Produção de chassis de ônibus recua 35% até novembro

São Paulo – A produção de chassis de ônibus alcançou 19,3 mil unidades de janeiro a novembro, volume 35,4% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, segundo divulgou a Anfavea na quinta-feira, 7. O desempenho do segmento foi afetado pela transição para a fase 8 do Proconve, que exigiu a adoção de motores com tecnologia Euro 6, mais caros, o que esfriou a demanda.

A associação estima que o ano encerrará com 21 mil chassis produzidos, volume 33,9% menor do que o do ano passado. 

Em novembro a produção somou 1,9 mil chassis, queda de 36,4% na comparação com o mesmo mês de 2022 e de 4,3% com relação a outubro.

As vendas, impulsionadas por veículos Euro 5 encomendados no ano passado e que foram entregues em 2023, chegaram a 19 mil unidades, expansão de 25,8% na comparação com o período de janeiro a novembro de 2022. Em novembro foram licenciados 1,6 mil ônibus, queda de 9,4% com relação a novembro de 2022 e avanço de 0,3% sobre outubro

Para o fechamento do ano a Anfavea projeta 20,6 mil unidades vendidas, expansão de 18,8% na comparação com 2022.

As exportações caíram 5,8% de janeiro a novembro, com 4,6 mil unidades. Em novembro somaram 414 chassis, avanço de 42,8% na comparação com igual mês do ano passado e crescimento de 1,2% sobre outubro.

Anfavea projeta crescimento de 7% no mercado brasileiro em 2024

São Paulo – A Anfavea antecipou a divulgação de suas projeções para o ano seguinte, que nos anos passados foi feita em janeiro, para a entrevista coletiva de imprensa da quinta-feira, 7. Seu presidente, Márcio de Lima Leite, disse que o clima é de otimismo e são esperadas elevações nos volumes de produção, vendas e exportações.

Para o mercado doméstico a expectativa é de alta de 7%, somando 2 milhões 450 mil unidades. O maior vigor virá dos pesados, com crescimento de 14,1%, embora a base de comparação seja mais baixa pelo desempenho negativo de 2023, refletindo a elevação nos preços ocasionada pela troca de tecnologia de emissões para a Euro 6. É esperada a venda de 146 mil caminhões e ônibus em 2024 e de 2,3 milhões de automóveis e comerciais leves, alta de 6,6%.

A produção deverá crescer 4,7%, somando 2 milhões 470 mil unidades. De novo com maior porcentagem dos pesados, 30,1% de alta e 160 mil caminhões e ônibus produzidos, e 2,3 milhões de automóveis e comerciais leves, expansão de 3,3%.

Nas exportações, que sofreram em 2023 pelas quedas em mercados como Chile e Colômbia, além da situação de falta de dólares na Argentina, a expectativa é de alta de 2%. Ou 385 mil automóveis e comerciais leves, 2,1% de crescimento, e 22 mil caminhões e ônibus, estável com relação a 2023.

“Estamos otimistas com o setor e com o País”, afirmou Lima Leite. O aumento do PIB projetado pela Anfavea para 2024 é de 1,5%, após crescer 3% em 2023. A inflação, de 4,5% em 2023, ficará em 4% no ano que vem, segundo as projeções da entidade, que vê estabilidade no câmbio, de R$ 4,90 a R$ 5,00, e alta na confiança do consumidor.

O movimento de queda na taxa Selic deverá continuar e a entidade espera fechar 2024 com 9,25%. Na ponta, para o consumidor que deseja adquirir financiamentos para veículos, os juros ficarão em 23% ao ano, contra 26% neste fim de 2023.

Locadoras e importações puxam o crescimento do mercado

São Paulo – Com volume de vendas acima do esperado até novembro, que fechou com 2 milhões 60 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no acumulado, alta de 9,1% sobre igual período de 2022, a Anfavea corrigiu suas expectativas de fechamento do ano de vendas, elevando em 60 mil unidades o número divulgado em outubro, quando realizou sua revisão das perspectivas.

