Vendas de veículos avançam 5% na primeira quinzena de outubro

São Paulo – Foram emplacados 98,5 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus até a terça-feira, 17, no mercado brasileiro. A primeira quinzena, formada por onze dias úteis, apresentou avanço de 5% na comparação com igual período de setembro, quando os licenciamentos somaram 94,1 mil unidades.

Com relação às 80,8 mil unidades registradas na primeira metade de outubro do ano passado o mercado cresceu 22%. Os dados são preliminares do Renavam.

A média diária se aproximou das 9 mil unidades, índice registrado em todo o mês de agosto. Em setembro o emplacamento médio diário alcançou 9,9 mil unidades. Como usualmente a segunda metade do mês é mais acelerada a tendência é que o mercado acelere para uma média diária mais robusta e o mercado se aproxime, ou supere as 200 mil unidades. Outubro tem 21 dias úteis.

Fonte ligada ao varejo afirmou que as compras de locadoras seguem sustentando o mercado. Houve dias em que mais de 2 mil unidades de um mesmo modelo foram emplacadas, o que indica a compra de lotes grandes por empresas de locação.

Com 5,6 mil unidades licenciadas a Fiat Strada ficou com a liderança da primeira quinzena, seguida pelo Hyundai HB20, 4,7 mil, e pelo Chevrolet Onix, 4,6 mil.

Fabricantes de implementos vão em busca de novos clientes na África do Sul

São Paulo – A Anfir e a ApexBrasil levarão fabricantes de implementos rodoviários nacionais para mais uma rodada de negócios fora do País, desta vez para a África do Sul, de 23 a 26 de outubro. A intenção é fomentar as exportações dos produtos fabricados no Brasil, fechando novos contratos com clientes de outros mercados. 

O grupo é formado por quinze empresas: ComLink, Engatcar, Forbal, Frigo King, Frota Brasil, Grimaldi, Hallco, HC Hornburg, Hydro Extrusion, Ibiporã, Planalto Indústria, Randon, Tecnnic, Thermo Star e Unylaser, que passarão pelas cidades de Jo’burg e Gqeberha em busca de novos clientes.

Stellantis busca competir com chineses com plataforma elétrica de baixo custo

São Paulo – Sete novos modelos serão montados em cima de uma quinta plataforma elétrica de baixo custo da Stellantis, de acordo com a agência de notícias Reuters. A companhia se arma para competir contra uma aguardada invasão de carros elétricos chineses baratos no mercado europeu.

A plataforma é chamada de Smart Car e deriva da CMP da PSA, instalada no Brasil e na Argentina. Foi apresentada na terça-feira, 18, com o Citroën e-C3 e se junta a quatro outras plataformas elétricas – chamadas de pequena, média, grande e frame.

O objetivo é conseguir produzir carros com preços mais acessíveis e combater os EVs chineses, como o Dacia Spring, aqui vendido como Kwid E-Tech. O e-C3, por exemplo, custa 23,3 mil euro e existe a meta de baixar para 20 mil euro com a produção de componentes em locais de baixo custo. Ele é produzido em fábrica localizada na Eslováquia, que também utilizará a plataforma para veículos Fiat e Opel.

Sairá de Goiana o primeiro híbrido flex da Stellantis

São Paulo – Será produzido em Goiana, PE, o primeiro modelo Stellantis dotado da tecnologia Bio-Hybrid, nome da arquitetura híbrido flex desenvolvida pela equipe de engenharia brasileira. Sem fornecer pormenores sobre qual modelo ou qual dos sistemas híbridos será instalado – são três: híbrido leve MHEV, híbrido HEV, ou híbrido plug-in PHEV – a companhia distribuiu comunicado na terça-feira, 17. 

Na unidade são produzidos os SUVs Jeep Renegade, Compass e Commander e as picapes Fiat Toro e Ram Rampage. Outras unidades Stellantis no Brasil, em Betim, MG, e Porto Real, RJ, terão também a tecnologia à disposição já em 2024, informou a empresa.

Segundo a companhia a produção de unidades eletrificadas em Pernambuco mobilizará o ecossistema de pesquisa, desenvolvimento e inovação da companhia, composto por fornecedores, universidades, centro de pesquisas. A intenção é privilegiar o profissional brasileiro – assim como o presidente Antonio Filosa já afirmou, em outras ocasiões, que tem como meta nacionalizar o máximo possível de peças e componentes.

Goiana tem em seu entorno 38 fornecedores de componentes e sistemas, número que deve crescer para cinquenta no curto prazo. Com a eletrificação – um veículo 100% elétrico está previsto para ser produzido no Brasil em 2030 – a cadeia deverá crescer para cem fornecedores em Pernambuco.

“É uma oportunidade de reindustrialização e de reconfiguração da indústria nacional de autopeças, que é diversificada, complexa e muito importante para a economia brasileira”, afirmou Filosa.

O executivo acrescentou que a liderança do Brasil na região abre perspectivas de exportação da tecnologia para toda a América Latina, desde que se mantenha o atual horizonte de estabilidade e previsibilidade.

