São Paulo — Após três anos o Hyundai HB20 voltou a ser testado pelo Latin NCAP, Programa de Avaliação de Veículos Novos para a América Latina e o Caribe, e o resultado foi a melhora de zero para três estrelas após ampliar o número de airbags de série de dois para seis, oferecer ESC, controle eletrônico de estabilidade como equipamento de série, acrescentar tecnologia ADAS opcional e promover outras atualizações.
A quantidade de estrelas concedidas só não foi melhor porque, segundo o LatinNCAP, o veículo ainda apresentou estrutura instável, proteção fraca para o peito do motorista no teste de impacto frontal e desempenho ruim na proteção de pedestres.
Na avaliação de Alejandro Furas, secretário geral do Latin NCAP, o novo HB20 tem o potencial de alcançar uma classificação mais alta: “Esperamos que os fabricantes que ainda não seguiram o exemplo da Hyundai tomem este resultado como exemplo e ofereçam equipamentos básicos de série, como seis airbags, ESC, proteção para pedestres e almejem um desempenho de cinco estrelas”.
São Paulo – A partir deste mês o Banco Mercedes-Benz do Brasil conta com nova responsável financeira, Tatiana Silva, há vinte anos na instituição, oito deles na função de diretora de operações. A executiva sucede a Diego Novellino, que retorna a seu país de origem, a Argentina, para assumir cargo regional de suporte à matriz da Daimler Truck Financial Services.
Silva será a responsável por planejar, estabelecer, gerenciar e executar todas as atividades financeiras do BM-B. Como diretora estatutária representará a instituição no Banco Central. Com quase trinta anos de experiência no mercado financeiro ela iniciou sua carreira em controladoria, passando pela tesouraria até assumir a área de gestão de riscos e, em 2015, a diretoria de operações.
São Paulo – Com o objetivo de, até 2030, fazer com que 10% do capital do Grupo Renault sejam de propriedade de funcionários ao redor do mundo a companhia adotou, pelo segundo ano seguido, sua operação de participação acionária batizada de Renaulution Shareplan. Desde o seu lançamento, em 2022, 4,7% do capital da empresa está nas mãos dos empregados.
Dentre os 98 mil funcionários elegíveis em 29 países, incluído o Brasil, a companhia oferecerá, gratuitamente, oito ações, sob a forma de contribuição patronal unilateral. E em 21 países será possível comprar papéis com desconto de 30%. Considerando que o valor de referência da ação foi fixada em € 37,54, após o abatimento será cobrado € 26,28.
Segundo o Grupo Renault o aumento em 30% de sua contribuição patronal no âmbito do plano de 2023 permitirá que os colaboradores elegíveis recebam gratuitamente até dezesseis ações. No ano passado foram até doze. Interessados têm de 18 de setembro a 2 de outubro para aderir.
São Paulo – Na Argentina a produção de veículos, de janeiro a agosto, somou 408,5 mil unidades, volume 19,5% superior ao registrado em igual período do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Adefa, entidade que representa a indústria local. A entidade destacou que em agosto foi alcançado o marco de 20 milhões de unidades produzidas no país, considerando veículos leves e pesados.
A produção em agosto somou 63,5 mil veículos, em 22 dias úteis, expansão de 17,4% sobre o mesmo mês de 2022 e alta de 28,8% sobre julho. Martín Galdeano, presidente da Adefa, disse que “o setor conseguiu manter o ritmo industrial num contexto desafiador, que confiamos para sustentar o trabalho conjunto com o governo em determinados aspectos operacionais que estão em processo de resolução”.
As exportações registraram crescimento de 7,2% de janeiro a agosto ante iguais meses de 2022, com 209,6 mil unidades. Em agosto os embarques chegaram a 28,9 mil veículos, recuo de 11,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado e avanço de 0,7% sobre julho.
São Paulo – A Citroën apresentou o C4 Cactus Noir, nova edição limitada em 1,3 mil unidades do SUV produzido em Porto Real, RJ, com motor 1.6 THP de 173 cv de potência, câmbio automático e pacote de equipamentos baseado na versão Shine Pack. Por fora o acabamento é exclusivo, com adesivos que remetem à nova versão e acabamento em preto brilhante em algumas peças da dianteira e da lateral.
Internamente a forração dos bancos é exclusiva, com pormenores no painel e nos tapetes. A central multimídia é a nova de 10 polegadas, com tela sensível ao toque e espelhamento para smartphones, já presente em outras versões do SUV.
O Citroën C4 Cactus Noir está disponível nas concessionárias por R$ 131 mil. De janeiro a agosto a linha C4 Cactus somou 2,5 mil emplacamentos.
Tatuí, SP – A Ford ampliou o portfólio da Transit com a versão chassi-cabine, que representa um quarto das vendas do segmento de vans, somando cerca de 10 mil unidades por ano. O utilitário, produzido no Uruguai, estava disponível no mercado brasileiro apenas nas versões furgão e minibus e já alcançou participação de 12% e 17%, respectivamente.
