Continental premia fornecedores com o melhor desempenho em 2023

São Paulo – A Continental reconheceu seus doze melhores fornecedores do ano de 2023 no Brasil, durante o Supplier Award, realizado na quinta-feira, 10. As empresas foram avaliadas com base em diversos critérios como prazo de entrega, qualidade, inovações tecnológicas, sustentabilidade, competitividade comercial e presença nos segmentos em que a Continental atua.

O evento anual é organizado pela área de compras das divisões automotiva, pneus e ContiTech: “Temos excelentes fornecedores. Eles são peças fundamentais na competitividade dos nossos produtos e na relevância da marca Continental no mercado. Agradeço por contribuírem com as nossas entregas de qualidade e por caminharem lado a lado conosco”, disse Arnd Schmitz-Simonetti, diretor de compras para América do Sul.

Quatro fornecedores também foram reconhecidos no quesito sustentabilidade, separados em duas categorias, meio ambiente e social, que contou com 30 projetos avaliados. Veja abaixo todos os fornecedores premiados:

Unilog
Cenci
Klüber Lubrication
SMC Automação
Construtora Baggio Silveira
Atlascopco
Simpress
Translogistics Tecnologia Ambiental

Categoria Social
Cabot Corporation
Cargolift Logistica

Categoria Ambiental
Belgo Bekaert Arames
Jungheinrich Lift Truck

Pirelli reconhece seus melhores fornecedores globais

São Paulo – A operação global da Pirelli reconheceu os seus sete melhores fornecedores do ano passado, em sete categorias, durante o Supplier Day 2024, realizado na sede da empresa em Milão, na Itália. Oitenta empresas, de 22 países, que representam 40% das compras da Pirelli, participaram do evento:

“Trabalhar com parceiros que compartilham a visão da Pirelli é crucial para manter nossa liderança na oferta de pneus de alta performance. Por trás desses desafios ambiciosos está sempre o trabalho em equipe, principalmente quando se trata de nossos objetivos de inovação tecnológica e sustentabilidade”, disse Marco Tronchetti Provera, vice-presidente executivo da Pirelli

Veja abaixo todos os fornecedores premiados:

Sustentabilidade – Pibra Transporti, fornecedor de logística que começou a usar caminhões movidos a combustíveis alternativos, como bateria elétrica e biometano.

Inovação de Processos – VMI Holland, fornecedor de máquinas usadas na produção de pneus.

Inovação de Materiais – Asahi Kasei, fornecedor de borracha sintética e parceiro de pesquisa no desenvolvimento de novos materiais para produção de pneus.

Qualidade – Shandong Yanggu Huatai Chemical, fornecedor de produtos químicos usados em compostos de pneus.

Nível de Serviço – Shanghai Inoac Polymer Products, fornecedor de espumas de poliuretano usadas na produção de pneus.

Transformação Digital – Salesforce, fornecedor de soluções inovadoras de CRM para processos e plataformas.

Excelência – Jiangsu Xingda Steel Tyre Cord, fornecedor de reforços metálicos.

Vendas globais da Porsche caem 7% até setembro

São Paulo – A Porsche comercializou 226 mil veículos no mundo de janeiro a setembro, queda de 7% na comparação com iguais meses de 2023. Segundo a montadora, essa retração já era esperada pois 2024 é um ano de transição do seu portfólio e os modelos da marca estão com disponibilidade limitada.

Com novos produtos chegando no mercado até o final do ano, a expectativa é de que os volumes aumentem até dezembro.

Mercedes-Benz e Raízen fecham parceria em projeto de usina fotovoltaica

São Paulo – A Mercedes-Benz anunciou parceria com a Raízen Power no projeto Dunamis, após adquirir participação na sociedade gestora. O projeto Dunamis está em fase de construção e será uma das maiores usinas de produção de energia fotovoltaica instalada no Estado do Rio Grande do Norte, em uma área de 600 hectares, com capacidade total instalada de 117,54 MW.

Com a parceria a Mercedes-Benz passará a usar 100% de energia limpa na produção das suas duas fábricas instaladas no Brasil, em São Bernardo do Campo, SP, e em Juiz de Fora, MG. Pelo volume de energia consumido pela Mercedes-Benz o uso de fontes limpas impedirá a emissão de cerca de 20 mil toneladas de CO2 por ano.

