Lucila del Grande assume vice-presidência de RH da Bridgestone nas Américas

São Paulo – A brasileira Lucila del Grande foi escolhida para assumir a vice-presidência de recursos humanos da Bridgestone Latin America & Americas. Com vinte anos de casa a executiva, que já respondia pela área de RH na América Latina, a partir de agora agregará em seu escopo as operações dos Estados Unidos e do Canadá.

A mudança está alinhada à criação da Bridgestone West, nova estrutura organizacional que abrange a atividade da fabricante de pneus nas Américas e na EMEA, Europa, Oriente Médio e África.

Outra alteração na área de recursos humanos é a nomeação de Carlos Alberto Rodrigues Júnior, diretor de RH para a Bridgestone Brasil, há catorze anos na empresa, para assumir a região América Latina do Sul, que inclui Brasil, Argentina, Chile, Peru, Paraguai e Uruguai. 

Ambos os profissionais seguem baseados no Brasil.

Indústria de ônibus cresce e supera anos de pandemia

São Paulo – Ao que tudo indica o segmento de ônibus já está pronto para dias melhores ao deixar para trás, de vez, o reflexo da pandemia sobre veículos de transporte coletivo, bastante afetados no período. A produção de chassis mais do que dobrou em janeiro, ao avançar 104,1%, somando 1,6 mil unidades.

O volume supera não só o primeiro mês de 2023, oitocentas unidades, como os de 2022 e 2021, com 1,3 mil e 1,4 mil unidades, respectivamente. Os números foram divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 8.  

Na avaliação do presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, em 2024 “veremos o crescimento do segmento, com o impacto de licitações do poder público começando a aparecer e, no segundo semestre, o reflexo dos pedidos do Caminho da Escola”.

As vendas, que somaram 1,2 mil unidades no primeiro mês do ano, ainda estão 32,8% aquém das de janeiro de 2023, 1,7 mil unidades. A justificativa aqui, porém, é a mesma dada aos caminhões, uma vez que a mudança para Euro 6 também se aplica aos ônibus: nos primeiros três meses do ano passado ainda era permitida a venda de 0 KM com motorização Euro 5.

Outro fator que ajuda a entender o cenário, de acordo com o economista da Anfavea, Vinícius Pereira, é que no primeiro mês do ano passado ainda havia o peso das entregas da fase anterior do programa do governo federal Caminho da Escola. Para este ano a indústria sentirá o efeito da licitação realizada no fim de 2023.

“No segundo semestre deste ano devemos sentir o programa puxando o setor, com a encomenda de quase 16 mil ônibus, sem contar que o período também será marcado por eleições municipais e as empresas rodoviárias estão, diante da maior demanda de passageiros, renovando e ampliando suas frotas.”

Quanto ao volume de ônibus produzidos em janeiro e vendidos no mesmo mês Pereira disse que esse porcentual está próximo do zero, diferentemente dos caminhões, que está em 2,8%, dentro da normalidade:

“Para ônibus o intervalo de emplacamento demora um pouco mais do que para caminhão, o que é natural pelo tipo de produto até pelo tempo para produção do chassi, encarroçamento e venda. Mas, para efeito de comparação, em janeiro de 2023 este índice também foi próximo de zero.”

Com relação às exportações foram embarcados 113 ônibus no mês passado, 61% a menos do que em janeiro do ano passado e 72,8% abaixo de dezembro. O movimento reflete as dificuldades econômicas nos mercados tidos como principais destinos das vendas de veículos brasileiras, que encolheram 43% neste início de 2024.

Produção de caminhões quase dobra em janeiro

São Paulo – A indústria fabricante de caminhões parece ter deixado para trás os dias difíceis que a acompanharam no ano passado. Ao menos os números do primeiro mês de 2024 demonstram isto: a produção do segmento praticamente dobrou, ao avançar 96,1% e atingir 7,9 mil unidades, em comparação a janeiro de 2023, quando haviam saído das linhas 4 mil.

Os dados foram divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 8. Esta diferença expressiva se justifica porque no primeiro mês de 2023 as montadoras estavam preparando suas linhas para iniciar a produção de caminhões Euro 6, que engrenou a partir de fevereiro.

Os emplacamentos de 8,2 mil caminhões em janeiro, por outro lado, estão 21,4% aquém do volume comercializado no mesmo mês no ano passado, 10,5 mil unidades. O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, garantiu que este recuo, porém, já era aguardado, e afirmou que os números indicam que o setor começou a voltar ao patamar da normalidade.

“Trata-se de uma queda normal porque em janeiro de 2023 nós tivemos expressivo emplacamento de veículos Euro 5. Agora não temos mais este impacto.”

