Venda de veículos importados segue em alta

São Paulo –  As marcas importadoras associadas à Abeifa registraram em outubro mais um mês de crescimento, com 4,7 mil unidades emplacadas, volume 192,9% maior do que o registrado em igual mês do ano passado. Os dados divulgados pela entidade também apontaram para uma alta de 20,5% na comparação com setembro. 

De janeiro a outubro foram vendidos 28 mil unidades de veículos importados, expansão de 92,3% sobre os dez primeiros meses de 2022.

João Oliveira, presidente da Abeifa, disse que “a gradual recuperação econômica do País, aliada à transição tecnológica pautada pelo crescente interesse dos consumidores brasileiros por veículos híbridos e elétricos, mais uma vez determinou o desempenho positivo nas vendas de veículos importados no mês passado”.

De janeiro a outubro a BYD disparou no ranking de vendas de modelos importados, com 8,8 mil unidades. Em segundo lugar aparece a Volvo, com 6,4 mil, seguida pela Porsche, 4,4 mil.

Outubro foi o segundo melhor mês do ano para o setor de implementos rodoviários

São Paulo – Outubro foi o segundo melhor mês de vendas de implementos rodoviários no Brasil, com 13,9 mil unidades emplacadas, volume 18,9% maior do que o registrado em igual mês de 2022. O resultado foi superado apenas pelo de março.

Na comparação com setembro houve incremento de 12,4%, de acordo com dados divulgados pela Anfir, entidade que representa os fabricantes nacionais de implementos rodoviários.

O crescimento em outubro foi puxado pelo segmento pesado, que registrou seu melhor mês da história, com 9 mil vendas. Disse José Carlos Sprícigo, presidente da Anfir, que “temos diante de nós um mercado forte e comprador que está renovando a frota com a aquisição do 4º Eixo em virtude de sua maior capacidade de carga e de sua adaptação às necessidades operacionais”.

No acumulado do ano o setor ainda acumula queda de 3% na comparação com janeiro a outubro de 2022, com 125,1 mil equipamentos emplacados. Por segmento os pesados representaram 74,8 mil vendas no ano, expansão de 8,4% sobre igual período de 2022, e os leves somaram 50,3 mil, queda de 16,1% na mesma base comparativa.

Brasileiro tem mais apego emocional ao veículo do que consumidor de outros países

São Paulo – Os consumidores brasileiros são muito mais ligado aos seus veículos do que os de outros mercados, concluiu pesquisa inédita feita pela consultoria Bain & Company no País, que avaliou toda a jornada de compra, da escolha do modelo aos gastos com serviço e manutenção após a aquisição. O estudo foi apresentado com exclusividade para a Agência AutoData.

Os brasileiros registraram a maior nota dentre os cinco países avaliados, demonstrando maior apego com seus veículos, assim como uma visão mais positiva da marca e modelo que escolheram ter na garagem. Por meio da ferramenta NPS Prism, criada pela consultoria há alguns anos e já usada para outros setores, uma extensa pesquisa foi realizada com os proprietários de veículos de diversas marcas e a nota registrada no Brasil foi de 92 pontos. O México foi o único país com nota próxima do Brasil, 91 pontos. Os Estados Unidos obtiveram 81 pontos, a China 72 e o Canadá 66. 

A grande diferença das avaliações dos brasileiros diante de consumidores de mercados mais desenvolvidos é justificada por alguns fatores, como a maior dificuldade de comprar um veículo, que por aqui é a segunda maior conquista do cidadão, só perdendo para a compra de um imóvel.

“Este cenário é diferente nos mercados mais desenvolvidos, onde o acesso ao veículo é um pouco mais fácil”, de acordo com Carlos Libera, um dos sócios da Bain & Company “Por aqui a compra de um carro é um momento muito importante e, por este motivo, o cliente pesquisa mais e se envolve mais”.

