São Paulo – A Audi anunciou o retorno do RS 3, em sua versão sedã, ao mercado brasileiro. Deverá chegar no segundo semestre, segundo previsão da empresa, com motor 2.5 turbo de 400 cv de potência e câmbio automático.
O RS 3, da geração antiga, foi lançado em 2018, vendido por alguns anos e saiu de linha. Agora a Audi decidiu apostar novamente no modelo no Brasil, com visual renovado.
São Paulo – A Busscar vendeu 25 ônibus para a Viação Paraty, vinte montados sobre o chassi VW 17.230 e cinco sobre o Mercedes-Benz OF 1721. Todas as unidades foram processadas com a carroceria El Buss FT, de 12m50 de comprimento.
Os veículos serão usados em viagens curtas de fretamento e têm capacidade para transportar até 46 passageiros sentados.
São Paulo – As regras do RenovaBio, Política Nacional dos Biocombustíveis, serão alteradas, de acordo com o Ministério das Minas e Energia, a fim de endurecer as penalidades contra distribuidoras que não cumprem as metas do programa. Segundo o ministro Alexandre Silveira o decreto regulamentador da lei 15 082/2024 será editado pelo governo federal.
As mudanças, que deverão entrar em vigor até o fim do mês, buscam garantir também repartição justa das receitas dos créditos de descarbonização, os CBios, pelos produtores de cana-de-açúcar e de biocombustíveis e proibir a compra de combustíveis por distribuidoras que descumprem os mandatos de biocombustíveis.
Os CBios preveem a compra do certificado pelos distribuidores de combustíveis para que cumpram sua meta anual de descarbonização sem descartar o uso dos créditos para compensar emissões por outras indústrias. Cada CBio representa uma tonelada de CO2 que deixou de ser lançada na atmosfera.
De acordo com o ICL, Instituto Combustível Legal, a maior rigidez das regras do RenovaBio, que já aplica multas com teto de R$ 500 milhões pelo não cumprimento de metas, classificará e punirá como crime ambiental situações em que o agente não esteja alinhado com os objetivos de descarbonização do programa determinados pela ANP, Agência Nacional do Petróleo.
Outro importante tópico, na avaliação de Emerson Kapaz, presidente do ICL, é que as listas das sanções administrativas e pecuniárias continuem sendo publicadas no site da ANP, conforme artigo 10 da Lei 13 576/2017:
“Consideramos que a nova legislação traz grande avanço para um segmento mais ético e cada vez mais em sinergia com as melhores práticas de conformidade. Quando a nova lei entrar em vigor e tiver sua devida regulamentação, o que ocorrerá, possivelmente, a partir de 30 de março, proibirá que seja comercializado qualquer combustível por distribuidor inadimplente com sua meta individual de aquisição de CBios, além de ser possível a cassação da autorização operacional da empresa pela ANP”.
Segundo ele no último ciclo do RenovaBio 55 empresas descumpriram suas metas. No total, deixaram de aposentar 7,8 milhões de CBios. Kapaz, entretanto, descartou riscos de desabastecimento após entidades terem alertado que fabricantes de biocombustíveis estariam se recusando a vender para distribuidores incluídos pela ANP na lista de inadimplentes do RenovaBio.
A lei 15 802/2024 ainda obriga que as distribuidoras comprovem mensalmente que têm acesso ao volume de biodiesel suficiente – seja por meio de contratos de fornecimento ou de estoques – para garantir suas vendas de óleo diesel B, sob o risco de terem bloqueado o direito a comprar diesel mineral de refinarias nacionais e/ou de importadores.
De acordo com Kapaz “este processo tornará mais rígida a fiscalização sobre a mistura obrigatória de biodiesel. É uma forma de punir sonegadores, os devedores contumazes, e proporcionar uma diferenciação para os agentes que atendem todas as normas previstas em lei”.
A regulamentação do E30, um dos passos fundamentais da Lei Combustível do Futuro, e o novo decreto do RenovaBio fazem parte do plano do governo para impulsionar os biocombustíveis em busca de mercado mais transparente e competitivo.
