Crédito do BNDES para máquinas e equipamentos cresce 11%

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28/11/2017

A atividade econômica brasileira começa a dar sinais de recuperação, depois de um longo período de estagnação. Um termômetro que indica a retomada dos negócios é a liberação de recursos pelo BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Assim, a linha Finame, que financia máquinas e equipamentos, apontou desembolsos de R$ 16 bilhões de janeiro a outubro, valor 11% maior do que o concedido nesse mesmo período do ano passado. Nos últimos doze meses, conforme informações da instituição, foram entregues R$ 19,2 bilhões.

 

Além do aumento nos desembolsos a Finame projeta crescimento dos negócios, pois as aprovações, última etapa antes da contratação e desembolso, alcançaram R$ 18,2 bilhões de janeiro a outubro, expansão de 25% na comparação com o mesmo período de 2016.

 

Com mais recursos para financiamento a produção de máquinas agrícolas e rodoviárias também começam a se recuperar. De janeiro a outubro saíram das linhas de produção 48 mil 598 unidades -- tratores de rodas e de esteiras, cultivadores motorizados, colheitadeiras de grãos, colhedores de cana e retroescavadeiras. No mesmo período de 2016 foram 42 mil 803 unidades, segundo dados da Anfavea.

 

Os dados positivos deste ano ainda estão bem longe do recorde de produção alcançado em 2013, quando foram produzidas 87 mil 68 unidades de janeiro a outubro. O fato é que em 2013 vários fatores contribuíram para o bom desempenho do setor, como a questão climática, os financiamentos, o bom momento da economia e exportações em alta. Mesmo com o resultado longe do que ocorreu naquele ano a prévia de 2017 dá um sinal de alento tanto para o setor quanto para a economia nacional e as projeções são de expansão no ano que vem.

 

Mais crédito –  A soma de todos os desembolsos do BNDES, este ano, é de R$ 55,1 bilhões. A participação de micro, pequenas e médias empresas segue como a mais significativa, com R$ 23,6 bilhões, que representaram 42,9% do total de janeiro a outubro.

 

A agropecuária representou 21,3% dos desembolsos até outubro, crescimento de 9% nos dez meses deste ano se comparado com o mesmo período de 2016, e alcançou R$ 11,7 bilhões.

 

A linha de financiamento BNDES Giro, por sua vez, alcançou a marca de R$ 5,5 bilhões no ano, alta de 252% com relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado de doze meses a linha, criada para suprir a carência de capital de giro das empresas, desembolsou R$ 6,6 bilhões, volume 211% maior do que de novembro de 2016 a outubro de 2017.