Stellantis promove dança das cadeiras e confirma saída de Carlos Tavares

São Paulo – A Stellantis confirmou que o contrato do seu CEO Carlos Tavares, vigente até o início de 2026, não será renovado. Há algumas semanas a empresa anunciou que buscava seu sucessor, processo que segue em curso mas agora com data estipulada: a empresa pretende anunciá-lo até o quarto trimestre de 2025, segundo publicado pela Automotive News.

A decisão da companhia foi tomada diante de um processo de recuo nas vendas e aumento dos estoques nos Estados Unidos e dificuldades na Europa nas vendas de elétricos. Outras mudanças foram promovidas em cargos importantes: Antonio Filosa, CEO da Jeep, acumula agora a função de COO para a América do Norte, no lugar de Carlos Zarlenga.

A nova posição de Zarlenga não foi informada: segundo a empresa, será anunciada futuramente. Jean-Philippe Imparato, CEO da divisão Pro One LCV, acumulou o cargo de diretor de operações para a Europa, sucedendo a Uwe Hochgeschurtz, que deixou a companhia.

Santo Ficili, que estava à frente da operação na Itália, agora é responsável por Alfa Romeo e Maserati. Ele substitui Imparato na Alfa Romeu e Davide Grasso na Maserati – e o futuro de Grasso também não foi informado.

Por fim a CFO Natalie Knight deixou a empresa e foi substituída por Doug Ostermann, que era COO na China, cargo agora ocupado por Gregoire Olivier.

AutoData é premiada no Prêmio IQA da Qualidade

São Paulo – Pelo segundo ano consecutivo a reportagem de AutoData conquistou lugar no pódio do Prêmio IQA da Qualidade. Nesta, que foi a quarta edição da premiação, a matéria Bosch reduz índice de falsa rejeição em peças com solução da Zebra, de autoria da repórter Soraia Abreu Pedrozo, conquistou o bronze na categoria Qualidade Automotiva no Jornalismo.

O evento foi realizado durante o 10º Fórum IQA da Qualidade Automotiva na quinta-feira, 10, no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo. Os debates permearam o tema O papel da qualidade na mentoria da competitividade do setor automotivo nacional.

Publicada na Agência AutoData em 15 de dezembro de 2023 a matéria trata de saída adotada para resolver problema na etapa de inspeção de bicos injetores para motores a diesel, na linha de produção da Bosch em Curitiba, PR, que possuía falsa rejeição com taxas de 10% a 15%. Após o diagnóstico da Zebra o porcentual caiu a 5% e o retrabalho foi diminuído.

Na terceira edição do Prêmio IQA da Qualidade, no ano passado, houve uma dobradinha da equipe, sendo que a matéria Indústria automotiva nacional é referência mundial no uso de energia limpa, de Caio Bednarski, obteve o primeiro lugar na categoria Qualidade Automotiva do Jornalismo. E a reportagem Mercedes-Benz adota etiquetas eletrônicas para reduzir o retrabalho, de Soraia Abreu Pedrozo, conquistou a segunda posição.

Pódio feminino foi formado por reportagens de Carolina Vilanova (ao centro), Caroline Rodrigues (à esquerda) e Soraia Abreu Pedrozo. Foto: Divulgação.

Desta vez quem ficou com o lugar mais alto do pódio foi a reportagem Gestão de oficinas: processos para reparo em veículos eletrificados, publicada por Carolina Vilanova na Revista Oficina News. A prata coube à matéria Novas soluções para problemas antigos, de Caroline Rodrigues, publicada na Revista Cobertura – Mercado de Seguros.

O Prêmio da Qualidade IQA foi criado pelo instituto em parceria com a Comissão da Qualidade Anfavea e Sindipeças e busca valorizar profissionais e equipes, analisando processos de qualidade da cadeia automotiva. Além da categoria jornalística reconhece projetos nas categorias Qualidade nos Processos Produtivos e Qualidade na Inovação e Novas Tecnologias.

Zeekr, um carro chinês para poucos

São Paulo – Se este repórter viajasse no tempo para treze anos atrás e encontrasse a sua versão treze anos mais nova, além de invejar a quantidade de cabelo na cabeça, certamente provocaria risadas dela ao afirmar: os chineses evoluirão rapidamente e lançarão no mercado brasileiro um carro para concorrer com BMW, Audi e Mercedes-Benz. Foi o que este repórter com bem menos cabelo do que sua versão do passado viu na noite de quinta-feira, 10, na Capital paulista: a chegada do Zeekr 001, chinês elétrico com preço a partir de R$ 428 mil.