São Paulo – O Grupo Iveco anunciou Karel Novák como novo responsável pela área de qualidade e operações para a América Latina. O executivo, que acumula dezoito anos de empresa, agregará tarefas em processos de qualidade, manufatura e cadeia de suprimentos em suporte às marcas Iveco, Iveco Bus e FPT Industrial “com o objetivo de fortalecê-las e aumentar o foco no cliente”.
Novák iniciou sua carreira em 2005 na área de compras da Iveco Bus na República Tcheca. Desde então exerceu funções de planejamnto na França, na Itália e na China, onde se tornou diretor de compras da joint-venture da FPT Industrial em Chongqing.
Nos últimos anos dirigiu a área de planejamento e de portfólio na divisão de ônibus e, mais recentemente, liderou as plataformas de ônibus, o que incluía responsabilidades sobre as operações na América Latina.
O executivo trouxe para sua equipe Diego Moreno, que assumiu a área de compras para a América Latina. Desde 2021 no Grupo Iveco Moreno acumula mais de duas décadas de experiência no setor de transporte.
Segundo a companhia as mudanças buscam “aprimorar sua estrutura na América Latina e consolidar a qualidade como pilar estratégico ao crescimento sustentável na região”.
São Paulo – Inspeção do ICL, Instituto Combustível Legal, em postos de combustível espalhados pelo Brasil flagrou 36% de amostras de diesel com mistura fora do padrão da legislação, que exige no mínimo 14% de biodiesel. Parte delas registrou índice inferior a 1% do biocombustível.
A ação do instituto foi feita em novembro a dezembro do ano passado, principalmente em postos de São Paulo e do Paraná. Foram 154 visitados e 55 apresentaram mistura de biodiesel abaixo da legislação e 9 com menos de 1%, segundo o ICL. De acordo com o presidente Emerson Kapaz os fraudadores sentiram-se livres para agir quando a ANP, Agência Nacional do Petróleo, anunciou que suspenderia o PMQC, Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis, nos últimos dois meses de 2024 por questões orçamentárias.
Neste contexto o instituto colocou em prática o Programa Cliente Misterioso, existente desde 2016, em que veículos descaracterizados e equipados com sistemas específicos de coleta fazem visitas a postos, simulando abastecimento comum, quando foi notado que houve desvio muito maior do que normalmente acontece sob a vistoria da agência.
Em seu levantamento o ICL apontou que 14% do combustível comercializado no Paraná e 4,3% em São Paulo apresentaram fraude. Nos dois meses iniciais de 2025 os dois estados concentraram 70% dos desvios, o que resultou na suspensão de diversas distribuidoras pela ANP.
Isto se deve ao amplo acesso ao mercado externo por meio dos portos de Paranaguá e Santos, grandes portas de entrada de diesel importado que vem, por exemplo, de Rússia e de países embargados, de onde o diesel chega mais barato e, por vezes, sequer paga impostos.
Caso recente de evasão fiscal se deu no Amapá, em que 1 bilhão de litros de diesel ingressou no Brasil sem pagar ICMS por cinco meses, o que gerou prejuízo de R$ 1,4 bilhão para vários estados, R$ 1,1 bilhão só em São Paulo, e R$ 150 milhões no Mato Grosso: “É um volume significativo que assusta”.
Carlo Faccio, diretor do ICL, contou que a força tarefa do instituto motivada pela suspensão do PMQC identificou que outro vetor de combustível sem a mistura correta foi o diesel importado, que acabou caindo nas mãos de TRRs, transportadores-revendedores-retalhistas, autorizados pela ANP a adquirirem grande quantidade de combustível a granel para vender a retalhos.
“Eles costumam entregar o combustível a clientes que não abastecem nos postos, como tratores e geradores de lavouras, e alguns deles estavam vendendo o produto chamando-o de puro. Só que isto possui série de implicações ambientais que prejudicam todo o ecossistema do setor de combustíveis.”
“Se passássemos ao B15 agora a margem dos fraudadores seria ainda maior. Pois a diferença de preços do litro do diesel com e sem o biodiesel já gira em torno de R$ 0,30”, assinalou, ao estimar que o reflexo na bomba deixa o combustível adulterado cerca de R$ 0,10 mais barato do que a média. “O resto o distribuidor embolsa.”
