Linha do BYD Dolphin cresce com versão de 204 cv

São Paulo – Após sacudir o mercado com o Dolphin, o 100% elétrico de R$ 149,8 mil da BYD que provocou a correção de preços em série das concorrentes, a companhia lança no Brasil versão mais esportiva do compacto, dotada de motor de 204 cv – como comparação o motor elétrico lançado em julho alcança 95 cv. 

Assim o Dolphin Plus, como foi chamada a nova versão, alcança de 0 a 100 km/h em 7 segundos, de acordo com a BYD. Oferece teto panorâmico, duas cores na parte externa e rodas de 17 polegadas, e bateria de 60,5kWh com autonomia de 427 quilômetros no ciclo WLTP – as informações do PBEV do Inmetro ainda não foram oficializadas.

Outras novidades são os sistemas de assistência à direção ADAS, como piloto automático adaptativo, sistema de detecção de ponto cego, assistente de faixas, leitor de placas de velocidades, alerta de tráfego cruzado dianteiro e traseiro com auxílio de frenagem e sensor de pressão nos pneus.

Em quatro opções de cores, azul com cinza, preto com cinza, rosa com cinza e branco com cinza, o BYD Dolphin Plus chega às 35 concessionárias na segunda quinzena de outubro por R$ 179,8 mil, preço de lançamento.

A expectativa é expandir as vendas do compacto que, nas contas da BYD, é o 100% elétrico mais vendido do Brasil, com 4 mil unidades negociadas, muitas ainda não emplacadas, desde seu lançamento.

Outra novidade apresentada foi o Dolphin Diamond, uma versão toda em preto do modelo com motor de 95 cv. Disponível pelos mesmos R$ 149,8 mil.

BYD deverá assumir fábrica de Camaçari em 9 de outubro

São Paulo – Está programada para 9 de outubro a cerimônia de assentamento da pedra fundamental da BYD em Camaçari, BA. Segundo Alexandre Baldy, conselheiro e porta-voz da empresa no Brasil, estarão presentes o CEO Wang Chuanfu, a vice-presidente global Stella Li e outros executivos da China, e autoridades brasileiras. Ausência confirmada é a do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que passará por cirurgia na sexta-feira, 29, e estará em processo de recuperação.

“A partir daí assumimos a fábrica”, disse Baldy a jornalistas na quinta-feira, 28. “Estamos em conversas com fornecedores e possivelmente um deles, em potencial, anunciará investimentos durante a cerimônia da pedra fundamental. Nossa intenção é verticalizar a produção e gerar 5 mil empregos, diretos e indiretos, na Bahia.”

Disse Baldy que a BYD já recebeu mais de 50 mil currículos para o seu banco de talentos. Algumas contratações pontuais já estão sendo feitas. Assim que a empresa assumir a fábrica, que era da Ford e foi comprada pelo governo do Estado da Bahia, os maquinários serão enviados da China por transporte marítimo: “As máquinas estão prontas. Os embarques começam assim que assumirmos a unidade”.

A previsão do início da produção voltou a ser no quatro trimestre de 2024. Há um mês Baldy, durante a apresentação do sedã elétrico Seal, mencionara que ficaria para um trimestre depois, mas agora voltou atrás.

Um terceiro modelo nacional será anunciado em breve, disse Baldy. Confirmados para sair das linhas baianas estão o compacto Dolphin, veículo elétrico mais vendido no Brasil segundo as contas da BYD que diz ter negociado mais de 4 mil unidades – não são emplacamentos, mas vendas ao consumidor, ainda não licenciadas –, e o SUV híbrido Song Plus. No momento a companhia está desenvolvendo a tecnologia híbrida flex plug-in na Bahia, onde instalou um centro de desenvolvimento.

“Nossa capacidade inicial será de 150 mil unidades e queremos produzir de seis a oito modelos na fábrica, em uma segunda etapa.”