A escolha de uma fábrica na Região Nordeste atende também a uma exigência que vem sendo feita pelo relator da reforma tributária, que fez declarações no sentido de que o benefício do Regime Automotivo Especial, que a Stellantis pleiteia renovação até 2032, só poderia ser concedido a quem produzisse veículos com novas tecnologias.

AutoData é premiada no Prêmio da Qualidade IQA

São Paulo – Duas reportagens da Agência AutoData foram premiadas no Prêmio da Qualidade IQA 2023, divulgado na terça-feira, 17, durante o 9º Fórum da Qualidade Automotiva, organizado pelo IQA, Instituto da Qualidade Automotiva, na sede da Fiesp, em São Paulo.

A reportagem Indústria Automotiva Nacional É Referência Mundial no Uso de Energia Limpa, do repórter Caio Bednarski, ficou com o primeiro lugar na Categoria Qualidade Automotiva no Jornalismo. Produzida para o Clube AutoData, serviço que oferece aos assinantes conteúdo exclusivo semanal, enumera algumas ações de descarbonização adotadas por montadoras e fornecedores em seus processos industriais.

Esta reportagem também foi publicada na edição 401 da revista AutoData, de julho de 2023.

No segundo lugar da Categoria Qualidade Automotiva no Jornalismo foi premiada a reportagem Mercedes-Benz Adota Etiquetas Eletrônicas para Reduzir o Retrabalho, da repórter Soraia Abreu Pedrozo, publicada na Agência AutoData em 9 de maio. Trata de solução adotada pela Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, SP, em parceria com a Seal Sistemas, para reduzir as perdas na linha de montagem.

A repórter Soraia Abreu Pedrozo recebeu os troféus na sede da Fiesp

O Prêmio da Qualidade IQA foi criado pelo instituto em parceria com a Comissão da Qualidade Anfavea e Sindipeças e busca valorizar profissionais e equipes, analisando processos de qualidade da cadeia automotiva. Além da categoria jornalística premia projetos nas categorias Qualidade nos Processos Produtivos e Qualidade na Inovação e Novas Tecnologias.

Na semana passada AutoData também recebeu o Prêmio SAE Brasil de Jornalismo. De autoria do editor Pedro Kutney recebeu menção honrosa a reportagem O Racha do Biodiesel, publicada na revista AutoData 398, de abril.

Transformação digital é questão de sobrevivência para o setor

São Paulo — É consenso no setor automotivo que a conectividade e a análise de dados são peças-chave para a sobrevivência das empresas da cadeia. A transformação digital reduz custos, promove ganho de tempo, auxilia a monitorar o desempenho dos funcionários e oferece maior segurança e experiência customizada aos clientes.

“A transformação digital abre oportunidades de novas modalidades de negócios”, afirmou Fernando Cusin, diretor de qualidade da Iveco, durante o 9º Fórum da Qualidade Automotiva do IQA, realizado na terça-feira, 17, na sede da Fiesp, em São Paulo.

Cusin disse que dados fora de contexto não dizem nada e que o primeiro passo é organizá-los e transformá-los em informação. A partir de então é possível tomar decisões mais assertivas. “Com a conectividade é possível solucionar um dos maiores percalços em frotas que é a identificação de falhas em campo, o que permite antever esses problemas e evitar custos maiores e acidentes.”

A tecnologia permite o monitoramento do comportamento do condutor no veículo, por exemplo: se ele está freando de forma abrupta, acelerando mais do que deveria, mudando de faixa de forma repentina. Muitas companhias bonificam seus profissionais pelo desempenho, e a conectividade permite avaliá-os de forma mais precisa e imediata.

O diretor assinalou que é possível comparar o desempenho do dia a dia com a proposta em testes dos veículos, analisar os sintomas e apurar se existe alguma falha grave, tudo a distância. Assim é possível recomendar a parada do veículo, levá-lo a uma concessionária, agilizar o fornecimento de peças para o reparo. Facilita, inclusive, para dar um retorno de qualidade ao fornecedor. A mudança também se dá no custo, pois, segundo Cusin, a manutenção preventiva com o uso da inteligência artificial altera o intervalo em que ela é feita e reduz, em média, em 20% seu custo. Hoje a Iveco possui cerca de 1 mil caminhões da linha S-Way conectados.

A Bosch também vem trabalhando no desenvolvimento de produtos que contribuam para a melhora da segurança enquanto os níveis de automação vão avançando, com a tecnologia do nível 2 dominada e com alguns exemplos do nível 3 em circulação, como assinalou Leimar Mafort, gerente de engenharia da Bosch:

“Ao tirar do motorista algumas ações do ato de dirigir pratica-se a digitalização. O sistema de frenagem autônoma é exemplo de que ao detectar situação de risco o carro assume a responsabilidade de conduzir”.

Mafort contou que a companhia está prestes a desenvolver nova geração de câmaras: “Temos carros rodando pela América Latina, no momento, pelo trânsito da Colômbia, a fim de aprimorar o dispositivo e também o comportamento do condutor”.

Gisele Tonello, gerente de planejamento, produto, BI automação da General Motors, afirmou que não seria possível chegar ao último nível do ADAS sem um veículo conectado. E contou que o sistema de conectividade oferecido nos veículos Chevrolet, o OnStar, tem como objetivo salvar vidas.

