Produção de motocicletas é a maior em treze anos

São Paulo – A produção de motocicletas, de janeiro a outubro, somou 1 milhão 478 mil unidades, 11,7% acima dos dez meses iniciais de 2023, o que configurou o melhor desempenho dos últimos treze anos. Os dados foram divulgados pela Abraciclo, que representa as fabricantes do Polo Industrial de Manaus.

Somente no mês passado o volume foi de quase 155 mil motos, incremento de 17,9% frente a outubro do ano passado e de 7,6% com relação a setembro. Segundo a Abraciclo foi o melhor resultado para o mês desde 2013.

O presidente da entidade, Marcos Bento, afirmou que a indústria de duas rodas vive momento bastante positivo e que as fabricantes seguem otimistas no cumprimento do plano de produção recém-revisado, em que a nova projeção passou a 1 milhão 720 mil unidades até o fim do ano, o que se deve “à grande aceitação do produto por parte do consumidor”.

Quanto às vendas no acumulado do ano foram contabilizadas 1 milhão 577 mil motocicletas, 19,6% acima do período janeiro-outubro de 2023 e também o melhor número obtido desde 2011.

No mês passado foram emplacadas 166,7 mil unidades, alta de 21,1% no comparativo de doze meses e de 6,5% no mensal. De acordo com a Abraciclo foi o maior volume comercializado no mês em dezoito anos. Com 23 dias úteis a média diária de vendas em outubro foi de 7 mil 250 unidades.

No acumulado do ano as exportações de 26,8 mil motos registram queda de 11,8% frente aos mesmos dez meses de 2023. No mês passado, porém, os quase 3 mil embarques estão 47% acima do registrado em outubro do ano passado e 74% além do volume de setembro.

Zeekr inaugura primeira concessionária e apresenta o X

São Paulo – A Zeekr, marca com origem na China que integra o Grupo Geely, anunciou o lançamento do modelo elétrico X no Brasil em duas versões, Premium e Flagship, com preços de R$ 272 mil e R$ 298 mil, respectivamente. Com este posicionamento concorre diretamente com o Volvo EX30, que tem preços de R$ 230 mil a R$ 300 mil – e que também faz parte do Grupo Geely, compartilhando diversas peças de acabamento com o X. 

O X é 20 cm maior do que o EX30 e oferece mais espaço interno, com 10 cm a mais de entreeixos. O modelo de vendas será igual ao do luxuoso Zeekr 001, com os clientes encomendando e configurando a versão escolhida por meio do site oficial da importadora. O veículo será entregue em até noventa dias.

Ronaldo Znidarsis, responsável pela Zeekr no Brasil, disse que o avanço das concessionárias começará nos próximos dias. A primeira unidade foi inaugurada na terça-feira, 12, com o lançamento do X: “Abrimos nossa primeira casa Zeekr na cidade de São Paulo, a próxima será aberta no Rio de Janeiro nos próximos dias e até dezembro também estaremos em Florianópolis e Ribeirão Preto. Em breve teremos dez unidades no País”.

O executivo revelou que está em negociações para abrir mais duas praças no Estado de São Paulo e pretende avançar em 2025 para outras regiões como Porto Alegre, RS, Recife, PE, Curitiba, PR, e Brasília, DF. Questionado sobre as projeções da empresa para o ano que vem Znidarsis disse que está na indústria automotiva há mais de quarenta anos e que, pela primeira vez, não tem metas de vendas definidas:

“A procura dos clientes está acima do esperado e nos surpreendeu até agora, mas não temos metas definidas para o ano que vem. Traremos os modelos conforme os consumidores fecharem os pedidos. Há muita montadora que produz no Brasil e demora mais de noventa dias para entregar um modelo novo para o cliente”.

O Zeekr X na versão de entrada, a Premium, dispõe de motor elétrico de 272 cv de potência e na configuração topo de linha o modelo é equipado com dois motores elétricos com potência conjunta de 428 cv. A bateria das duas versões é de 66 kWh, produzida pela CATL, com autonomia de até 332 quilômetros, de acordo com o ciclo PBEV, do Inmetro. 