Embora o volume licenciado ainda esteja abaixo de 2022, que contou com 8,7 mil emplacamentos, em uma época em que não havia o fator extraordinário da mudança da motorização e dos preços dos veículos, o patamar está acima de todos os anos anteriores até 2015.

De acordo com Vinicius Pereira, economista da Anfavea, outro indício que ilustra a retomada à normalidade é o porcentual de caminhões fabricados e emplacados em janeiro de 2024, de 2,8% pois, “embora ainda seja um período curto para ser analisado, a média histórica é de 2,2% e a diferença com janeiro de 2023 é de apenas 0,1%”.

A indústria de caminhões viveu em 2023 um dos seus anos mais difíceis, com a mudança da motorização para Euro 6 em meio a cenário de juros elevados e crédito escasso. A produção encolheu 37,8%, totalizando 100,5 mil unidades, e os emplacamentos caíram 14,7%, para 108 mil unidades.

As exportações, que haviam recuado 32,9% em 2023, somando 16,9 mil caminhões, no primeiro mês de 2024 mantiveram o ritmo que ditou o ano passado. Foram enviados a outros países 625 unidades, 39,1% a menos do que um ano atrás e 42,4% abaixo de dezembro.

Exportações de veículos despencam 43% em janeiro

São Paulo – Os embarques de veículos no primeiro mês de 2024 se reduziram quase que pela metade em comparação com o mesmo período do ano passado. As 18,8 mil unidades exportadas demonstram recuo de 43% frente às 33 mil de janeiro de 2023.

Com relação a dezembro do ano passado, quando as exportações chegaram a 25,7 mil veículos, a queda também é significativa, de 26,6%. Os dados foram divulgados pela Anfavea durante entrevista coletiva para a imprensa na quinta-feira, 8.

O motivo, segundo o presidente da Anfavea, Marcio de Lima Leite, é atribuído à desaceleração econômica nos principais mercados de destino dos veículos brasileiros: Argentina e México, que recuaram 19%, Chile, que encolheu 60%, e Colômbia, cuja retração chegou a 79%.

“As exportações no Brasil tiveram queda significativa”, afirmou Lima Leite. “Temos discutido muito este assunto, tentando propor medidas para que estes mercados também sejam mais importantes para o destino das nossas exportações.”

Foram obtidos com os embarques de janeiro US$ 620,6 milhões, recuo de 12,7% com relação ao mesmo mês de 2023, que havia rendido US$ 710,7 milhões, e queda de 14% frente a dezembro, com US$ 721,4 milhões.

Argentina compra mais autopeças do que veículos brasileiros

Ao analisar especificamente o comércio com a Argentina ao longo do ano passado Lima Leite citou que as exportações de veículos leves ao país vizinho geraram US$ 1,4 bilhão, retração de 6,5% ante 2022, quando a cifra alcançou US$ 1,5 bilhão.

Ao mesmo tempo os embarques de autopeças avançaram 14,6%, passando de US$ 4 bilhões para US$ 4,6 bilhões. Ou seja, embora o envio de veículos tenha diminuído a demanda por insumos brasileiros está crescendo.

Lima Leite acrescentou que, não bastasse este cenário de alerta, “percebe-se um crescimento significativo no fluxo de importação”. Em 2022 foi importado o equivalente a US$ 2 bilhões e, em 2023, a US$ 3,3 bilhões, alta de 64,2%. No mês passado 46% dos carros feitos em outros países, ou 14,4 mil de 31,4 mil, tinham como origem a Argentina.

Já a importação de autopeças, que totalizou US$ 1,2 bilhão em 2022, no ano passado recuou 11,1%, para US$ 1,1 bilhão, invertendo, assim, a situação.

Segundo Lima Leite, este cenário cria um desequilíbrio no balanço do comércio exterior dos dois países.

China responde por um quarto das importações de veículos

São Paulo – Alvo de preocupação por parte dos dirigentes da Anfavea as importações de veículos cresceram 54% de janeiro de 2023 para o mesmo mês deste ano, somando 31,5 mil unidades e representando 19,5% dos emplacamentos do primeiro mês de 2024. Foi a maior participação dos últimos dez anos, de acordo com o presidente Márcio de Lima Leite.

Quem puxa para cima estes números são os veículos chineses, sobretudo os eletrificados importados por BYD e GWM. Em 2020, segundo apontou a Anfavea, a China tinha participação marginal nas importações, com 2% do total. Esta fração, em janeiro, alcançou 25%. Foram quase 8 mil unidades chinesas licenciadas, ou 5% do mercado total.

