Fiat Titano será vendida na América Latina e na África

São Paulo – A picape Fiat Titano, picape derivada da Peugeot Landrek que, por sua vez, é um projeto em parceria com a Changan, será comercializada com o emblema Fiat na África e na América Latina. Competindo no segmento médio, onde deve competir com Chevrolet S-10, Toyota Hilux, Nissan Frontier e Volkswagen Amarok, a picape produzida no Uruguai terá como diferencial em sua versão brasileira a capacidade off-road, afirmou a companhia em comunicado.

“A Fiat Titano se juntará à família de picapes Strada e Toro para que a marca se mantenha no topo, integrando perfil multifuncional com tecnologia de ponta e conforto. Projetada para percorrer com facilidade os terrenos acidentados a picape está preparada para satisfazer as necessidades de trabalho, inclusive as do cenário agro.”

Na Argélia o foco da Titano será a eficiência de combustível: “Com o compromisso da marca em fornecer soluções personalizadas, que correspondam às preferências locais, a Fiat Titano adapta-se às exigências únicas de cada mercado, combinando tecnologia com design centrado no cliente para uma experiência de condução ideal”.

Volvo Car anuncia Marcelo Godoy como seu novo presidente no Brasil

São Paulo – A Volvo Car anunciou Marcelo Godoy, seu ex-diretor financeiro, como novo presidente de sua operação no Brasil. Há oito anos na empresa seu principal desafio será estabelecer o lançamento do SUV 100% elétrico EX30 e dobrar o tamanho da operação.

O executivo sucede a Luís Rezende, que em novembro anunciou que assumirá a posição de chefe de Global Importers, em que dirigirá a operação em mais de sessenta países.

Com 43 anos de idade e 25 anos de experiência profissional Godoy formou-se em economia pela Fundação Santo André. Já passou pelos setores de telefonia e de construção civil e teve breve passagem pelo mercado financeiro. Na Volvo ingressou como gerente financeiro e, depois, assumiu a diretoria da área para a operação do Brasil e depois para toda América Latina.

Produção de veículos na Argentina volta a crescer em novembro

São Paulo – Após desacelerar em outubro a produção de veículos, na Argentina, voltou a crescer em novembro. Saíram das fábricas 56,5 mil unidades, 8,9% mais do que no mês anterior, que fechou com 51,9 mil, e 6% acima do mesmo período em 2022, 53,3 mil. Os dados, divulgados pela Adefa, entidade que representa as montadoras locais, apontam que o número maior de dias úteis, 21, ajudou a elevar o volume.

O resultado acumulado do ano somou 573,7 mil veículos produzidos, incremento de 14,8% em comparação ao período de janeiro a novembro do ano passado, 499,7 mil unidades.

As exportações também estão acima do patamar de 2022, com alta de 1,5% nos onze meses deste ano, somando 304 mil unidades. Em novembro os 30,3 mil embarques representaram aumento de 6,4% frente a outubro e recuo de 3,1% ante novembro de 2022.

Martín Zuppi, presidente da Adefa, assinalou que “o grande esforço e trabalho de toda o setor permitiu manter níveis de atividades positivos apesar dos desafios da conjuntura e de o resultado estar abaixo do previsto no início do ano”. Neste sentido indicou a necessidade de retomar cenário de crescimento sustentável e com maior previsibilidade:

“É importante manter o trabalho em conjunto com a cadeia automotiva e com as novas autoridades a fim de superar os principais desafios da agenda setorial, como cumprir com o compromisso de pagamento com fornecedores no Exterior e melhorar a competitividade”.

Quanto aos emplacamentos, medidos pela Acara: foram 430,6 mil no ano, avanço de 10,9% frente a igual período em 2022. Em novembro, no entanto, as 35,7 mil unidades significaram recuo de 15% ante outubro e alta de 15,6% em comparação a novembro do ano passado.

Hilke Janssen deixa a presidência do Banco Mercedes-Benz Brasil

São Paulo – A partir de 1º de março de 2024 o Banco Mercedes-Benz terá um novo presidente e CEO no Brasil, cujo nome será anunciado assim que for aprovado pelo Banco Central. Após três anos à frente da operação local Hilke Janssen se tornará CTO, Chief Transformation Officer, da Daimler Truck Financial Services North America. Ela participará do Comitê Executivo da América do Norte e se reportará a Richard Howard, presidente e CEO da Daimler Truck Financial Services North America.