BYD trata como boato o retorno do imposto de importação para elétricos

São Paulo – Para a BYD “não passa de um boato” o retorno do imposto de importação para veículos elétricos, cujas discussões dentro do governo foram confirmadas por Uallace Moreira, secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Durante o lançamento de uma versão esportiva do elétrico Dolphin, em São Paulo, Alexandre Baldy, conselheiro e porta-voz da empresa, afirmou que nada foi confirmado pelo governo e que, portanto, a BYD não considera a questão em seu planejamento.

“Nada formal ou oficial nos foi passado pelo governo e o assunto não está inserido no programa Mobilidade Verde. O que sabemos, e foi dito pelo presidente [da República, Luiz Inácio] Lula em viagem à China, é que o governo estaria comprometido com a descarbonização da mobilidade e a presença de empresas como a BYD eram bem-vindas no Brasil.”

Como o retorno do imposto, ainda que escalonado, é considerado um boato, continuou Baldy, não há planejamento da BYD para cenário diferente do atual. A empresa trabalha para 2024 com o imposto zerado, como atualmente, e pretende ampliar as importações até que a fábrica entre em operação, agora novamente com início previsto para o último trimestre de do ano que vem.

“Não posso colocar a equipe para trabalhar dentro de um cenário ainda incerto. Nosso planejamento segue e pretendemos começar a importar os veículos a partir de um porto na Bahia, assim que assumirmos a fábrica.”

Outra questão em pauta no âmbito do governo, o regime regional do Nordeste, também não mexe com os planos da BYD, segundo o conselheiro. Ele disse que os investimentos não serão reduzidos caso o programa não seja renovado, mas poderão aumentar em cenário de aprovação da renovação até 2032, como vem sendo discutido no Congresso.

Antonio Filosa deixará o cargo de COO da Stellantis na América do Sul

São Paulo – Antonio Filosa, que desde o início de 2021 ocupava o cargo de COO da Stellantis na América do Sul e que, antes, chefiara a FCA Brasil e Latam, assumirá outro posto dentro da corporação a partir de 1º de novembro: foi designado CEO global da Jeep sucedendo a Christian Meunier e será sucedido por Emanuele Cappellano, que retorna à companhia na qual foi o chefe financeiro na América do Sul de 2017 a 2021.

Meunier deixou a companhia para se dedicar a projetos pessoais, de acordo com comunicado da Stellantis.

Depois de sua passagem pelo Brasil Cappellano integrou-se ao Grupo Marcolin na condição de chefe executivo para a América do Norte e de diretor corporativo e de estratégia.

Outra mudança anunciada foi a sucessão de Carl Smiley, chefe de operações da Stellantis Índia e Ásia Pacífico, que decidiu priorizar sua vida pessoal, por Ashwani Muppasani, que desde julho de 2022 é chefe de vendas nacionais na China.

Carlos Tavares, chefe executivo da Stellantis, assinalou em nota que tem toda a confiança de que Cappellano e Muppasani recém-nomeados, bem como Filosa em seu novo cargo de CEO da marca Jeep, “continuarão os caminhos traçados por seus antecessores e impulsionarão ainda mais a Stellantis a vencer durante período de profunda mudança em nosso setor”.

Geladeiras portáteis automotivas da Resfri Ar aliam praticidade e alta tecnologia

Líder nacional no mercado de climatizadores, a Resfri Ar desenvolveu um produto há muito tempo demandado por motoristas profissionais e, também, por quem gosta de pegar estrada a lazer: geladeiras automotivas portáteis. Prática e versátil, é um produto que oferece comodidade e, com tecnologia de ponta, eficiência em refrigeração.

Essa linha de produtos da marca vem ganhando cada vez mais a preferência dos consumidores. Com design moderno e funcionalidade para diversos ambientes, essas geladeiras foram especialmente desenvolvidas para suportar solavancos sem comprometer suas qualidades e funções de refrigerar e congelar.

