São Paulo – A Ford destinou vinte de seus engenheiros do Centro de Desenvolvimento e Tecnologia no Brasil, sediado na Bahia, para a pesquisa de novos materiais derivados do grafeno. O trabalho é feito em parceria com a UCSGraphene, instituição vinculada à Universidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, onde há ecossistema de inovação dedicado à produção de grafeno em larga escala.
Segundo a Ford, que já aplica grafeno em veículos como a F-150, Mustang e Mach-E, e detém diversas patentes nos Estados Unidos, o material “tem propriedades únicas, capazes de revolucionar vários produtos como eletrônicos, baterias e componentes automotivos”. O grafeno é “o material mais leve e resistente do mundo, duzentas vezes mais resistente do que o aço e possui elevada condutibilidade térmica e elétrica, além de permitir a confecção de camadas finíssimas e ser combinado com outros materiais”.
O Brasil, segundo o engenheiro especialista e líder da equipe no Centro da Ford Brasil, tem uma das maiores reservas mundiais e é hoje o terceiro produtor global de grafite, de onde se extrai o grafeno.
“O Brasil avançará nessa pesquisa que tem um potencial enorme de aplicações, como a melhoria da refrigeração de baterias de carros elétricos, materiais para isolação de ruído, revestimentos anticorrosivos e ligas de alumínio reforçado com grafeno. Hoje já estamos trabalhando em mais de dez projetos de aplicação de grafeno na área da mobilidade.”
A Ford também passou a integrar o TecnoUCS, também em Caxias do Sul, com um espaço dentro do complexo.