Segundo Guilherme Lastra, diretor de veículos comerciais para a América do Sul, a Ford está otimista com o retorno da Transit a esta faixa de mercado. Os dados analisados por ele consideram todos os minibus, furgões com capacidade de carga acima de 6 m³ e os modelos chassi-cabine. O executivo não revelou sua expectativa de market share mas dá algumas pistas: a meta é trilhar o mesmo caminhos dos outros segmentos.
Este foi o sexto lançamento da Ford em 2023, que prometeu dez. Com duas versões da Transit chassi à venda no Brasil a empresa busca desde empresários que possuem pequenos negócios e precisam de um veículo do tipo até grandes frotistas. Para atrair clientes o plano da Ford é baseado em princípios como preço, posicionando as duas versões abaixo dos seus principais concorrentes, uma grande oferta de conectividade e itens de série no veículo e o Ford Pro, estrutura exclusiva para os clientes do segmento comercial.
O Ford Pro está disponível nas 110 concessionárias Ford no Brasil, oferecendo cobertura nacional, vendas e pós-vendas com prioridade, engenharia local e manufatura regional, melhorias contínuas no custo de posse do veículo, monitoramento da conectividade, depósito de peças local. Com todos estes serviços o foco da montadora é oferecer o maior retorno para o cliente que opera o veículo.
A conectividade de série nos veículos não terá nenhum custo para os proprietários, que só precisam autorizar o acesso aos dados do seu veículo, que será monitorado por uma central da Ford que enviará relatórios mensais sobre o uso de veículo, pontos que podem melhorar e, caso algum componente apresente desgaste, alertará o dono ou o gerente da frota para que faça a manutenção antes que o veículo pare: “Queremos acelerar fortemente o número de clientes conectados”, disse Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford para América do Sul, revelando que 60% dos clientes da Transit já são conectados.
A versão com PBT de 3,5 toneladas será vendida por R$ 273 mil, contra R$ 276,8 mil da Mercedes-Benz Sprinter 315 CDI Street, equipada com todos os seus opcionais. O preço também é menor do que o cobrado pela Iveco Daily e pelo VW Delivery Express, que concorrem neste segmento.
Já a configuração com PBT de 4,7 toneladas tem preço ainda menor, R$ 260 mil, por causa de algumas questões tributárias que envolvem as duas versões, segundo Golfarb. O valor também é mais baixo do que o cobrado pelo seu principal concorrente, outra versão da Mercedes-Benz Sprinter, que é comercializada por R$ 263,9 mil.
Com relação a lista de itens de série as duas versões possuem ajuste de profundidade do volante, kit multimídia com tela de 8 polegadas e espelhamento para smartphones, três modos de condução, controle eletrônico de tração e estabilidade, controle eletrônico anticapotamento, controle de carga adaptativo, estabilização de vento lateral.
Promoção – As cem primeiras unidades, considerando as vendas das duas versões, serão comercializadas por R$ 250 mil e R$ 240 mil, respectivamente, como mais uma forma de atrair os clientes.
São Paulo – A publicação do novo edital do programa Caminho da Escola, que prevê a compra de 16,3 mil ônibus para prefeituras utilizarem no transporte escolar, traz um bom panorama para as empresas fabricantes de chassis de ônibus. Mas a Anfavea acredita que os resultados só serão sentidos nos emplacamentos em 2024, começo de 2025, por causa do longo prazo que envolve a negociação dos ônibus, desde a encomenda até o emplacamento.
Na semana que vem será feita a abertura pública da licitação. Até lá as empresas deverão enviar suas propostas.
O segmento, de janeiro a agosto, apresentou crescimento de 39,2% ante iguais meses de 2022, com 10,3 mil emplacamentos, alta puxada pelo grande volume de encomendas realizadas no ano passado, antes da chegada do Euro 6. Em agosto as vendas somaram 1,5 mil unidades, recuo de 14,7% na comparação com agosto de 2022 e de 2,7% com relação a julho.
No últimos cinco anos 52% das vendas de janeiro a agosto eram de veículos produzidos no ano, mas em 2023 este porcentual está em 24% por causa da baixa demanda do mercado por veículos com motor Euro 6, que são menos poluentes mas custam, em média, 20% a mais do que modelos Euro 5.
A produção de ônibus caiu 32,6% de janeiro a agosto, 13,5 mil unidades, diante do mesmo período do ano passado. No mês passado foram produzidos 2 mil chassis, queda de 42,5% com relação a agosto de 2022 e avanço de 7,6% na comparação com julho.
As exportações no acumulado do ano registraram queda de 2,3%, 3,3 mil unidades, diante do mesmo período de 2022. Em agosto foram exportados 499 chassis, recuo de 26,7% sobre agosto do ano passado e de 5,3% na comparação com julho.
São Paulo – A Anfavea considera ter menos de um mês para consumir os R$ 700 milhões ainda disponíveis em recursos para descontos nas compras de caminhões e ônibus. A MP 1 175 expira em 3 de outubro e caso não seja analisada antes pelo Congresso o programa encerrará, independentemente de haver ou não ainda dinheiro disponível.