São os modelos que caíram no gosto do brasileiro, híbridos e elétricos. No fim do ano passado o governo retomou a cobrança do imposto de importação para estes modelos, que estava reduzida, para tentar frear a importação, o que ainda não surtiu efeito. Mais: a BYD promete para os próximos meses o lançamento do Mini Dolphin, com preço inferior a R$ 100 mil, o que pode acelerar a demanda.

Lima Leite afirmou que o sinal amarelo está aceso mas minimizou o movimento das duas empresas chinesas, que investem no Brasil: “Quando há plano de investimento é natural que haja um descompasso no primeiro momento, pois as empresas estão importando enquanto não iniciam a produção local. Na medida em que começarem a produzir as importações deverão ser reduzidas”.

A preocupação maior do executivo é a Argentina, que segue exportando volumes elevados para o Brasil mas deixou de comprar os carros brasileiros. Com o mercado vizinho em queda os embarques para lá caíram.

De toda forma o presidente da Anfavea afirmou que a postura da entidade será monitorar a situação e, a depender do cenário dos próximos meses, começar a estudar medidas.

Em janeiro foram licenciados 161,6 mil veículos, crescimento de 13,1% sobre o mesmo mês de 2023 e queda de 35% na comparação com dezembro. A média diária somou 7,6 mil unidades, também avanço de 13%, de acordo com a Anfavea.

Deste volume 130,1 mil foram modelos produzidos no Brasil, crescimento de 6,3% na comparação anual e recuo de 36,1% na mensal. Os importados cresceram 54% na anual e caíram 29,8% na mensal, somando 31,5 mil unidades.

Produção de veículos anda de lado com mais importação e menos exportação

São Paulo – O sinal amarelo foi aceso pela diretoria da Anfavea. Em janeiro saíram das linhas de montagem 152,6 mil veículos, em linha com o volume de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus produzidos no primeiro mês do ano passado. No mesmo período as importações cresceram 54% e as exportações caíram 43%. Esta equação, segundo o presidente Márcio de Lima Leite, é motivo de preocupação.

“Em janeiro os importados representaram 19,5% das vendas domésticas. É o maior porcentual dos últimos dez anos. A produção não cresceu e as exportações caíram, então a indústria nacional está perdendo espaço. Acendeu o sinal amarelo. Acompanharemos esta questão nos próximos meses.”

O presidente da Anfavea disse não existir um porcentual saudável de participação das importações: depende do tamanho do mercado, do volume produzido e das exportações e suas comparações com a série histórica. Mas garantiu que este atual patamar não é salutar para a indústria.

Não há, segundo Lima Leite, planos de qualquer pleito ao governo: segundo ele o momento ainda é de atenção. Ele ponderou que muito do volume é importação de empresas que já anunciaram investimentos no Brasil, como BYD e GWM, o que torna normal este descompasso: “Quando a produção começar as importações vão diminuindo”.

Com relação a dezembro, quando saíram das linhas 171,6 mil veículos, a produção recuou 11%.

A boa notícia é que 1 mil contratações foram efetivadas neste início de ano, elevando para 99,9 mil o número de trabalhadores com carteira assinada nas montadoras. Há um ano eram 102,1 mil pessoas empregadas.

Os estoques pouco alteraram de um mês para o outro: ao fim de dezembro os pátios de montadoras e concessionárias registravam 210,1 mil veículos, volume que subiu para 216,5 mil no fim do mês passado, suficiente para suprir quarenta dias de vendas.

GWM adia a inauguração da fábrica de Iracemápolis

São Paulo – O início da produção de veículos GWM em Iracemápolis, SP, foi postergado. Em entrevista exclusiva ao programa Papo de Garagem, que será transmitido na quinta-feira, 8, no YouTube, Ricardo Bastos, diretor de relações governamentais da companhia, adiantou que não será mais em maio, como previsto:

“Ainda não temos a previsão da nova data para a inauguração, mas certamente será ainda este ano”.

Conforme o executivo adiantou no fim do ano passado à Agência AutoData o primeiro modelo a sair das linhas também mudou: não será mais a picape Poer, mas um SUV.

“Tivemos que fazer uma atualização em função das recentes decisões do governo, principalmente aquelas relacionadas ao aumento do imposto de importação [para eletrificados]. Precisávamos ter um produto com maior segurança quanto à aceitação do consumidor e ao volume de vendas e, por isto, o primeiro modelo será um SUV. A picape ainda está no plano, mas será o segundo modelo a entrar em produção.”

Coube ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, em abril do ano passado, anunciar a intenção inicial da GWM de produzir em primeiro de maio de 2024 a primeira picape híbrida feita no País, um modelo inédito da marca Poer. Dentro das instalações adquiridas pela GWM da Mercedes-Benz, Alckmin destacou o fascínio do brasileiro pelos veículos e também a iniciativa da marca chinesa, que revitalizava aquela operação fabril e trazia de volta muitos empregos.