Em 2011 os primeiros carros produzidos na China desembarcavam no Brasil com design duvidoso, problemas de acabamento e desconfiança, muita desconfiança do consumidor. Após Chery, Jac, Lifan e outras marcas desbravarem o mercado e não conseguirem êxito em suas apostas, por diversas razões que não serão debatidas neste texto, a segunda onda da invasão chinesa, capitaneada por GWM e BYD, tem conseguido tirar a desconfiança do consumidor com relação aos carros importados da China. Melhoraram muito no design e no acabamento, é verdade, e surfam na onda da eletrificação, ainda não muito explorada por outras marcas tradicionais.

Pois a Zeekr sobe um degrau. Marca premium do Grupo Geely, dono também da Volvo Car, Lotus, Smart e outras, vem ao Brasil com objetivos opostos aos das primeiras, que buscavam, sobretudo, volume e a base do mercado: é um carro para poucos.

A começar pelo preço, na faixa dos R$ 428 mil na versão Premium e por R$ 475 mil na Flagship. Depois pela rede de concessionárias: o líder da operação no País, Ronaldo Znidarsis, que tem passagens por General Motors e Nissan, disse não visualizar mais do que quinze revendas espalhadas pelo País: “A Zeekr não é uma marca de volume: vendemos experiência”.

Os dois motores elétricos entregam ao 001 544cv, fazendo o elétrico acelerar de 0 a 100km/h em 3,8 segundos, segundo a Zeekr. São 70 kgfm de torque. Toda esta força com autonomia da bateria de 426 quilômetros segundo o PEBV do Inmetro.

Para desenhar os carros a Zeekr buscou o alemão Stefan Sielad, com experiência em Audi, Mercedes-Benz e Bentley. No 001 a base usada é a mesma do Volvo EX30, a plataforma SEA. Os traços futuristas nos 4,99m de comprimento, 1,99m de largura e 2,99m de entreeixos remetem a carros esportivos, com atenção para favorecer o desempenho – a reportagem não testou os carros, apenas expostos no B32, espaço de eventos na Avenida Brigadeiro Faria Lima, o atual coração financeiro do País, conhecido pela baleia metálica na fachada.

O que chama mais a atenção é o capricho no espaço interno: os bancos ganharam textura especial e, além de climatizados, oferecem massagem aos ocupantes. O ar-condicionado tem três zonas, uma para cada ocupante da parte dianteira e uma para os bancos traseiros. O sistema de som é um inédito Yamaha, o primeiro desenvolvimento da divisão musical da empresa japonesa para o setor automotivo. E o sistema de ADAS é completo.

Com 42 meses de existência e mais de 340 mil unidades vendidas, de sete modelos, em 35 mercados a Zeekr comprova que os chineses estão aptos a concorrer com marcas premium tradicionais. Znidarsis disse que o primeiro lote chega ao Brasil com duzentas unidades do 001 e outro navio está a caminho. O carro já está em pré-venda pelo site da marca e outro modelo, o Zeekr X, deverá ser lançado até o fim do ano.

Renova Ecopeças reciclou mais de 25 mil veículos e espera aumento da demanda com o Mover

São Paulo – A Renova Ecopeças, empresa do Grupo Porto com foco na reciclagem de veículos e no comércio de peças originais em bom estado, já reciclou mais de 25 mil carros e comercializou mais de 600 mil peças, que foram retiradas dos veículos e reinseridas no mercado com um custo bem menor do que um componente original e novo, colocando em prática os conceitos da economia circular.

A divisão da Porto está no mercado há onze anos e é a maior recicladora de veículos do Brasil, desmontando e dando o descarte correto para 2,7 mil unidades por ano. Com a aprovação do Mover, Programa de Mobilidade Verde e Inovação, Daniel Morroni, diretor da Renova Ecopeças, acredita que o mercado de reciclagem veicular deverá crescer nos próximos anos, uma vez que as montadoras que comprovarem o descarte correto de um determinado número de veículos poderão receber incentivos tributários:

“Outro ponto que deverá ajudar no crescimento é o grande mercado de reciclagem veicular que ainda não é explorado. Hoje, no Brasil, apenas 1,5% dos veículos são reciclados da forma correta, enquanto em mercados mais maduros, como Estados Unidos e China, esse porcentual chega a 95%”.