Em dezembro, segundo o presidente Márcio de Lima Leite, a expectativa é a de que sejam comercializados 230 mil veículos. Em novembro foram 212,6 mil unidades, alta de 4,2% sobre igual mês do ano passado e recuo de 2,4% comparado com outubro, que teve dois dias úteis a mais.

“Dezembro começou com média diária elevada, com 14 a 15 mil veículos licenciados por dia nos primeiros dias. Não teremos também pontes ou paradas por causa de feriados, pois o natal cairá em uma segunda-feira. Portanto a expectativa é a de um mês com bom volume de vendas.”

Desta forma o fechamento do acumulado de vendas de 2023 deverá somar cerca de 2 milhões 290 mil unidades, crescimento de 8,8% sobre 2022. O desempenho foi superior ao esperado em janeiro, quando a entidade projetou alta de 3% nas vendas, para 2 milhões 168 mil unidades.

Colaborou para este crescimento acima do esperado as compras das locadoras. Segundo Lima Leite elas representam 30% do total.

Outro vetor de crescimento, embora este seja motivo de preocupação, é o aumento das importações. Os licenciamentos de importados cresceram 26% de janeiro a novembro, para 307,1 mil unidades. Sua participação no mercado subiu de 13%, em 2022, para 14,9% no acumulado parcial deste ano.

O presidente da Anfavea ponderou, entretanto, que grande parte destas importações vem de países com os quais o Brasil mantém acordos comerciais, caso de Argentina, México e Uruguai. Estes países representaram 77% das importações. Mas os importados da China apresentaram 347% de crescimento no acumulado do ano, para 32,2 mil unidades, e já respondem por 10% das importações de veículos.

Lima Leite minimizou, ao citar que a maior parte são carros trazidos por BYD e GWM, que já anunciaram planos de produzir localmente: “São empresas amigas da Anfavea, porque estão investindo em produção no Brasil. Estas importações são da fase pré-operacional”.

Ele disse, também, que será natural a associação das duas companhias na Anfavea quando iniciarem seu processo de produção doméstica.

Eletrificação? Primeiro é preciso estocar o carbono.

São Paulo – Enquanto as discussões na COP 28 em Dubai, Emirados Árabes Unidos, confirmam a urgência de ações para reduzir o aquecimento do planeta e evitar o avanço dos eventos extremos que testemunhamos quase todos os dias, outra constatação tem sido muito comentada pelos líderes mundiais, especialistas e empresários: o atraso, e até mesmo o descaso, na adoção de soluções e tecnologias para mitigar a dispersão de CO2 na atmosfera e convergir a economia para o net zero, o fim das emissões de gases de efeito estufa. E enquanto a indústria automotiva oferece a eletrificação como solução, este setor e todos os outros deixam a principal iniciativa de lado: a captura e armazenamento de carbono.

De acordo com relatório da Agência Internacional de Energia, AIE, nos últimos três anos não houve expansão nos projetos de captura e armazenamento de carbono, CCS, sigla em inglês para Carbon Capture and Storage. As fábricas existentes para esta atividade mantiveram a captação de 40 milhões de toneladas ao ano.

No entanto, para cumprir as metas do Acordo de Paris e manter o aumento da temperatura global em 1,5 grau Celsius, ou, no máximo, em 2 oC – o que já traria um impacto assustador e ainda desconhecido de eventos extremos no planeta – a AIE estipula que a capacidade global para reter as emissões das centrais elétricas e da indústria em geral enterrando o dióxido de carbono nas profundezas do subsolo deverá ser de 400 milhões de toneladas já em 2030.

Ou seja, a sete anos do prazo para atingir esta meta, classificada como uma das mais relevantes para solucionar o desafio da descarbonização, as iniciativas estão praticamente estacionadas, muito por causa dos altos investimentos necessários e da falta de políticas públicas que incentivem todas as formas de armazenamento de carbono. 

Reportagem da Bloomberg que apontou os diversos problemas e a inanição no desenvolvimento do CCS também mostrou, por outro lado, que dentre todos os investimentos em energia limpa ou formas de descarbonizar a economia, como a geração eólica e solar, por exemplo, apenas uma tecnologia quase sempre recebe uma avaliação cada vez mais otimista, mas não consegue progredir: a captura e armazenamento de carbono.

