Trabalhadores protestam em São Bernardo

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São Paulo – Enquanto três mil trabalhadores, familiares e apoiadores – segundo cálculos do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC – protestavam pelas ruas de São Bernardo do Campo, SP, na terça-feira, 26, contra o fechamento da fábrica da Ford na região, o governador de São Paulo, João Doria, afirmou a jornalistas presentes no Palácio dos Bandeirantes que três empresas interessadas na aquisição da unidade se apresentaram ao governo.

 

Disse ele à Agência Brasil: “Posso antecipar a vocês que já recebemos três consultas de fabricantes de caminhões e automóveis, e oportunamente, após a evolução desses entendimentos, tornaremos públicas essas intenções”.

 

Consultada pela Agência AutoData a Ford afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que até aquele momento não havia sido informada sobre o tema.

 

A produção segue parada na unidade do Taboão, onde os trabalhadores cruzaram os braços logo após o anúncio do encerramento das atividades e saída da Ford do negócio de caminhões ainda este ano, há uma semana. Em assembleia os funcionários decidiram manter a paralisação ao menos até a reunião agendada com a diretoria global da companhia em Dearborn, onde está localizada a matriz.

 

Será na quinta-feira, 7 de março, logo após o Carnaval.

 

Os metalúrgicos lançaram também uma campanha para que ninguém compre carro da Ford, com objetivo de alertar a sociedade sobre a situação dos trabalhadores – a estimativa da entidade é que, somados os empregos indiretos, o fechamento da fábrica corte mais de 10 mil postos de trabalho.

 

De toda forma o sindicato defende também o aprofundamento da discussão sobre a competitividade brasileira. Em nota, o presidente Wagner Santana, o Wagnão, defendeu que o Brasil tem condições de se tornar base exportadora de veículos.

 

“Para dar o salto de qualidade necessário à indústria automotiva do País, há de se pensar seriamente numa reforma tributária eficiente, que reduza o preço dos veículos e permita que o Brasil se torne uma base exportadora. Capacidade nosso trabalhador tem, parque industrial nós temos, capacidade ociosa também”

 

Foto: Divulgação/SMABC.