Ricardo Bastos, que também é presidente da ABVE, mostrou-se otimista durante a entrevista com relação ao mercado de veículos eletrificados e elétricos no País, e afirmou acreditar que deverá superar as 150 mil unidades em 2024: “Os subcompactos deverão ganhar força este ano, o que deverá aumentar significativamente a presença de eletrificados urbanos no mercado”.

Com relação ao futuro Bastos acredita que a recente divulgação do novo plano do governo, o Mover, Mobilidade Verde e Inovação, trará benefícios concretos para o desenvolvimento futuro da indústria: “A política está mais clara, mais transparente, com a eficiência energética em primeiro plano e impulsionando o processo. Não há dúvidas de que trará grandes benefícios futuros para o Brasil”.

A entrevista completa está no programa Papo de Garagem, que irá ao ar às 18h00 neste link.

Volkswagen corta em 30% mensalidade da assinatura do ID.4

São Paulo – A Volkswagen reduziu para R$ 7 mil o preço cobrado mensalmente para clientes que querem ter o veículo elétrico ID.4 por meio do sistema de assinatura. O valor cobrado era R$ 10 mil, desde o ano passado, quando o modelo começou a ser ofertado pelo programa Sign&Drive – os clientes anteriores à redução do preço terão as mensalidades reduzidas e serão reembolsados pelos meses anteriores. 

De acordo com a Volkswagen a redução foi promovida após a avaliação de alguns fatores como o comportamento do produto junto aos usuários, histórico dos usuários, tipo de uso do veículo e fatores demográficos. Os benefícios oferecidos aos clientes do programa de assinatura seguem sem alterações e incluem assistência 24 horas, todas as documentações, proteção completa, gestão de multas e manutenção preventiva inclusa.

Allblin terá nova unidade de blindagem a partir de março

São Paulo – A blindadora Allblin está de olho no crescimento da demanda por veículos blindados no Brasil. A partir de março sua segunda unidade produtiva, na região de Alphaville, em Barueri, SP, começará a operar, segundo o CEO Luiz Apolinário, que espera crescimento médio do mercado em torno de 30% para 2024, mesmo ritmo dos últimos quatro anos.

Assim a empresa passará a ter opção de blindagem em Barueri e na Capital, onde mantém uma unidade na Zona Sul. O crescimento do mercado e a expansão de sua carteira de clientes motivaram a expansão: no ano passado a empresa registrou faturamento 60% maior do que em 2022 . Para 2024 a expectativa é de crescimento de 76% sobre 2023.

O CEO revelou alguns fatores que estão puxando o crescimento do mercado de blindagem do Brasil: “A insegurança que a população passa nas principais capitais do País faz com que mais pessoas busquem a blindagem veicular, que antes era muito focada em carros de luxo. Hoje nós temos muitos clientes que são donos de veículos mais baratos mas querem rodar de forma mais segura”.

O avanço da tecnologia no processo de blindagem e dos materiais utilizados fez com que o custo diminuísse com o passar dos anos, o que ajudou na chegada de novos clientes. Os avanços também permitiram reduzir o peso da blindagem e, por isso, os veículos quase já não perdem desempenho. O desgaste dos componentes, outra queixa recorrente, fica bem próximo ao de um modelo que não foi blindado, de acordo com o CEO. 

Concessionárias e montadoras também ajudam no crescimento deste mercado, fechando parcerias com blindadoras e conectando as empresas com o cliente final, que em muitos casos já retira o carro blindado na concessionária. Também já é possível encontrar no mercado algumas linhas de financiamento que incluem o valor do veículo e o da blindagem.

A operação da Allblin inclui uma unidade de assistência técnica para seus clientes e para o público em geral, que se tiver algum problema com uma blindagem pode procurá-la. A empresa também pretende criar um aplicativo que permitirá entregar serviços conectados aos clientes, como monitoramento dos componentes do veículo após a blindagem e o desgaste de cada um deles.

Renault reduz o preço do Kwid E-Tech para R$ 99 mil 990

São Paulo – Diante dos rumores de que a BYD planeja lançar no mercado uma versão de entrada de seu Dolphin, o Mini Dolphin, com preço inferior a R$ 100 mil a Renault se antecipou e reduziu o preço do Kwid E-Tech, a versão 100% elétrica do subcompacto: passa a ser R$ 99 mil 990.

É um corte de R$ 23,5 mil no preço sugerido do modelo, que tem 185 quilômetros de autonomia. Lançado em 2022, por R$ 142 mil 990, o Kwid E-Tech abre a gama 100% elétrica da Renault, que conta ainda com o Megane E-Tech e o utilitário Kangoo E-Tech.