Durante sua liderança no Brasil, iniciada em 2021, Janssen, que é a primeira mulher a assumir a posição no banco, mudou o escritório para a área da fábrica com o objetivo de promover mentalidade de equipe única e, ao mesmo tempo, alcançou resultados recordes, como o volume de R$ 19,4 bilhões em carteira em 2022, o que fez do ano o melhor da história da instituição, desde 1996 no Brasil.

Embora 2023 ainda esteja em curso, o objetivo de Janssen, ao fim do primeiro trimestre, era o de repetir o desempenho do ano anterior, ainda que com os desafios adicionais de Euro 6, juros altos e maior restrição na oferta de crédito.

No balanço do primeiro semestre divulgado em agosto as cifras alcançavam R$ 18,5 bilhões, 17,5% acima dos R$ 15,8 bilhões do período de janeiro a junho de 2022. O único senão, até o momento, era a redução do volume de novos negócios em 3,8%, para R$ 2,6 bilhões.

Ano dos pneus será de estabilidade, projeta Bridgestone

São Paulo – Após encerrar 2023 com crescimento na casa dos 5% o mercado brasileiro de pneus deverá passar por um ano de estabilidade, com um possível pequeno crescimento, disse Vicente Marino, presidente da Bridgestone para a América do Sul. Segundo ele o mercado de automóveis e comerciais leves seguirá em alta em 2024, com ritmo semelhante ao deste ano, e as vendas para caminhões também crescerão, mas sem recuperar as perdas de 2023:

“Em caminhões o volume de 2022 retorna apenas em 2025”, disse o executivo a jornalistas na terça-feira, 5. Segundo Marino a retração foi maior do que esperava: as projeções internas da Bridgestone consideravam apenas a chegada do Euro 6 como fator negativo, mas a elas se juntaram questões como taxa de juros e dificuldade de acesso ao crédito.

Para sofrer menos com as instabilidades do mercado interno e expandir suas fábricas instaladas no País a Bridgestone busca ampliar suas exportações, que hoje representam cerca de 20% do total produzido. Esse porcentual é o mínimo considerado saudável para uma operação local, de acordo com Marino, que busca chegar aos 30% no médio prazo.

A companhia mantém sinal de alerta ligado com as importações: segundo o presidente 50% das vendas mensais são de pneus vindo de fora do Brasil, principalmente da Ásia: “Existem produtos que têm preço final igual ao que nós gastamos com matéria-prima para produzir localmente e eles não estão pagando os impostos como deveriam. Desta forma fica difícil competir localmente e garantir futuros investimentos, o que coloca em risco o futuro da indústria local de pneus”. 

No ano passado os pneus importados representaram 30% das vendas. Em 2023 estão em 50% e, se nada mudar, este porcentual seguirá aumentando, disse o presidente da Bridgestone. A luta em 2024 será por regras equivalentes, com importadores e produtores locais pagando os mesmos impostos pois, segundo Marino, o problema não é pagar os impostos mas, sim, as vantagens dos importados.

Mesmo com todas as dificuldades a Bridgestone segue acreditando no Brasil e quer se manter na liderança do setor de pneus: “Se os produtos serão locais ou importados isto dependerá das regras para o futuro”.

A Bridgestone mantém quatro fábricas no Brasil, duas de recapagem e duas de pneus novos. Futuros investimentos já estão sendo negociados com a matriz, mas dependem muito de mudanças no cenário de importação de pneus no País. 

A fábrica de Camaçari, BA, da Bridgestone, está operando em três turnos, mas com jornada reduzida, sem produzir aos domingos. Na de Santo André, SP, foi adotado um layoff para 1,6 mil funcionários, com grupos de quinhentas pessoas aproximadamente afastado cerca de seis meses, para equilibrar a produção.

IQA apoia iniciativa que mede comprometimento do setor de reposição com ESG

São Paulo – Iniciativa do Novo Meio com apoio técnico do IQA DS – Desenvolvimento Sustentável para Mobilidade resultou em termômetro que mede o comprometimento do aftermarket com práticas ESG. Para realizar o diagnóstico a equipe técnica do IQA elaborou perguntas alinhadas às diretrizes globais de sustentabilidade adaptadas à realidade do setor de reposição brasileiro.