A linha de desmontagem está instalada na Vila Jaguara, em São Paulo, e por ora é abastecida com veículos que foram dados como perda total pela Porto Seguro e por outras seguradoras. A empresa compra os veículos para realizar o processo de reciclagem, desmonta automóveis e comerciais leves e está iniciando o processo de reciclagem de motocicletas também.

Ao chegar o veículo vai para a área de descontaminação, onde todos os fluídos, óleo e combustível são retirados. Depois ele segue para a fila de desmontagem, caso não tenha nenhum comprador interessado em levar o carro inteiro, o que acontece com veículos antigos que passaram por uma pequena colisão e foram dados como perda total porque a seguradora não tem como arrumar pela falta de peças originais. 

Depois de entrar na linha de desmontagem, os funcionários avaliam a situação do carro e as peças que foram danificadas na batida são descartadas para reciclagem, junto com itens de segurança que a empresa não pode revender, como barra de direção, discos e pinças de freio, dentre outros. Os itens que estão em bom estado, são separados, limpos e recebem a etiqueta de rastreamento da peça do Detran:

“As peças que estão sem nenhum tipo de dano são classificadas na categoria A e revendidas para mecânicos e clientes finais com custo de 40% a 60% do preço de uma original nova. Os componentes que podem ser reaproveitados, mas possuem algum tipo de reparo, são classificados como B e também são revendidos, porém, o comprador sabe que aquela peça não está como uma nova”.

Atualmente a Renova Ecopeças vende 5 mil peças por mês, com um estoque em torno de 22 mil componentes, sendo que o tempo médio em que uma peça fica estocada é de três a quatro meses, segundo o executivo. Motor, câmbio e peças que fazem parte da lataria do veículo, como as portas, são itens de grande demanda que costumam ficar pouco tempo no estoque.

Em onze anos a Renova Ecopeças já vendeu mais de 600 mil peças que foram retiradas dos veículos que vão para reciclagem. A empresa calcula que 80% dos compradores são mecânicos que usarão os componentes em sua oficina, e os outros 20% são de clientes finais que muitas vezes estão procurando alguma peça para o seu carro. As vendas ocorrem via Whatsapp, site oficial da Renova, Mercado Livre e na loja da empresa.

De acordo com o diretor até 85% das peças podem ser reinseridas no mercado, mas esse porcentual varia de acordo com a situação do veículo, pois em casos de incêndio, por exemplo, dificilmente a empresa recupera algo e, nesses casos, realiza apenas o processo de reciclagem, descontaminando o modelo e vendendo como sucata de aço para empresas credenciadas. 10% são resíduos que são vendidos para parceiros e 5% são vendidos como sucata.

AGCO recebe habilitação ao Programa Mover

São Paulo – A AGCO foi credenciada ao programa Mover, Mobilidade Verde e Inovação, do governo federal. Segundo Ana Helena Andrade, diretora de assuntos governamentais da companhia, o credenciamento mostra o compromisso da AGCO em desenvolver soluções cada vez mais sustentáveis para atender as demandas do agronegócio:

“Ser a primeira empresa de máquinas agrícolas a participar do Programa Mover é um reflexo da nossa visão de futuro. Estamos focados em fornecer produtos de alta tecnologia que ajudem os agricultores a enfrentar os desafios de produtividade, contribuindo para uma agricultura mais sustentável e eficiente”.

O vice-presidente global de engenharia da AGCO, Fabrício Natal, disse que a participação no Mover permitirá que a empresa direcione mais recursos para o desenvolvimento de soluções que beneficiem cada vez mais o meio ambiente e os agricultores.

Ratan Tata, responsável pelo Grupo Tata, morre aos 86 anos

São Paulo – Morreu aos 86 anos o empresário indiano Ratan Tata, considerado a peça chave para transformar o Grupo Tata em uma grande companhia internacional, com operações em diversas áreas, dentre elas a Tata Motors. O executivo começou a trabalhar em 1962, na Tisco, que depois mudou o nome para Tata, no chão de fábrica, até assumir o controle dos negócios da família em 1991.

Durante o período em que foi responsável pelo grupo os negócios foram diversificados, incluindo a aquisição da JLR, responsável pelas marcas de luxo Jaguar e Land Rover. Foi sob seu comando também que foi vendido o Tata Nano, à época o carro mais barato do mundo.

Em nota oficial a JLR informou que “foi graças ao senhor Tata que a montadora se transformou desde a aquisição, escrevendo novos capítulos relevantes em sua história”.