À Bloomberg Fatih Birol, diretor executivo da AIE, disse que “a história da CCS tem sido de grande decepção”. Ele argumenta que se as diretrizes apontadas pela sua organização tivessem sido adotadas “poderia ter mudado a trajetória da luta contra as alterações climáticas e a segurança energética, e dado uma perspectiva diferente à indústria dos combustíveis fósseis”.

O que é CCS?

A mais tradicional forma de captura e armazenamento separa CO2 de outros gases e normalmente coleta emissões de chaminés e da própria produção de petróleo. O carbono é transportado para um local de armazenamento, geralmente um campo de petróleo e gás esgotado, onde é enterrado permanentemente. Este processo tem sido utilizado comercialmente desde a década de 1970, principalmente para extrair mais petróleo. O dióxido de carbono comprimido atua como um lubrificante perfeito para expulsar os resíduos mais difíceis de alcançar dos poços envelhecidos.

Existem outras tecnologias que, por exemplo, captam o CO2 do ambiente. Este gás de efeito estufa é separado do ar e, depois, armazenado. Outra técnica com impacto direto no Brasil é o processo de bioenergia com captura e armazenamento de carbono. Durante a transformação de vegetais em biocombustíveis, como etanol, biometano e bioeletricidade, há liberação de CO2, atualmente ventilado para a atmosfera. Este CO2 é capturado, separado de outros gases e comprimido para ser transportado até o local de injeção para armazenamento permanente em formações geológicas profundas.

Os segmentos industriais com grande interesse em utilizar as tecnologias CCS são os que mais dependem de combustíveis fósseis em seus processos produtivos ou de combustíveis de alta densidade energética. As indústrias de cimento, siderurgia, química e fertilizantes, além da cadeia de produção de biocombustíveis são candidatas. Mas o setor automotivo, responsável por quase 20% do PIB industrial no Brasil, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, também tem grande potencial para reduzir a pegada de carbono em toda sua cadeia adotando o CCS.

Ainda que a participação da indústria seja de apenas 5,2% nas emissões totais de CO2 no Brasil os processos industriais atingiram um volume próximo a 85 milhões de toneladas em 2021, segundo a CCS Brasil, entidade especializada no tema. De acordo com seus estudos 57% dessas emissões podem ser mitigadas com a adoção de projetos e tecnologias de CCS. Dentre os segmentos industriais mais relevantes considerando a quantidade de CO2 emitida, a maior participação está na produção de metais, essencial para o setor automotivo, que correspondeu a quase 70% das emissões de todos os processos industriais.

A geração de energia também é uma atividade relevante na cadeia automotiva. Apesar do Brasil possuir uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo as fontes fósseis que utilizam petróleo e derivados, gás natural e carvão mineral representaram pouco mais de 53% da oferta interna de energia em 2021, segundo dados da EPE, Empresa de Pesquisa Energética, vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

De acordo com o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa, SEEG, iniciativa da ONG Observatório do Clima, o setor de energia foi responsável por 25,3% das emissões de CO2 no País, a segunda maior contribuição do cenário nacional. A maior parte destas emissões concentrou-se nas Regiões Sudeste e Sul do País, com 47% e 16%, respectivamente, do CO2 emitido para gerar energia. Para a CCS Brasil o potencial para captura de CO2 chega a 32% das emissões do setor de energia, podendo reduzir cerca de 130 milhões de toneladas provenientes de fontes fósseis por ano. A CCS Brasil calcula que este potencial representaria em torno de 8% das emissões totais do Brasil em 2021.

Iniciativas no País

O Brasil não está engatinhando na captura e armazenamento de CO2, porém os três projetos que envolvem de alguma forma partes da cadeia de CCS estão em estágios de desenvolvimento muito diferentes, de acordo com levantamento da CCS Brasil.