Por ser portátil, a geladeira da Resfri Ar se adapta aos mais variados tipos de veículos, incluindo automóveis, tratores, caminhões e demais opções.

As geladeiras portáteis reúnem funcionalidades cada vez mais modernas. Uma delas é a função bluetooth, que garante ainda mais praticidade e tecnologia. Além disso, a geladeira portátil possui controlador digital, design arrojado, funções claras, precisas e acessíveis. O produto está disponível em dois modelos: Bivolt 12/24V ou Quadrivolt 12/24V | 110/220V.

A utilização das geladeiras portáteis como item de conforto e suporte no trabalho de diversos profissionais é recomendada para melhorar a produtividade. Em operações com caminhões e, também, tratores, ter a bordo uma geladeira especialmente desenvolvida para este tipo de trabalho garante maior satisfação ao volante. Trata-se de um equipamento que pode ser transportado com facilidade e ocupa pouco espaço dentro da cabine, oferecendo um local de acondicionamento de alimentos bem adequado à necessidade do usuário.

Resfri Ar: tradição em refrigeração

Fundada em 1997, a Resfri Ar tem sede em Vacaria (RS) e possui aproximadamente 1.500 pontos de venda no Brasil. Em função da alta qualidade de seus produtos, a empresa exporta para países da África, Ásia, América Latina, América do Norte e Europa.

Além de caminhões, os climatizadores de ar são fabricados para a linha agrícola e para veículos especiais. Figuram ainda entre os principais produtos da marca as geladeiras automotivas e portáteis, que somam a função de refrigeração e congelamento, conservando alimentos e bebidas sempre frescos.

O sucesso dos produtos da Resfri Ar junto aos clientes e de sua rede de distribuição viabilizou o fornecimento dos itens para as maiores montadoras mundiais de caminhões – estão entre elas marcas como Volvo, Scania, Iveco, Mercedes, DAF e MAN.

Resfri Ar é finalista de prêmio AutoData

A Resfri Ar é finalista do prêmio Melhores do Setor Automotivo 2023 na categoria Exportador Fornecedor do Prêmio AutoData 2023. Este é considerado o mais tradicional e importante reconhecimento empresarial do setor automotivo brasileiro.

Participe da votação e ajude a marca a conquistar mais esta importante premiação. A votação acontece durante o mês de setembro no site https://www.autodata.com.br/premio-autodata/

Attivi Integral, o ônibus elétrico da Marcopolo

Um dos principais players globais em soluções para o transporte, a Marcopolo investe em novos produtos para o futuro da mobilidade, como os ônibus eletrificados. Entre as ações estratégicas para colaborar com a descarbonização do transporte de passageiros, estão a produção do ônibus 100% elétrico Attivi Integral e o fornecimento de carrocerias para os diferentes modelos de chassis eletrificados.

A fabricante brasileira iniciou o projeto de sua linha de ônibus 100% elétricos em 2019 e, desde então, investe no desenvolvimento do Attivi Integral, com chassi e carroceria produzida internamente e uso de tecnologia nacional e importada, para atender às diferentes possibilidades do setor de transportes nos mercados brasileiro e internacional.

A produção do Attivi Integral teve início no segundo semestre de 2022 e a Marcopolo prevê fabricar 130 unidades até o final deste ano para fornecimento a algumas das principais cidades brasileiras. O modelo, que pode ter até 13 metros de comprimento total, possui chassi Low Entry, motor elétrico WEG de potência máxima de 350 kW e torque de 3.500 Nm, eixos dianteiro e traseiro ZF, suspensão a ar, sistema de freios Knorr e baterias CATL com capacidade de 350 kWh, com autonomia entre 250 e 280 km. Tem capacidade para até 91 passageiros (sendo 34 sentados em poltronas City com encosto de cabeça).

O veículo utiliza o conceito chassi e carroceria (não monobloco) e tem importantes inovações, como adoção de materiais mais leves para redução de peso, como os compósitos e aços de alta resistência. A marca se preocupou também com os detalhes como o layout para o posicionamento do pack de baterias e demais componentes da eletrificação.

