São Paulo – O Salão da Mobilidade Elétrica se reinventou e mudou de nome: a partir da sua décima-oitava edição, de 22 a 24 de outubro no São Paulo Expo, atenderá por E-MOB, Salão da Mobilidade Verde & Cidades Inteligentes. O evento atenderá a três fundamentos: Mobilidade Verde, Infraestrutura & Cidades Inteligentes e Conectividade & Tecnologia.
Durante o E-MOB também será realizado C-Move 2024, Congresso da Mobilidade Verde e Veículos Elétricos, com a mentoria da PNME, Plataforma Nacional da Mobilidade Elétrica. Para participar especificamente deste evento é preciso se inscrever por meio do link https://euvou.events/E-MOB2024.
São Paulo – A vigésima-quarta edição da Fenatran, principal feira para o setor de transporte rodoviário de cargas e logística da América Latina, será realizada de 4 a 8 de novembro no São Paulo Expo com 74 novas marcas, segundo a organizadora RX, totalizando 600, dentre nacionais e internacionais. Com isto o espaço ocupado aumentará em 20%, somando 100 mil m2 em oito pavilhões.
No meio das empresas estreantes destacam-se as montadoras chinesas TEVX Motors, que representa a Higer Bus, e XCMG Brasil, a divisão de acessórios da thyssenkrupp, a locadora de veículos pesados Addiante, as empresas de implementos rodoviários Olivo Implementos e Next Implementos, a rede de postos Sim e as operações logísticas Zion Logtec e Hangcha.
Itu, SP – Enquanto projeta vender no mercado brasileiro em torno de 6 mil unidades em 2024, cerca de 20% acima do volume do ano passado, José Luiz Gandini, presidente da Kia, planeja saltos mais ousados para 2025. Além de ampliar a gama de 100% elétricos, inaugurada pelo EV5, negocia a introdução da tecnologia híbrida flex em modelos vendidos no País.
Deverá começar com o K3, sedã sucessor do Rio produzido no México: “Precisamos alcançar mais de 60% de conteúdo local para que ele possa ser exportado para o Brasil dentro do acordo de livre comércio, sem imposto de importação. O motor híbrido flex 1.0 ajudaria nesta matemática”.
Hoje o K3 é oferecido em versões aspiradas 1.4 e 1.6. Segundo Gandini a Kia está desenvolvendo a tecnologia, com um motor 1.0 turbo, já aplicado no Stonic. É o mesmo motor dos Hyundai HB20 produzidos em Piracicaba, SP, mas na versão apenas a gasolina. A parte do flex, portanto, está disponível dentro do grupo, faltando apenas a hibridização, que seria leve, de acordo com o presidente.
Ele estima para o fim de 2025 a viabilidade do K3, mas outros modelos deverão chegar via México, como o K4 – o sucessor do Cerato que também, segundo Gandini, precisa ter mais conteúdo local para poder ser importado sem o imposto.
“Mas continuaremos também a oferecer modelos a combustão. O Sorento diesel chegará em 2025 e estamos com bastante demanda pelo Bongo, produzido no Uruguai.”
De janeiro a julho as vendas da Kia cresceram 13%, segundo a Abeifa, somando 3,1 mil unidades.
Itu, SP – O primeiro Kia 100% elétrico oferecido no mercado brasileiro chega às concessionárias. Ainda com restrição de volumes – serão vinte unidades mensais até o fim do ano, segundo o presidente José Luiz Gandini, que alega “tremendo sucesso” no Exterior que limita a importação – o EV5 tem versão única, a Land, por R$ 399 mil 990.
Produzido na China oferece 402 quilômetros de autonomia, segundo o PBEV, com suas baterias de alta tensão de fosfato de ferro e lítio, as Blades conhecidas dos brasileiros por serem produzidas e equiparem modelos da BYD. Seu motor elétrico alcança 217 cv e recebeu nota A no programa do Inmetro, com eficiência de 0,63 MJ/km rodado.
Segundo Gustavo Gandini, diretor de operações da Kia, o EV5 concorre com Volvo XC40 e BMW iX1. O SUV tem 4m615 de comprimento, 1m875 de largura, 1m715 de altura e 2m750 de entreeixos, que garantem 513 litros de porta-malas sem prejudicar o espaço interno dos ocupantes.