A lista de itens de série do X é robusta e oferece desde a versão de entrada sete airbags, sistema de som Yamaha, central multimídia com tela sensível ao toque de 14,6 polegadas, quadro de instrumentos digital com tela de 8,8 polegadas, alerta de manutenção em faixa, piloto automático adaptativo, sistema one pedal que aciona o freio quando o motorista tira o pé do acelerador e recupera força para as baterias.

O veículo recebeu nota máxima do Euro NCAP para ocupantes adultos e crianças e no Brasil oferece garantia de cinco anos para o modelo e de oito anos para a bateria. A empresa afirmou, em nota, que seu custo de manutenção será até 50% menor do que o dos principais concorrentes.

Audi Q6 e-tron chega às concessionárias com nova linguagem visual da marca

São Paulo – A Audi apresentou o Q6 e-tron, modelo inédito 100% elétrico que chegará à rede de 42 concessionárias nas próximas semanas. Disponível em duas versões: Q6 e-tron Performance quattro por R$ 529 mil 990 e Q6 e-tron Performance Black quattro por R$ 569 mil 990.

Equipado com pneus Bridgestone Turanza T005AD, o elétrico adota a nova linguagem visual de design da marca é montado sobre a PPE, Plataforma Elétrica Premium, na tradução do inglês. Com autonomia de 411 quilômetros, conforme dados do Inmetro, sua recarga é realizada de 10% a 80% em 21 minutos.

Conjunto de baterias de íon lítio e capacidade de 100 kWh fornecem potência combinada de 387 cv e 535 Nm de torque, o que permite ao Q6 e-tron acelerar de zero a 100 km/h em 5,9 segundos e atingir a velocidade máxima de 210 km/h.

Segundo a Audi seus clientes poderão recarregar seu veículo gratuitamente utilizando voucher que será entregue no momento da retirada do veículo em todas as estações de recarga de 150 kW presentes nas concessionárias.

Além disso, em parceria com a Raízen, a montadora está oferecendo bônus de R$ 10 mil em recargas na rede identificada com a marca Shell aos cinquenta primeiros clientes que realizarem a compra do veículo durante a pré-venda.

Demanda por Kardian faz com que Renault eleve em 30% projeção de exportação

São Paulo – A Renault está feliz com seus números de exportação do Kardian para a América Latina, para Argentina, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, México, Paraguai, Peru e Uruguai. A perspectiva da empresa é encerrar o ano com volume 31% superior ao esperado quando o modelo foi lançado, em março, somando 12 mil unidades.

Na Argentina, maior mercado importador do veículo, as projeções aumentaram 75%.

Atualmente 28% da produção do Kardian são exportados. É o primeiro de oito modelos que nos próximos três anos serão lançados dentro do plano estratégico para mercados internacionais, o Renault International Game Plan 2027.

ABVE teme fim dos incentivos com maior penetração dos híbridos leves

São Paulo – Com o início da produção local de modelos MHEV, híbridos leves ou micro híbridos conforme a nomenclatura adotada pela ABVE, Associação Brasileira do Veículo Elétrico, é esperado o crescimento considerável da participação dos modelos eletrificados no mercado brasileiro. Nos cálculos da entidade a venda deverá superar as 160 mil unidades em 2024 e alcançar algo em torno de 240 mil unidades no ano que vem, com boa parte do crescimento composta por MHEV nacionais, aliado à tecnologia flex.

Tais modelos gozam de benefícios em alguns estados, uma forma de impulsionar tecnologias de propulsão de menor emissão de CO2. São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Distrito Federal são alguns exemplos de entes federativos que concedem desconto no IPVA, com alíquotas que variam de Estado para Estado. Na Capital paulista outro exemplo de benefício atrativo: isenção do rodízio municipal, permitindo que os elétricos ou híbridos circulem os cinco dias da semana pelo centro expandido.

Os incentivos são os mesmos independentemente da tecnologia, que começa nos MHEV com motor elétrico de 3 kW e bateria de 12 v e segue até os BEV, que contam com motor de 285 kW e bateria de 100 kWh, pegando como exemplo as configurações de dois lançamentos recentes – Fiat Pulse Bio Hybrid e Audi Q6 e-tron. Algo que levanta preocupação ao presidente da ABVE, Ricardo Bastos: ele teme que os governos simplesmente cortem os benefícios que os eletrificados têm por causa do aumento do volume.