Dentre os 130 Attivi Integral que a Marcopolo produzirá este ano, algumas unidades já estão sendo utilizadas em demonstrações em diferentes cidades brasileiras e reforça a alta capacidade produtiva da indústria, graças a expertise da engenharia nacional, contando com configurações diferenciadas e adaptáveis, capazes de atender às condições de operação e durabilidade exigidas pelas cidades brasileiras que buscam por soluções sustentáveis de mobilidade.

Carrocerias para chassis de ônibus elétricos de parceiros

A produção do Attivi Integral está alinhada com a estratégia da Marcopolo, que tem a eletromobilidade como uma das principais iniciativas para contribuir com a descarbonização do transporte coletivo mundial. Atualmente, são cerca de 500 ônibus elétricos e híbridos, feitos com chassis de parceiros, rodando pela Argentina, Austrália, Índia e Brasil.

Além de desenvolver e produzir o Attivi, a Marcopolo está preparada para criar e fornecer carrocerias para diferentes chassis eletrificados disponíveis no mercado internacional. A companhia segue na sua estratégia de firmar parcerias com as montadoras que investem em chassis com motorização elétrica.

Soluções globais

O desenvolvimento de soluções completas e avançadas para eletrificação de ônibus está alinhado com a estratégia ESG da Marcopolo e com seu propósito internacional de firmar diferentes parcerias. Com isso, ao longo de sua história, a companhia adquiriu expertise com veículos sustentáveis e participa, há anos, de diferentes projetos de ônibus movidos a combustíveis alternativos, desde híbridos elétrico/diesel até 100% elétricos e movidos a célula de combustível, passando por GNV e álcool.

Entre essas parcerias destacam-se as com fabricantes asiáticos para o fornecimento de veículos eletrificados e para desenvolvimento de ônibus rodoviário movido a célula de Hidrogênio. Outra parceria existente destina-se à produção de veículos movidos a células de hidrogênio que circulam na Austrália, país em que a companhia atua por meio da Volgren e conta também com modelos elétricos em circulação.

Pintando os 60

Líder global focada em revestimentos automotivos e industriais, a Axalta Brasil completa 60 anos no país com a satisfação de ter dado significativas contribuições à indústria. Ao longo de todas essas décadas de existência, a empresa se consolidou como um fornecedor de alto desempenho, destacando-se por sua inovação nos processos de produção e pelo compromisso com práticas sustentáveis em sua operação produtiva.

Direcionada em fornecer constantemente soluções inovadoras de pintura para veículos leves, comerciais e aplicações industriais como de revestimentos a motores elétricos, fachadas de prédios e outras aplicações da indústria, os revestimentos da Axalta são desenvolvidos para prevenir corrosão e aumentar produtividade e durabilidade. Com mais de 150 anos de experiência, o time global da Axalta possui mais de 100 mil clientes em mais de 130 países.

No Brasil, a trajetória da empresa tem seu início nos anos 60, praticamente junto com as primeiras montadoras que se instalaram por aqui. Com uma linha de produtos que abrigava tintas industriais e revestimentos para madeira, a vocação pela indústria automotiva logo despontou. Ao longo do tempo, essa habilidade em atuar na produção dos veículos de transporte ampliou-se de forma sólida e passou a incluir a Repintura e o segmento Industrial com a mesma expertise.

Com aquela espécie de “sentimento inovador”, a Axalta sempre apregoou a busca por novas tecnologias sustentáveis, mesmo quando isso não se discutia no setor. Tanto que a empresa foi uma das pioneiras na produção de tinta base água no país, um marco que permitiu assumir a vanguarda tecnológica do segmento. Mais do que isso: é um dos primeiros exemplos concretos de ação sustentável na cadeia automotiva no país.