A renda geral da população na comparação com o preço final de um veículo também tem uma distância maior do que em outros mercados, outro ponto que eleva a ligação do brasileiro com o veículo. Depois de conseguir adquirir o veículo o apego aumenta: um a cada dez brasileiros indicaria o modelo que tem garagem para outra pessoa apenas por razões emocionais, à medida que tratam o bem como um objeto dos sonhos, conquistado com um grande investimento. Durante esta jornada, com o carro atendendo a suas expectativas, a identificação com a marca também cresce. 

Carlos Libera, um dos sócios da Bain & Company

Na hora da compra a relação custo benefício aparece como item mais importante no Brasil. A segurança é o segundo ponto mais relevante para os consumidores e, neste caso, os canadenses demonstraram a mesma visão, mas atribuindo notas um pouco menores. O custo benefício no Brasil foi o item mais relevante, com 85 pontos, contra 80 no Canadá, e a segurança recebeu 84 pontos e 80 pontos, respectivamente. 

Na China, Estados Unidos e México a segurança apareceu como fator mais importante na decisão de compra, sendo que a maior nota foi registrada no mercado mexicano, 88 pontos, contra 84 no mercado estadunidense e 78 na China.

A sustentabilidade dos veículos também foi avaliada na pesquisa e, em todos os mercados, clientes do segmento de luxo demonstram mais preocupação com o tema do que os consumidores de veículos populares. Isso acontece porque modelos híbridos e elétricos são mais caros quando comparados com um similar com motor a combustão, mas o Brasil foi o País que apresentou a maior distância de pontuação do público de luxo e o público de massa, porque por aqui a diferença de preços é ainda maior:

“Esta discrepância reforça uma necessidade de conscientização maior dos consumidores mas reflete, também, a necessidade de políticas de incentivo que permitam que veículos sustentáveis sejam acessíveis a todos os públicos. Assim, cada vez mais consumidores brasileiros poderão aliar sua paixão por automóveis a uma postura mais amigável com o meio ambiente.”

Imposto de importação para elétricos retorna em janeiro

São Paulo – O governo decidiu retomar gradualmente a cobrança de imposto de importação para veículos elétricos e a recomposição da alíquota dos híbridos e híbridos plug-in a partir de janeiro. Definiu também cotas anuais para que empresas continuem importando com isenção do imposto até julho de 2026.

No caso dos elétricos a alíquota passa de zero para 10% em janeiro, para 18% em julho, 25% em julho de 2025 e 35% em julho de 2026. Para os híbridos o imposto é de 12% em janeiro, 25% em julho, 30% em julho de 2025 e alcança 35% em julho de 2026. Para os híbridos plug-in a sequência é 12% em janeiro, 20% em julho, 28% em julho de 2025 e 35% em julho de 2026.

A existência destes cronogramas, segundo o Gecex-Camex, Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, órgão do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços,“possibilita a continuidade dos planos de desenvolvimento das empresas e respeita a maturidade de manufatura no País para cada uma das tecnologias envolvidas”.

Os caminhões elétricos pequenos, hoje zerados, também terão sua tributação recomposta: em janeiro chega a 20% e em julho retorna a 25%. Neste caso há produção nacional, o Volkswagen e-Delivery produzido em Resende, RJ.

Desenvolver a produção local foi o argumento do comitê para tomar a decisão.

“O Brasil é um dos principais mercados automobilísticos do mundo”, afirmou o ministro Geraldo Alckmin. “Temos de estimular a indústria nacional em direção a todas as rotas tecnológicas que promovam a descarbonização, com estímulo aos investimentos na produção, manutenção e criação de empregos de maior qualificação e melhores salários.”

Cotas

Durante o período de recomposição da tarifa as empresas terão cotas de valor de importação com isenção de imposto. Para os 100% elétricos é US$ 283 milhões até julho de 2024, US$ 226 milhões até julho de 2025 e US$ 141 milhões até julho de 2026. Para os híbridos serão US$ 130 milhões até julho de 2024, R$ 97 milhões até julho de 2025 e US$ 43 milhões até julho de 2026. Os híbridos plug-in terão cota de US$ 226 milhões até julho de 2025, US$ 169 milhões até julho de 2025 e US$ 75 milhões até julho de 2026. Os caminhões elétricos têm cotas de US$ 20 milhões, US$ 13 milhões e US% 6 milhões.

