São Paulo – A Fiat anunciou que será a patrocinadora master da edição de 2025 do festival de música Lollapalooza, que será realizado de 28 a 30 de março no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Os dois SUVs da marca, Fastback e Pulse, foram escolhidos os carros oficiais do evento.
Tradicionalmente o Lollapalooza teve a Chevrolet como seu patrocinador automotivo. Mas a marca, nos últimos anos, optou por direcionar seu investimento em marketing para o reality show Big Brother Brasil, da Rede Globo, que por muitos anos foi patrocinado pela Fiat. A Volkswagen, por sua vez, é a marca automotiva dos festivais de música Rock in Rio e The Town.
Em comunicado a Fiat informou que em breve serão divulgadas mais informações sobre sua participação no festival. Mas adiantou que um dos palcos do festival, que receberá mais de 25 atrações nos três dias de eventos, levará seu nome, Palco Perry’s by Fiat.
São Paulo – A Ford manteve, no Brasil, no primeiro mês de 2025, o ritmo de crescimento registrado em 2024, somando 3,9 mil vendas, expansão de 40% na comparação com igual período do ano passado. A Ranger, produzida na Argentina, foi o seu modelo mais vendido, 2,6 mil unidades, avanço de 48% sobre janeiro de 2024, e as vendas do SUV Territory, produzido na China, cresceram 20%, 612 unidades.
Com o bom resultado no Brasil a Ford cresceu 43% na América do Sul e conquistou 3,8% de participação de mercado, o maior porcentual desde que a empresa se reestruturou em 2021. A Ranger foi o principal produto para esse crescimento, com 7,4 mil unidades comercializadas, recorde mensal de vendas da picape na região.
São Paulo – As vendas de automóveis e comerciais leves somaram 25,8 mil unidades no Chile em janeiro, alta de 2,9% sobre igual período do ano passado. O mercado mantém sua trajetória de recuperação, iniciada no segundo semestre, de acordo com os dados divulgados pela Anac, Associação Nacional Automotiva do Chile.
Para o ano a expectativa da entidade é de que sejam vendidas 310 mil unidades, com alta de 2,5% sobre 2024. Segundo a Anac a retomada nas vendas é reflexo da menor taxa de desemprego, melhores condições para financiamento de veículos e expectativas econômicas melhores.
No primeiro mês do ano foram comercializados 1,2 mil caminhões, volume 12,6% maior do que o registrado em igual mês de 2024, mantendo também a trajetória de alta neste segmento. Para o segmento de caminhões a Anac projeta crescimento de 13,5% em 2025, com 13,8 mil unidades vendidas até dezembro.
Os ônibus somaram 213 vendas em janeiro, alta de 65,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
São Paulo – A BYD subiu uma posição no ranking brasileiro de veículos leves, em janeiro, ao registrar, segundo dados da Fenabrave, cinquenta emplacamentos a mais do que a Nissan, que seguiu para a décima colocação. A BYD registrou 53% de crescimento sobre o resultado do primeiro mês de 2024 e a Nissan ampliou em 7,8% suas vendas.
A Fiat manteve sua liderança, com um de cada cinco veículos vendidos no Brasil em janeiro. Vice-líder, a Volkswagen registrou queda nas vendas, assim como a Toyota, que subiu para a quarta posição, e a Hyundai, que caiu para a quinta. Do ranking das dez mais vendidas foram as únicas a ter queda.
São Paulo – O IMT, Instituto Mauá de Tecnologia, de São Caetano do Sul, SP, foi selecionado para conduzir estudo de viabilidade técnica da elevação da mistura do etanol na gasolina, ponto central do programa do governo federal Combustível do Futuro, criado em outubro a partir da lei 14 993/24. Testes estão sendo realizados e resultados são aguardados para o fim do primeiro trimestre.
Foi o que contou Renato Romio, chefe da divisão de motores e veículos do IMT, à Agência AutoData. “Nós já participávamos das discussões em torno do assunto, como apoio técnico, e fomos contratados pela Unica, que encabeça grupo dos interessados no aumento da mistura do etanol na gasolina, para liderar as pesquisas. O governo, por meio do Ministério das Minas e Energia, coordena o programa e recebe os resultados”.