A ferramenta, que contou com apoio institucional da Andap/Sicap, envolveu a análise de uma amostra representativa de grandes players do mercado de pós-venda automotivo visando a futuro reconhecimento neste sentido. E indicou, ainda, que as empresas demonstraram alto nível de maturidade, acompanhado de liderança engajada.

Segundo o IQA a maioria delas já incorporou planos de ESG em seus planejamentos estratégicos, discutindo ações específicas para promover cultura organizacional alinhada aos princípios de sustentabilidade. 

Bridgestone lança canal para conscientizar crianças sobre educação no trânsito

São Paulo – A Bridgestone lançou no Brasil uma plataforma de educação no trânsito para crianças de 6 a 12 anos, com a intenção de promover e conscientizar a próxima geração de motoristas sobre a segurança viária. A plataforma Pense Antes de Dirigir Kids oferece, “de forma acessível e lúdica, ensinamentos sobre temas como a importância dos pneus, sinais de trânsito, proteção e segurança ao passear, deveres e direitos dos pedestres”.

Todas as aulas estão disponíveis no site www.penseantesdedirigirkids.com, que já estava rodando em outros países como Argentina, Colômbia, Costa Rica e México. Mas é no Brasil que a empresa espera o maior número de acessos e de crianças participando da plataforma, pelo tamanho do País.

Para promover a novidade a Bridgestone usará todos os seus canais oficiais de comunicação e também estuda parcerias com escolas para promover a educação sobre segurança viária. 

Ford conclui repasse da fábrica de Camaçari à Bahia

São Paulo – A Ford afirmou que concluiu na terça-feira, 5, a reversão da propriedade da fábrica de Camaçari, BA, para o governo do Estado da Bahia. Assim a empresa não tem mais nenhuma ligação com o imóvel, que desde outubro já está em posse da BYD, que anunciou investimentos e a produção de carros híbridos e elétricos por lá a partir do ano que vem.

Executivos da BYD e autoridades em cerimônia do assentamento da pedra fundamental da fábrica em Camaçari. Foto: Divulgação.

O terreno está com a BYD em modelo de concessão, segundo o governo local.

Líder Fiat assiste Volkswagen e Chevrolet na briga pela vice-liderança

São Paulo – Com o tricampeonato assegurado, líder em 2021, 2022 e 2023, a Fiat, cujas vendas cresceram 10,4% de janeiro a novembro, para 428,7 mil unidades, acompanha do primeiro lugar do pódio do mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves a briga da Volkswagen com a Chevrolet, da General Motors, pela vice-liderança. São mais de 100 mil veículos vendidos de distância.

No período a atual segunda colocada, VW, manteve uma diferença de cerca de 6 mil emplacamentos, que pode ser revertida em dezembro. Foi uma virada: no ano passado a VW ocupava a terceira posição, mas suas vendas cresceram 27,8% no acumulado do ano. As da Chevrolet subiram 14,2% e a segunda posição foi tomada.

Outra virada ocorreu na quarta posição: com aumento de 0,8% nas vendas a Toyota superou a Hyundai, que caiu 3,7% no período.

Pela oitava posição mais uma disputa: em torno de trezentas unidades distanciam a Honda da Nissan. A primeira cresceu 29,2% e a segunda 34,1%, dando o empate técnico de janeiro a novembro.

Veja o ranking:

Ford cresce 40% e registra mais um ano de lucro no Brasil

São Paulo – Em seu segundo ano completo como importadora de veículos, desde que fechou todas as suas fábricas no Brasil, em 2021, a Ford encerra 2023 com crescimento de cerca de 40% nas vendas no mercado brasileiro, após uma série de lançamentos de picapes, SUVs e comerciais leves, que recolocaram a empresa na rota do lucro desde o último trimestre de 2021.

Conforme contou Daniel Justo, presidente da Ford América do Sul, a empresa não divulga mais resultados financeiros regionais em seu balanço global e, por isto, não poderia mais comentar a rentabilidade na região que dirige, mas confirmou que a operação continua no azul: “Posso dizer apenas que a companhia está muito satisfeita com os resultados que tivemos”.