Segundo o MDIC a portaria que disciplinará a distribuição destas cotas será publicada em dezembro.

Honda HR-V e Porsche Cayenne são campeões do Selo de Maior Valor de Revenda

São Paulo – Com desvalorização de 2,8% o Honda HR-V foi o automóvel a combustão menos depreciado do ano e, com 2,5% de perda, o Porsche Cayenne recebeu o título de elétrico menos desvalorizado em 2023. O anúncio foi feito na quinta-feira, 9, na décima edição do Selo Maior Valor de Revenda – Autos, organizado pela Agência AutoInforme.

Foram analisados 93 modelos, que tiveram mais de 1 mil unidades licenciadas de setembro de 2022 a agosto de 2023, no caso de motores a combustão, e trezentas unidades de eletrificados. 

Por estar em sua décima edição o Prêmio SMVR-Autos homenageou todos os campeões de sua história. Pelo levantamento a Toyota lidera com 28 prêmios, seguida por Volkswagen, 25, Fiat, 21, Honda, 18, Chevrolet, dezessete, Hyundai, onze, Ford, nove, Volvo, sete, Jeep e Renault, cinco, Porsche, quatro, Land Rover, Mercedes-Benz e Mini, três, Audi, dois, Mitsubishi, BMW, Nissan, Caoa Chery e Ram, um.

Os campeões gerais Honda e Chevrolet ganharam três vezes e Fiat, Jeep, Porsche e Toyota uma vez cada.

Veja os campeões por categoria:

Motor a combustão
Hatch de entrada: Renault Kwid -11,6%
Hatch compacto: Chevrolet Onix -6,2%
Hatch premium: Audi A3 Sportback e Mini Cooper -6,7%
Monovolume/minivan/7 lugares: Toyota SW4 -7,9%
Picape pequena: Fiat Strada -10,5%
Picape compacta: Ford Maverick -9,5%
Picape média: Toyota Hilux -9,2%
Picape grande: Ram 1500 Classic -8,8%
Sedã pequeno: Fiat Cronos -7,6%
Sedã compacto: Honda City -5,8%
Sedã médio: Volkswagen Jetta -4,3%
SUV entrada: Fiat Pulse -8,3%
SUV compacto: Honda HR-V -2,8%
SUV médio: Porsche Macan -8,6%
SUV grande: Porsche Cayenne -3,5%

Eletrificados
Elétrico entrada: Renault Kwid E-Tech -8,5%
Elétrico médio/grande: Volvo XC40 -5,2%
Híbrido plug-in: Porsche Cayenne -2,5%
Híbrido: Toyota RAV4 -4,7%
Híbrido leve: Mercedes-Benz C300 -6.2%

Mineradora australiana investirá US$ 5 bilhões em hidrogênio verde no Ceará

São Paulo – A mineradora australiana Fortescue anunciou investimento de US$ 5 bilhões em um projeto de geração de hidrogênio verde no Porto do Pecém, no Ceará. O presidente da companhia, Andrew Forrest, esteve no Palácio do Planalto, em agenda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para falar da iniciativa.

Segundo Lula Forrest está entusiasmado com o potencial do Brasil em energia renovável e afirmou que quer ser pioneiro da indústria verde no País. O projeto tem potencial de produzir, diariamente, 837 toneladas de hidrogênio verde, com o uso de 2,1 mil MW de energia renovável. E, durante a fase de construção, deverá criar 5 mil empregos.

O governador do Ceará, Elmano de Freitas, que também participou do encontro, contou que no Estado já existem quatro pré-contratos assinados, sendo um desses com a Fortescue – que, por sua vez, tem investido em mais quatro plantas de hidrogênio em outras partes do mundo.

Freitas também está animado, pois entende que à medida que uma grande empresa inicia a produção em larga escala outras devem seguir pelo mesmo caminho.