Associações de produtores de etanol estão investindo de R$ 2,5 milhões a R$ 3 milhões no projeto que envolve o estudo, inclusos a locação de laboratórios e a aquisição de veículos para que sejam testados com gasolina com até 30% de etanol, e a realização de reuniões.
A contrapartida das montadoras, que não estão injetando recursos mas apoiam a pesquisa de viabilidade técnica, envolve o empréstimo de carros e motos e eventual ajuste em motores, caso haja a necessidade, conforme a divulgação dos resultados.
Além disto o MME criou um grupo do qual participam associações do setor, como Anfavea, Fenabrave, Abeifa, Abraciclo e Unica, transformado em comitê de acompanhamento que organiza reuniões regulares acerca dos avanços da pesquisa.
Renato Romio, chefe da divisão de motores e veículos do IMT, contou que estão sendo testados automóveis desde o Proconve L2 até o L8. Foto: Divulgação.
À frente do projeto Romio contou que, a fim de agilizar os resultados, estudo de emissões de poluentes realizado pela Petrobras em 2014 com o E27, com 27% de etanol na gasolina, com o qual a companhia subiu até a tolerância do E30, será utilizado como base para o Combustível do Futuro: “Como já foram avaliados veículos que atendem até o Proconve L6, legislação para emissões da época, vamos complementar a pesquisa com tecnologias L7 e L8”.
Dezesseis veículos a gasolina desde o L2 até o L8 serão testados
Na parte do ensaio de campo, quando será verificado se os carros apresentam falhas e se a partida a frio funciona, por exemplo, serão testados veículos desde o Proconve L2, com E32, ou seja, um pouco acima do estabelecido pela lei, com 32% de etanol, a fim de se certificar de que não haverá problemas de fato.
“Selecionamos modelos mais vendidos e com tecnologias diferentes. A ideia é verificar na pista a aceleração, a retomada de velocidade e fazer testes de lombada, se engasga para sair em segunda marcha, enfim, checar todas as condições de dirigibilidade”, afirmou o chefe da divisão de motores e veículos do IMT, que também é presidente do conselho da AEA.
Ao todo estão sendo avaliados dezesseis automóveis, alguns cedidos por montadoras e entidades, como a Anfavea, especialmente unidades que atendem ao Proconve L7 e L8. Mas, em caso de veículos muito antigos, como um Fiat Uno 1997, por exemplo, foi preciso comprar.
“A idade média da frota brasileira é de dez anos, mas há muitos veículos a gasolina L6. Os flex já são adaptados para ter qualquer mistura de etanol. Para os carros que não toleram um porcentual muito grande de etanol a saída encontrada, desde a época do E27, foi manter a gasolina premium com o E25.”
Quanto às motocicletas, doze no total, estão inclusas todas as etapas do Promot até o M5: “A Mauá já tinha dois modelos de moto, um deles, inclusive, com carburador. Os mais novos, da mesma forma, estão sendo oferecidos por fabricantes e, os mais antigos, tivemos de adquirir”.
Local em que o estudo está sendo desenvolvido, no laboratório do Instituto Mauá de Tecnologia em São Caetano do Sul. Foto: Divulgação.
O plano é que os testes sejam feitos na pista do Rota 127, em Tatuí, SP, e a checagem de partida a frio no próprio campus do IMT. As análises de emissões estão divididas por tipo de veículo: a dos automóveis será feita no laboratório da Timbro, na antiga Jaguar Land Rover em Resende, RJ, e a de motocicletas no centro tecnológico da Yamaha em Jandira, SP.
A equipe do IMT envolvida no estudo é composta por catorze profissionais, sendo, além de Romio, quatro da área de ensaios e análises, três do núcleo de homologações e certificações – apenas a Cetesb e a Mauá são agentes técnicos do Ibama – e outras seis do laboratório de motores e veículos.
No fim de fevereiro será batido o martelo a respeito da eficácia do E30. Em março começam as discussões de adoção da mudança, o que é aguardado para abril, a depender da determinação do CNPE, Conselho Nacional de Política Energética.