Iniciativa privada forma consórcio para ajudar no combate às fraudes
Entidades que buscam combater a fraude de biocombustíveis como ICL, a Fecombustíveis, Federação Nacional dos Combustíveis e de Lubrificantes, o SindTRR, Sindicato Nacional Transportador, Revendedor e Retalhista de combustível e o IBP, Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, firmaram parceria que está sendo chamada de consórcio e também de Movimento Unidos pelo Combustível Legal, bandeira do ICL, para construir caminho a fim de aumentar o volume de informações e obter maior controle sobre a molécula.
“Se importou ou produziu 30 mil toneladas de diesel tem que sair porcentual equivalente de biodiesel, senão, tem erro”, disse Kapaz, ao citar que o objetivo é ajudar a ANP, que está fazendo trabalho cirúrgico, em sua análise, para olhar também as atividades das empresas. “Trabalha com isso, compra grande volume importado e há três meses não adquire biodiesel? Que mágica é esta?”
Decisão do governo de postergar aumento da mistura de biodiesel de 14% para 15% é vista com bons olhos pelo ICL, pois contribui para fechar o cerco às distribuidoras fraudulentas. Foto: Divulgação/Abiove, Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais
Faccio argumentou que grande percalço que favorece irregularidades é que, até então, não existia equipamento de campo capaz de verificar a qualidade biocombustível.
“Sem ele é preciso retirar amostra do produto, enviar a laboratório em Brasília [DF], que entra em um cronograma de avaliação, o que por vezes, demora até duas semanas para dispor do resultado. Neste período o revendedor já vendeu todo o seu estoque irregular.”
No início do ano, entretanto, diante de pressões sofridas, a ANP homologou aparelho de teste presencial. Doado pelo Ministério Público da Paraíba o equipamento já está em uso, e a Fundação Procon do Estado está em vias de oferecer uma segunda unidade.
O consórcio das entidades que apoiam este trabalho deverá levantar recursos para adquirir outros aparelhos, que são importados e têm custo de R$ 250 mil a R$ 300 mil. Capazes de medir tanto o biodiesel no diesel quanto o metanol na mistura com gasolina e etanol, revelam a irregularidade no ato: “É necessária integração do governo com a iniciativa privada a fim de combater fraude, perda de arrecadação, evasão fiscal e entrada do crime organizado”.
Com o avanço da parceria, que reúne as associações, as federações e os institutos em reuniões periódicas, o plano é ampliar a capilaridade a outros estados e a celeridade das fiscalizações em todo o País.
São Paulo – Em torno de 2,4 milhões de pessoas consomem, online, conteúdo de veículos eletrificados no Brasil, considerando sites, redes sociais e demais plataformas disponíveis. Os dados são da mineradora Dados X que, em parceria com a Abeifa, fez pesquisa para entender como estes potenciais consumidores de eletrificados se comportam.
Os dados foram coletados em dezembro de 2024 e janeiro de 2025, de acordo com Galileu Prezzotto, CEO da Dados X, que contou como diferenciar quem só consome conteúdo de quem realmente pensa em comprar: “Eles tem comportamento muito diferentes: os que pretendem comprar visitam os sites das montadoras, fazem simulações de valores, configuram versões e, depois, visitam uma loja. Os demais apenas consomem o conteúdo disponível nas plataformas digitais”.
Do total deste público, segundo Prezzotto, pouco mais de 10%, cerca de 268 mil pessoas, iniciaram sua jornada de compra em site de montadora. A explicação para o número de pessoas que entraram na jornada ser menor do que as vendas, 177,4 mil veículos eletrificados em 2024, está no fato de que consumidores interessados decidirem adiar a compra após o início da jornada por julgarem ainda não ser o momento ideal:
“É como se eles iniciassem uma paquera, mas depois optam por outrao veículo. Também identificamos um fator muito interessante que é a falta de campanhas de marketing com foco no público feminino. As montadoras precisam avançar neste público, porque elas têm grande peso na decisão de compra um veículo novo”.
Os dados da pesquisa mostram que 70% do público que inicia uma jornada de compra pretendem um veículos híbrido e 30% olham para os elétricos. Prezzotto avalia que a questão da infraestrutura ainda é um grande entrave para os veículos a bateria: a possibilidade de realizar viagens longas sem depender de eletropostos também pesa a favor dos híbridos.