Rands amplia receitas dos serviços financeiros da Randoncorp

Caxias do Sul, RS – Revelado pelo grupo nesta semana Rands é o novo nome da unidade da Randoncorp que reúne sete empresas de serviços financeiros e digitais com ativos da ordem de R$ 6 bilhões e receitas estimadas de R$ 730 milhões este ano – já foram apurados R$ 522 milhões no balanço dos nove primeiros meses de 2023, o equivalente a participação de 6,3% no faturamento do grupo no período –, valor que pode saltar para mais de R$ 1 bilhão a partir de 2024 e seguir crescendo com novos negócios, a depender das condições do mercado.

A Rands, até então chamada de Randon Serviços Financeiros, reúne uma administradora de consórcios com contratos somados de R$ 19 bilhões, banco que soma carteira de crédito de R$ 1,8 bilhão, corretora de seguros, a gestora de investimentos em participações em empresas RV, a Randon Ventures, a plataforma de inovação aberta Conexo para relacionamento com startups, outras empresas, universidades e institutos de pesquisa, e as mais recentes Addiante, locadora de veículos comerciais em sociedade meio-a-meio com a Gerdau, e a DB, desenvolvedora de softwares adquirida em 2022.

Daniel Ely, um dos vice-presidentes da Randoncorp e COO responsável pelas operações da Rands, contou que o crescimento da unidade tem sido acelerado: “Nos últimos três anos, com aquisições, parcerias e novos produtos, a nossa vertical [divisão] de negócios cresceu 45% ao ano: saímos de faturamento de R$ 250 milhões há três anos, passamos de R$ 500 milhões até o terceiro trimestre deste ano e os números apontam para algo em torno de R$ 700 milhões até o fim de 2023”.

E segundo o executivo o ritmo seguirá acelerado: “Hoje são sete empresas e serão mais. Com a unificação na Rands gradualmente reuniremos todas as operações sob uma mesma estrutura de atendimento e por isto devemos continuar a crescer”.

Diversificação em águas abrigadas

Ely disse que o crescimento acelerado veio especialmente de novos produtos financeiros e novas fontes de receitas com as aquisições e parcerias. Mas a ideia, ele ressaltou, “não é navegar em mar aberto pois continuaremos nas águas abrigadas da Randoncorp: só iremos um pouco além para atender a demandas que o mercado nos coloca”.

A figuração de linguagem serve para explicar que a Rands deve alçar voos mais altos mas continuará a servir, majoritariamente, aos negócios e aos clientes das outras quatro divisões da Randoncorp, que reúnem a fabricante de carretas e carrocerias de carga Randon Implementos e as unidades de autopeças Frasle Mobility, Master, Castertech, Jost Brasil e Suspensys e outras unidades de automação industrial e desenvolvimento de tecnologia.

Atualmente de 65% a 70% das vendas de implementos e autopeças são financiadas pela divisão financeira do grupo, que a depender do ano é a terceira ou quarta maior financiadora do setor de veículos pesados no País. O Banco Randon, criado em 2010, opera com capital próprio do grupo e o Consórcio Randon – primeira das empresas financeiras da companhia, estabelecida em 1987 – também administra carteiras de terceiros, como da montadora de caminhões DAF e da fabricante de máquinas agrícolas John Deere.

Até o início de 2024 a Rands colocará gradualmente todos os seus serviços no mesmo aplicativo do Banco Randon. Com isto, segundo Ely, a ideia é transformar a divisão em uma fintech, mas restrita a funcionários e clientes da Randoncorp: “Temos a oportunidade de oferecer bancarização e outros serviços financeiros para transportadores, seremos um banco digital onde eles podem fazer todas as operações de pagamentos, recebimentos, seguros, consórcio e outros produtos, mas seguiremos em águas abrigadas, não queremos ser um banco de varejo aberto a qualquer cliente”.

