apontam especialistas da KPMG. Foto: Divulgação/Renault.
Mas os CEOs perceberam também que é inviável contratar este tipo de profissional direto no mercado e colocá-lo na empresa para solucionar sozinho esta questão. E é neste contexto que parcerias institucionais de empresas de tecnologia junto com o setor automotivo estão sendo contratadas para evitar este tipo de fragilidades.
De acordo com o levantamento da KPMG a indústria também despertou para a importância de trazer profissionais de outros segmentos que agreguem e adicionem oxigênio à operação, contou Spadafora, “mas, antes de atraí-los, é preciso ter onde colocá-los, para que possam continuar produzindo e não morram sufocados com status quo”.
Roa destacou que a admissão de profissionais de outras áreas não tem ocorrido somente em cargos de nível elevado, como na área de relações governamentais: “Antes era raro, só eram admitidos executivos de carreira e no mínimo de tier 1. Agora querem perder vícios antigos, criar focos e estratégias diferentes. Um CFO que era de banco agora é de montadora”.
Quanto ao chão de fábrica, embora a pesquisa não tenha mensurado, na avaliação do sócio líder a subsistência no setor depende da etapa produtiva. A pintura, citou, apesar do avanço da automação, ainda requer partes de trabalho manual e, então, a expertise faz diferença: “Agora, na parte da montagem, que não terá crescimento nem pormenores específicos e a máquina consegue fazer, a perda do emprego é inevitável”.