O preço ficou abaixo dos concorrentes diretos, mas superior ao de outros chineses como o BYD Yuan Plus. José Luiz Gandini justificou: “Por ser lançado agora o EV5 chegou ao mercado já com 18% de imposto de importação. Muitos concorrentes ainda estão nas lojas com preço do imposto mais baixo, o que, em breve, possivelmente, terão que corrigir”.
O presidente da Kia lamentou não ter mais disponibilidade de produto: “Além de ser sucesso lá fora a Kia tem gargalos na produção do EV5 na China, em alguns componentes. Conseguimos neste primeiro momento vinte unidades por mês mas estamos trabalhando para ampliar o volume em 2025”.
Das 61 concessionárias Kia no Brasil 22 estão credenciadas para vender modelos eletrificados: são aquelas que já adaptaram suas oficinas e oferecem carregador elétrico.
Até o fim do ano será lançado outro elétrico, que foi mostrado na apresentação do EV5 à imprensa na sede da Kia, em Itu, SP: o EV9, outro SUV mas com porte maior e capacidade de transportar até sete pessoas. Mas Gandini garantiu que a Kia continuará sendo multienergia:
“Traremos também o Sorento diesel, em 2025. A Kia não será totalmente elétrica: nosso planejamento é continuar em todas as frentes”.
São Paulo – Executivos da GWM e do governo de Minas Gerais reuniram-se com o objetivo de estreitar relações e discutir oportunidades de negócio. Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 23, o secretário de Desenvolvimento, Fernando Passalio, apresentou a agenda dedicada ao setor no Estado ao diretor financeiro da montadora, Way Chien, ao gerente de ESG e relacionamento com stakeholders, Thiago Sugahara, e à responsável pela área de impostos, Sílvia Tomazette.
Os executivos da GWM, por sua vez, falaram sobre os planos da companhia envolvendo manufatura, autopeças, eletromobilidade e descarbonização. E, inclusive, o projeto de veículos a hidrogênio para o País.
São Paulo – Foi a engenharia da Bosch no Brasil que desenvolveu o CO2 Tracking, tecnologia que permite o rastramento em tempo real das emissões de um veículo, além de compará-las por combustível – gasolina, diesel e etanol e pode ser adaptado para combustíveis sintéticos. O desenvolvimento e implementação levou cerca de um ano e o foco inicial será em veículos de frota, começando pelos automóveis e comerciais operados pela própria Bosch, que já estão equipados com o sistema.
Fábio Ferreira, diretor de produtos da divisão de power solutions da Bosch, disse que o projeto faz parte de um dos focos de trabalho da companhia, dedicado a melhorar a experiência de uso dos veículos de frota: “A intenção era criar um sistema que permitisse mapear a emissão de CO2 e realizar comparações, para mostrar como as frotas podem poluir menos quando utilizam etanol, por exemplo”.
O CO2 Tracking também permite que as empresas coletem dados e usem como base para reduzir suas emissões. Toda empresa que mantém uma frota e que está preocupada com a emissão de CO2 dos seus veículos é um cliente em potencial, segundo Ferreira. Os dados podem ser utilizados para ajudar a reduzir a pegada de carbono, algo que está no planejamento estratégico de diversas companhias, com metas para serem alcançadas nos próximos anos.
Segundo Ferreira muitas conversas já estão em andamento e os dados dos veículos da Bosch mostram que apenas trocando a gasolina pelo etanol se chega a uma redução de 62% no volume de CO2 emitido.
A partir de um pequeno hardware conectado na porta OBD dos veículos a Bosch consegue coletar os dados de emissão, que vão para a nuvem e são atualizados em poucos segundos. As empresas que adotarem a tecnologia poderão acompanhar a quantidade de CO2 emitida pela sua frota a partir de uma plataforma que permite o acesso via smartphone e computadores. O investimento é a mensalidade e o custo para instalar o equipamento nos veículos, valor que é considerado baixo pelo executivo.
A tecnologia agradou a matriz da Bosch e poderá ser exportada a partir do Brasil no futuro, pois emitir menos CO2 é um interesse de todos: “Com o mundo todo buscando reduzir as emissões nosso sistema pode ser usado em outras regiões, como a Índia, que também aposta no etanol, e a Europa, que aposta em veículos pesados movidos a combustíveis sintéticos. Já testamos o CO2 Tracking até em veículos elétricos para rastrear a pegada de carbono da fonte de energia que é usada”.