Algumas possibilidades já estão em execução, como a modalidade de crédito do frete pós-pago, em que o banco financia as operações dos transportadores clientes. Também estão em desenvolvimento o seguro prestamista para segurar o valor de cargas em caso de acidentes ou roubos, e seguro de vida destinados a caminhoneiros autônomos, que representam mais de 90% dos motoristas no País: “Poderemos oferecer a bancarização a todo esse público”.

Outro serviço em desenvolvimento é o financiamento de autopeças de alto valor agregado no aftermarket de veículos pesados: “O mercado de reposição representa cerca de 20% das receitas da Randoncorp: se agregarmos o financiamento aos componentes poderemos aumentar as vendas e fidelizar clientes para as várias verticais do grupo”.

Volkswagen produzirá dois veículos híbridos em São Bernardo a partir de 2027

São Paulo – As primeiras unidades eletrificadas da Volkswagen fabricadas no Brasil sairão da fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP. A unidade receberá nova plataforma MQB com base em eletrificação e a partir de 2027 serão produzidos dois carros híbridos flex.

Esse investimento integra aporte de € 1 bilhão negociado pelos sindicatos com a matriz, adicional ao ciclo de R$ 7 bilhões, que vai de 2022 a 2026, e que deverá ser partilhado pelas quatro unidades Volkswagen no País – os porcentuais ainda não foram definidos.

Trata-se da primeira vez que a montadora irá fabricar um veículo híbrido mild hybrid – até então os que existem hoje pela marca são plug-in. Na avaliação de Wellington Messias Damasceno, diretor administrativo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, esse é um passo muito importante para a planta da Anchieta, que irá conferir a ela uma sobrevida de pelo menos mais duas décadas:

“Como o motor híbrido flex será desenvolvido aqui em São Bernardo do Campo haverá a recriação da engenharia da Volkswagen, que nos últimos anos foi sucateada”.

Damasceno ressaltou que será composto um consórcio em que México e Índia irão ajudar no desenvolvimento do híbrido flex leve. Foi criado um protótipo para convencer a matriz de que ele seria viável e, a partir de agora, os três países irão unir esforços.

Não se sabe ainda se, posteriormente, haverá a produção de mild hybrids nessas localidades também, se os modelos serão distintos ou, ainda, se serão exportados desde o Brasil.

Perguntado se os dois carros híbridos serão versões de modelos existentes ou se serão criados do zero, Damasceno disse que ainda não dispõe desses pormenores, porém, garantiu que um será SUV e contou que, como o tamanho da plataforma do híbrido é maior, por exemplo, do tamanho da do Taos, fabricado na Argentina, será necessário desenvolver um novo veículo, embora ele possa seguir as linhas de um modelo já existente. Ou seja, ainda que seja um Nivus híbrido, ele será feito do zero, apenas aproveitando o nome.

E a ideia, conforme o sindicalista, é que o lançamento seja antecipado para 2026. “Vamos unir esforços para disponibilizar os produtos ao mercado o quanto antes”.

A novidade foi anunciada em assembleia realizada pelo sindicato na quinta-feira, 9, no pátio da fabricante. E, junto com ela, foi aprovada a extensão do acordo coletivo por mais cinco anos, ou seja, foi assegurada a estabilidade dos empregos até 2028.

Serão contratados 111 profissionais para trabalhar na engenharia e no desenvolvimento de produtos dos híbridos. Além disso, serão efetivados 150 operários com contratos temporários que venceriam em 31 de dezembro dezembro. Eles foram chamados entre maio e setembro deste ano, a fim de reforçar a produção da Saveiro.

Segundo Damasceno, que conduziu o ato, “este é um acordo que dá longevidade para a fábrica da Anchieta, reposiciona nossa região rumo à reindustrialização e gera as oportunidades de crescimento do setor de autopeças do ABC”.

Atualmente a unidade da Anchieta produz Nivus, Virtus, Polo e Saveiro e emprega 8,2 mil trabalhadores, sendo cerca de 5 mil no chão de fábrica.