“Estamos sentindo o mercado”, disse em entrevista após sua participação no Electric Days 2024, organizado pela Motorsport Network em São Paulo em 12 e 13 de novembro. Em conversas com representantes do governo Bastos já escutou que o nível de incentivo está batendo no teto e começa a prejudicar a arrecadação: “Temos que nos adiantar aos governos e mostrar que existem tecnologias diferentes, com graus distintos de eficiência, e manter os poucos benefícios que temos”.

Colocar no mesmo balaio os micro híbridos com seus pequenos alternadores e carros recarregados na tomada pode ser prejudicial no médio prazo, avaliou o presidente, que busca internamente, com a equipe técnica da ABVE e de suas associadas, uma proposta que mantenha os benefícios ao menos para aqueles modelos mais eficientes.

“Podemos traçar uma régua: se o veículo híbrido tiver um consumo de 30% a 40% mais eficiente do que seu equivalente a combustão, por exemplo, pode ter o benefício”. Nada está definido e nem rascunhado, porém: este foi apenas um exemplo de alternativas que o presidente da ABVE apresentou à reportagem.

Neste caso excluiria os MHEV, uma tecnologia de baixo custo mas de eficiência considerável, que pode chegar a 10% segundo Bastos: “É uma tecnologia interessante para o mercado brasileiro e atende às exigências do Mover [Programa Mobilidade Verde e Inovação]”. Outro argumento: no caso dos híbridos leves, ou micro híbridos, as rodas não são tracionadas pelo motor elétrico em momento algum.

Os planos de Bastos de se adiantar nesta questão deverão, no entanto, provocar reações. A isenção do rodízio municipal em São Paulo foi uma das vantagens listadas pelo vice-presidente da Fiat para a América do Sul, Alexandre Aquino, durante a apresentação dos Pulse e Fastback Bio Hybrid. Vale ressaltar que a tecnologia não está presente apenas em veículos Fiat: há modelos Caoa Chery, Kia, Audi e Land Rover, dentre outras marcas, com sistema MHEV.

As conversas estão apenas no âmbito da ABVE, sem participação das associadas da Anfavea, diretamente interessadas na discussão e com um forte argumento: os híbridos leves que deverão sustentar o crescimento dos eletrificados em 2024 são, ao menos, produzidos nacionalmente, ao contrário da maior parte dos 170 mil híbridos e elétricos que serão vendidos no mercado brasileiro em 2024, que é importada da China.

Randoncorp anuncia investimento de R$ 400 milhões em Araraquara

São Paulo – A Randoncorp anunciou novo ciclo de investimento, de R$ 400 milhões, para ampliar a capacidade de produção dos chassis de semirreboques de sua unidade em Araraquara, SP. Os recursos chegam ainda em 2024 e, segundo a companhia, serão desdobrados ao longo dos próximos anos.

De acordo com a fabricante de implementos o investimento permitirá que a empresa promova nova organização do seu parque fabril no Brasil, com unidades em Chapecó, SC, Caxias do Sul e Erechim, RS, com a otimização da produção de linhas de semirreboques e valorização das características de cada uma das fábricas.

O plano é também melhorar a logística de distribuição dos produtos, tornando a entrega rápida e mais competitiva no centro do País. Ao longo de 75 anos de atividades a Randoncorp já produziu mais de 600 mil implementos rodoviários.

Toyota inaugura centro logístico de R$ 160 milhões em Sorocaba

São Paulo – A Toyota inaugurou seu novo centro logístico, no mesmo terreno da fábrica de Sorocaba, SP. Foram investidos R$ 160 milhões na nova unidade que tem 55 mil m², aumento de 66% com relação ao espaço antigo, com capacidade para processar 1,1 milhão de peças por mês, 30% a mais, e emprega 240 colaboradores.

O centro passa a ser responsável pelo abastecimento dos 23 países da América Latina e tem como função dar suporte ao aumento da produção e das exportações da Toyota, que será puxado pelo aporte de R$ 11 bilhões até 2030. Ele oferece disponibilidade imediata de 97,5% das peças e, dentro do Estado de São Paulo, entregas podem ser realizadas em até 24 horas.