São Paulo – As vendas de implementos rodoviários somaram 11,5 mil unidades no primeiro mês do ano, alta de 1,5% na comparação com igual período de 2024, de acordo com dados divulgados pela Anfir, entidade que representa as fabricantes nacionais. O presidente da entidade, José Carlos Sprícigo, disse que os números indicam mais um ano positivo para a venda de implementos:
“O resultado deste primeiro mês ficou dentro da expectativa da Anfir, com o segmento leve se destacando e o pesado registrando volume de emplacamentos abaixo do mesmo mês do ano passado. Mas não é uma situação preocupante”.
A linha leve, de carroceria sobre chassi, registrou crescimento de 25,1% na comparação com janeiro de 2024, somando 5,3 mil vendas. Esse segmento iniciou sua recuperação no ano passado e segue com demanda aquecida, indicando que a retomada deverá seguir em 2025, de acordo com a Anfir.
Na linha pesada, de reboques e semirreboques, foram comercializados 6,2 mil produtos, recuo de 12,5% sobre o primeiro mês do ano passado. Como citado por Sprícigo esta retração não preocupa a entidade pois as operações logísticas do agronegócio, como a colheita da soja, estão começando e deverão refletir em uma demanda maior nos próximos meses.
São Paulo – O presidente da Renault do Brasil, Ricardo Gongo, foi eleito presidente de honra da trigésima-segunda edição do Simea, Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva, organizado pela AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva. Ele é formado em engenharia mecânica e pós graduado em administração de empresas e trabalha na Renault desde 1996.
A próxima edição do Simea terá o tema Tecnologia e Mobilidade: Futuro Inteligente e Sustentável, com Luciana Giles, da Cummins, à frente da comissão organizadora como coordenadora, e Marinna Silva, da Ford, como vice-coordenadora. O evento será realizado em 13 e 14 de agosto, em São Paulo.
São Paulo – As negociações a respeito de uma possível fusão da Nissan com a Honda estão longe de um desfecho positivo, segundo relatou a Automotive News, citando reportagem do jornal Nikkei, de Tóquio. A Nissan estaria disposta a se retirar das conversas por não concordar com alguns termos colocados à mesa, como a possibilidade de a Honda adquirir uma parcela de sua concorrente para transformá-la em subsidiária.
Outro ponto citado pela publicação asiática diz respeito à composição do board da nova empresa: o controle ficaria na mão da Honda, que teria mais integrantes nomeados e o CEO. Por outro lado a Honda estaria insatisfeita com a lentidão no processo de reestruturação financeira da Nissan.
Segundo o Nikkei a Nissan gostaria de condições de igualdade na fusão e recusou a proposta. As duas empresas informaram, em nota, que o processo de discussão segue e que um anúncio oficial será feito em meados de fevereiro.
Quem olha de fora é a Mitsubishi, que ainda analisa se poderia se juntar à negociação. A união das três montadoras japonesas criaria a terceira maior montadora do mundo, atrás de Toyota e Grupo Volkswagen.
Mesmo se as conversas de fusão não forem adiante seguem em pauta outras maneiras de colaboração, sobretudo em projetos de veículos elétricos.
Rio de Janeiro, RJ – O inédito SUV da Nissan que integra o investimento de R$ 2,8 bilhões no Brasil deverá marcar o início da transformação da fábrica de Resende, RJ, em base exportadora. Segundo o presidente Gonzalo Ibarzábal o modelo partirá para vinte países da América Latina, incluindo o México, que nunca recebeu veículos produzidos no Brasil. Mais: o plano é buscar oportunidades em outros continentes.
O executivo considerou que é fundamental para a indústria nacional olhar para o mercado externo a fim de sofrer menos com as oscilações do mercado local e ter maior estabilidade no negócio, tanto em volume como em resultados financeiros. O Kicks atual, agora Kicks Play, segue atualmente para Argentina e Paraguai.