Isso é possível, ela contou, ao entrar em contato com o condutor no carro em situação de risco, por exemplo, durante um mau súbito ou um acidente, em que o celular voa pela janela. Desde o lançamento da tecnologia já foram feitas 650 mil atualizações, realizadas de forma remota: “No mundo estamos com mais de 22 milhões de clientes e, no Brasil, estamos chegando a 500 mil veículos conectados.”

Tonello exemplificou como a tecnologia pode auxiliar o condutor também para acompanhar sua experiência de uso ao personalizá-la para auxiliar em situações inesperadas: se a chave for esquecida dentro do veículo e ele for travado, basta acionar o aplicativo para destravá-lo.

Digitalização dobra capacidade de produção no chão de fábrica

A transformação digital também tem seus benefícios na linha de produção, como relatou Gustavo Mwosa, presidente do Grupo Paranoá. O processo de digitalização do chão de fábrica começou em 2017 e, desde então, a capacidade de produção foi duplicada.

O ponto do operador está integrado e as horas de produção estão em um plano de controle. Ao conectar a máquina a Paranoá começa a extrair dados que mensuram a produtividade do profissional — mas não só isto.

“Por meio desses dados é possível detectar, por exemplo, se ele possui algum problema psicossocial. É a magia de usar a engenharia e gerar informações importantes: é fascinante!”.

Desafio extra para o universo da qualidade conectada é a capacitação da mão de obra e aquela formada para dar conta da mão de obra. Mwosa contou que a empresa tem formado, por ano, em torno de sessenta jovens de Diadema, SP, onde está a empresa, para ensiná-los a programar e, assim, ajudar a sanar este gargalo.

Patrícia Audi assume a diretoria executiva da Unica

São Paulo – Patricia Audi é a nova diretora executiva da Unica, União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia. Ela tem mais de vinte anos de experiência no setor público, ocupando cargos em diferentes órgãos e secretarias municipais, estaduais e federais.

No setor privado a executiva foi vice-presidente de comunicação, marketing, sustentabilidade, eventos, patrocínios, cultura e relações institucionais do Banco Santander. Seu último cargo foi CEO da RenovaBR, instituição sem fins lucrativos.

Simone Binotto é a nova diretora comercial da Goop

São Paulo – A Goop Distribuidora, que opera no mercado de reposição com a marca Takao, anunciou Simone Binotto como sua nova diretora comercial. A executiva tem mais de vinte anos de experiência na área comercial e de vendas e já passou por empresas como Schaeffler, Mahle Metal Leve e Tenneco.

Binotto é formada em administração de empresas e negócios, com MBA em gestão comercial pela FGV, Fundação Getúlio Vargas.

Mercado chileno tem queda de 31% em setembro

São Paulo – O mercado de veículos leves no Chile segue enfrentando dificuldades: em setembro registrou 25,5 mil vendas, volume 31% menor do que o registrado em igual período do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Anac, entidade que representa o setor automotivo local. Na comparação com agosto houve retração de 9,9%. 

Todos os segmentos registraram queda em setembro, a maior nos automóveis de passageiros, com queda de 44% na comparação com o mesmo mês do ano passado. A venda de picapes caiu 39%, os comerciais 20%, mesmo porcentual de retração registrado pelos SUVs. 

A demanda segue afetada pelo desempenho das atividades comerciais no Chile, assim como a maior restrição ao acesso a financiamentos junto com a menor capacidade de compra dos consumidores. No acumulado do ano foram vendidos 236,1 mil veículos, queda de 29% na comparação com 2022.

No segmento de veículos pesados os caminhões somaram 1 mil vendas em setembro, volume 13% menor do que o de setembro do ano passado mas 22,8% maior do que o de agosto. No acumulado do ano foram entregues 9,1 mil veículos, queda de 24,6%. 

Já os ônibus somaram 645 unidades comercializadas, avanço de 45% ante setembro do ano passado e incremento de 593,5% sobre agosto. De janeiro a setembro foram vendidos 2,3 mil ônibus, expansão de 38,2%

Banco Volkswagen emite R$ 1 bilhão em letras financeiras

São Paulo – O Banco Volkswagen concluiu a emissão de R$ 1 bilhão em letras financeiras em operação coordenada pelo Bradesco BBI em parceria com o UBS BB. Foram três séries de emissão: a primeira de R$ 557,8 milhões, com amortização em 24 meses, a segunda de R$ 283,6 milhões, com amortização em 36 meses, e a terceira de R$ 158,7 bilhões, com amortização em 48 meses. A remuneração variou de CDI + 0,9% ao ano a CDI + 1,25% aa.

Segundo Rodrigo Capuruço, chefe executivo da Volkswagen Financial Services para o Brasil e América do Sul, “as ofertas públicas e os números significativos alcançados por esta nova transação são passos importantes para empresa, uma vez que reforçam nosso posicionamento estratégico no mercado brasileiro além de garantir o financiamento da nossa carteira de crédito e o reforço de caixa do Banco Volkswagen”.