Grupo Ibero amplia verticalização com aquisição da Zurlo

São Paulo – Em continuidade ao processo de verticalização iniciado em 2020 o Grupo Ibero, fabricante de eixos de rodagem e suspensões para implementos rodoviários sediado em Itaquaquecetuba, SP, adquiriu a Zurlo Sistemas Automotivos, operação que ainda está sujeita a aprovação do Cade. A expectativa é que esta movimentação seja concretizada no primeiro semestre do ano que vem – até lá a empresa prefere não divulgar o valor da compra.

A Zurlo também é fabricante de eixos e suspensões, mas possui outros produtos que complementam a linha do Grupo Ibero, como aparelho de levantamento mecânico, pino rei e engate de contêineres. Fundada há 37 anos em Caxias do Sul, RS, possui forte participação no mercado de reposição e expressiva fatia de exportação – justamente o que falta para a companhia, relatou em conversa exclusiva com a Agência AutoData o CEO e fundador do Grupo Ibero, Ronaldo Linero.

“Com esta aquisição o Grupo Ibero se tornará uma das empresas mais completas do segmento em termos de portfólio de produtos. Teremos toda a parte de suspensão, eixos, acessórios, reservatórios de ar, suspensor pneumático, aparelho de levantamento mecânico. Tudo o que se vê na parte de baixo de uma carreta podemos oferecer ao cliente implementador.”

A fábrica da Zurlo em Caxias do Sul emprega 160 funcionários e exporta em torno de 20% de sua produção para países da América Latina, principalmente para pequenos fabricantes de implementos e também para o aftermarket da região: “A operação complementa nosso plano de dar mais velocidade à participação do grupo no mercado de reposição e de estrear no mercado externo”.

A expectativa, com a aquisição, é ampliar o faturamento projetado para este ano, de R$ 1 bilhão, de 20% a 25% em 2025. Hoje apenas 1% da receita da companhia provém do aftermarket, o restante é gerado das fabricantes de implementos brasileiras:

“A Ibero fabrica produto direto para montadora e não tem muita peça de reposição. Atrapalha o andamento da linha a produção de um eixo de R$ 10 mil, por exemplo, se o comprador quer também uma peça de R$ 200. Dispor de unidade fora da nossa estrutura em São Paulo para se dedicar ao aftermarket, assim, tornará tudo mais viável. Sem contar que, geograficamente, estaremos mais preparados para atender ao cliente no Sul e no Sudeste”.

Desde 2020 o Grupo Ibero deu início ao seu processo de verticalização e hoje possui em seu guarda-chuva, além da Ibero System e da Ibero Parts, a Fontaine, a Sthall Master e, agora, a Zurlo. Concluída há cerca de quatro meses a compra da Sthall, que complementa a operação com a produção de acessórios para carretas, como reservatório de ar, suspensor e arco de graneleira, deverá trazer incremento de 10% ao faturamento, para o valor projetado de R$ 1 bilhão este ano.

Linero contou que o investimento realizado não só para a compra da empresa sediada em Orleans, SC, em que trabalham 144 funcionários, é de cerca de R$ 40 milhões. Até então metade do capital da Sthall Master era controlado pela Librelato e o restante, pertencia a outro sócio, cujo nome não foi divulgado, quando foi decidido que ela seria 100% adquirida pelo Ibero Group, uma vez que a companhia é especializada em peças de implemento rodoviário.

A Librelato havia tornado pública, no primeiro semestre, a compra da Sthall realizada em 2023, que agora mudou de mãos: “O negócio da Librelato é carreta e, o nosso, peças. Ela representava 90% da receita da Sthall Master e, agora, o plano é dobrar esta receita ao trazer clientes da Ibero”.

Linha de produção do Grupo Ibero
Grupo Ibero projeta ampliar a participação no mercado de reposição e estrear no cenário externo com a aquisição da Zurlo. Foto: Divulgação.

Quase a metade do faturamento do Grupo Ibero provém da Librelato

A Librelato possui participação no Grupo Ibero – o CEO preferiu não informar quanto e disse apenas que a implementadora representa 40% de seu faturamento: “Temos uma boa troca de figurinhas.” Em maio sócios da holding Librepar, criada no início de 2024, injetaram na Ibero cifra de R$ 17 milhões na aquisição de terreno em Itaquaquecetuba, a fim de ampliar o espaço de 30 mil m² para 40 mil m², e outros R$ 5 milhões na infraestrutura do local.