O primeiro e mais antigo projeto brasileiro é da Petrobras que desenvolve etapas não só de armazenamento mas, também, de utilização do CO2 capturado. As atividades de armazenamento por meio de reinjeção de CO2 são realizadas pela Petrobras nos campos do pré-sal. O projeto começou como um piloto, no campo de Tupi, e se estendeu aos campos de Mero e Búzios, acumulando atualmente 40,8 milhões de toneladas de CO2 reinjetados. Só em 2022 foram 10,6 milhões de toneladas de CO2 injetadas e a expectativa é chegar a 80 milhões de toneladas de CO2 até 2025.

A segunda iniciativa está em fase de desenvolvimento de projeto e é liderada pela FS Bioenergia, a maior produtora de etanol de milho do País. A empresa planeja investir cerca de US$ 65 milhões para estruturar este projeto, que deverá implementar sistemas de captura e estocagem de CO2 em sua unidade de Lucas do Rio Verde, MT. Esse projeto tem potencial, segundo a CCS Brasil, para reduzir as emissões de CO2 na produção de biocombustíveis, sendo uma referência para o setor.

O terceiro projeto em operação está localizado em Criciúma, SC: uma planta piloto de pesquisa e desenvolvimento para captura de CO2 a partir da geração de energia termoelétrica a carvão. Embora ainda esteja em fase inicial este projeto é considerado muito promissor e pode contribuir significativamente para reduzir as emissões de CO2 na geração de energia utilizando combustíveis fósseis.

Segundo levantamento da Agência Internacional de Energia existem 47 projetos de CCS em operação no mundo que, somados, têm uma capacidade anunciada que varia de 74 a 82 MtCO2 capturados por ano. Os projetos se concentram majoritariamente em países desenvolvidos.

No entanto o aproveitamento dessa capacidade ainda está muito aquém do esperado e contradiz a confiança dos cientistas no CCS como ferramenta para frear os eventos climáticos. A Bloomberg revelou, por exemplo, que a maior central de captura de carbono do mundo, construída no Texas, Estados Unidos, pela Occidental Petroleum Corp, nunca operou com mais de um terço da sua capacidade em mais de uma década.

Enquanto o CCS é apenas uma esperança, e a eletrificação da mobilidade também está longe de entregar uma solução para a descarbonização, as chuvas torrenciais, a seca e a já não tão improvável savanização da Amazônia, as ventanias que se transformam em tornados, as nevascas fora de época e uma série de outros eventos extremos ainda inimagináveis que já, já se converterão em muitas vidas humanas e de outras espécies, continuarão batendo à porta com cada vez mais frequência. 

Marcopolo investe R$ 50 milhões para produzir o Attivi em São Mateus

São Paulo – A Marcopolo anunciou na quarta-feira, 6, o investimento de R$ 50 milhões para fabricar seu ônibus 100% elétrico, o Attivi Integral, em sua planta de São Mateus, ES. O modelo possui capacidade para oitenta passageiros, autonomia de até 280 quilômetros e tempo de carga de até quatro horas.

Em São Mateus a empresa conta com 2 mil colaboradores e, com o início da produção de veículos elétricos, a companhia deve ampliar o quadro de funcionários em até 20%. De dezesseis veículos por dia a capacidade de produção subirá para 26 veículos por dia com o Attivi

O anúncio foi feito em reunião no Palácio Anchieta com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, que afirmou que o Estado iniciará a compra de cinquenta veículos elétricos para iniciar transição do Sistema Transcol. Ele lembrou que a atual frota já conta com quatro ônibus a bateria, que passaram pela fase de testes e o uso foi aprovado pelos usuários. A expectativa é a de que os novos veículos sejam entregues em setembro de 2024.

No fim deste ano a Marcopolo terá produzido 130 unidades do Attivi Integral, com demonstrações em Curitiba, PR, Porto Alegre, RS, Goiânia, GO, Salvador, BA, e Angra dos Reis, RJ. No plano de descarbonização da companhia já são cerca de setecentos ônibus elétricos e híbridos desenvolvidos com chassis de parceiros, que circulam em diversos países, como Colômbia, Chile, Argentina e Austrália, além do Brasil.