Quando os dois novos modelos entraram em linha a produção de Resende poderá crescer de 25% a 30%, calcula Ibarzábal, sem abrir um segundo turno, apenas com aceleração da linha de montagem e otimização dos processos internos. No ano passado a empresa produziu 64,5 mil unidades do Kicks.
Expandir a exportação do Kicks para mais mercados também integra o planejamento da Nissan do Brasil: “A nova geração do Kicks também será exportada, podendo chegar a vinte países da América da Latina também”.
E o segundo maior mercado de veículos do mundo, os Estados Unidos, torna-se candidato a receber veículos de Resende caso as ameaças do presidente Donald Trump, de elevar as tarifas de importação de produtos do México sejam efetivadas – na segunda-feira, 3, os dois países entraram em acordo e suspenderam por trinta dias a subida das taxas para 25%. O Kicks vendido lá é produzido no México e, atualmente, tem tarifa zero.
Mas Ibarzábal disse que a situação ainda é tratada com cautela pela Nissan, que aguarda um cenário mais claro e com previsibilidade para suas decisões.
Novo modelo
Ainda são guardados segredos a respeito do segundo SUV Nissan do novo investimento. Não se sabe se será maior ou menor do que o Kicks, mas é certo que será equipado com o novo motor 1.0 turbo que também será produzido em Resende.
Segundo o presidente o lançamento está programado para o próximo ano fiscal da montadora, que começa em abril de 2025 e vai até março de 2026, e a nova geração do Kicks chegará no primeiro semestre.
Em janeiro Nissan registrou participação de mercado de 4,1%. O foco de Ibarzábal é manter este índice ao longo do ano: “Manter o market share de 4% até o fim do ano é uma boa meta e possível de ser alcançada. A médio prazo nossa intenção é conquistar 6% do mercado brasileiro”.
Rio de Janeiro, RJ – Para preparar terreno para a chegada da nova geração do SUV Kicks ao mercado brasileiro, produzida em Resende, RJ, a Nissan promoveu uma importante mudança na atual, também montada na fábrica sul-fluminense: passa a ser denominada Kicks Play e oferecida em três versões, abandonando a topo de linha Exclusive.
Os dois Kicks conviverão no mercado brasileiro, assim como ocorre no mexicano, que já recebeu a nova geração. Ela será posicionada em um degrau acima do mercado – os preços do Kicks Play, entretanto, ainda não foram divulgados. Segundo o presidente Gonzalo Ibarzábal a intenção é ganhar participação no mercado e manter a operação de Resende saudável – hoje apenas o SUV é produzido ali.
Além do novo Kicks e do atual um outro SUV Nissan será produzido na fábrica, resultado do investimento de R$ 2,8 bilhões: “Os novos produtos também são importantes para desenvolver a cadeia de fornecimento da Nissan no Brasil, que atualmente conta com 346 empresas”.
Bom desempenho no ano passado
Lançado em 2016 o Kicks alcançou seu recorde de vendas em 2024, com 60,5 mil unidades, 19% a mais do que em 2023. Único nacional, é também o modelo mais vendido da Nissan no Brasil. Ele também é produzido no México e vendido em mais de 70 países, exportado a partir da unidade brasileira e da mexicana.
Segundo o presidente a intenção ao trocar o nome é começar o ano com o pé direito, dando força para os lançamentos que virão e mostrando que a expectativa da Nissan para os próximos anos é de crescimento do mercado nacional, como ocorreu nos últimos anos.
O Kicks Play é o modelo mais vendido da categoria B-SUV no Rio de Janeiro, concorrendo com Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta e Jeep Renegade, dentre outros. É também o SUV preferido do público PCD em todo o Brasil, o mais vendido desse segmento, de acordo com a Nissan.
Anunciado como linha 2025 o Kicks Play será vendido nas versões Active Plus, Sense e Advance Plus, todas equipadas com o motor 1.6 aspirado de 113 cv de potência, acoplado a transmissão automática CVT. A configuração Sense ganhou novas rodas aro 17, enquanto a Active Plus traz como novidade o alerta de colisão frontal e assistência inteligente de frenagem.
Os preços serão divulgados nos próximos dias pela Nissan.