Taubaté terá contratação para produzir novo SUV compacto em 2025

Na fábrica da Volkswagen em Taubaté, SP, onde é produzido o Polo, também foi votada e aprovada a extensão do acordo coletivo até 2028, o que concede aos cerca de 3,1 mil funcionários estabilidade no emprego até lá.

Durante o ato foi informado aos operários que a partir de janeiro do ano que vem serão contratados 137 profissionais para trabalhar na produção de novo SUV compacto, previsto para ser lançado em 2025. A maior parte do investimento desse lançamento provém do ciclo de R$ 7 bilhões, porém, uma parcela do aporte de € 1 bilhão focado em eletrificação ajudará a concluir o projeto.

A princípio, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, essas contratações serão por prazo determinado, com duração de um ano e prorrogável por igual período. Do total, 37 vagas deverão ser de alunos do Senai. E todos os estudantes do sistema que trabalharem na Volks de 2025 a 2028 terão a admissão garantida, desde que cumpram requisitos estabelecidos pela fabricante.

O aporte de € 1 bilhão também reforçará outro projeto, em São José dos Pinhais, PR, onde é fabricado o T-Cross. A partir de 2026 será produzida uma picape maior que a Saveiro. Existe a possibilidade de que seu lançamento seja antecipado, assim como o dos híbridos leves de São Bernardo, afirmou Wellington Damasceno, do sindicato do ABC.

A Volkswagen informou que as negociações sindicais ainda estão em andamento, com votação prevista para sexta-feira, 10, na fábrica de motores de São Carlos. “Tais negociações representam um passo importante na busca de acordos que beneficiem todas as partes envolvidas. Não podemos confirmar mais informações dos resultados neste momento”.

A unidade de São Carlos receberá outra fatia do novo investimento a fim de prepará-la para produzir os componentes e o novo motor híbrido flex da montadora.

Toyota reforça a estrutura na versão SRX Plus da Hilux

São Paulo – A Toyota ampliou para oito o número de versões de sua linha Hilux. A mais nova é a SRX Plus, opção da picape que fica abaixo apenas da configuração GR-Sport e que até o fim do mês estará em todas as concessionárias. As reservas, porém, podem ser feitas a partir da sexta-feira, 10. 

A Hilux SRX Plus custa R$ 334,9 mil, R$ 10,4 mil a mais que a SRX, antiga topo de linha, mas será produzida em uma plataforma aprimorada, com eixos mais largos, suspensão alongada, novos amortecedores e 20 mm mais alta com relação ao solo. Outra novidade é a barra estabilizadora no eixo traseiro: é a primeira vez que a Toyota utiliza o componente na Hilux, aumentando a rigidez de rolagem em 20% e melhorando o desempenho da picape nas curvas. 

A Hilux SRX Plus, externamente, traz novas molduras mais largas nos para-lamas e sob o capô o motor é o mesmo 2.8 turbodiesel de 204 cv de potência acoplado a câmbio manual de seis marchas.

Veja abaixo todas as versões e preços da Toyota Hilux:

Hilux Chassi – R$ 219,1 mil
Hilux Cabine Simples – R$ 226,8 mil
Hilux Power Pack – R$ 242,6 mil
Hilux SR – R$ 272,2 mil
Hilux SRV – R$ 290 mil
Hilux SRX – R$ 324,5 mil
Hilux SRX Plus – R$ 334,9 
Hilux GR-SPORT – R$ 372,9 mil

Marcopolo anuncia Caio Doi como novo diretor de gestão de pessoas

São Paulo – Com mais de vinte anos de experiência, Caio Doi assumirá como novo diretor de gestão de pessoas da Marcopolo. O executivo conduzirá as equipes de recursos humanos com a missão de promover transformação cultural e de desenvolver RH globalizado.

Formado em administração de empresas pela UFPR, Universidade Federal do Paraná, e com especialização em gestão de recursos humanos pela FAE Business School, Doi tem passagens por empresas dos segmentos automotivo, financeiro, tecnologia e bens de consumo, no Brasil e no Exterior.