De janeiro a outubro a empresa emplacou 25,4 mil veículos no País, número 38,3% acima do registrado no mesmo período de 2022 e já quase 5 mil unidades acima dos 20,8 mil emplacamentos dos doze meses do ano passado: “Há um ano disse que esperávamos crescer 30% este ano mas avançamos na casa dos 40%, o que mostra que acertamos nos lançamentos, trazendo tudo que temos de melhor”, afirmou o presidente. “Também tinha prometido dez lançamentos, mas fizemos nove: deixamos um para o começo de 2024”.

Segundo Justo o bom desempenho resulta de diversos lançamentos feitos pela Ford no decorrer do ano, incluindo as picapes F-150 que vêm dos Estados Unidos, nova Ranger argentina, Maverick híbrida mexicana e Raptor tailandesa, o renovado SUV chinês Territory, o SUV-cupê Mustang Mach-E montado no México, primeiro 100% elétrico Ford vendido no País, e a linha de utilitários Ford Pro que ganhou duas novas versões da Ranger, XL e XLS, e duas da van Transit montada no Uruguai, uma com transmissão automática e outra chassi-cabine para receber carrocerias de carga.

Ford cresce acima do mercado

Para o executivo “há espaço para crescer dois dígitos, mais próximos dos 10%, em 2024, porque muitos dos lançamentos de 2023, como a nova Ranger, ainda nem completaram um ano cheio de mercado e devem continuar a puxar as vendas no ano que vem”.

Mas para a Ford a sua expansão em 2024 deverá superar bastante o desempenho geral do mercado brasileiro de veículos. A empresa trabalha com projeção de estabilidade das vendas, conforme indica Justo: “O mercado deve acompanhar a evolução do PIB, com crescimento tímido sobre 2023. Não vemos ambiente para crescer mais porque continuamos com juros elevados”.

A maior parte dos modelos da Ford vendida no Brasil vem de países com acordos comerciais que isentam os produtos do recolhimento de imposto de importação, caso da Argentina e do Uruguai que integram o Mercosul e do México. Diante das ameaças do novo presidente argentino, Javier Milei, de alterar as regras ou até mesmo abandonar o bloco, Justo sustenta que o Mercosul é muito importante para a indústria automotiva de ambos os países, com trocas de carros e autopeças, “e, por isto, nossa expectativa é de continuar assim”.

A fábrica argentina da Ford, por exemplo, exporta 70% de sua produção da picape Ranger para países da América do Sul, sendo de 30% a 40% somente para o Brasil. Uma ruptura no Mercosul, portanto, pode afetar o seu produto mais vendido na região.

Força maior das picapes

Até pela configuração do portfólio da Ford, com quatro picapes e suas várias versões, a maior expansão das vendas será garantida por estes modelos: “É um segmento em crescimento em toda a América do Sul, onde no agregado de países a Ranger já é a segunda picape mais vendida. A nova geração da Ranger foi lançada há apenas seis meses e já conquistou sua maior participação de mercado no Brasil, de 23%, e as vendas cresceram 40%. Temos hoje uma linha completa de picapes e muito potencial para crescer na categoria”.

Justo também indicou que continuará a crescer o portfólio de Ford eletrificados na região, hoje composto pela Maverick híbrida e o esportivo Mustang Mach-E: “Vamos trazer mais modelos mas sem deixar de atender os clientes que querem o motor a combustão”.

Para o executivo a volta do imposto de importação sobre elétricos e híbridos, a partir de 2024, não deve afetar muito as vendas, pois os modelos Ford estão em faixa de mercado pouco afetada por variações de preço.

A rede de concessionárias Ford, hoje com 114 pontos – 86 deles com novo padrão visual e de atendimento da marca – também pode ter alguns incrementos em 2024: “Fechamos algumas concessionárias e abrimos novas, agora estamos estudando onde precisamos abrir novas lojas, em pontos onde ainda não estamos ou em regiões para dar cobertura adicional aos clientes”.

Centro de desenvolvimento

Para além de vender veículos importados outra fonte de renda da Ford no Brasil é o seu centro de desenvolvimento, que emprega 1,5 mil pessoas e lidera 35% dos projetos de sistemas automotivos da Ford no mundo: “Fazemos aqui serviços globais de engenharia e todo mês recebemos um cheque em dólares da matriz que nos garante faturamento extra”.

Segundo ele 85% dos funcionários do centro de desenvolvimento trabalham em projetos de sistemas globais da Ford e apenas 15% se dedicam ao desenvolvimento e adaptações de produtos para a América do Sul.