Tornar-se líder no segmento automotivo foi algo imediato para a Axalta. Mas a inquietude empresarial rendeu novos desafios e levou a companhia a outros segmentos, ainda nos anos 70, com o desenvolvimento de tecnologias exclusivas para o segmento de motocicletas, por exemplo. A primeira moto da Honda fabricada no Brasil trouxe cores Axalta.

Outro fato marcante consistiu na criação do “Ecoat” (pintura por eletroforese), espécie de revestimento que utiliza a corrente elétrica e oferece vantagens econômicas e proteção ao meio ambiente. “Isso nos ajudou a aprimorar ainda mais a boa reputação no mercado”, relembra Mateus Aquino, presidente da Axalta Brasil.

O executivo crê que a Axalta vem cumprindo exemplarmente sua missão: contribuir para o desenvolvimento de uma indústria fundamental para a mobilidade dos brasileiros. Atualmente são motos, carros, caminhões e ônibus revestidos por produtos Axalta, sem contar os revestimentos industriais.

“A nossa empresa tem se superado na geração de inovação e tecnologia, onde dá para destacar a constante evolução no Ecoat e sistemas compactos que eliminam algumas etapas do processo, caso do 3Wet base água e base solvente, tecnologias de Alto Sólidos, a constante busca pela redução de VOC, o inovador Sistema Base Água”, enumera Aquino.

“Estamos animados com o que o futuro reserva para nós”. A Axalta Brasil planeja continuar implementando tecnologias para otimizar processos da indústria e do segmento de repintura. Para isso, parcerias duradouras e saudáveis com seus clientes são fundamentais para o sucesso no mercado de tintas automotivas.

Investimento na comunidade

Instalada na região de Cumbica, em Guarulhos (SP), a Axalta desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da região, compartilhando conhecimento e técnicas avançadas com profissionais por meio de treinamentos e programas sociais, como o Alúmina Pro, projeto que tem como objetivo a capacitação de mulheres em situação de vulnerabilidade.

ESG por vocação

Conhecida no meio automotivo pela patente do CTE® (Compósitos Termo Estruturais), que substitui polímeros usados na confecção de peças internas, a Formtap Indústria foi fundada nos anos 30, bem antes da instalação da indústria automobilística brasileira. À época, a companhia usava fibras naturais para confecção de produtos domésticos com sisal e fibras de coco.

No final dos anos 50, redirecionou seu line-up a fim de abastecer as linhas de montagem dos primeiros carros produzidos no Brasil, como o VW Fusca e o Toyota Bandeirante. Desde o seu fundador, Fausto Raphael Trambusti, a Formtap nasceu com a preocupação de utilizar recursos renováveis, caso do sisal e de fibras naturais, em um período que ninguém se atentava para sustentabilidade. “Não faço por mim, mas pelas próximas gerações”, afirmava.

E fez mesmo. Enquanto o parque brasileiro de autopeças ainda ensaia os primeiros passos em ações de ESG, a mentalidade de vanguarda das gerações fundadoras da Formtap plantou sementes que, décadas depois, rendem consequências inovadoras. A empresa continua sendo referência na produção de revestimentos e isoladores termoacústicos de alta qualidade, mas vai além: é a única que não gera resíduos de produção destinados em aterros sanitários.

Quem explica é a gerente de Novos Negócios, Recursos Humanos e Meio Ambiente, Simone Bandeira. “Desenvolvemos uma tecnologia própria e inovadora, que reaproveita integralmente os resíduos de revestimento de tetos, um dos nossos principais produtos, sendo utilizado em novas peças automotivas de melhor desempenho quando comparadas às similares – como peso, resistência e competitividade comercial. Por ano, a Formtap reaproveita 3.000 toneladas anuais desses resíduos e evita que sejam devolvidos à natureza”, explica, orgulhosa.