O programa de incentivo para caminhões e ônibus demorou para engrenar porque existe uma série de regras a seguir até que o comprador receba o desconto final. Muitas foram simplificadas no decorrer, como a dispensa de o comprador do veículo 0 KM ser o mesmo do usado e a possibilidade de utilizar descontos de dois usados, reciclados, em um novo.
A produção de caminhões em agosto somou 9,6 mil unidades, queda de 44,1% na comparação com igual mês de 2022 e alta de 42,6% sobre julho, aumento que na visão da Anfavea ainda não representa uma recuperação relevante porque a base comparativa era muito baixa. No acumulado do ano o setor produziu 63,5 mil unidades, retração de 37,5%, por causa da baixa demanda por veículos Euro 6.
Os emplacamentos, também afetados pelo baixo interesse do mercado por veículos Euro 6, registrou 9,3 mil vendas, recuo de 25,5% com relação a agosto de 2022 e expansão de 11,3% na comparação com julho, alta também elevada pela base baixa, assim como ocorreu com a produção. No acumulado do ano foram vendidos 70,2 mil caminhões, queda de 14% na comparação com iguais meses de 2022, queda menor do que na produção porque a maior parte dos veículos vendidos foi com motor Euro 5, que as montadoras tinham em estoque.
A Anfavea tem monitorado mês a mês o avanço dos veículos Euro 6 no volume total comercializado, que até agosto está em 35%.
Em agosto foram exportadas 1,4 mil unidades, avanço de 6,1% na comparação com julho, mas queda de 38,6% quando comparado com agosto de 2022. De janeiro a agosto foram embarcados 10,9 mil caminhões, volume 29,3% menor do que em iguais meses do ano passado.
São Paulo – Representantes da Anfavea e do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, têm reunião agendada para a segunda-feira, 11, para definir os últimos pormenores da segunda fase do Rota 2030. A expectativa do presidente da entidade, Márcio de Lima Leite, é a de que ainda em setembro as regras sejam publicadas, restando apenas alguns decretos para regulamentação, como ocorrido na primeira fase, há cinco anos.
Como já divulgado, tanto pelo governo como por representantes da indústria, a grande alteração nesta etapa será a medição das emissões do poço à roda. A eficiência energética será medida por megajoule por quilômetro, segundo o presidente.
Da mesma forma que na primeira fase haverá metas para serem seguidas e bonificações para aqueles que as superarem, com descontos de um ou dois pontos porcentuais no IPI. São aguardadas também indicações a respeito da eletrificação.
“A segunda etapa do Rota 2030 dará a previsibilidade tão esperada pela indústria e as indicações para pesquisa e desenvolvimento.”
São Paulo – Sem paradas nas montadoras em agosto a produção deu um salto e somou 227 mil veículos, 24% acima do registrado em julho, 183 mil unidades. O volume volta ao patamar de maio, mês que antecedeu o anúncio do programa de incentivo do governo à venda de veículos de até R$ 120 mil, com descontos de R$ 2 mil a R$ 8 mil, quando foram produzidas 228 mil unidades.
Segundo o que afirmou o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, durante entrevista coletiva à imprensa na terça-feira, 5, o quinto mês do ano foi marcado por reforço na fabricação a fim de aproveitar o que seria anunciado em junho, embora ainda não se soubesse exatamente o teor da medida.
“A ausência de paradas de fábricas é sinal muito positivo em razão do que vínhamos vivendo nos últimos anos e meses.”
Na comparação com agosto de 2022, porém, quando saíram das linhas de produção 238 mil veículos, tem-se recuo de 4,6%. Leite lembrou que aquele mês no ano passado foi chave porque, diante das férias de países da Europa e dos Estados Unidos, e em meio à crise de semicondutores, acabou sobrando mais componentes para o Brasil, que aproveitou para acelerar a produção e “o País ficou no oceano azul”.
No acumulado do ano foram fabricadas 1 milhão 542 mil unidades, leve alta de 0,4% frente ao período janeiro a agosto de 2022, 1 milhão 479 mil veículos, o que o dirigente classificou como estabilidade.
Com relação aos estoques no mês passado havia 244,7 mil unidades nas montadoras e concessionárias, o equivalente a 35 dias de vendas. Em julho a quantidade de veículos prontos era de 198,8 mil, sendo necessários 29 dias para a desova das unidades.
“Em agosto, historicamente, considerando os últimos três anos antes da pandemia, 2017, 2018 e 2019, é normal haver aumento de estoque. Até para se prepararem para o segundo semestre, além de ser período de férias em países do Hemisfério Norte quando, portanto, há maior disponibilidade de insumos e componentes para o Brasil.”
Leite complementou que a quantidade está alinhada ao que a entidade esperava para o período e em volume inferior ao cenário de pré-pandemia.
Quanto aos empregos, em linha com o dado macroeconômico de que o índice de desemprego caiu ao menor patamar desde 2014, para 7,9% no segundo trimestre, as montadoras estão com 100,1 mil empregados, leve alta de 0,5% frente a julho. Em comparação a agosto de 2022, porém, o número está 3,3% abaixo. Na cadeia automotiva o número de funcionários chega a 1,2 milhão, segundo o presidente.