Para 2025 a expectativa da Dados X é a de que as vendas de eletrificados cheguem a 240 mil unidades, subindo para 300 mil em 2026, com o Brasil chegando em 2027 com uma frota circulante de 1 milhão:
“O segmento está crescendo de forma exponencial, tem muito consumidor que pesquisa e ainda não comprou, mas que fará este movimento nos próximos anos. As montadoras também precisam fazer a parte delas, trabalhando pela evolução da rede de carregamento e aprimorando o atendimento nas concessionárias”.
São Paulo – Das dez primeiras colocadas no ranking brasileiro de automóveis e comerciais leves a única a apresentar desempenho negativo no primeiro bimestre, comparado com igual período do ano passado, foi a Hyundai. As vendas da empresa com sede em Piracicaba, SP, caíram 17% no período, em um mercado que cresceu 8,6%.
Com isto a empresa perdeu 2 pontos de participação de mercado e ficou distante da Toyota, mas manteve a quinta posição.
Segundo a Hyundai, em nota, a razão da queda foi o plano adotado no fim do ano: para atender à forte demanda de dezembro virou o ano com o estoque de fábrica zerado: “Novas unidades só começaram a ser faturadas para a rede de concessionárias após o retorno do período regular de férias coletivas, em 13 de janeiro. O volume de vendas de janeiro foi, então, bastante impactado quando comparado com o mesmo mês de 2024, quando havia estoque na fábrica para atender às concessionárias desde o início do ano”.
O período de férias foi semelhante, segundo a empresa: dezoito dias em 2024 e dezenove dias em 2023. As entregas serão regularizadas em março, de acordo com a nota enviada à reportagem.
A Chevrolet, terceira colocada no ranking, também iniciou o ano em queda mas fechou o primeiro bimestre com nível de vendas semelhante ao de 2024. Volkswagen, Toyota, Renault e Nissan também cresceram abaixo da média do mercado e fecharam o período com perda de participação.
A liderança continua com a Fiat, que viu suas vendas crescerem 10%. Honda, com vendas 48,3% maiores, e BYD, alta de 56,1%, foram destaques – a chinesa herdou a nona posição da Nissan.
São Paulo – Seis caminhões Hyundai Xcient Fuel Cell 6×4 Tractor, movidos a hidrogênio com 720 quilômetros de autonomia, começarão a operar no Uruguai transportando madeira. Esse é o primeiro projeto envolvendo veículos pesados movidos a hidrogênio no país.
A ação foi definida por consórcio formado pela Hyundai Fidocar, importadora oficial da Hyundai no Uruguai, pelo Banco Santander, pela Ventus, especializada em energia renovável, e pela a transportadora Fraylog.
Com investimento de US$ 40 milhões do Banco Santander será construída a primeira estação de hidrogênio verde no Uruguai, que terá capacidade para produzir 77 toneladas anualmente, que serão armazenadas e usadas para abastecer os caminhões da Hyundai. A expectativa é de que a construção da usina comece ainda em 2025, com os veículos movidos a hidrogênio entrando em operação no primeiro semestre de 2026.
São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus vendeu 24 ônibus para a Viação Atalaia, de Aracaju, SE. Todas as unidades são do modelo VW 17.230 A, equipadas com carroceria Caio Apache Vip V, para uso no transporte público de passageiros na cidade.
Os veículos são equipados com câmbio automático, ar-condicionado e wi-fi. Essa é mais uma negociação envolvendo as duas empresas: em 2024 a Viação Atalaia comprou trinta ônibus da VW Caminhões e Ônibus.
São Paulo – A Ford Trucks e a Iveco assinaram acordo para desenvolverem, em parceria, o desenho e a engenharia de uma nova cabine para caminhões pesados. O acordo é o primeiro passo a partir do MoU, memorando de entendimento, assinado pelas empresas em março de 2024.
O acordo assinado prevê que produzam e utilizem as novas cabines em seus caminhões com suas respectivas marcas, podendo fazer algumas personalizações no visual. Segundo comunicado a nova cabine aumentará a competitividade das duas empresas, ofertando um produto dentro dos futuros padrões de Visão Direta da União Europeia.