A executiva explica que os resíduos de carpetes sempre foram reciclados e transformados em novos materiais, como feltros e isoladores acústicos ou bases termoplásticas. Mas que era um grande desafio o reuso das aparas dos revestimentos tetos. “Nossos tetos são um composto com base de poliuretano, fibra de vidro e filmes plásticos, que reagem com produtos químicos e, sob aplicação de pressão e calor, tomam a forma desejada pelo cliente. Era um grande desafio reciclar essas sobras de produção, mas conseguimos”, relata, orgulhosa, ressaltando que os detritos que segue para aterros são oriundos apenas de varrição. “Da linha, nós reaproveitamos tudo”, e, com alto potencial de desempenho – como em porta pacotes, tapete porta malas, peças para revestimentos internos em geral.

A Formtap fornece para as principais montadoras do país, produzindo isoladores acústicos, revestimentos de portas, tetos, revestimentos de porta-malas e caixas de roda, além de carpetes e diversos outros componentes de acabamento interno de veículos.

A empresa desenvolve um outro projeto de reciclagem de uniformes, incluindo de alguns de seus principais clientes, em que os uniformes em desuso são desfibrados e retornam ao processo produtivo como matéria-prima para isoladores acústicos.

O conceito de sustentabilidade é tão arraigado na companhia que, não à toa, a executiva que cuida de Meio Ambiente é também responsável por Recursos Humanos. E isso não é coincidência: “Está no nosso DNA. É natural buscar novos profissionais para os quadros da companhia que se alinhem à essa mentalidade, buscando soluções criativas e sustentáveis para o nosso ambiente de fábrica, para os nossos clientes e para o nosso planeta”, resume.

E isso não é tudo. O trabalho do comitê de ESG envolve reuniões frequentes de diversos colaboradores, compondo ações de endomarketing que se transformam em ações concretas. “A própria solução para reciclar os tetos nasceu embrionariamente de uma dessas conversas”, garante a executiva.

BorgWarner fecha negócios e inova com treinamento inclusivo durante a Automec

A BorgWarner fechou R$ 3 milhões em negócios de turbos e embreagens na Automec, maior evento do Aftermarket Automotivo da América Latina.

A companhia também realizou tratativas com as novas linhas de diagnóstico e ferramentas da marca Delphi Technologies, principalmente com países da América do Sul. A organização ainda obteve quatro novos parceiros para os negócios de Turbo e Thermal na América Latina.

Cerca de seis mil visitantes passaram pelo estande da BorgWarner entre os dias 25 e 29 de abril. Durante a feira, a empresa lançou 39 novos códigos de produtos no mercado incluindo, por exemplo, o Motor de Partida Delco Remy 150MT para veículos pesados para a América do Sul. A BorgWarner também recebeu o reconhecimento do prêmio Inova como uma das empresas Top of Mind em Bico Injetor.

No evento, a BorgWarner apresentou o “Selo de Remanufatura Fabricante Original”, certificado pelo Instituto de Qualidade Automotiva (IQA), com reconhecimento da Associação Brasileira da Indústria de Autopeças (Abipeças), para a sua linha de remanufatura de turbocompressores. “O selo garante aos nossos clientes a aquisição de produtos provenientes de um processo sustentável, que segue os mesmos requisitos de um turbo novo”, afirma Guilherme Soares, Head de Aftermarket da BorgWarner para Emissions, Thermal and Turbos Systems no Brasil. “Nosso próximo passo será a captação de cascos de turbocompressores através de uma grande rede de lojas varejistas de peças, e assim, ampliar a oferta de turbos remanufaturados”, acrescenta Soares.

Através da marca Delphi, a companhia promoveu, de modo inédito na Automec, um treinamento voltado exclusivamente para 50 pessoas surdas.

Realizada em parceria com os Caminhoneiros Surdos do Brasil (CSB), as aulas reuniram mecânicos e profissionais do setor automotivo. Os alunos receberam treinamento sobre motores Híbridos & Elétricos e Tecnologias Euro. Como complemento desta ação, a Delphi também trouxe a primeira palestra ministrada em Libras. Esse treinamento aconteceu no espaço especial denominado “Delphi Experience”, e atingiu, no total, mais de 500 profissionais.