Anfir espera alcançar 150 mil implementos rodoviários vendidos

São Paulo – A venda de implementos rodoviários chegou a 137,9 mil unidades de janeiro a novembro, volume 2% menor do que o registrado em igual período do ano passado, de acordo com balanço divulgado pela Anfir, entidade que representa o setor. Após este resultado a expectativa é chegar a 150 mil unidades comercializadas em 2023, das quais 90 mil produtos pesados e 60 mil leves, resultado levemente menor do que as 154,7 mil unidades de 2022. Seu presidente José Carlos Sprícigo minimizou a queda:

“Mesmo com um provável menor número de unidades emplacadas em 2023 a indústria terá tido um ano bom para seus negócios”.

A chegada do quarto eixo e o mercado de aluguel foram dois fatores que ajudaram nas vendas em 2023. Avaliando o desempenho por segmento nos onze meses de vendas os pesados somaram 82,4 mil unidades, expansão de 9,6% sobre 2022. Já os leves seguem com dificuldades, como ocorreu nos últimos anos, somando 55,4 mil vendas, volume 15,2% menor do que o registrado em iguais meses do ano passado.

Scania amplia a gama Super com modelos fora de estrada

São Paulo – A partir deste mês a Scania passou a oferecer modelos fora de estrada para todos os caminhões que utilizam o trem de força Super, que promete redução de até 8% no consumo de combustível. No ano passado, quando a gama foi lançada, vieram algumas aplicações off-road e, agora, estão contempladas as que faltavam, principalmente dedicadas à mineração.

A nova linha XT Super traz nova caixa de transmissão Heavy Planetary, mais robusta, freios CRB, de liberação de compressão, que chegaram com o Super em 2022, mais auxiliar hidráulico Scania Retarder de série, opções de eixos e bogies para diversas especificações.

Além disso o aumento dos intervalos de manutenção é maior e, segundo a montadora, há novas soluções de serviços com o Scania PRO e maior segurança na operação com o Scania Zone, que permite controlar a velocidade da frota por meio de cercas virtuais.

Marcelo Gallao, diretor de desenvolvimento de negócios da Scania Operações Comerciais Brasil, ressaltou que a montadora tem tradição no segmento fora de estrada, ao citar os primeiros 8×4, em 1999, e 10×4, em 2007, do mercado, e afirmar que a empresa ofereceu a primeira linha 100% off-road com a chegada do Euro 5, em 2011 e 2012.

Com a nova caixa de câmbio de modelos G25CH e G33CH, com carcaça produzida em alumínio, Gallao garantiu que o peso do caminhão é reduzido em até 80 quilos se comparado à sua geração anterior: “Estamos lançando as linhas que proporcionarão a maior produtividade do mercado com o menor custo por tonelada produzida”.

Kia Niro Rio Open Limited Edition terá apenas 100 unidades no Brasil

São Paulo – Patrocinadora do Rio Open, torneio de tênis que será realizado no Rio de Janeiro, RJ, em fevereiro, a Kia lançou uma edição especial limitada e alusiva à competição para o híbrido Niro. O Niro Rio Open Limited Edition terá apenas cem unidades no Brasil, todas com numeração exclusiva e a opção mais bem equipada do modelo. Metade deste volume já chegou ao mercado e está abastecendo a rede e a outra metade chegará em janeiro. Todas as que forem vendidas em dezembro terão preço especial de R$ 222,8 mil, que subirá para R$ 231,8 mil em 2024.

O Kia Niro Rio Open Limited Edition tem sua lista de itens de série baseado na configuração Prestige, mas para agregar valor à nova versão a companhia adicionou itens como ventilação dos bancos dianteiros, duas memórias de posição para o banco do motorista, banco do passageiro com tecnologia zero gravidade e sistema de massagem, novo quadro de instrumentos digital de 10,2 polegadas e emblemas exclusivos do exterior e no interior. 

A versão especial utiliza o mesmo conjunto híbrido das outras versões, combinando o motor 1.6 a combustão com outros dois elétricos que, juntos, geram 141 cv de potência, aliado ao câmbio automático. Na hora da partida e em velocidades mais baixas os motores elétricos movem o veículo e em velocidades mais altas ou em aclives o motor a combustão também é acionado para garantir toda a potência necessária.