O CO2 Tracking também poderá ser comercializado para montadoras: o Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação, prevê o rastreamento de CO2 dos veículos, sendo obrigatório no futuro, aguardando ainda a regulamentação. Além disso a tecnologia pode agradar os compradores de veículos que possuem consciência ambiental e querem saber quanto o seu veículo está emitindo.
São Paulo – A unidade da Eaton em Mogi Mirim, SP, que produz kits para transmissões compostos por eixos, engrenagens e sincronizadores para carros de passeio, caminhões e ônibus, obteve reconhecimento da multinacional como referência global de Indústria 4.0 Lighthouse.
Significa que a fábrica atingiu maturidade digital considerando critérios internos de desempenho e que adotou soluções de indústria 4.0 em 70% de suas células para obter melhores resultados. De acordo com a Eaton a unidade de Mogi Mirim “possui planejamento de expansão das soluções já implantadas e introdução de iniciativas alinhadas com as necessidades de negócio e maturidade da tecnologia”.
Veículos autoguiados, robôs colaborativos, óculos de realidade aumentada, controle estatístico de processo automatizado e impressora 3D são algumas das soluções que contribuem para a agilidade e mais ergonomia em diversas linhas.
São Paulo – O envelhecimento da mão de obra, a mudança no perfil dos habilitados e o desafio de atrair novas gerações para a profissão são fatores que têm contribuído para diminuir a oferta de motoristas de caminhão no Brasil. Foi o que apontou estudo realizado pelo IPTC, Instituto Paulista do Transporte de Cargas.
O levantamento mostrou que a idade média dos motoristas contratados aumentou de 37 anos em 2011 para 40,3 anos em 2023. Neste período foi detectada a redução no número de jovens habilitados e um acréscimo na faixa etária de 51 a 60 anos.
A economista do IPTC, Raquel Serini, avaliou que “essa mudança pode refletir diversos fatores, incluindo o envelhecimento geral da população, mudanças nas qualificações exigidas para novos empregos e possíveis barreiras à entrada de jovens no mercado de trabalho, aliado à falta de interesse dessa faixa etária”.
Todo esse contexto dificulta a renovação da mão de obra. Anteriormente, de acordo com Serini, observava-se maior representação de jovens nas faixas etárias de 18 a 30 anos, com tendência de crescimento progressivo à medida que a faixa etária aumentava até os 50 anos.
Diante deste cenário o IPTC propõe ações como investimentos em programas de treinamento e qualificação tanto para os profissionais em atividade como para os que acabaram de ingressar no ramo:
“A maior arma contra este desafio é a capacitação e a oportunidade. Muitas empresas estão investindo em programas de treinamento, apadrinhando e subsidiando a troca da categoria da habilitação para oferecer oportunidades à equipe”.
E esta não é realidade apenas do Brasil. De acordo com a ATA, American Trucking Association, a falta de motoristas é monitorada há 15 anos nos Estados Unidos. Em 2018 foi relatada a falta de 60 mil profissionais e, em 2028, a perspectiva é que faltem 160 mil. Na Europa o déficit em 2019 chegava a 127 mil motoristas, principalmente em países como Inglaterra, Alemanha e Espanha.
“As empresas do setor precisam se adaptar a esta nova realidade e investir em soluções inovadoras para atrair e reter talentos. Além disso é fundamental que o poder público crie políticas públicas que incentivem a formação de novos motoristas e a modernização do setor.”.
São Paulo – A trading Timbro, focada em comércio internacional, importou 9,8 mil veículos leves e pesados para o Brasil no primeiro semestre. Por meio do seu centro automotivo, inaugurado com investimento de R$ 25 milhões, no Espírito Santo, chegaram 7,2 mil veículos eletrificados da BYD.
No mesmo período o número de caminhões importados pelo Porto de Navegantes, SC, chegou a 379.
O transporte deste tipo de veículo é realizado 100% em contêineres, que são registrados e transferidos para o serviço de PDI, inspeção pré-entrega, realizado pelos próprios clientes.
São Paulo – A Caio comercializou trinta ônibus do modelo Apache Vip de quinta geração para renovar a frota da Viação Miracatiba, que circula em Itapecerica da Serra, SP. Os veículos foram encarroçados sobre chassis da Mercedes-Benz OF-1726 L/59.
Com 13m20 de comprimento os ônibus dispõem de equipamentos de cobrança como catracas eletromecânicas e validadores, e outras tecnologias embarcadas, como alarme de ré, iluminação em LED no salão interno, tomadas USB, sistema multiplex e preparação para microcâmaras.