A empresa também anunciou o novo Centro de Treinamento das linhas de produtos da marca Delphi. Localizado em Piracicaba (SP), o espaço conta com mais de 200 m² e reúne equipamentos de última geração para auxiliar no aprendizado dos participantes.

Sobre a BorgWarner

Por mais de 130 anos, a BorgWarner tem sido líder global de produtos transformadores, trazendo inovação de mobilidade bem-sucedida para o mercado. Hoje, estamos acelerando a transição do mundo para a eMobility – para ajudar a construir um futuro mais limpo, saudável e seguro para todos.

Mobilidade Verde deve elevar financiamento a pesquisa e desenvolvimento

São Paulo – Francisco Tripodi Neto, especialista em benefícios fiscais e financiamento à inovação da consultoria Pieracciani, coleciona várias iniciativas que foram tornadas viáveis pelos mecanismos de estímulo à pesquisa e à engenharia incluídos na primeira fase do Rota 2030, programa de desenvolvimento à indústria automotiva no País que vigorou de 2018 a 2022 – e que deve seguir em mais dois ciclos de cinco anos cada até 2032 com novo nome, Mobilidade Verde e Inovação, e mais recursos para P&D, conforme decreto esperado para ser publicado até o próximo 6 de outubro.

Para exemplificar como o Rota 2030, até aqui, criou pequenas mas eficientes pontes ligando os institutos de pesquisa à cadeia produtiva da indústria automotiva nacional, em alguns casos salvando o pouco que restava de pesquisa e desenvolvimento do setor no País, Tripodi Neto lembrou de um caso, em outubro de 2021, quando recebeu a ligação de um diretor de uma empresa estadunidense de autopeças com subsidiária no Interior paulista:

“Ele me ligou desesperado, pedindo que eu fosse até lá para encontrar alguma fórmula de preservar seu departamento local de engenharia, porque a matriz havia decidido transferir todas as atividades para o México, onde a hora de engenharia custava US$ 27, contra US$ 37 no Brasil”.

A solução, contou o consultor, foi utilizar bolsistas do Programa Inova Talentos do IEL, Instituto Euvaldo Lodi, ligado à CNI, Confederação Nacional da Indústria. Com recursos para pesquisa e desenvolvimento do Rota 2030 e da Lei do Bem, que a empresa já usava, foi possível selecionar cinco engenheiros inicialmente para tocar os projetos locais em andamento. Deu tão certo que hoje já estão trabalhando lá 35 pesquisadores, dezoito foram contratados e os outros dezessete são bolsistas. Com isto o custo da hora de engenharia caiu para US$ 21, mais baixo até do que na filial mexicana.

Ponte construída

Tripodi Neto observou que este tipo de iniciativa ilustra como o financiamento à pesquisa e ao desenvolvimento criado pelo Rota 2030 ligou institutos acadêmicos com o setor produtivo: “Ainda é uma pequena ponte de madeira onde antes não havia nada. Mas é um bom começo. Nesta primeira fase do programa foi possível reduzir o preconceito que existia da cadeia produtiva industrial com os pesquisadores acadêmicos, para usar com eficiência os recursos que existem para financiar P&D no País. Agora é necessário evoluir, aprimorar as ferramentas”.

O consultor estimou que, em seu primeiro ciclo de cinco anos iniciado em 2018, o Rota 2030 tenha estimulado investimentos da ordem de R$ 4 bilhões em pesquisa, engenharia e desenvolvimento local, executados por 85 fabricantes de veículos e de autopeças que se habilitaram ao programa para usar seus recursos subsidiados.