Como lembrou Linero tudo começou com um sócio em comum da Librelato e o Grupo Ibero, o fundo de investimentos CRP Participações. Em 2021 houve a saída da Librelato e, em 2022, o fundo deixou o Ibero, fatia que foi assumida pela implementadora.

Além de fornecer para a Librelato o Grupo Ibero abastece boa parte do mercado de eixos, exceto para Randon, Facchini e, recentemente, Guerra, que produzem seu próprio eixo – até pouco tempo atrás era a Ibero que produzia para Guerra.

“Estas três fabricantes possuem, juntas, 60% do mercado. Dos 40% que restam detemos fatia de 32 pontos porcentuais. E o plano para crescer, portanto, é incorporar novos produtos e novos mercados, o que será possível a partir da aquisição da Zurlo.”

De acordo com Linero são investidos, anualmente, 25% do EBITDA para a compra de máquinas e equipamentos e avanço em tecnologia e inovação. Em 2025 deve ser apresentado protótipo de produtos de aço verde em parceria com a Arcelor Mittal.

Sobre os próximos passos na verticalização do Grupo Ibero, que completou 25 anos de mercado e emprega em torno de 1 mil profissionais, o CEO assinalou que o ano que vem será reservado para pôr em prática as aquisições, de modo que eventuais novas compras ficarão para 2026.

Outubro registra o primeiro crescimento do ano na Argentina

São Paulo – Em outubro a produção de veículos, na Argentina, registrou, pela primeira vez no ano, crescimento com relação a igual mês do ano passado. Segundo divulgou a Adefa saíram das linhas de montagem 52,4 mil automóveis e comerciais leves no mês passado, 0,9% acima de outubro de 2023.

Comparado com setembro o avanço foi de 5,7%. Outubro foi, também, o melhor mês do ano em termos de produção na Argentina.

A queda no acumulado do ano é de 19,8% na comparação com janeiro a outubro do ano passado, somando 414,9 mil unidades. Em unidades a indústria argentina fabricou 102,3 mil veículos a menos do que em iguais meses de 2023.

As exportações também registraram em outubro o maior volume do ano, 36 mil unidades, 25,9% acima do exportado em outubro de 2023. Na comparação com setembro houve crescimento de 12,7%. No acumulado do ano somaram 255,8 mil veículos, retração de 6,5%. 

O Brasil foi o principal destino dos veículos fabricados na Argentina, recebendo 71,4% do total exportado. Em segundo lugar ficou a América Central, com 11,6%, seguida pela Colômbia na terceira posição com participação de 3,9%.

As vendas, conforme antecipado pela Agência AutoData, registraram 44,1 mil emplacamentos em outubro, alta de 5,2% sobre igual mês do ano passado e de 1% com relação a setembro. No acumulado do ano houve queda de 9,9% com 355,8 mil unidades comercializadas.

Grupo SHC desenvolve método para substituir apenas parte da bateria

São Paulo – O Grupo SHC, do empresário Sergio Habib, divulgou na segunda-feira, 11, que desenvolveu tecnologia em seu laboratório local que possibilita o reparo das baterias dos carros elétricos e que evita a substituição de toda a bateria, prática que vem sendo adotada e que representa, em alguns casos, até 55% do valor do veículo.

Segundo a empresa é possível substituir apenas um módulo, ou parte de um módulo defeituoso, em vez de todo o pack, graças à tecnologia desenvolvida para a manutenção, que consumiu investimento de R$ 1 milhão em equipamentos e treinamento, na China, para o processo. Evita-se assim, também, o descarte das baterias e de lítio, fosfato e outros materiais.

A bateria de um veículo é composta por células que, conectadas, compõem um módulo. Diversos módulos são instalados um ao lado do outro e formam os packs. No processo as células danificadas são identificadas a partir de um equipamento de alta precisão e o núcleo defeituoso removido com uma serra-copo, que remove apenas a área necessária para extraí-lo e substituí-lo por um novo. Uma soldagem a laser conecta o novo núcleo à bateria.

Após este processo o módulo é colocado em uma balanceadora que faz o carregamento do novo núcleo na mesma voltagem das demais células. O processo inteiro, segundo o Grupo SHC, leva três dias por módulo, em média.