Iveco contrata 250 pessoas para retomar o segundo turno em Sete Lagoas

São Paulo – Quando retornar das férias coletivas de fim de ano, em meados de janeiro, a fábrica da Iveco terá novamente dois turnos de produção. Isto porque as perspectivas para 2024 de seu presidente para a América Latina, Márcio Querichelli, são animadoras, tanto para o segmento de caminhões, que enfrentou dificuldades em 2023 pela mudança de legislação de emissões, que encareceu o preço dos produtos, como para o de ônibus, impulsionado pelas encomendas do programa federal Caminho da Escola. Mais 250 trabalhadores serão contratados.

A Iveco foi a vencedora do leilão de 7,1 mil unidades do programa, o maior volume desta etapa. Foi, segundo Querichelli, a maior licitação vencida pela companhia na história, algo que repercutiu inclusive na matriz: “Foi um projeto conjunto, que envolveu também nossos fornecedores e os encarroçadores Caio e Mascarello. Trabalhamos juntos para chegar no preço ideal e para garantir disponibilidade de produção para o fluxo de encomendas”.

Segundo o presidente da Iveco América Latina as encomendas do programa não seguem uma programação fixa, o que exige flexibilidade da fábrica para entregar conforme os pedidos vão chegando. Esta foi uma das razões para que o segundo turno retornasse, encerrando também as medidas de redução de produção tomadas pela companhia durante o segundo semestre.

Uma mudança no layout da produção em Sete Lagoas, MG, permitirá também acelerar o ritmo de entrega de veículos pesados, os mais demandados no segmento de caminhões. A Iveco oferece ao mercado o Tector e o S-Way: “Propus um desafio para a equipe e eles retornaram com a solução: com um redesenho poderemos produzir um dos modelos pesados na linha da Daily”.

Apesar da redução nas vendas de caminhões a Iveco tem motivos para celebrar seu 2023, quando alcançou 10% de market share nos segmentos nos quais compete. As vendas na América Latina chegarão a 20,1 mil unidades.

Para 2024 Querichelli disse estar mais otimista do que a Anfavea, que divulgará na quinta-feira, 7, projeção de aumento de 10% nas vendas de caminhões: “Confesso que somos mais otimistas. Com a redução da taxa de juros podemos chegar a até 15% de alta”.

Depois de ano terrível Kia espera recuperação em 2024

São Paulo – Com apenas 5 mil carros Kia vendidos no mercado brasileiro em 2023 seu presidente no Brasil, José Luiz Gandini, definiu o ano com uma palavra: “Terrível”. Segundo ele o resultado reflete os primeiros meses, quando a Kia ainda enfrentava dificuldades globais de abastecimento e logística e conseguia enviar para o Brasil pouquíssimos veículos, de vinte a trinta por mês.

“Foi uma fase terrível, não gosto nem de lembrar. Mas a partir de agora eu acho que teremos momentos melhores, começando por dezembro, em que temos 1,1 mil carros disponíveis.”

Para o ano que vem, mesmo que o mercado recue, a Kia espera crescer. Mas Gandini ainda não tem a projeção para 2024: “Fizemos uma reunião recente com a matriz, mas o número ainda não está fechado”. 

A expectativa de um mercado menor para os importados é reflexo da volta do imposto de importação dos eletrificados, anunciado pelo governo para janeiro. Para modelos híbridos o imposto será de 7% no começo de 2024 e, em julho, subirá para 15%, afetando os negócios de todas as empresas. A Kia não pretende repassar, inicialmente, todo o aumento de custo para o consumidor, de acordo com Gandini.

Para o ano que vem a Kia também pretende ampliar o seu portfólio com o lançamento do K3, previsto para o final do ano nas carrocerias sedã e SUV. A operação no Brasil aguarda o início da produção das versões híbridas do K3 no México, de onde importará os veículos. 

Também está prevista uma expansão de rede para 2024, abrindo cinco lojas em praças em que a companhia ainda não está presente, como Barueri, São Bernardo do Campo, São José dos Campos e Jundiaí, SP, e Campo Grande, MS.