Segundo a Anfavea as vendas diretas representaram 52% dos emplacamentos de veículos leves em setembro
São Paulo – As vendas diretas, segundo a Anfavea, representaram 52% do total para automóveis e comerciais leves em setembro, que somaram 187,5 mil unidades. Segundo o presidente Márcio de Lima Leite existe ainda demanda reprimida das locadoras que, no ano passado, com a crise dos semicondutores, compraram menos e precisavam atualizar a frota já envelhecida da época da pandemia.
“De toda forma precisamos crescer no varejo. Este é o nosso grande desafio.”
Historicamente as vendas no varejo sempre foram superiores aos emplacamentos diretos, que são feitos por meio de faturamento da montadora para o consumidor final – e aí entram, também, produtores rurais, frotistas e vendas PcD. O varejo teve bom desempenho em julho, quando as medidas do governo de desconto nos veículos provocou aumento na demanda, mas agora voltou a se acomodar e as locadoras seguem com suas compras.
No total, somados os pesados, foram licenciados 197,7 mil veículos no mês passado, alta de 1,9% sobre setembro de 2022 e recuo de 4,8% comparado com agosto, que teve três dias úteis a mais. Lima Leite destacou: “Na média diária as vendas subiram de 9 mil em agosto para 9,9 mil em setembro”.
No acumulado do ano o setor registrou 1,6 milhão de unidades vendidas, alta de 8,5% sobre os mesmos meses do ano passado. O segundo semestre, segundo Lima Leite, segue com tendência de demanda mais forte do que o primeiro.
Os estoques, porém, preocupam: ao fim de setembro os pátios das montadoras e das concessionárias reuniam 265,8 mil veículos, volume que corresponde a quarenta dias de vendas: “Precisamos acompanhar de perto os estoques e evitar que sejam feitas novas interrupções na produção”.