O programa ofereceu até agora duas fontes de recursos para isto: a primeira é a redução de 10,2% a 12,5% dos valores gastos em P&D sobre o IRPJ, Imposto de Renda Pessoa Jurídica, e a CSLL, Contribuição Social sobre Lucro Líquido. Baseado nos dispêndios dos dezessete clientes da Pieracciani que se habilitaram ao Rota 2030 Tripodi Neto calculou que as 85 empresas habilitadas apuraram R$ 350 milhões em benefícios e, portanto, investiram cerca de R$ 3,5 bilhões em projetos de pesquisa e engenharia.

O consultor lembrou ainda que as empresas podem casar o benefício de 12,5% do Rota 2030 com os 27,2% da Lei do Bem em descontos na tributação sobre o lucro, IRPJ e CSLL, o que aumenta para 39,7% dos gastos em P&D a dedução potencial sobre estes dois impostos a pagar.

Outra importante fonte de recurso para P&D criada pelo Rota 2030 foi o direcionamento do imposto de importação especial sobre componentes sem produção nacional, o ex-tarifário de 2%, que em vez de ser recolhido ao Fisco passou a ser distribuído pelas empresas a instituições de pesquisa em linhas coordenadas por Embrapii, Finep, Fundep e Senai.

Tripodi Neto estima que já foram captados R$ 535 milhões por estas instituições para financiar diversos projetos de desenvolvimento nas áreas de mobilidade, ferramentaria, biocombustíveis, conectividade, propulsão e segurança veicular. Como muitas dessas linhas têm contrapartida das empresas, em média, de 50% do valor do projeto, o total investido pode ser o dobro do que até agora foi captado.

Atualmente a Fundep, ligada à UFMG, Universidade Federal de Minas Gerais, recebeu o maior volume de recursos para três programas: Ferramentarias Brasileiras Mais Competitivas, com R$ 226 milhões captados, Biocombustíveis, Propulsão e Segurança Veicular, com R$ 266 milhões, e Conectividade Veicular, com R$ 43 milhões.

Segundo Tripodi Neto captou mais quem “entendeu melhor as dores da indústria” e propôs soluções práticas, porque são as empresas que escolhem para onde direcionar o dinheiro do ex-tarifário: “É preciso entender que estes recursos vêm das empresas e precisam voltar para elas na forma de produtos e serviços que serão usados pela sociedade, não se trata só de financiar a pesquisa particular de um bolsista”.

Recursos devem ser aumentados

O especialista da Pieracciani avaliou que o programa foi bom até agora, “mas foi um período de aprendizagem e poderia ter sido bem melhor, pois apenas 85 empresas em um universo de mais de trezentas utilizaram os recursos do Rota 2030 para estimular P&D no País”.

A boa notícia, segundo ele, é que as informações até o momento apontam para aumentar o valor dos recursos disponíveis para financiar P&D na indústria automotiva: “As minutas que vi até agora da próxima fase do programa indicam não só a manutenção dos projetos como a elevação de recursos para eles”.

Para atrair mais participantes Tripodi Neto sugeriu que a nova fase do Mobilidade Verde e Inovação crie algumas ferramentas de saída, porque atualmente quem se habilita ao programa precisa obrigatoriamente levar o projeto até o fim: “Isto gera insegurança e afasta empresas, pois existem alguns projetos que as montadoras encomendam aos fornecedores e depois desistem, aí o fornecedor não tem mais como levar adiante”.

O consultor avalia que foi adequada a mudança de nome do programa de Rota 2030 para Mobilidade Verde e Inovação, proposta pelo MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio pois “assim fica mais abrangente e alinhado com a tendência mundial de descarbonizar a mobilidade.”

Mas seja qual for o nome, ele ponderou, o importante é manter em alta o estímulo e o interesse por P&D no setor. Na Pieracciani, que tem as maiores receitas originadas nos 27 clientes da indústria automotiva – duas montadoras, Caoa e Renault, e 25 grandes fornecedores de componentes como Mahle, Eaton e Denso –, tem sido elevado o apetite por recursos existentes para inovar: “Não falta trabalho”, disse Tripodi Neto.